Peguem suas malas

(ZéDassilva, cartunista, autor do livro Histórias que a Bola Esqueceu, ao lembrar das últimas semanas de distribuição farta de dinheiro em Brasília)

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Sobre mariomarcos

Jornalista, natural de criciúma, fã incondicional de filmes, bons livros e esportes
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14 respostas para Peguem suas malas

  1. Rafael disse:

    Faltou dizer que quem deu quórum, mesmo votando “não”, acabou (intencionalmente) beneficiando Temer.

    • 66 disse:

      A derrota era certa. Todos já sabiam.
      O quorum foi justamente para expor os ordinários que votariam a favor do Temer.
      Tiveram que votar em rede nacional e mostrar a cara.
      Dessa vez os discursos foram bem menos efusivos.
      Quando a gente vê a escancarada e ordinária distribuição de verbas, comprando os deputados para votar a favor do governo, eu fico pensando nas “pedaladas” que derrubaram a Dilma.
      Nunca foi contra a corrupção. Elite de merda.

      • andreas boos disse:

        Sei nao hein? … aquele dito do tiririca: que pior do que ta nao fica… acho que ta mais pro que o Tadeu schimit fala: nada eh tao ruim qeu nao possa piorar…

        Sei nao se fosse a Dilma a gente nao estaria melhor. O mordomo do dracula ta armando alguma coisa pra cima da gente… (em tempo, nao sou PT, nao gosto da Dilma muito menos do lula, so acho que poderia estar menos pior)

      • Rafael disse:

        Quer dizer que Dilma não comprou deputados e senadores para tentar se salvar do impeachment? Quer dizer que quem votou “não” está contra Temer e não se beneficia politicamente com sua permanência e sangramento?
        Apenas lembrando. Ainda que a corrupção tenha grassado em seu governo, Dilma não sofreu impeachment por corrupção. Na época se sabia apenas a ponta do iceberg de seus malfeitos. Pelo jeito, essa narrativa de corrupção serve a vários lados, seja enfatizando-a ou relativizando-a, conforme a conveniência do momento. Confundir pedaladas fiscais com corrupção apenas comprova esse contexto.
        Por fim, se não entendeu ainda, corrupção não foi o motivo principal. Dilma perdeu o mandato porque quebrou a economia. Levaremos ainda muitos anos para remediar os desmandos que essa senhora protagonizou.

      • Maurício disse:

        A conveniência do momento também é interessante ao se referir a ‘governo’ (assim mesmo, genérico, no ar, ‘eles’…) ou a ‘Dilma’ né? Ao dizer que a Dilma ‘quebrou a economia’ seria legal resgatar também a declaração de guerra dos derrotados na reeleição, de que o congresso não a deixaria governar.

        Se não entendeu ainda porque Dilma perdeu o mandato, releia o script do Jucá.

      • mariomarcos disse:

        Há uma capa da IstoÉ de 2010, que alguém relembrou e divulgou dias atrás, cuja manchete era: ‘Nunca fomos tão Felizes’. E citava todas as conquistas da população. O problema é que o brasileiro esquece rápido demais. Alguns porque sao alienados mesmo, outros por conveniência.

      • Rafael disse:

        Iniciativas como a de Jucá e dos derrotados na eleição não prosperam frente a um governo competente e responsável com as contas públicas, comprometido com o crescimento econômico. A oposição se utilizou de uma janela de oportunidade oferecida de bandeja pela presidente inepta. O resto é vitimização.
        Situação semelhante ocorreu com Lula e o mensalão, mas o ambiente era outro. Como o país surfava no boom das commodities, o então presidente veio a público dizer que não sabia de nada, e ficou por isso mesmo. A maré de crescimento nem se devia exatamente a Lula, mas na dúvida a sociedade achou por bem, digamos assim, perdoá-lo. Pelo menos por ora.

      • mariomarcos disse:

        A Dilma foi acusada de não fazer jogo político, de pagar por não fazer alianças. Conhecendo agora o Congresso como todos conhecem, com quem estava a razão?

      • Maurício disse:

        hahahaha tá bom…

      • Rafael disse:

        Mário, aquelas “conquistas” não eram sustentáveis, e os avisos foram feitos à exaustão por analistas sérios, apesar dos arroubos ufanistas na mídia alimentados por verbas publicitárias de estatais. Ter saudades de uma bolha de crescimento é pura ingenuidade, pois não percebe que aquela situação era ilusória e passageira, tanto quanto o “milagre econômico” da década de 1970.
        Dilma realmente dialogava muito mal com o Congresso, até mesmo com seus apoiadores. Mas isso não é um atestado de honestidade. Trata-se unicamente de uma demonstração da inabilidade política da ex-presidente. Tanto é verdade que, na questão de liberação de verbas para parlamentares, não fez muito diferente do que vemos agora com o seu vice. Sem falar do envolvimento decisivo no Petrolão, de que boa parte dos desdobramentos ainda está por vir.

  2. Helena Chagas escreveu um artigo chamado “A impronunciável aliança Lula-Temer pela sobrevivência” (vale a pena conferir) que vai na mesma linha de um artigo que redigi há quase um mês sobre o acordão para salvar todos os corruptos. Helena foi ministra de Dilma.

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