Grêmio volta a perder no Brasileirão. De novo, com reservas

Pela terceira vez, Renato voltou a utilizar um time reserva no Brasileirão – e pela terceira vez, viu o Grêmio perder. Foi assim contra o Sport, Palmeiras e, na tarde deste domingo, Botafogo, uma derrota de 1 a 0 que mantém a distância de oito pontos para o líder Corinthians e que pode ser ampliada para 11 caso os paulistas vençam o jogo adiado contra a Chapecoense.

Desde o início deu para perceber que seria mais um confronto de dificuldades.

Mesmo jogando também com uma equipe alternativa, com apenas três titulares, o Botafogo foi melhor o tempo todo, teve as principais chances e só não ampliou porque o goleiro Paulo Victor fez pelo menos duas grandes defesas no segundo tempo.

A situação se encaminhou bem para o time carioca já aos seis minutos quando Leandrinho recebeu passe preciso de Brenner e tocou na saida de Paulo Victor. Um a zero.

O jogo ficou então como o Botafogo de Jair Ventura gosta: sistema de marcação atento do meio para trás e aposta nos contra-ataques em velocidade. Assim, sempre ameaçou o Grêmio, especialmente nas jogadas puxadas pelo chileno Valencia e por Guilherme.

O Grêmio fez algumas tentativas, sem muito risco para Gatito Fernandez, mas poderia ter empatado no fim do primeiro tempo caso o lateral-esquerdo Marcelo Oliveira aproveitasse pênalti de Matheus Fernandes, que tocou o braço esquerdo na bola na cobrança de falta. Marcelo bateu rasteiro, fraco, no canto direito, mas Gatito desviou a escanteio, aos 46 minutos.

Na volta para o segundo tempo, o Botafogo passou a explorar ainda mais os contra-ataques, certo de que o Grêmio concederia espaços. Aos 12 e aos 14, Valencia só não ampliou porque Paulo Victor foi preciso. Aos 19, ele salvou de novo: Arnaldo arrancou da lateral-direita, passou em diagonal pela defesa do Grêmio e já na área tocou tentando desviar do goleiro. Paulo Victor foi preciso e defendeu.

Renato mudou ainda mais o time ao trocar Batista por Jonatan, Jailson por Patrick e Lincol por Jean Peter, todos jovens da base. Mesmo assim, com jogadores descansados, o Grêmio não conseguiu pressionar. Teve um bom momento com Fernandinho aos 43 minutos, mas por pouco não sofreu gol de Gilson aos 48.

Renato volta agora para se dedicar aos preparativos do time titular para o primeiro confronto pela semifinal da Copa do Brasil, contra o Cruzeiro, na quarta, na Arena.

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Sobre mariomarcos

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7 respostas para Grêmio volta a perder no Brasileirão. De novo, com reservas

  1. Ricardo disse:

    qué qué qué…

  2. Maurício disse:

    Parece que a chuva incessante em todo o estado tá afetando as comunicações.

  3. Rodrigo R. disse:

    Acabei de ver os “melhores lances” – ainda bem que não vi o jogo! O jogo de hoje, assim como o da próxima rodada, era um jogo aceitável para ser perdido, com todas essas decisões, este era o momento de “gastar” pontos que deveriam ter sido ganhos contra Sport, Avaí, Corinthians, Cruzeiro, São Paulo, Santos. Reservas contra reservas sempre ganha quem joga em casa, podia ser pior se desse a lógica no ano e o Botafogo, um sobrevivente, estivesse só no Brasileirão e usasse seus titulares. Mas isso não me faria ver essa merda, jogo de reservas fica no nivel da Segundona ou ruralito, nem de “futebol” merece ser chamado isso.

    O Grêmio perdeu aqueles pontos todos sob o discurso que é um atestado de falta de ambição, burrice e alienação: “vamos buscar depois, dá para recuperar, o campeonato é longo”… Esse discurso sorridente (que era repetido por gremistas que simplesmente aprovam todas as decisões do messias fanfarrão cegamente) era mais irritante que as derrotas! Discurso conformista que reflete a diferença que vem de fora do futebol, começa fora, que vem desde a diferença de ambição do típico paulista workaholic urbano para o típico gaúcho bombachudo cujo mundo não é essencialmente maior que o de Blau Nunes. Esse discurso conformista cola para “copar vaga”, mas não pode existir em briga por título do Brasileirão, onde não há margem para tantos tropeços, qualquer tropeço deve gerar chutes na porta do vestiário e dedo na cara uns dos outros! Nada é recuperável. Tropeço não: cagadas mesmo, cagadas de quem se acostumou (e se acomodou) a ser coadjuvante nesse campeonato que, desde 2003 com o fim do formulismo, é o mais difícil da américa do Sul, e onde é mais complicado ser protagonista e campeão.

  4. Rodrigo R. disse:

    Eu tenho medo que um dia, sem que o Grêmio tenha ganho um título sequer nesse formato de pontos corridos e turno e returno, o lobby pela volta do formulismo vença, lobby feito pelos fracassados que não ganham de jeito nenhum nos pontos corridos-turno-returno (a competição mais difícil da América do Sul, mais difícil que todas as copas juntas) ou pelos que ganharam e que já estão no conforto de terem provado que ganham em qualquer formato e querem acabar com o formato pelo prazer de jogar na cara de quem não venceu “time grande são os que ganharam pontos corridos – o seu ganhou?” (seria um bullying duro e eterno.) E o pior é que quanto mais o Grêmio perde Brasileirões mais o desdenha, “Ah! ganharíamos se esse fosse o nosso foco…” – não cola, só vale taça real, virtual não! Fracassam nos pontos corridos e berram a volta do formulismo. Tal volta, sem ganhar pontos corridos seria a pior coisa que poderia acontecer.

    E ano que vem será a mesma coisa, terá as mesmas competições. Se tiver time tenho certeza que avançará na Copa do Brasil (porque tendo time é mole ir longe) e na LA (porque tendo time é mole ir longe), mas se for assim sempre que tiver time para justamente ganhar o Brasileirão o abandonará, e só o abraçará sob o preço amargo do fracasso, antes, nas copas, como em outros anos! E é isso que tem acontecido ano após ano. Mas aí não adianta, só sobrará “copa da vaga”, “copa G6”, e assim seguirá no Brasileirão, perderá a cada ano ou por arregar e fugir para as copas, mais fáceis, ou por o abraçar sem chances mais como o Palmeiras (cujo ano está acabado) ou sem time, como os do meio da tabela para trás. No Brasileirão, nesse formato, não tem chance quem não tem time, e até ter time ainda não garante nada, pela minúscula margem de pontos a serem perdidos por um candidato real ao título.

    O Grêmio está há “apenas” 21 anos sem ganhar, indo a 22! E eu achava, em 1996, “puxa vida temos que ganhar! 15 anos sem ganhar a principal competição nacional? Absurdo…” Ganhar só copa do brasil não compensa a perda do Brasileirão, seria um ano negativo, decepcionante: só a Libertadores (não por ser mais difícil, não é, mas por sua grife e pela vaga no Mundial) ou, de preferência, as duas copas compensam. E afinal de contas se deixarem o Brasileirão de lado ainda chorarão o calendário? Era só o que faltava, seriam 18 datas para amistosos, 18 datas a menos.

  5. andreas boos disse:

    andreas boos disse:
    agosto 11, 2017 às 8:35 am

    Se perder o proximo jogo, a crise esta instalada. kkk

  6. Ricardo - DF disse:

    Também não me animei a ver os reservas. A defesa reserva é muito fraca. 3 jogos, 3 derrotas. E mais um pênalti perdido… Excelente defesa do goleiro, esperou a definição do chute e buscou lá no canto. Contra goleiros assim, tem que chutar forte.

    Leonardo, Bressan, Bruno e Oliveira… caraca, fosse a defesa titular era 2a divisão na certa.

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