A lição de Vik Muniz

“Eu vivi ilegalmente nos Estados Unidos por seis anos, trabalhando por uma fração do salário mínimo e sendo constantemente chantageado por patrões exploradores. Eu fiz isso para pagar dívidas de família e ajudar meus pais. Hoje sou representado como americano nos mais importantes museus do mundo, inclusive na embaixada americana em Brasília. Eu fui obrigado a sair do Brasil por não ver nenhuma condição de desenvolvimento pessoal aqui durante a ditadura. Foi justamente por causa de demagogos baratos como Eduardo Bolsonaro que eu sim, vergonhosamente, fui obrigado a viver longe da minha família para poder ajudá-la. O senhor Bolsonaro devia se envergonhar de um contexto político que propicia tal diáspora e não de pessoas honestas tentando sobreviver em países mais justos do que o que nasceram. Pode ter vergonha de mim, Eduardo Bolsonaro. Meu pai, que nunca precisou me ajudar, não tem. As pessoas vivem no mundo que elas constroem dentro de si mesmas. Eu sinto pena de quem vê o próprio conterrâneo através dessa ótica tacanha e mendicante e se imagina sóbrio o suficiente para imaginar tais asneiras como capital político”.

(Vik Muniz, artista brasileiro, com exposições nos principais museus do mundo, ao contestar um dos filhos do presidente que definiu os brasileiros ilegais dos Estados Unidos como uma vergonha. Muniz foi imigrante ilegal. O texto dele é um protesto e uma lição a uma pessoa, o filho do presidente, que parece ter um estoque inesgotável de asneiras)

Sobre mariomarcos

Jornalista, natural de criciúma, fã incondicional de filmes, bons livros e esportes
Esse post foi publicado em Gente e marcado , , , . Guardar link permanente.

6 respostas para A lição de Vik Muniz

  1. Fifaldino disse:

    O Bozonazismo é a onda ideológica mais patética que o mundo já viu. Une racismo, homofobia e misoginia com uma subserviência vergonhosa aos EUA. Mais do que “anti-intelectualismo”, o Bozonazismo é o orgulho do “chinelão ignorante com atitude”. Credo!!!

    • Maurício disse:

      É muito triste constatar que uma campanha baseada em notícias falsas e em opiniões infelizmente genuínas desse asno tenha conseguido conquistar dezenas de milhões de brasileiros.

  2. andreas boos disse:

    Mas é um verdadeiro imbecil esse filho do Bolsonaro … prq nao fica queto? Idiota com I maiusculo.

  3. Rodrigo R. disse:

    Esses vagabundos da “famiglia” lembram a música “Retrato de um playboy” de Gabriel, o Pensador. Tem eles aquela escrotidão. O Bozo saiu da lama que é a câmara, cujo fedor foi espalhado ao mundo naquela sessão do “sim sim sim” circense contra Dilma, o nivel daquilo precisa melhorar muito para chamar de “baixo clero”, quanto mais para colocar alguém na presidência. Banânia está com o presidente mais chinelo da sua história, um surfista que deu de cara na areia e quando levantou viu o Palácio do Planalto. Imagine o caráter filhos mimados certamente pessimamente criados, sem qualquer referência de ética por um pai que até ladrão da própria mulher foi? A sensação de onipotência mimada misturada à sensação de liberdade das redes sociais, o habitat deles, coloca esses moleques num delírio escatológico de poder. É aquela coisa do filho boçal do chefe multiplicado por mil. Faltam três anos e nove meses. Sigo secando!

  4. Ricardo - DF disse:

    E a vergonha de viver de com o dinheiro de seus funcionários fantasmas, não é maior ?
    E a vergonha de ser parceiro das milícias do Rio, não é maior ?
    E a vergonha de ficar de quatro pro Trump montar no lombo, não é maior ?

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s