Marcha para trás

Na última semana, duas grandes universidades privadas do Rio Grande do Sul iniciaram a abertura de inscrições para o vestibular de ingresso nos novos cursos de medicina.

Os aprovados no concurso de ingresso terão de pagar mensalidades que variam de R$ 7 mil a mais de R$ 8 mil. Com ligeiras variações, em outras universidades particulares o custo para o aluno segue estes padrões.

Na mesma semana, a imprensa informou sobre as carências brutais das universidades federais (inclusive a Ufrgs), que estão vivendo um período acelerado de penúria financeira, algumas delas ameaçadas de não poder funcionar este ano (caso das federais do Rio e de Sergipe, por exemplo).

Pois bem, junte estas duas informações, acrescente programas sociais reduzidos, bolsas suspensas, financiamentos cada vez mais restritos a estudantes e até a pesquisadores do CNPq e chegaremos a uma conclusão óbvia – e assustadora.

Estamos recuando em marcha acelerada aos tempos sombrios em que a educação era um sonho praticamente exclusivo da parcela privilegiada de brasileiros, aquela de sempre, que está bem explicada no livro Raízes do Brasil (Sérgio Buarque de Holanda).

 

 

 

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Sobre mariomarcos

Jornalista, natural de criciúma, fã incondicional de filmes, bons livros e esportes
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61 respostas para Marcha para trás

  1. ELTON disse:

    Nenhuma novidade nisso. E nem se trata apenas da educação. Estados tem dificuldades em pagar seus servidores. Municípios tem dificuldades em pagar seus servidores. Hoje pela manhã, ouvindo o Eliseu Padilha, de quem tenho todas as ressalvas do mundo, pude escutar que, caso não hajam reformas de toda ordem (inclusive a previdenciária), a UNIÃO chegará no ano de 2024 e terá condições de pagar apenas os servidores e repassar os valores da educação e da saúde. Nada mais. Só espero não ter que dar razão a esse sujeito.

  2. 66 disse:

    Mas qual a credibilidade desse verme, juntamente com o governo que ele representa??
    Não passam de um bando de velho ordinário, roubando o que podem roubar e se lixando para a população.
    Por favor…nenhuma declaração de nenhum membro desse partido parasita merece respeito.
    A que interesses esses vermes estão servindo, para querer tocar de qualquer jeito essas “reformas”?
    A auditoria nas contas da Previdência deveria ser a primeira medida tomada por qualquer governo que se preze.

    • Fifaldino disse:

      Amém. É isso mesmo. Assino embaixo!!

    • Henrique disse:

      Auditoria… auditoria custa caro e não faz milagre. A população envelheceu, o crescimento parou, não tem segredo, a conta não fecha. Não tem nada a ver com governo A ou B. O Lula mesmo dizia que era necessário realizar reformas em todo o sistema.

  3. Maurício disse:

    Calma, a patrulha ‘apartidária’ do blog deve ter uma boa explicação.

  4. INTERminável COLORADO disse:

    Infelizmente, o curso de Medicina sempre foi para RICO. Aliás, a maioria dos cursos em universidades privadas são para classes abastadas. Pobre, com exceção dos governos petistas, e talvez um outro caso raro individual (universidades públicas), jamais conseguiu passar em um vestibular para Medicina, bem como cursá-lo em universidades privadas, pois o valor é astronômico e impossível para qualquer cidadão das classes médias para baixo. Nem com FIES é possível. Em breve, se tudo der certo ao governo golpista de Temer, as Universidades públicas deixarão de ser gratuitas. Quanto ao pobre, bem – como dizia aquele deputado televisivo – O pobre que se exploda!

    Sobre o que o ELTON falou acima, vemos aqui o velho “terrorismo” do PMDB, “Meu Partido é o Rio Grande e o Brasil.” Às favas com esse partido de sanguessugas, mentirosos e ladrões! Tiveram a oportunidade de administrar o Estado do RS diversas vezes, assim como o Brasil (nunca deixaram o poder ou de estar às voltas como corvos que são), e sempre FOI O MESMO DISCURSO. Isso já acontecia nos tempos de SIMON, depois BRITTO, novamente com RIGOTTO, YEDA por tabela, embora fosse do PSDB (o mesmo partido do prefeito júnior de Porto Alegre), mas com o mesmo discurso. Hoje se repete com SARTORI no estado e JÚNIOR em Porto Alegre. O que há em comum entre todos eles além do discurso? O Estado mínimo, o neoliberalismo, reformas imediatas, as privatizações (como rola dinheiro em privatizações). É a política onde o empresariado têm seus privilégios e prioridades. Lembro, que ANTONIO BRITTO, ex-governador, a frente da AZALÉIA, fechou uma fábrica aqui no RS deixando 800 desempregados, e ao mesmo tempo abriu uma unidade na CHINA. Este partido que sempre fez do funcionalismo público o bode expiatório para as crises intermináveis, tudo para encobrir a sua incompetência para administrar municípios e estados. Atrasos em salários do funcionário público ocorreu em TODOS estes governos no RS, com exceção aos governos de COLLARES, OLÍVIO e TARSO (dizem que foram esses 3 que “quebraram” o Estado do RS). A sociedade, me parece, está satisfeita com esses governantes do PMDB e PSDB. Se não saem às ruas para protestarem contra a falta de investimento em saúde, segurança e educação, (não vou nem falar da corrupção, que não é de hoje) é porque estão satisfeitas com eles e merecem exatamente o serviço público que estão oferecendo. Ano que vem teremos eleições, e estamos sujeitos a ver o primeiro governador se reelegendo aqui no RS, não por sua competência, mas pela cegueira, pelo ódio, pela ignorância da população. Quanto ao ELISEU QUADRILHA, como ele é conhecido aqui no litoral gaúcho por TODA população, o que ele fala não tem crédito. Segundo o povo litorâneo, PADILHA é o primeiro-ministro das falcatruas, há décadas.

    • ELTON disse:

      Como disse lá no meu comentário, “só espero não ter que dar razão a esse sujeito”. Já pensou chegarmos lá em 2024/2025 e ouvirmos a seguinte frase: “O Elizeu Quadrilha já tinha falado sobre isso lá em 2017”?.

  5. Henrique disse:

    Vamos lá, pelo visto o pessoal daqui tem uma visão bem enviesada do assunto… o crescimento no governo Lula se deve à expansão do crédito e boom das commodities.

    Acontece que a conta chegou. Não existe milagre na economia. Gastou-se muito pra simular uma ilusão. E agora, é claro, vai sobrar pro pobre pagar…

    • Fifaldino disse:

      Ah, tá!! E o cobrador dessa conta tinha que ser justamente essa CORJA que aí está, né??? Tá “serto”. E viva a velhinha de Taubaté!!

      • Henrique disse:

        Quanto mais o tempo passa, pior fica. Não me agrada o Temer também, mas alguém precisa arrumar a bagunça e isso é impopular. Quem vai ter coragem de mexer nesse vespeiro?

    • casiorabello disse:

      Ah, claro…tua visão é que tem o viés correto. A direita se recusa em aceitar os acertos do governo Lula e discursam essa as commodities como única causa do bom governo dele. Mesmo que fosse verdade, o que importa é que o recurso foi gasto com quem mais precisava dele : a parcela pobre da sociedade. Como nunca havia sido feito antes e como não está sendo feito agora.

      • Fifaldino disse:

        Exatamente!!! Essa corja egoísta falha em se dar conta de que a SOCIEDADE existe é para proporcionar o necessário para quem PRECISA. Quem acha que merece mais porque “contribui mais” é quem realmente não sabe viver em sociedade. Eles se preocupam mais com o dinheiro do que com as pessoas…

      • Rafael disse:

        Não é verdade. O andar de cima foi o maior beneficiário. E à custa de endividamento do estado, cujo rombo teremos de cobrir.

        Bolsa-empresário: R$ 1 trilhão. Programas sociais: R$ 372 bilhões

        Uma expansão de gastos do governo nos últimos 14 anos premiou grandes empresas com subsídios que superaram os destinados a programas sociais, informa a Folha.

        “Conhecidos como ‘bolsa empresário’, esses recursos serviram para conceder crédito mais barato, prover garantias e até socorrer empresas ou setores inteiros.

        Segundo o Ministério da Fazenda, de 2003 a 2016 os subsídios embutidos em operações de crédito e financeiras somaram quase R$ 1 trilhão – R$ 420 bilhões do total foram para o setor produtivo.

        O valor superou o que o governo destinou a programas sociais (R$ 372 bilhões) no mesmo período e também àqueles ligados à agropecuária e que cumprem as duas funções (econômica e social).”

        Fonte: Folha de São Paulo, 06/08/2017.

      • Henrique disse:

        “tua visão é que tem o viés correto”… casiorabello, eu não estou dando visão alguma. É fato. Se duvida, pesquise sobre os preços da commodities, oras.

        Rafael explicou outro ponto. TODOS se beneficiaram na onda Lula, mas, como disse, não é expandindo o crédito pro pobre que vamos conseguir sair da miséria.

    • INTERminável COLORADO disse:

      Henrique, sempre sobrou para o pobre. No mundo capitalista isso nunca foi novidade, não é?

    • INTERminável COLORADO disse:

      E mais, o que o Lula tem a ver com o post do MM?

      • Henrique disse:

        O Lula tem a ver com o post justamente por causa da visão enviesada de comparar como era antes e como é depois, sem nem sequer explicar o motivo disso.

      • Rafael disse:

        Sem dúvida. É a postura de criticar o bombeiro pela ocorrência do incêndio. Mesmo que o bombeiro tenha desvios éticos, ninguém mais quis assumir o protagonismo de medidas impopulares mas absolutamente necessárias.

      • Fifaldino disse:

        Puxa!!! Coitadinho do Temer. Um verdadeiro “bombeiro injustiçado”. Só não vou rir porque isso nem engraçado é. Vai que seja doença…

      • Henrique disse:

        A questão é que alguém precisa lidar com os reais problemas do Brasil. Quem mais seria? Lula? Pra se fazer de proletário oprimido quando tem mais de 9 milhões na previdência?

      • Caros Henrique e Rafael, nos anos 90 se dizia que com as privatizações sobraria mais dinheiro para investir em saúde, educação e segurança. Pois em 2008, um trabalho da Fundação Instituto de Administração (FIA) demonstrou que o investimento per capita em saúde no país era praticamente o mesmo do início dos anos 90!

        Sabe o que me chama a atenção no discurso de uma certa galera adepta do livre mercado na atualidade? A de que eles denunciam os capitalistas corporativos no atacado para defender as medidas que os beneficiam no varejo. A atual política de ajuste fiscal em curso no mundo não tem nada a ver com “colocar as contas públicas em ordem”. Fosse esse o objetivo e, ao menos, se buscaria limitar o endividamento público. Pelo contrário, PECs como a dos Gastos de Temer deram ainda mais margem para ela aumentar. A atual política de ajuste fiscal, que mesmo setores do próprio sistema tem questionado a sua eficácia e já foi até batizada de “austericídio”, visa única e exclusivamente buscar resgatar as taxas de lucro dos grandes capitalistas em crise. E como a principal fonte de acumulação do capital hoje se dá na esfera financeira a dívida pública é cada vez mais um filão a ser buscado. Jim Rogers, um dos grandes investidores do mercado financeiro, não titubeou em afirmar buscar ainda mais a dívida pública para atenuar as perdas de uma crise que deverá se aprofundar. Um defensor do livre mercado como Murray Rothbard também não titubearia em denunciar Jim Rogers e a sua associação com o Estado para lucrar “às custas dos contribuintes”. Rothbard sabia da mutreta que era a dívida pública. Rejeitava a sua comparação com a dívida privada pois sabia da malandragem. Defendia o calote dela e apontava os casos de Estados dentro dos Estados Unidos que praticaram o calote e não entraram em colapso! É muita ingenuidade acreditar que a dívida pública tem se elevado por causa da “gastança do Estado”. Fosse assim e não teríamos a elevação dela nos países considerados modelo de austeridade. É uma visão que acha que o Estado só se endivida fazendo empréstimo. É a visão distorcida do indivíduo que olha para a dívida pública como se fosse dívida privada, erro que o próprio Rothbard criticou.

        Rothbard, ao defender o calote, era até mais ousado do que o Auditoria Cidadã na sua proposta. Vamos abrir a caixa da dívida, conhecê-la melhor e acabar com as especulações. Conheceríamos melhor a formação da dívida e os credores dela (sim, até essa informação é sonegada pelo governo!).

    • Fernando Haas disse:

      Quem “deveria pagar” são os rentistas e milionários em geral. Temos uma das maiores taxas de juros reais do mundo. Deste jeito é difícil a conta “fechar”. Que tal seguir os conselhos do Bresser Pereira e baixar a taxa SELIC? Não se trata de nenhum incendiário comunista (atenção: trata-se de uma ironia). Qualquer pessoa com um pouco de boa vontade já percebeu que tanta desigualdade social não resulta num sistema estável.

      • Rafael disse:

        Pois foram os tão odiados rentistas que taparam o furo causado pelos últimos governos perdulários. Governos com desajuste fiscal têm com pouca credibilidade junto ao mercado, pois em geral são maus pagadores, precisando portanto pagar juros maiores para captar recursos. Quem é realmente o vilão na história, aquele que socorreu o governo e cobra os juros contratados (o mercado) ou aquele que ofereceu títulos públicos e prometeu pagar juros altíssimos para cobrir sua própria incúria administrativa (o estado)?

      • Ora, os especuladores e banqueiros heróis da ordem das contas públicas, quem diria! Tem gente que acha que está sendo a fina flor do livre mercado e não passa de papagaio de pirata, ops, digo, de rentista! Nem os clássicos do liberalismo seriam capazes de acreditar em tamanha obtusidade!

    • Rafael disse:

      Sem dúvida. E esse pessoal ainda tem a petulância de pedir auditoria da dívida. Ou seja, eles mesmos que alavancaram a dívida a níveis insuportáveis agora colocam em dúvida o montante que criaram. É cúmulo do cinismo.
      Fizeram a festa com dinheiro alheio. Agora, sobrou uma dívida monstruosa, que consome quase metade da arrecadação para pagamento de capital e juros, e uma máquina estatal paquidérmica, ineficiente e descolada dos propósitos republicanos.

      • Fifaldino disse:

        Ainda bem que agora temos o TEMER para nos conduzir ao maravilhoso mundo da sinceridade e respeito ao dinheiro alheio. Ufa!!!

      • Rafael disse:

        Agradeça à Dona Dilma.

      • Fifaldino disse:

        OK. Bons sonhos!

      • casiorabello disse:

        Ter a Folha como única fonte de informações dá nisso. A velha astúcia : privatiza o lucro e socializa o prejuízo. Pesquisa melhor e encontrará índices que atestam o crescimento econômico do país no período que citastes. Valores são diretamente vinculados aos objetivos desejados. Recursos destinados ao empresariado (na maioria médios e pequenos) continham obrigações sociais relevantes e pertinentes à proposta de inclusão do governo Lula. Por exemplo, um trilhão aos empresários que se obrigam a criar um número X de postos de trabalho. Ou seja, não é uma doação e tem forte cunho social. Resumindo, nunca nenhum governo se preocupou tanto com a parcela mais pobre da sociedade.

      • Fifaldino disse:

        Essa sugestão não vai adiantar muito, Casio. Essa gente não dá a mínima para a pobreza (alheia)….

      • Henrique disse:

        Pessoal discute política achando que é GreNal. Não estou tirando o mérito do governo Lula dar atenção aos pobres, acontece que foi gastança sem nenhum critério.

        Espero que os próximos governos percebam que o acerto do Lula foi justamente olhar para os pobres. Ademais, Lula e cia roubou tanto ou mais quanto os períodos de FHC.

      • Rafael, em 2009-2010, sem alarde na grande mídia, ocorreu uma CPI da Dívida no Congresso que, apesar de toda a sabotagem do então governo Lula, constatou uma série de irregularidades onde estima-se que pelo menos 60% dela seja fraudulenta!

        Em 2015, Dilma vetou a proposta de auditoria. Temer fez o mesmo em 2016. Auditorias realizadas em países estrangeiros têm encontrado uma série de fraudes. No Equador, em 2007, auditoria constatou que 70% da dívida era fraudulenta. Na Grécia se descobriu um esquema de desvio de dinheiro via dívida com uma empresa com sede em Luxemburgo. Toda a cantilena de “ajuda à Grécia” era pura balela: o Estado grego ficava com os papéis podres enquanto dinheiro era desviado via dívida. Aqui no Brasil já há dois esquemas similares ao da Grécia: um na Prefeitura de BH e outro na de São Paulo. A chamada PEC dos Gastos legalizou em parte esse esquema e não limitou os recursos para a dívida pública, já que essa é a sua grande razão de ser.

        No século XIX, os banqueiros pagavam propina para Adolph Thiers endividar a França. Isso porque deter papéis da dívida pública é o melhor negócio do mundo — se já era no século XIX quem dirá hoje! E um negócio tão mesquinho que até o anarco capitalista, Murray Rothbard, defendia o calote da dívida pública!

        A auditoria é mais do que necessária já que provavelmente estamos diante do maior esquema de corrupção do país e do mundo. Um desvio de trilhões que transforma em troco a Lava Jato! A sua acusação de que os mesmos que geraram a dívida querem auditoria não procede uma vez que nem Lula e nem Dilma não só não a realizaram como ainda fizeram de tudo para protegê-la.

      • Rafael disse:

        Quando falo dos que geraram a dívida, não me limito a governantes. Falo das inúmeras corporações que sitiaram o estado brasileiro, cujo custo não é mais suportado pela sociedade e inviabiliza qualquer tentativa de impulsionar o país rumo ao desenvolvimento.

      • Henrique disse:

        Jorge Nogueira, se vc estiver falando da “Auditoria Cidadã”, aí eu discordo veemente sobre o motivo da auditoria.

        Agora, que o Meirelles e outros ministros tem conflito de interesses ao controlar os indexadores da dívida, aí eu até concordo que seja passível de uma CPI. Mas duvido que saia algo daí.

      • Rafael disse:

        Henrique, o fato de não fazerem a propalada auditoria interessa mais a quem a defende, pois pode continuar com essa narrativa falaciosa, que contém embutida a intenção de calote, com efeitos catastróficos para o país. Entretanto, nada a temer com a iniciativa revisionista. Até seria interessante para derrubar certas teses conspiratórias, se é que admitiriam um resultado diferente do que demagogicamente alardeiam.

      • Rafael, as únicas corporações que receberam polpudos recursos fruto de endividamento público foram grandes empresários como Eike Batista, Joesley, entre outros, que foram os principais beneficiados dos recursos obtidos com emissão de títulos da dívida e que foram utilizados no BNDES. Nenhum aumento salarial foi pago com elevação de endividamento público, tampouco qualquer outro benefício!

        Henrique o “Auditoria Cidadã” tem trabalho comprovado pelas auditorias no Equador e na Grécia. No país vizinho a fraude foi tão inegável que vários papéis da dívida foram cancelados e outros renegociados, fato que, aliás já ocorreu no Brasil no ano de 1931 — sim, o Brasil já realizou uma auditoria e constatou que 60% era fraude! Quem não quer a auditoria deve acreditar que de 1931 para 2017, no meio dessa corrupção sistêmica, o sistema financeiro virou um convento!

      • Rafael disse:

        Cássio, a máxima de “privatiza o lucro e socializa o prejuízo” é típica de um estado gastador, intervencionista e corrupto, tal e qual tivemos nos últimos anos e cujo atual governo é um resquício constitucional.
        Quanto à FSP, está longe de ser minha única fonte. Aliás, o fato apresentado foi repercutido por toda a mídia e duvido que consiga refutar. A desgraça maior nem é o recorte da destinação dos recursos, mas o próprio montante de benefícios oriundos de impostos e endividamento, um dos maiores motivos de nosso subdesenvolvimento. Por sinal, que tal você apresentar dados ao invés de mandar os outros pesquisarem?
        O voo de galinha que tivemos anos atrás já foi por demais analisado aqui e em outros lugares, mas se quiser se apegar a uma bolha de crescimento atribuída a Lula que o próprio Lula não conseguiu prolongar ou reproduzir (porque evidentemente não foi gerada por ele), vá em frente. O choro é livre.

      • Henrique disse:

        Jorge Nogueira, sem querer ofender, mas a Auditoria Cidadã usa dados imprecisos para a partir de uma premissa falsa chegar a uma conclusão absurda.

        No blog abaixo, o autor analisa as hipóteses levantadas pela Auditoria Cidadã e também comenta-se sobre a dívida do Equador.
        https://bianchini.blog/2016/01/21/por-que-a-auditoria-cidada-nao-e-levada-a-serio-ii-o-grafico-em-formato-de-pizza/

        ” (…) os argumentos apresentados pela Auditoria Cidadã apresentam diversas falhas: i. a Associação fornece valores equivocados para a dívida pública e parte de premissas equivocadas, como a de que a União seria garantidora da dívida privada externa; ii. embora a carga de juros da dívida pública brasileira seja muito alta, é metodologicamente equivocada e totalmente despropositada a ideia de que quase metade do orçamento é para o serviço da dívida pública; iii. as supostas irregularidades encontradas não são respaldadas pela jurisprudência, pois juridicamente os argumentos são frágeis; iv. embora a redução da dívida do Equador tenha sido bem menor que os 70% propagandeados pela Auditoria Cidadã, é inegável o sucesso da estratégia do país. No entanto, como procuramos demonstrar, a reestruturação da dívida partiu de uma análise de custo-benefício, de modo que as irregularidades apontadas pela auditoria foram mero pretexto para o corte de parte da dívida externa pública – a maioria dos credores sequer foi afetada; v. dado o perfil da dívida pública brasileira, os custos de uma moratória da dívida pública provavelmente excederiam os benefícios. Ainda assim, é essencial reduzir os juros elevados da dívida pública brasileira.”

      • Henrique essas objeções não são novas (o próprio governo as utiliza) e já foram devidamente respondidas pelo “Auditoria Cidadã”. Mas se você prefere uma fonte mais próxima daquilo que tu acredita te recomendo que leias o texto sobre o BNDES do site Spotniks, de viés liberal. Também sugiro que procure o texto “Repudiando a dívida pública” do anarco capitalista, Murray Rothbard.

        Mas só me tira uma dúvida: o amigo realmente acredita na lisura da dívida pública brasileira e acha que ela não deve ser auditada como prevê a Constituição?

      • Henrique disse:

        Jorge, depende. As motivações que levam à emissão de papeis tem a ver com política econômica e cabe questionar uma CPI.

        Auditoria sobre os cálculos da dívida em um mercado tão regulado quanto o financeiro parece-me não razoável. A questão é a que o Rafael comentou, a intenção é moratória da dívida e isso parte de outros interesses aos quais não compartilho. Os benefícios são menores que os malefícios desse questionamento.

        Como disse, deve-se questionar o motivo do governo ficar emitindo papel para sustentar toda a estrutura do país. Mas questionar o que já é devido é absurdo.

      • Então você não acha que 60% de possibilidade de fraude não é motivo suficiente para se fazer auditoria de uma dívida? Lembrando que, ao contrário do que tentam fazer crer alguns, auditoria faz apontamentos, não é calote — este último seria uma decisão política e independe de auditoria. Tanto é verdade que mesmo com os relatórios escandalosos da auditoria da dívida grega o governo de lá não fez absolutamente nada!

        E não sejamos ingênuos: uma dívida pública não é formada apenas por empréstimos e emissão de papéis. Tem muito mais angu nesse caroço e não precisa ser um grande conhecedor do tema para saber disso. Então vamos abrir a bagaça, qual o problema?

      • Henrique disse:

        Pq os interesses dos rentistas em manter juros elevados da dívida não seriam apontados por uma auditoria. Talvez, uma CPI.

        Além do que, em país de “contabilidade criativa”, pode-se manipular os dados de acordo com qualquer viés. Não vejo motivos suficientes para tal.

        Quer diminuir a dívida? Parem de gastar com a máquina pública.

      • O Henrique, como boa parte dos adeptos do liberalismo idealista-metafísico- terceiro-mundista-atual, adora proclamar dogmas e negar os mestres do liberalismo clássico! Em meio a atual crise financeira, mesmo os países celebrados como modelos de austeridade, tiveram elevação da sua dívida pública. E aqueles que têm praticado ajustes fiscais não a têm diminuído. Diante dessa realidade escancarada qual a panaceia do nosso amigo? Reduz a máquina pública que reduzimos a dívida! Abrir essa caixa preta? Nem pensar! Afinal figura no sistema financeiro um angelicalismo o qual não devemos contestar! Rothbard, Mises e Hayek se reviram no túmulo!

      • Henrique disse:

        Se preferir com a manutenção da máquina. pode-se parar com os swaps cambiais, vender as reservas internacionais…

        Mas, ok, proponho-me à discussão. Onde está a caixa preta que vc está questionando, Jorge?

      • Rafael disse:

        Pelo que percebi, nem o Henrique e muito menos eu temos temor em relação à alguma auditoria. A questão está no custo benefício de uma medida de efetividade duvidosa frente à repercussão negativa causada por ela.
        O que critico é o recorrente apego a consequências sem se atacar as causas. A dívida pública chegou aos patamares absurdos que presenciamos por conta do desajuste fiscal de sucessivos governos, que insistem em gastar mais do que arrecadam. Falar em auditoria sem corrigir a origem da sangria é fazer muito barulho para pouco resultado.

      • .

        Caros Henrique e Rafael, nos anos 90 se dizia que com as privatizações sobraria mais dinheiro para investir em saúde, educação e segurança. Pois em 2008, um trabalho da Fundação Instituto de Administração (FIA) demonstrou que o investimento per capita em saúde no país era praticamente o mesmo do início dos anos 90!

        Sabe o que me chama a atenção no discurso de uma certa galera adepta do livre mercado na atualidade? A de que eles denunciam os capitalistas corporativos no atacado para defender as medidas que os beneficiam no varejo. A atual política de ajuste fiscal em curso no mundo não tem nada a ver com “colocar as contas públicas em ordem”. Fosse esse o objetivo e, ao menos, se buscaria limitar o endividamento público. Pelo contrário, PECs como a dos Gastos de Temer deram ainda mais margem para ela aumentar. A atual política de ajuste fiscal, que mesmo setores do próprio sistema tem questionado a sua eficácia e já foi até batizada de “austericídio”, visa única e exclusivamente buscar resgatar as taxas de lucro dos grandes capitalistas em crise. E como a principal fonte de acumulação do capital hoje se dá na esfera financeira a dívida pública é cada vez mais um filão a ser buscado. Jim Rogers, um dos grandes investidores do mercado financeiro, não titubeou em afirmar buscar ainda mais a dívida pública para atenuar as perdas de uma crise que deverá se aprofundar. Um defensor do livre mercado como Murray Rothbard também não titubearia em denunciar Jim Rogers e a sua associação com o Estado para lucrar “às custas dos contribuintes”. Rothbard sabia da mutreta que era a dívida pública. Rejeitava a sua comparação com a dívida privada pois sabia da malandragem. Defendia o calote dela e apontava os casos de Estados dentro dos Estados Unidos que praticaram o calote e não entraram em colapso! É muita ingenuidade acreditar que a dívida pública tem se elevado por causa da “gastança do Estado”. Fosse assim e não teríamos a elevação dela nos países considerados modelo de austeridade. É uma visão que acha que o Estado só se endivida fazendo empréstimo. É a visão distorcida do indivíduo que olha para a dívida pública como se fosse dívida privada, erro que o próprio Rothbard criticou.

        Rothbard, ao defender o calote, era até mais ousado do que o Auditoria Cidadã na sua proposta. Vamos abrir a caixa da dívida, conhecê-la melhor e acabar com as especulações. Conheceríamos melhor a formação da dívida e os credores dela (sim, até essa informação é sonegada pelo governo!).

  6. edi tavares disse:

    Então… na FURG, haviam muitos professores Doutores, que trabalham com pesquisa que eram anti- PT e neoliberais( funcionário público defensor do estado mínimo é algo incrível).
    As Universidades Federais viveram governos Lula/Dilma o.apogeu em.investimento.a pesquisa.
    O finado Renato de Souza, ministro da educação do FHC, dizia que: não precisamos investir em pesquisa, podemos aproveitar as pesquisas realizadas pelos “gringos”.

  7. Paulo Athaydes disse:

    Esse país está ficando perfeito para quem gosta de viver rodeado de miséria.
    O Lula cometeu o crime de achar que essa gente gostaria de viver em um país melhor.
    Essas criaturas gostam de “visitar” o primeiro mundo e admirar aquela gente bem fornida, bem vestida, bem sucedida.
    Aqui preferem viver na lama, chafurdando.
    São pequenos, são vermes, são micróbios.

    • Fifaldino disse:

      É isso aí. Esse gente que adora lamber as botas dos patrões e alimentarem o sonho de um dia se tornarem um deles. Pena que na maioria esmagadora das vezes eles passarão a vida toda vivendo das migalhas que lhes são “concedidas”…. e só.

    • Henrique disse:

      Hhahahahahahahaha
      “O Lula cometeu o crime de achar que essa gente gostaria de viver em um país melhor.”
      Impressionante. Virou paixão de futebol! hahahah

      • Paulo Athaydes disse:

        Sempre que leio/ouço essas risadas nervosas (hahaha kakakaka) lembro do som de panelas.
        Que coisa hem ?

      • Fifaldino disse:

        Que bom que tu tá te divertindo, né? Depois não venha reclamar…

      • Henrique disse:

        Isso, continuem. É uma briga de mortadelas x coxinhas, panelas e o que mais lhe motivem a defender qualquer político/bandido.

      • Rafael disse:

        Henrique, agora tudo se resume ao culto à personalidade, a raiz do populismo. Já está mais do que na hora de o Brasil virar essa página de uma vez por todas.

      • Fifaldino disse:

        Melhor pararmos antes que a discussão pegue fogo e o “bombeiro Temer” apareça.

      • Rafael disse:

        Ué, você não votou nele?

      • Fifaldino disse:

        Não. E mesmo quem, porventura votou na chapa Dilma/Temer, o fez baseado em um programa de governo TOTALMENTE OPOSTO ao que está sendo osto em prática agora. É ou não é?

      • Henrique disse:

        Bombeiro Temer… Que bom que tu tá te divertindo, né Fifaldino? Depois não venha reclamar…

      • Fifaldino disse:

        Ironia, não diversão. Mas…. OK, percebi a tua dificuldade em diferenciar uma coisa da outra.

      • Rafael disse:

        Sem dúvida, Fifaldino. O estelionato eleitoral começou no dia 1° de janeiro de 2015. Ou já na campanha, pois o programa da chapa Dilma/Temer não era factível. Contas públicas foram maquiadas, a calamidade que se avizinhava foi encoberta, e pintou-se um quadro totalmente falso da realidade. Como disse Thomas Sowell, “quando as pessoas querem o impossível, somente os mentirosos podem satisfazê-las”.

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