Historiador confirma participação ativa da Volks na ditadura

Pesquisa realizada pelo historiador Christopher Kopper, contratado pela Volkswagen alemã, confirmou que a empresa colaborou com a ditadura brasileira. A informação está em texto do repórter Jamil Chade, correspondente do Estadão na Europa, que conversou com o próprio Kopper.

Não foi só colaborar. A Volks, por meio de seus mecanismos internos, participou ativamente. Seguranças da empresa, por exemplo, agiam como espiões e denunciavam funcionários críticos ao regime, esquerdistas ou não.

De acordo com o historiador, mais de cem pessoas foram prejudicadas pela ação da empresa, em casos de torturas ou de demissões.

Se um trabalho assim fosse feito pelas empresas brasileiras, quantas delas seriam inocentes? Aqui, até empresas jornalisticas emprestavam carros para que os órgãos de repressão e os torturadores agissem impunemente.

No Brasil, dificilmente haverá empresas com a coragem da Volks. Elas, a exemplo de políticos, torturadores e assassinos da ditadura, ficam bem escondidinhos atrás da espantosa cortina da anistia.

 

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Sobre mariomarcos

Jornalista, natural de criciúma, fã incondicional de filmes, bons livros e esportes
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20 respostas para Historiador confirma participação ativa da Volks na ditadura

  1. Ricardo - DF disse:

    Bah, estou em POA. No super, um diálogo interessante entre o pesador e duas clientes. O funcionário, diz que não tem partido, mas reclama das manifestações. Fizeram contra a Dilma, onde estão agora ? Legal ! As donas de casa, mostram a eficiência da manipulação de informações pela mídia. Nada presta. Todos roubam. Vejam o Lula, com 9 milhões aplicados. De onde vem esse dinheiro ?

    Isso é um reflexo da ação político partidária da mídia. As notícias todas escancaram os 9 milhões do Lula. A explicação é convenientemente escondida. Até aquela besta do Datene fez um vídeo sobre isso. 72 palestras. Preço por palestra: 200 mil dólares !!! É o preço que estadistas cobram. Todas devidamente declaradas e documentadas. Se considerarmos o dólar a 3 reais, na média, temos 600 mil reais por palestra. Uns 43 milhões de reais arrecadados.

    Isso está detalhado em um documento do Instituto Lula. Portanto, ele arrecadou muito mais do que 9 milhões, senhores. Mas é tudo perfeitamente legal… Não interessa a mídia golpista divulgar essa informações.

  2. Maurício disse:

    O que eu não entendo é como conseguem reduzir algo tão importante [mais do que nunca!] como a conscientização política a uma rivalidadezinha tão burra, como se não estivesse em jogo algo que realmente afeta nossas vidas.
    Aliás, se há algo de semelhante entre Petralhas x Coxinhas e Inter x Grêmio é o fato de que, enquanto os torcedores se digladiam, os astros do espetáculo – os únicos a lucrar, e bem – saem aos abraços assim que o juiz apita.

    • É por aí! Procure no meu Blog o texto “Um acordão para salvar todo mundo, menos os direitos do povo”.

    • Ricardo - DF disse:

      A conscientização política passa pelo acesso à informação. Esta é controlada pelos donos do poder. E o poder deles é avassalador. Conseguiram derrubar um governo legítimo apenas com propaganda. Só não conseguiram parar por aí, pois a máquina de investigação – impensável em um governo Temer ou FHC – seguiu adiante.
      Temer agora está destruindo a lava-jato e sufocando as instâncias investigativas, para voltarmos tudo ao que era antes da era PT, lamentavelmente ilustrado pelo “engavetador da república” da era FHC.
      O ódio antipetista certamente tem uma conotação de rivalidade. Tenho vários colegas coxinhas, que me parecem pessoas perfeitamente honestas. Mas odeiam Lula, pois tem o elitismo no sangue. Não conseguem aceitar um operário no comando do país, ainda mais aclamado por estadistas. Existe uma certa satisfação revanchista na crença de que o sapo barbudo não passava de um odioso ladrão !
      O combate a consciência política é um dos objetivos do governo golpista. E já começou na raiz, mudando o sistema de ensino. Nada de raciocinar, apenas instrumentar tecnicamente os alunos.
      Não que seja fácil construí-la. Nos anos PT muitas iniciativas boas foram tentadas, mas os resultados esbarram em uma total falta de infraestrutura e formação de professores. Seriam necessárias gerações e gerações de ações humanistas para alcançar uma mudança efetiva. Com governos golpistas, todo o esforço vai por terra.

      • Maurício disse:

        O ódio antipetista certamente tem uma conotação de rivalidade. Tenho vários colegas coxinhas, que me parecem pessoas perfeitamente honestas. Mas odeiam Lula, pois tem o elitismo no sangue. Não conseguem aceitar um operário no comando do país, ainda mais aclamado por estadistas. Existe uma certa satisfação revanchista na crença de que o sapo barbudo não passava de um odioso ladrão !

        Concordo plenamente.

      • Miguel disse:

        Eu também concordo plenamente.

  3. “PALESTRAS:
    Então o Lula tem uma empresa que administra suas palestras e esta empresa tem cerca de 9 milhões aplicados em fundos de previdência privada.
    Considerando que não existe neutralidade, qual deveria ser a reação das diferentes posições políticas?

    1- A DIREITA E LIBERAIS: deveriam estar admirados com a competência do Lula. Afinal, como Clinton, Obama ou FHC, conseguiu uma pequena fortuna vendendo suas ideias para grandes empresas do capital. Foi ao mercado e ganhou 9 milhões, talvez legais, apenas vendendo suas palavras. Deveria merecer muito respeito da direita.
    2- ESQUERDA E SOCIALISTAS: deveriam estar perplexos. Afinal, Lula ganhou muito dinheiro palestrando para grandes empresários, para a “nata” do capital. E esta empresa não era divulgada, pois Lula sempre foi o presidente como o povo é. Além do mais, Lula fez a reforma da previdência em 2003, privatizando parte da antiga aposentadoria integral dos trabalhadores públicos e seu dinheiro das palestras era aplicado em fundos de pensão privados.
    Portanto, os interesses estão aí e, pela lógica, a direita apóia Lula e a esquerda condena.
    Certo?”
    (Antonio Julio Menezes Neto, 24/07/2017)

    • Rafael disse:

      Errado. Essa alegoria se desmonta ao constatarmos que as supostas palestras são na verdade um grande esquema de lavagem de dinheiro, arquitetado entre Nine e as empresas beneficiadas durante seu governo por bilionárias manobras de corrupção, como forma de compensação pelos serviços por ele prestados. Compensação pessoal, diga-se de passagem, pois o PT já havia sido regiamente alimentado de dinheiro público desviado na referida corrupção.

      • casiorabello disse:

        Essa verdade, que falas, certamente com prova documental concreta. Nada a ver com convicção, não é? Só estranho as provas não terem sido reveladas ao público em geral.

      • Rafael disse:

        Você quer recibo de propina?

      • Nota-se que o autor fala em “talvez legais”. Já disse o Joesley que tem a propina legal e a propina ilegal. O problema dos falsos polarizadores é a indignação e a “ingenuidade” seletiva. Tem gente que acredita que se anda em jatos de empreiteiras por amizade e há até quem acredite que as empresas viraram filantropas em São Paulo.

      • mariomarcos disse:

        Há uma lista imensa de palestras, registradas nas declarações, e que foram republicadas poucos dias atrás. Há empresas de todos os tipos. Quem quiser ver é pesquisar.

  4. Rodrigo R. disse:

    Uma imensa nuvem de poeira, com vários anos-luz de comprimento, com uma infinidade de grãos quase microscópicos em algum canto no universo…. casualmente alguns poucos grãos se juntam e criam uma massa relativamente maior. Pronto: está decretada o fim da nuvem de poeira: ao longo de alguns milhares ou milhões de anos seguintes a pequena massa casualmente maior crescerá mais e mais e estabelecerá uma força resultante diferente de zero a favor dela cada vez maior atraindo tudo à volta pela gravidade. Quanto maior, com mais força puxa a poeira à volta. E tudo dá num planeta ou quem sabe uma estrela ou até num sistema estelar com um vácuo quase perfeito entre os corpos que “limpam” o terreno.

    O ódio faz algo parecido, correm todos a trincheiras e o meio termo é extinto. Eu virei petista no ódio eleitoral de 2014, e mais petista ainda com o golpe contra Dilma, e mais petista ainda com essa tentativa suja de tirarem Lula da urna, para impedir dezenas de milhões votarem nele. Outros tem posição contra Lula, Dilma e o PT, mas que propõem? Nada. A trincheira deles é o antipetismo. Como é mole atirar pedra sem ser vidraça! Mas não tem candidato – ou tem mas se envergonham deles. As seguidas derrotas não ensinaram a serem propositivos os antipetistas (e anti tudo que possam relacionar com o PT, anti esquerdas em geral e anti qualquer programa de assistência social.)

    Mas uma saída estão colocando no forno: a criminalização da política. A despolitização é a pior saída possível,que abre caminho a aventureiros, palhaços como Bolsonaro e outros tantos que se colocam como não políticos embora sejam, tipo Dória, todos sem qualquer senso ético e sem ideias para o país dignas de nota ou respeito, que não assustam por uma eventual implantação de uma ditadura (não tem culhões para isso), mas que governariam em eterno conflito com o congresso, por suas ideias bizarras, o que geraria um caos, e tal conflito só prolongará os pedidos de minions com camisa da CBF por um golpe que feche o parlamento, etc, sem a mínima noção do que isso representa, e a continuidade da polarização e ódio seguindo a contaminar a justiça que se borra contra o maior poder do país: a Globo, que só falta instalarem em banheiros públicos, tal sua onipresença, colocando lenha na fogueira, aliada aos satélites do “sistema PIG”, contra um “malvado” a ser detonado por qualquer motivo, menos por interesses patrióticos e de acabar com a corrupção, da qual tira proveito desde a ditadura – sabe-se que não é por bom motivo que a Globo passou a atacar Temer.

  5. Rodrigo R. disse:

    Essa notícia da Volkswagen não é uma novidade, o que uma empresa quer, em geral, é previsibilidade, ditaduras são boas em dar isso, na porrada que seja, pisando nos direitos mais básicos do ser humano que seja. O mais interessante, mas compreensível, é que instituições jornalísticas e artísticas, para as quais é muito mais relevante a liberdade de expressão, também, muitas delas, não todas, apoiaram ditaduras em todo o mundo, inclusive na europa dos anos 1930. Acontece que o “toma lá dá cá” é sempre uma oferta tentadora que é colocada na mesa antes de se partir para as armas, e muitos sucumbem assim, sem sangue – e com prazer!

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