Um jovem jogador brasileiro que não tem medo de lutar

Ler uma entrevista como a que Lucas Santos, 20 anos, jogador revelado pelo Vasco e hoje no CSKA de Moscou, concedeu ao jornal El País, é um alívio e tanto. Ele rompe com o mundo de alienação e de escolhas ruins em que vive boa parte dos jogadores do futebol brasileiro. É uma exceção.

Nascido na favela do Irajá, habituado a enfrentar o racismo desde o início e a temer pela violência policial, Lucas estudou, passou a pesquisar sobre heróis como Martin Luther King, Mandela e Zumbi dos Palmares e já não tem medo de se posicionar.

Faz uma crítica dura e justa ao governador Witzel, homem que anunciou que sua polícia iria mirar na cabeça dos suspeitos, estabelece diferenças entre esquerda e direita, faz suas escolhas e não teme chegar ao fim de contrato de empréstimo e voltar ao Vasco, caso os russos não exerçam a opção de compra.

Acima de tudo, ele sabe que seu clube tem uma história corajosa de enfrentamento do racismo.

Leiam a entrevista.

Lucas Santos é um bom exemplo para os companheiros.

Sobre mariomarcos

Jornalista, natural de criciúma, fã incondicional de filmes, bons livros e esportes
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