Grêmio, sem dificuldades, vence o Vitória em Salvador

Desta vez, o Grêmio nem precisou se esforçar muito. Bastou manter seu padrão habitual, impor seu futebol de toques e velocidade na execução das jogadas de meio e ataque, para dominar e superar o Vitória por  3 a 1, na noite desta quarta-feira, no Estádio Barradão, em Salvador.

Com o resultado, o time mantém o segundo lugar folgado, com 31 pontos ganhos, a quatro do Santos.

Mesmo com desfalques inesperados – a virose de Michel, a dor muscular de Pedro Geromel no aquecimento -, além da ausência de Luan, com desgaste, bastou o Grêmio fazer seu jogo habitual. Fernandinho, substituto de Luan, cumprindo função de meia, teve outra atuação destacada. Fez gol e deu passe para outro.

O Vitória teve mais teve mais posse de bola (55%), mais conclusões (15 a 7), mas o Grêmio foi sempre mais efetivo. Teve três chances de gol – e aproveitou as três.

Na primeira delas, logo aos sete minutos, Fernandinho (substituto de Luan) sofreu falta perto da meia-lua. Ele mesmo bateu, com categoria, em curva, acertando o ângulo esquerdo. Um a zero.

Na segunda, um lance típico deste Grêmio de Renato, melhor ataque do campeonato (30 gols, 20 deles fora da Arena): Maicon, que voltou ao time depois de uma longa parada, deu passe rasteiro, preciso, para o deslocamento de Pedro Rocha por trás da linha de zagueiros. O passe foi a Fernandinho, que tocou rasteiro a Arthur, livre na área. Ele ajeitou e deu um toque rasteiro, no canto. Dois a zero.

Na terceira, Éverton (que substituiu Lucas Barrios no segundo tempo) tocou a Ramiro que bateu firme, forte, no ângulo esquerdo. Terceiro gol, apenas cinco minutos depois de Deivid  ter descontado para o Vitória.

Renato teve chance até de fazer novos testes. Quando Barrios sentiu uma dor na coxa e ainda levou cartão amarelo (está fora do jogo contra o São Paulo), ele fez logo a troca por Éverton. Depois, ao ver que Maicon sentiu câimbras, pelo desgaste depois da parada, fez entrar Jaílson. E, por fim, Marcelo Oliveira, outro que vem de lesão, teve mais alguns minutos de jogo, como aconteceu contra a Ponte Preta.

O Grêmio encerra a próxima rodada: na segunda, enfrenta o São Paulo, outro time colocado na zona do rebaixamento, no Morumbi.

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Sobre mariomarcos

Jornalista, natural de criciúma, fã incondicional de filmes, bons livros e esportes
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3 respostas para Grêmio, sem dificuldades, vence o Vitória em Salvador

  1. Ricardo - DF disse:

    E Curinga empatou de novo… Que boca o Renato !!! Os comentaristas do centro tavam debochando, etc. Ele se retratou, não queria dizer “despencar”, mas “tropeçar”. Mas, acertou em cheio. 4 pontos perdidos em 2 jogos. 6 pontos de diferença. E ainda eles vão pegar a flu e fla na sequência.

    Sem Luan, Michel e Geromel, ainda assim o time manteve o padrão. Fernandinho fez um golaço de falta. Quando deixou de ser fominha e passou a bola para o Arthur, 2×0. 3×1 contra o Vitória é um grande resultado. O tricolor sempre se embananava em Salvador.

    Poupar assim, um ou dois de cada vez, é bem razoável. Não foi um bom jogo, o time se retraiu muito, mas quando foi pra cima, fez. Muito bom. Falta só o Curinga perder um dos próximos jogos e o championship vai pegar fogo.

  2. Diego disse:

    Queremos a Tríplice Coroa!!!!!!

  3. Gaudêncio disse:

    Não tenho nenhuma simpatia pelo D’Alessandro, mas ele falou algo hoje que está no Correio do Povo que é interessante: “Não gostaríamos de vencer com um gol assim. Temos que nos solidarizar com os nossos adversários, pois o prejudicado poderia ser o Inter”, enfatizou D’Alessandro, ao final do jogo.”
    Pego esta resposta para deambular intelectualmente sobre a mesmice, a pobreza e até mesmo a vilania que domina a cronica esportiva em nível nacional.
    O Corinthians viu a distância de pontos diminuir em relação ao Grêmio, mas os cronistas invertem o discurso e enfatizam que a distância do time do Parque São Jorge continua a mesma. Em relação ao Flamengo.
    Imaginemos, usando a frase do D’Alessandro, que tivéssemos uma inversão: o Grêmio perdendo 4 pontos de frente em duas rodadas.
    Os cronistas – inclusive os que operam aqui na nossa província – estariam revelando o pânico do time do Grêmio, com a aproximação célere do time que vem em segundo lugar.
    Por isso criei o hábito e felizmente estou transmitindo para meus filhos, netos e agregados: assisto ao jogo no mudo da TV. Evita que eu tenha que escutar as asneiras, as insanidades e as bizarrices de narradores – li, não sei onde: animadores gritões e fanfarrões de torcida.
    Claro que lembro ainda de outros tempos, quando tínhamos Geraldo José de Almeida. OU dos tempos do Pedro Carneiro Pereira.
    Não se trata de saudosismo, mas de enfado com esta mania de torcer dos narradores – Luciano do Valle e Galvão Bueno tornaram normal a visão esquizofrênica que tinham em relação aos times de outros estados quando de embates com times do Rio e de São Paulo.
    O Grêmio se aproxima sim.
    E o timão despenca, sim.
    As lesões começam a cobrar seu preço. Pablo deve parar por algumas rodadas. Jadson teve costelas quebradas. Arana deve ir para a Europa…
    Imagina se o Corinthians tivesse que conviver com desfalques como os que o Grêmio vem enfrentando (em alguns casos, para melhorar o time, casos de Maicon, Marcelo Oliveira e Douglas – mas aí é outra história)?
    No jogo de ontem, fomos a campo sem 4 titulares: Léo Moura, Geromel, Michel e Luan…
    Mesmo que os ávidos cronistas prefiram não ver a realidade.

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