Das leituras

“(…) Um outro problema das imagens convencionais do fascismo é que elas enfocam os momentos mais dramáticos de seu itinerário… e omitem a… cumplicidade das pessoas comuns no estabelecimento e no funcionamento dos regimes fascistas. Eles jamais teriam crescido sem a ajuda das pessoas comuns, mesmo das pessoas convencionalmente boas. Jamais teriam chegado ao poder sem a aquiescência, ou mesmo a concordância ativa das elites tradicionais (…)”

(Do livro A Anatomia do Fascismo, de Robert O. Paxton, uma definição que se encaixa muito bem aos tempos atuais, quando figuras desprezíveis, preconceituosas, defensoras da violência e de torturadores ganham espaço nos debates políticos no Brasil)

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Sobre mariomarcos

Jornalista, natural de criciúma, fã incondicional de filmes, bons livros e esportes
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21 respostas para Das leituras

  1. Rodrigo R. disse:

    Não existe fascismo sem que o povo queira, primeiro o povo pede, depois se formam grupos fascistas e um deles, e só um, cresce e se torna hegemônico, aniquilando os outros. Se o povo não quiser, esses grupos não encontram quaisquer formas de crescerem. É algo como religião: dá uma previsibilidade às coisas, por mais mirabolante que seja a versão das coisas, sai do terreno mundano mutante para o sagrado pétreo. As pessoas tem, por tendência genética inclusive, sede de segurança muito mais geral que a relacionada à segurança pública e financeira, elas querem a segurança universal, querem saber quando um cometa cairá, o que acontece após a morte, etc. Diferentes formas de se perguntar “quando o leão costuma aparecer?” Isso as leva a igrejinhas de pertencimento e consenso dominadas por uma mão forte (e por isso, para mostrar a mão forte, um grupo fascista/religioso precisa aniquilar a concorrência ideológica, organizada ou não, não apenas opostos em ideias mas os semelhantes.)

    E como presas, os adeptos fanáticos se juntam no fascismo/religião que as une contra o mundo visto e sentido como ameaçador. Pagam com a razão, facinho, a ordem nas coisas da vida, qualquer que seja. Entre o conhecido absurdo e a novidade ficam com o conhecido absurdo. Daí vem a tendência à reação e se tornam reacionários. Porque se o que se tem conforta, só se pode perder, pensa o fanático fascista/religioso, e o diferente é temido, a mudança é temida, o progresso é temido. “Só se tem a perder” nisso tudo. Fora da religião/fascismo os fanáticos se sentem inseguros, como ovelhas perdidas fora do rebanho, apavorados em tomar decisões que nunca tiveram coragem de tomar por medo de errar porque o preço de errar é assustador demais, paralizador; e obrigados a se defender sozinhos, coisa que nunca se sentiram capazes,

    E porque o fascismo/religião toma essas complicações para si, dando as verdades “infalíveis e imutáveis”, por fé, e organiza o mundo como um ninho quente para os seus adeptos fanáticos, é bastante sedutor a mentes estúpidas, onde as preocupações são pouco intrincadas e sofisticadas, e não vão muito longe de apenas sobreviver, num sofá com o silêncio sanguinário lá fora, silêncio que o fanático fascista/religioso chama de “paz”.

    Na URSS, o braço forte era o Partido Bolchevique, com o qual o povo tinha uma relação muito parecida com a que se teve na europa ocidental com os fascistas. Muito antes da personificação do regime na figura de Stálin, enterravam deuses os substituindo pelo Partido “forte e protetor” das “pobres presas necessitadas” de um “norte espiritual” sagrado e mágico contra a escuridão assustadora, contra as ameaças do mundo, uma relação de fé também, tudo como nas ditaduras fascistas, com sentimentos e irracionalidades presentes no âmago humano sempre, seja em regimes democráticos ou não, sob qualquer status quo ideológico-filosófico ao longo da história.

    • Rafael disse:

      Ainda que com diferenças, o nazifascismo bebeu na fonte do socialismo soviético.

      • Rodrigo R. disse:

        Um bebeu da fonte do outro, e todos aqueles extremismos, com cada característica das cartilhas vindas de base populares semelhantes desde muito antes, no século XVIII e XIX, base de ferrados miseráveis do industrialismo enlouquecido e sem quaisquer garantias daqueles tempos e perdedores na corrida neocolonizadora.

        Costumo dizer que quem se jogou no colo da ditadura militar se jogaria no colo comunista numa eventual invasão soviética numa boa, e igualmente tratariam quem reagisse como “terroristas”. Antes de tudo, os adeptos querem segurança e ponderabilidade a qualquer custo, não importa o dono da arma.

        Hitler e Stálin se admiravam quanto mais brutais eram, se imitavam, perguntavam e se informavam sobre o que o outro estava fazendo para, entre outras coisas, buscar novidades sobre a arte de manter o poder, não necessariamente destruir um ao outro. Os alemães eram mais recatados e tentavam esconder, mas Stalin, que era bem mundano, como a maioria dos bolcheviques, quase sempre bêbados, fazia até piadas pornográficas elogiando Hitler e detonando seus colegas de politburo muitas vezes, ainda que tinham o mesmo poder que Stalin, formalmente, até a Segunda Guerra. E os caras não sabiam se riam ou seguravam a risada, Stalin sempre podia estar a fazer um teste sutil e tirar conclusões sanguinárias das reações pessoais, tinha a imensa esperteza que os sobreviventes tem. Quanto mais força Stalin tinha, maior a ansiedade mesmo na alta cúpula soviética. Na Alemanha, as coisas eram seguras para os amigos do rei.

        Diferenças entre uma revolução de militares frustrados que endeusavam a “nação” humanizando-a e outra revolução surgida dentro do povo miserável sob a violência czarista alienada interna e da violência de guerras externas, sem muitos motivos para patriotismo e fé em deuses protetores, mas mais motivos para fugir daquela pátria, tudo sob sangue, autodidatismo, traições, poesia, canções, farras sexuais e alcoolicas.

      • mariomarcos disse:

        Isso de novo? Um dos segmentos mais perseguidos pelos nazistas foi o dos comunistas. Os nazistas caçavam bolcheviques e deixavam isso explícito. Aliás, o livro sobre a anatomia do fascismo também deixa isso bem claro.

      • Rodrigo R. disse:

        Olá Mario, a resposta é para o Rafael ou para mim? Eu concordo com você, mas também os alemães, mesmo não fascistas não seriam exatamente bem tratados na URSS, eram odiados e vistos como inimigos mortais. A ideia em cada país, no povo, era horrível uns do outro, mas as cúpulas que incitavam o ódio mantinham contato e por bom tempo se imaginava que o maior inimigo de cada um era a Inglaterra, maior potência há um século. Há semelhanças até em sentimento antissemita: Stalin achava judeus descompromissados com o deus “Partido”, Hitler os achava, entre outras coisas “elogiosas”, descompromissados com a deusa “Nação”. No antissemitismo de Stalin, que só não foi mais adiante porque se tornou mais forte perto de sua morte nos anos 50 sobrou até para a admirável e linda Polina, judia, esposa de Molotov, o cara mais confiável – ou menos inconfiável do ditador paranóico.

      • Rafael disse:

        Isso de novo, digo eu. O fato de Hitler, a partir de certo momento histórico, ter passado a perseguir também os comunistas não significa que estes estivessem no outro lado do espectro ideológico. As similaridades de ideário e de prática são muito maiores do que as diferenças, marcadamente periféricas.
        Além disso, o próprio Stálin também perseguiu e exterminou comunistas, aos milhões, demonstrando que a questão está muito mais em eliminar os divergentes e garantir a manutenção do poder.

      • mariomarcos disse:

        A única bobagem foi aquele pacto no início porque os soviéticos imaginavam que os alemães os deixariam fora da guerra. Depois, perceberam que era vigarice porque sofreram a invasão. Quanto ao Stálin e seus programas de expurgos é outra questão. Foi outro erro gravíssimo, devidamente reconhecido pelos próprios soviéticos, mas não tem nada a ver com o que estamos falando.

      • Rafael disse:

        Tem a ver, e muito. Quando se percebe que dois grupos compartilharam várias práticas, desde o tocante ao papel intervencionista do estado na economia e na vida das pessoas, passando pelo militarismo e chegando no genocídio de grupos tidos como inconvenientes, mas as narrativas sobre eles são indisfarçavelmente divergentes, para não dizer antagônicas, estamos diante de um caso de manifesta tendenciosidade.
        Chamar genocídio de seu próprio povo como simplesmente “erro gravíssimo”, com a suposta atenuante de ter sido “reconhecido” posteriormente, atitude adotada somente em relação a um dos dois grupos em questão, denota que falta ao analista o distanciamento necessário para tratar do assunto.
        Em passado recente assistimos no Congresso Nacional exaltações de torturadores e exaltações de terroristas, ambas atitudes absolutamente reprováveis, mas somente as primeiras receberam os holofotes dos críticos, demonstrando que a indignação também é corrompida por interesses escusos.
        Felizmente vivemos um tempo de queda de máscaras, a despeito do esforço de alguns em manter certos assuntos nas sombras da História.

      • Ricardo - DF disse:

        Existe um abismo entre o socialismo proposto por Trotsky e Lenin e o Estalinismo. O ser humano é complicado, deturpa qualquer sistema.

      • Rafael disse:

        Interessante esse sistema (que não é sistema, e sim um dogmatismo). Apesar de todos os propalados esforços, sempre é deturpado e por isso nunca alcança os objetivos prometidos. Para quem se apega a dogmas, o ser humano realmente é um problema.

      • Rodrigo R. disse:

        Para quem se apega a dogmas, o ser humano realmente é um problema“. Melhor: o ser humano é realmente um problema porque se apega a dogmas.

        Então a humanidade, mais de 90% crente está ferrada. É o que se vê? E o que se vê. A humanidade está realmente ferrada: a miséria é regra no mundo. As sanguinárias religiões, incluindo e dando destaque à igreja cristã, em todas as suas vertentes, tem influência maior que qualquer ideia política e ao mesmo tempo é tão “onipresente” que, como o fascismo e o comunismo, é sentido como coisa boa por seus contemporâneos e adeptos. Como será vista em perspectiva, quando extinta, daqui a milênios talvez?

        A igreja cristã não respeita nem o que seu personagem herói inventado teria dito, e nem depende dele, da mesma forma que a Disney não depende de Mickey Mouse e se Mickey aparecesse e palpitasse seria visto como um perigo e seria preso, numa versão cartoon do capítulo “A Grande Inquisição” de Irmãos Karamazov. A igreja não liga nem para o que sua cartilha, a biblia, tem escrita, esta que foi escrita por uma infinidade de mãos mundanas ao longo de muitos séculos, torcida e distorcida conforme a conveniência de cada época e das relações de poderes de reinados e impérios em cada momento.

        Por que essa multinacional da fé desrespeita a si mesma? Porque prefere, como sempre preferiu, poder a coerência, sem hesitar, como ideologias políticas, Este personagem, jesus, é tão útil quanto uma bandeira ou logotipo, uma forma de se comunicar melhor com o “mercado das ideologias gerais”, especialmente seus crentes, público fiel, mas não só este. Como hoje com uma Apple da vida com a figura de Jobs mordendo uma maçã…Uma boa empresa, é claro, precisa de um canal humanizado, um objeto ou ser vivo, para personificação que dá melhor força comunicativa.

        Mas aqui vem o problema: impondo valores convenientes por motivos mundanos, lobotomizando que Ética depende de crendices mágicas, sem hesitar em causar dor, cinzas, obscurantismo e mansidão às injustiças terrenas, gerou e gera amarguras que de tão fortes frequentemente se aliviam e se expressam politicamente. E desde sempre e até hoje. Foquei na Igreja Cristã, porque é a que me cerca estando no Brasil, mas todas tem uma cartilha, dispersa ou coesa, atraente a sofridos, como o fascismo e o comunismo, atraente a ovelhas desesperadas, nas quais se confortam tanto que tem raiva do que não faz parte do seu “mundinho”, exatamente como os outros fanatismos mais claros, os politico-ideológicos.

        Todo mundo é contra fascismo e comunismo mas nas críticas poupam a sua simpatia secreta. Todos esses textos mostram pedradas maiores para um lado que ao outro, notaram? É assim porque ainda que ninguém sensato seja fascista ou comunista, no fundo todos temos alguma simpatia por um lado, ainda que inofensiva. Rafael tem simpatia secreta por fascismo e nazismo, todos os outros aqui (incluindo Mario Marcos e eu) com o comunismo. As coisas seriam mais interessantes se as pessoas admitissem a impossibilidade da absoluta neutralidade, porque temos paixões e esperanças estúpidas, isso não significa que vamos perder para esses sentimentos.

        Há muita farsa na sociedade, falei tanto de religião mas digo mais: a maioria das pessoas que tem crença religiosa mentem: dizem que tem por pressão social, morrem de tédio de ir à igreja, jogam tetris ou dormem lá, batem o ponto lá, porque se convencionou que a falta de crença em deuses (ou no seu deus, entre os milhares de deuses no mundo) e a falta de “time religioso” são coisas do “diabo” ou de “comunista” (ateu é apenas alguém que cresceu e não acredita em papai noel mais, mesmo que quisesse, pode ser um simpatizante de comunismo ou fascismo com a mesma facilidade). Acredito que todas as ideologias se entrelacem, se amarrem, se estimulem e se destruam, o amigo de hoje é o inimigo de amanhã e o amigo de depois de amanhã, e as coisas serão assim para sempre. A razão humana funcionará sempre também, inclusive para perceber o que ela mesmo é e admitir o que tem de pior e não apenas acusar. Se não tiver essa percepção, aí vem os riscos.

      • Rafael disse:

        “Rafael tem simpatia secreta por fascismo e nazismo, todos os outros aqui (incluindo Mario Marcos e eu) com o comunismo.”
        Errou rotundamente em relação a mim. Mas não surpreende. É a velha tática de acusar os outros daquilo que você é.

      • Rodrigo R. disse:

        Entrelinhas dizem mais que linhas muitas vezes. Seus textos gritam essa verdade que você não admite,e o fato de não admitir pouco importa, é “verdade factual”… Onde está sua crítica ao nazi-fascismo isolada, que se descole do comunismo? Sistemas como o nazi-fascismo tem força para crescer sem “comunismo ameaçador”, mas você os absolve como frutos do comunismo. Daqui a pouco vai dizer que até o absolutismo europeu dos séculos XV ao XVIII e o império romano nasceram do comunismo!

      • Rafael disse:

        Continue, ataque o espantalho que criou.

      • Rodrigo R. disse:

        Fiz isso e o espantalho deu piti.

  2. Eu faço um desafio a quem difunde a falácia de que nazistas, fascistas e comunistas são todos esquerdistas. Vá até a Ucrânia, participe de um encontro do Setor Direita ou do Svoboda, grite no meio da atividade que seus integrantes são todos esquerdistas e depois tente permanecer no recinto.

    Do ponto de vista histórico vou me referir aqui a alguns contemporâneos do nazi-fascismo e observar suas posições e caracterizações, incluindo alguns autores caros a tradição liberal. Ludwig von Mises, considerou que o fascismo teria o mérito de “salvar a civilização europeia” e ele próprio aderiu a Frente Patriótica na Áustria, que nada mais era do que uma organização fascista. Alberto De Stefani, primeiro ministro da economia de Mussolini, era liberal e tomou medidas de ajustes e realizou privatizações. Por fim, ficamos com a definição do insuspeito Murray Rothbard, autor libertariano (anarco capitalista):

    “O fascismo e o nazismo representaram o ápice alcançado, em alguns países, pela guinada moderna rumo ao coletivismo de direita no âmbito dos negócios internos. Tornou-se costumeiro entre libertários — do mesmo modo, na verdade, que entre o Establishment do Ocidente — encarar o fascismo e o comunismo como fundamentalmente idênticos. Mas, embora ambos fossem sem dúvida coletivistas, apresentavam enorme diferença em seu conteúdo socioeconômico. O comunismo constituiu um movimento revolucionário genuíno, que desalojou e destronou de modo implacável as elites dominantes estabelecidas, ao passo que o fascismo, ao contrário, consolidou no poder as classes dominantes tradicionais. O fascismo foi, portanto, um movimento contrarrevolucionário, que cristalizou um conjunto de privilégios de monopólio sobre a sociedade; em suma, representou a apoteose do moderno capitalismo monopolista de estado[10]. E foi por essa razão que se provou tão atraente (o que nunca ocorreu com o comunismo, é claro) aos grandes interesses empresariais do Ocidente — e isto de maneira aberta e despudorada ao longo da década de 1920 e no início da de 1930” (Esquerda e direita – Perspectivas para a liberdade: 4- Ascensão e declínio do socialismo)

    • Rafael disse:

      “O comunismo constituiu um movimento revolucionário genuíno, que desalojou e destronou de modo implacável as elites dominantes estabelecidas…”
      Faltou dizer que criou uma nova elite dominante estabelecida, tão ou mais nociva do que a anterior. O gene totalitário está presente e altamente atuante em ambas vertentes. O apego a dicotomias periféricas, em boa parte fruto de uma autoimagem distorcida, no fundo tenta dissimular essa semelhança essencial e decisiva.

      • A definição de comunismo aqui parte de um autor de uma corrente ideológica diametralmente oposta ao comunismo. Leon Trotsky, autor clássico do marxismo, foi quem aprofundou a questão da nova elite dominante, estudou minuciosamente o caráter social da União Soviética e diagnosticou corretamente o seu futuro. Eu poderia ter citado aqui a sua obra “Moral e Revolução” que, dentre outros temas, aborda as tentativas forçadas de colar o fascismo no comunismo. Mas fiz questão de trazer ações e caracterizações de personagens da tradição liberal e anticomunistas para reduzir o “mimimi”!

      • Rafael disse:

        Pouco me importa o viés ideológico do teórico em questão, pois ninguém é absolutamente coerente ou insuspeito, dado que as reais intenções do emissor via de regra são obscuras. Se, de um lado, o alinhamento ideológico do analista possa fazê-lo ter uma visão menos crítica do objeto de seu estudo; de outro, o desalinhamento com seu objeto de estudo não garantirá necessariamente que esse analista esteja certo se vislumbrar méritos nesse objeto. A visão binária também se expressa em achar verdadeiro o elogio do adversário.
        Prefiro me ater à racionalidade e à análise da verdade factual.

      • Rodrigo R. disse:

        Como escrevi acima: a razão humana funcionará inclusive para perceber o que ela (a humanidade) é e admitir o que tem de pior e não apenas acusar. Se não tiver essa percepção, aí vem os riscos. Mas sabe o que vejo muito?

        Pessoas já simpatizantes do fascismo/nazismo lendo sobre socialismo/comunismo de autores simpatizantes do fascismo/nazismo para reforçarem a fé fascista/nazista e ódio ao outro lado

        E pessoas já simpatizantes de socialismo/comunismo lendo sobre fascismo/nazismo de autores simpatizantes do socialismo/comunismo para reforçar a fé socialista/comunista e o ódio ao outro lado.

        Não fujam e desdenhem autores fascistas se querem entender o fascismo. Não fujam e desdenhem autores comunistas se querem entender o comunismo. Não usem intermediários simpatizantes da sua ideologia favorita, ou menos repugnante, para entender o outro lado, tais intermediários que se sabe antes de os ler que esculacharão o que você quer que seja esculachado. Tal coisa é como um cristão ir ao seu culto para se informar sobre o diabo. Ora bolas! Ele quer é reforçar o que já “sabe”!

      • Estranho o seu repentino desleixamento com o viés ideológico uma vez que iniciou falando exatamente deste tipo de assunto. Meu objetivo aqui foi, ao utilizar personalidades caras a uma importante e nada desprezível corrente de pensamento, mostrar o tamanho da falácia que se tenta difundir e impor. Rothbard não estava emitindo intenções obscuras mas tentando compreender um fenômeno político de sua época. Infelizmente os desleixados de hoje reivindicam o autor anarco capitalista, reivindicam Mises e excluem do governo Mussolini parte da história que os desagradam para tentar impor uma falácia desonesta.
        E tem ainda os mais desleixados que abraçam pautas ideológicas, elaboradas e justificadas por homens nada neutros (porque afinal neutralidade não existe), que juram estar apenas usando da sua tenra e nobre “racionalidade” calcada na natural “verdade factual”. Mas se a racionalidade de um Rothbard, de um Mises, de um Alberto De Stefani, em suma, de homens que partiparam e vivenciaram esse período te soam desprezíveis, utilize o resto que te sobra de racionalidade e verifique a “verdade factual” com o desafio que eu lancei lá no início. Se voltares inteiro nos conte a experiência.

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