Drama do Inter termina com gol no fim e confusāo

A campanha do Inter tem sido um drama daqueles. Na noite fria desta terça-feira, o time viveu mais um capítulo. Fez o gol da vitória sobre o Luverdense aos 47 minutos do segundo tempo, mas como a campanha tem sido toda acidentada, o lance virou uma confusāo daquelas.

Foi assim: no ataque do Inter, a bola foi tocada por Carlos para a direita, por onde corriam Pottker, em impedimento, e Janderson, em situaçāo legal. A regulamentaçāo atual da regra determina que o auxiliar espere até o momento da definiçāo do lance, mas Márcio Eustáquio Santiago ergueu a bandeira, pensando que Pottker tocaria na bola (apenas fazer mençāo de ir para ela nāo significa participaçāo).

O árbitro Igor Benvenuto percebeu que o passe seria para Janderson e deu sequência. Na lateral, o auxiliar levou a māo à cabeça percebendo o equívoco. O problema é que ao ver a açāo do auxiliar, a defesa do Luverdense parou. Como o árbitro nada marcou, Janderson dominou e tocou rasteiro para a conclusāo de Pottker. Gol do Inter.

Pronto: virou um tumulto. Enquanto os jogadores do Inter festejavam, os do Luverdense cercavam auxiliar e árbitro, revoltados pela decisāo. Por pouco nāo foram para o vestiário. Só seguiram depois de uma rápida conversa no meio do campo.

O drama faz parte desta campanha irregular do Inter.

E nāo fosse o lance confuso, aos 47 minutoa, seria mais um capítulo dramático – com chances de novas confusōes, já que a torcida (10.393 pessoas) estava angustiada ao ver tantas dificuldades de seu time para se impor em casa diante de adversários inferiores.

O Inter repetiu velhos erros. Nāo teve forças no ataque, foi novamente pouco criativo no meio, precipitou-se e, claramente, mostrou que sente o desgaste emocional. Precisa vencer em casa (tinha apenas uma vitória), sabe que a torcida já nāo tem paciência para ouvir desculpas e acaba errando muito.

Nos poucos momentos em que pressionou, esbarrou no bom goleiro Diogo. Quando ele fez duas defesas em sequência, aos 45 minutos do segundo tempo, pouco antes do lance decisivo (um desvio de cabeça de Cuesta e a conclusāo de cima de Carlos), parecia que o Inter viveria outra noite de desespero.

Surgiu entāo a confusāo do auxiliar e o gol salvador.

O Inter volta a campo no sábado, contra o Vila Nova, em Goiânia.

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Sobre mariomarcos

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48 respostas para Drama do Inter termina com gol no fim e confusāo

  1. Maurício disse:

    O Beira-Rio definitivamente não foi feito pra jogo de segunda divisão.

  2. INTERminável COLORADO disse:

    Esse gol foi pra matar secador e cornetão de tudo…Qué qué qué!

  3. alessandro machado disse:

    que tristeza.. fora temer!

  4. Guasca disse:

    Parabéns aos que ficaram acordados até às 23:00hs para comemorar o nascimento da bigorna.

  5. Marcon disse:

    Há um detalhe, e pelo visto ninguém da imprensa percebeu, que pode ter influenciado na decisão do árbitro em dar seguimento à jogada que terminou no gol do Inter: Carlos faz o passe e quem desvia a bola é um jogador do Luverdense(parece ser Moacir – 5) que vai na direção do Potker que não a alcança, sobrando para o Joanderson. Nesse intervalo, o auxiliar só viu o Potker adiantado e se precipitou ao marcar impedimento; o árbitro, se viu a bola tocar no atleta do LEC, interpretou(corretamente) como intervenção e passe para o jogador do Inter; se não viu, interpretou(também corretamente) a não participação direta de Potker no lance, mandando seguir o jogo. Ocorre que os jogadores tem a mania de parar sem esperar o apito do juiz, que é o único com poder de parar o jogo.

    • INTERminável COLORADO disse:

      Isso aí! Ninguém comentou o toque do zagueiro pra trás…

      • Fifaldino disse:

        Pela regra…. o toque do zagueiro adversário só tira o impedimento se for intencional (no sentido de passe errado). O simples desviar/raspar na bola não caracteriza erro de passe. De qualquer forma o juiz errou e remendou a cagada homérica do bandeirinha.

      • Fifaldino disse:

        ** Ops… digo, o juiz ACERTOU e remendou a cagada do bandeira. **

      • Rafael disse:

        Certo, Fifaldino. O toque involuntário do zagueiro não tem qualquer influência na legalidade do lance.
        O bandeirinha errou, é óbvio, mas a atitude dos jogadores do Luverdense em parar mesmo sem o árbitro ter apitado é típica de time varzeano, dando uma ideia do baixo nível da Série B. Isso torna ainda mais ridículo o desempenho do Inter no campeonato.

      • Fifaldino disse:

        Sem dúvida, este episódio de ontem foi a cara da série B.

      • Marcon disse:

        Fifaldino: aí já é questão interpretativa, eu entendi que o atleta do LEC colocou a perna para interceptar o passe(nesse caso não houve desvio e sim ação de interceptação na jogada). De uma coisa tenho certeza: o árbitro viu alguma coisa que o auxiliar não viu – acredito que tenha sido o toque depois do passe do Carlos.

      • Fifaldino disse:

        Pode ser, Marcon. Tua interpretação faz sentido.

        Ainda no campo da hipótese, acrescento: Na minha opinião, o que o juiz viu (e era só o que precisava ver) é que o Potker não participou do lance. Já faz uns dez anos (mais ou menos) que a regra diz que só se considera “participação no lance” quando o atleta impedido tocar na bola ou em jogador adversário.

      • Rafael disse:

        O toque do jogador do Luverdense não influencia o lance. Não é ele que determina se o lance é legal ou não. Do ponto de vista da regra do futebol, é totalmente irrelevante.

  6. andreas boos disse:

    Dentro das expectativas e, como espero, se o inter vencer o Villa Nueva a gente pode estar no topo da tabela ao termino da proxima rodada, junto com os outros que hj la estao. Evidentemente que vai ter que ocorrer uns resultados paralelos e tal.
    Quatro times venceram 3 partidas nas ultimas 4 rodadas: america, londrina, crb e guarani. Desses so o guarani nao jogou contra o inter. Se levar em conta os outros times so o goias eh que pode nos dar trabalho extra (supostamente junto com todos os outros times kkk).
    Acho que temos chances de terminar a primeira fase dentro do G4, e quem sabe com alguma gordura.

  7. Diego disse:

    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk, que ano senhores, nunca mudem!!!!!!

  8. Marcião disse:

    Bah, ta dificil aguentar esse futebol de segunda.

  9. Zeca disse:

    O gol foi legal, mas foi imoral. Mas estamos em um país onde não tem problema ser imoral, sendo legal já está bom. Então comemorem…..

    • Fifaldino disse:

      Xiiiii….. começou o mimimi!!!!

    • Rafael disse:

      Qual a imoralidade cometida?

      • Fifaldino disse:

        Deve estar falando caso Aranha…. só pode.

      • Zeca disse:

        Bah.! Perderam a noção mesmo. O time adversário parou de jogar (até porque o bandeirinha invadiu o campo, e ele só pode entrar em campo com a bola rolando para auxiliar o árbitro a formar a barreira) e os jogadores do Colorado prosseguiram sozinhos, sem marcação. Mas se você não consegue entender isso, não sou eu que vou te explicar…..

      • Rafael disse:

        Parou por quê? Por acaso o árbitro apitou?

      • Fifaldino disse:

        Engraçado…. o bandeira já ia ERRADAMENTE invalidando uma jogada de gol do Inter. Se tivesse persistido no erro, aposto que o Zeca não estaria achando “imoral”, não é mesmo? Ah.. pois é.

    • Ricardo-DF disse:

      Pois é, não sei o que seria pior, empatar o jogo ou vencer com essa vergonha

      • Fifaldino disse:

        Empatar com o bandeira INVENTANDO um impedimento seria BEM pior. Felizmente o juiz corrigiu a mancada…

    • Rafael disse:

      Num país onde os erros dos árbitros são tão criticados, realmente, é uma inovação passar a criticar também os acertos.
      Imoral mesmo é adotar posturas diferentes conforme as conveniências do momento.
      A propósito: se você diz que o lance foi legal mas imoral, diga uma imoralidade dentro de campo que não seja prevista e punível pelo árbitro e, portanto, ilegal?

  10. Mateu disse:

    A justificativa da coloradagem pros desempenhos pífios em casa é que o BRio não foi feito pra jogar a segundona. A empáfia nunca termina, hahahahahaha!

    • Maurício disse:

      Até o momento, só que falou algo parecido com isso fui eu.
      Não há essa coletividade, muito menos qualquer justificativa.

  11. Filipe disse:

    Pra mim o lance foi um misto de desconhecimento das regras com malandragem de ambas as partes (que já é o modo automático do futebol brasileiro). Os jogadores não pensaram nas regras ou na esportividade e somente no favorecimento do seu time. Os da Luverdense pararam, pois cancelar o lance favoreceria eles, assim como os jogadores do Inter continuaram, pois a continuidade favorecia eles, “a tenteada é livre”. Se o lance fosse ao contrário, provavelmente a defesa do Inter também pararia e o ataque da Luverdense provavelmente tentaria o gol. Quantas vezes já vimos atacantes tentando o gol mesmo após o apito soar claramente. E quantas vezes jogadores param de jogar para levantar a mão pedindo marcação a seu favor, antes de qualquer movimento da arbitragem.
    Isso não tira o erro das costas do bandeira, mas acho que está na hora dos jogadores pararem um pouco de pensar na arbitragem e principalmente de tentar serem malandros.

    • Fifaldino disse:

      Concordo…. mas acrescento um detalhe: Podem observar no vídeo que os jogadores do Inter chegam a parar (ou pelo menos diminuir o ímpeto), mas prosseguem após juiz sinalizar (com os braços para cima) que o lance estava valendo.

      Agora o grande ananá da rodada foi o bandeira. Deve ser daqueles infelizes “braço engessado” que infestam a arbitragem nacional. Ehehe..

    • Mateus disse:

      Jogador profissional não pode parar a jogada sem ouvir o apito do juiz, isso é básico. O bandeira deu uma rateada, mas o erro principal foi da defesa do Luverdense.

    • Rafael disse:

      E qual influência o ato de parar ou continuar tem na decisão do árbitro? Nenhuma! Os jogadores o fazem mais por vício do que por lógica.

  12. Ricardo-DF disse:

    É a coisa mais natural a defesa parar quando vê a indicação de impedimento. O que é lamentável é um time aproveitar o engano, a guarda baixa, para se beneficiar. Mais incrível ainda é ver os beneficiados acharem que está tudo certo…

    • Fifaldino disse:

      O juiz MANDOU o jogo seguir. Tu queria o que fizessem o quê? Tá feio esse mimimi, vai parecer que tu não conhece a regra… Ehehe..

      • Fifaldino disse:

        Outra coisa…

        Tu não ficou tão consternado assim quando o Juventude venceu o Inter com um pênalti inventado (confirmado pelo juiz mesmo depois de avisado que não tinha sido toque de mão). Lembra? Ah, pois é….

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        Ricardo – DF disse:
        março 12, 2017 às 9:28 pm

        No final, o Saraiva fala em “erro devastador”… Meeeeu Deus. Quando é contra o colorado, é um escândalo! O Noveletto não vai perdoar, esse árbitro vai para a Sibéria, nunca mais apita jogos do gauchão.

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    • Filipe disse:

      O erro do bandeira é lamentável. Agora a Luverdense parar de jogar também é um erro, e se aproveitar dos erros do adversário é natural do futebol. É normal reclamar dos erros da arbitragem, mas também não ouvi ninguém reclamar que o Juventude foi imoral ao cobrar o penalti que não existiu.

      • Fifaldino disse:

        Eu reclamei…..

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        Fifaldino disse:
        março 13, 2017 às 9:42 am

        Incrível que ninguém até agora comentou o “FAIR PLAY” dos jogadores do Juventude que pressionaram o “árbitro-ananá” mesmo sabendo que não houve o toque de mão. E ainda comemoraram a marcação errada. Comemoraram a FRAUDE da qual se beneficiaram.
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    • Rafael disse:

      Natural onde, cara pálida? Não me lembro de outro time onde os jogadores seguem o bandeira e não o árbitro. Afinal, para se comportarem assim, devem desconhecer as regras do futebol.

  13. Marcon disse:

    Permaitam lembrar: LA 2014 ou 2015, Arena, Grêmio x Atlérico Nacional-Colombia, Riveros impedido corre para alcançar a bola e para, o auxiliar marca impedimento e o juiz não apita, Luan aproveita e marca por cobertura(golaço, por sinal) fazendo 1 x 0. Jogadores colombianos reclamam mas o juiz confirma o gol. Que dizem os amigos gremistas?

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