Das leituras

“(…) O custo do trabalho no Brasil até 2014 era 20% maior do que na China. Repetia-se o mantra de que era impossível competir com os chineses por causa disso. A partir de 2016, a mão de obra na China passou a custar 16% mais do que aqui. Igualmente até 2014, um trabalhador brasileiro custava um terço do equivalente nos Estados Unidos, atualmente vale 17%. Não há, portanto, como validar o argumento do custo alto da nossa mão de obra. O problema da economia é falta de demanda no mercado interno. O Brasil está sem rumo, os empresários não sabem o que fazer. Na última década, com as mesmas regras trabalhistas em vigor, geramos milhões de empregos (…)”

(Márcio Pochmann, professor da Unicamp, em entrevista a Sergio Lirio, na CartaCapital, ao explicar por que a mudança nas leis trabalhistas atuais não é a solução que muitos defendem)

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Sobre mariomarcos

Jornalista, natural de criciúma, fã incondicional de filmes, bons livros e esportes
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32 respostas para Das leituras

  1. Maurício disse:

    Basta ser celetista pra saber que não é solução.

  2. alessandro machado disse:

    perfeito

  3. Henrique disse:

    A mão de obra mais cara não é a única variável a ser analisada. Mas citar a falta de demanda do mercado interno e dizer que crescemos na última década é uma análise bem superficial só pra defender o que? A manutenção dos privilégios trabalhistas?

    O mercado interno cresceu muito durante os governos do PT justamente por liberar crédito para a população, endividá-la e estimular o consumo, além do aumento de salário aquém da produtividade entregue.

    Se estamos em uma grave crise agora é justamente devido à falta de demanda porque a população está endividada! Gastou-se o que não se tinha! Recebeu-se sem produzir em troca!

    E o resultado está aí.

    • CAMPEÃO DE TUDO disse:

      Privilégio trabalhista!
      É cada um que aparece por aqui!

    • alessandro machado disse:

      hahahahahahh PRIVILÉGIO TRABALHISTA hahahahahahaha
      tem que internar esse loco

      • Henrique disse:

        Antes de mais nada, não faltei com respeito com nenhum integrante aqui.

        Mas, voltando ao assunto, o que os fazem pensar que não é um privilégio? Os encargos pagos pela empresa é quase o salário do trabalhador.

        Eu acredito que é preferível que se contratem dois trabalhadores ao invés de um. São duas famílias tendo renda ao invés de uma só. Não vou nem considerar o aumento da produtividade.

        Ou vocês acham que 13º, férias, INSS, FGTS não estão inclusos na conta ao se contratar um funcionário? Que o patrão é tão bonzinho e respeita esse “direito” ? Não existe almoço grátis.

      • CAMPEÃO DE TUDO disse:

        Tadinhos dos empresários explorados pelos trabalhadores. Só não sei porque insistem em serem explorados se podem vir tranquilamente para o lado privilegiado dos peões com salário.

      • Rafael disse:

        Isso já existe. Os dissabores com a Justiça do Trabalho criou um enorme contingente de antigos empresários que se tornaram profissionais liberais, sem falar na incrível massa de jovens saídos das universidades que não querem correr o risco de empreender e preferem virar concurseiros para entrar na ilha da fantasia do serviço público.

      • CAMPEÃO DE TUDO disse:

        A culpa dos processos na Justiça do Trabalho é dos trabalhadores nossos empresários tadinhos além de explorados são santos. Eu devo estar vivendo em outro país e não no Brasil onde empresário rouba junto com político, pratica trabalho escravo! Vai falar de futebol que tu fala menos besteira Rafael!

      • Henrique disse:

        Sim, a culpa é sempre do João da Padaria, o empresário malvadão.

      • Rafael disse:

        Sua visão binária da Justiça do Trabalho, onde só há santos ou demônios, e cada um os classifica conforme seu viés ideológico, demonstra inapelavelmente o quão distante essa sua visão está da realidade. A justiça trabalhista virou um grande cassino, onde ganha mais quem blefa mais.
        E como sua essência é o caráter protetivo do trabalhador, há uma nítida inclinação a beneficiá-lo. Até aí, não seria nada demais. Ocorre que essa tendência se exacerbou a tal ponto que se perdeu o mínimo princípio de razoabilidade. Se não acredita em mim, consulte quem advoga na área ou, melhor ainda, os servidores do judiciário. Os relatos são revoltantes.

      • CAMPEÃO DE TUDO disse:

        São sim Rafael principalmente os de trabalho escravo!

      • alessandro machado disse:

        quem já viveu a realidade…
        como eu que já tive o desprazer de trabalhar para uma empresa terceirizadora, que mesmo cumprindo os ditames da CLT explorava ao máximo os trabalhadores
        sabe que essa é a realidade da maioria dos brasileiros, que ganham o menor salário possível para sua categoria e o pouco de direito que tem, é decorrente da CLT…
        agora, é claro que quem não consegue ver 2 dedos além do próprio umbigo não vai conhecer essa realidade…
        não se trata de convicção política, esquerda ou direita, simplesmente da realidade da exploração do trabalho no Brasil

        agora, a CLT deve ser modernizada? é claro que sim.. mas de modo a regularizar home office, jornadas de trabalho extraordinárias e etc… mudanças que são decorrentes da mudança dos tempos e nunca para retirar direitos, como está sendo exposto…
        no momento em que os acordos coletivos passarem por cima da CLT, tudo estará perdido, pois sabe-se muito bem que os funcionários não têm condições de negociar em pé de igualdade com os patrões, isso quando estes não compram ou influenciam representantes dos próprios trabalhadores…
        e isso sem falar nas categorias que nem ao menos tem uma representação REAL
        enfim..
        menos direitos trabalhistas = mais miséria…
        é simples
        e essa é a realidade… agora, o triste é ver trabalhador engolindo um monte de conversa fiada, está na moda ser direitinha alienado

      • Henrique disse:

        Nem é questão de ser direitinha alienado. A questão é que estão tomando consciência de que alguém precisa pagar a conta. Li hoje numa matéria que no Brasil protege-se o salário e não o emprego. Isso não contribui para a miséria?

        Sindicatos tornaram-se entidades com viés político e ideológico, não representam o trabalhador. Só se preocupam com o próprio umbigo.

    • Rafael disse:

      Realmente, a análise pura e simples do custo da mão de obra — e sem considerar os encargos trabalhistas — não oferece condições suficientes para concluir sobre a validade da reforma, o que deixa clara a intenção enviesada do professor da Unicamp (nenhuma surpresa).
      Além disso, ele não toca no assunto do passivo oculto trabalhista, fruto da insegurança jurídica de nossas leis ultrapassadas e do ativismo judicial, que pensa fazer justiça social através de sentenças absurdamente favorecedoras do lado do trabalhador, mas o que realmente consegue é desestimular a contratação.
      Quanto mais proteção houver para o emprego, menos pessoas dispostas a contratar haverá, e as que tiverem coragem de fazê-lo o será pelos menores valores possíveis. Isso vale em qualquer lugar do mundo. O resultado desse calhamaço de leis protetivas é metade da população economicamente ativa trabalhando na informalidade e um contingente de 14 milhões de desempregados.
      Nenhum empresário brasileiro em sã consciência tem certeza de quanto realmente custará seu empregado. Como então gerenciará com eficiência seus custos? Essa é uma das grandes tragédias nacionais, um freio evidente para o crescimento econômico.

      • CAMPEÃO DE TUDO disse:

        Calma Rafael os ladrões que nos governam e os empresários que financiam eles já pensaram em uma reforma bacana! Em breve vai acabar o desemprego no Brasil! SQN!

      • Henrique disse:

        O mais triste é ver que essa imagem de “patrão capitalista do mal” ainda permanece. Não se percebe que o Tião da padaria, o Zé da oficina, a Maria cabelereira, são todos os “patrões do mal”.

        A gente precisa parar de enxergar o empresário como personagem de desenho animado e ver mais como seres humanos normais, como eu e vc.
        A gente contrata vários profissionais ao longo da vida – médicos, dentistas, mecânicos, cabeleireiros, etc…
        Como não somos vilão de desenho animado, nenhum de nós sai dando gargalhadas maléficas dizendo “MWAHAHAHAHA, vou contratar o cabeleireiro mais barato porque sou mau e ganancioso!!!”
        Nós fazemos uma escolha racional entre o preço e a qualidade do serviço – assim como o empresário faz.

      • CAMPEÃO DE TUDO disse:

        Como se a reforma tivesse sido feita ouvindo o “João da Padaria” e não os ladrões que mandam nesse país! E como se não estivéssemos em um país que ainda tem trabalho escravo!

      • Henrique disse:

        Ou seja, qualquer lei criada, como é criada por “ladrões”, ela não pode ser boa?

  4. CAMPEÃO DE TUDO disse:

    Tem colorado que acredita na história do Pai do Santo e no sapo enterrado. Tem gremista que acredita ser o “Rei de Cópias”. E tem gente de vários times que acredita que os ladrões que nos governam fizeram uma reforma trabalhista para beneficiar o povo e não para roubarem ainda mais sossegados!

    • Henrique disse:

      Por favor, me diga aonde que a reforma trabalhista é tão maléfica ao trabalhador?

      • CAMPEÃO DE TUDO disse:

        Vamos inverter a pergunta: me diga as vantagens do trabalhador com essa reforma feita por ladrões!

      • Henrique disse:

        Pelo visto, critica por criticar então… te digo uma: fim do imposto sindical obrigatório.

      • Fifaldino disse:

        Pergunta:
        Vai acabar também IMPOSTO DE RENDA obrigatório? Esse sim lesa PESADAMENTE o trabalhador.

        Até acho que o imposto sindical poderia mesmo ser opcional. Agora… o sujeito encher a boca pra falar no fim de um imposto MERRECA (um dia de salário por ano) como se fosse um grande benefício…. é uma lamentável demonstração de peleguismo (pra não dizer coisa pior).

      • Rafael disse:

        A caótica carga tributária brasileira pode e deve ser criticada, mas o imposto sindical tem um problema adicional: alimenta entidades privadas, que deveriam sobreviver única e exclusivamente da contribuição de seus associados. Trata-se de uma excrescência que transformou a abertura de um sindicato num grande negócio, cada vez mais descolado de sua finalidade inicial.
        É mais do que hora de se romper com esse modelo de sindicalismo estatal, que remonta ao fascismo de Mussolini e tantas distorções tem causado ao país desde sua implementação.

      • CAMPEÃO DE TUDO disse:

        Para acabar com o imposto sindical bastaria fazer uma lei própria para isso e teria o apoio dos trabalhadores. Agora ferrar com os direitos dos trabalhadores para acabar com um imposto não tem cabimento.

      • Henrique disse:

        Quais direitos do trabalhador? hahaha continua batendo na mesma tecla.

    • Henrique disse:

      Entendi, você acha que deve ser opcional mesmo. Mas como eu estou dizendo que é bom que o trabalhador possa escolher se quer pagar ou não um monte de sindicalista vagabundo, é como é uma “mixaria”, eu sou pelego?

      Como disse, estão criticando por criticar, sem nem ter o mínimo conhecimento para fazê-lo.

      • Fifaldino disse:

        Eu queria alguém que defendesse que o “trabalhador possa escolher se quer pagar ou não IMPOSTOS para um monte GOVERNANTES vagabundos”. Até agora não apareceu “unzinho” sequer…

      • Henrique disse:

        Na minha opinião, o imposto de renda deveria ser o ÚNICO imposto a ser pago. Mas aí já é ilusão de minha parte.

        Concordo que somos governados por vagabundos, mas enquanto tivermos esses vagabundos influenciando nas leis trabalhistas, será essa guerra entre patrão x empregado, enquanto que os vilões são mesmo os políticos. Mas é o sistema, fazer o que?

  5. Otávio disse:

    Olá, como tenho um certo conhecimento no assunto vou dar um pitaco: Sobre o que sr. Márcio Pochmann disse sobre o custo de mão de obra na China ser maior do que aqui não condiz com a realidade, é verdade que está mudando sim, o custo da mão de obra da China está aumentando (e o custo industrial, já que agora a fiscalização de lá cresceu muito), no entanto é com certeza, bem menor que no Brasil.

  6. Fernando Martini disse:

    Marcio Pochman, falou como candidato político petista ou como professor da Unicamp?

    Foi candidato a prefeitura campinense pelo PT. Um claro conflito de interesses…

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