Renato: ‘Libertadores se ganha assim’

Bem que o Grêmio tentou impor seu jogo habitual, de trocas rápidas de passes e imposição técnica, com marcação bem adiantada. Chegou a fazer isso no primeiro tempo e em boa parte do segundo, mas aos poucos foi forçado a se adaptar ao gramado prejudicado pela chuva e à pressão dos argentinos do Godoy Cruz. Esta mudança de estilo no mesmo jogo é que deixou o técnico Renato satisfeito, a ponto de cumprimentar os jogadores no fim.

O mais importante em confrontos de mata-mata e, especialmente, contra argentinos, o Grêmio conseguiu. Venceu, garantiu os pontos e a vantagem e decide a vaga em situação confortável na Arena, dia 9 de agosto.

Por isso, Renato não escondeu a alegria no fim:

– É jogo de Libertadores, jogo pegado e ficou difícil apresentar um grande futebol num gramado como esse. O adversário bateu muito, mas valeu pela valentia da equipe. Diminuímos o ritmo e eles cresceram, mas nada que nos assustasse. Libertadores se ganha assim, com vitória fora de casa e sendo valente. É uma competição que eu gosto de jogar, essa do mata-mata. Toda vantagem que você conseguir é bem-vinda. Foi 1 a 0, mas é grande para nós. Isso é Libertadores e ela se ganha dessa forma.

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Sobre mariomarcos

Jornalista, natural de criciúma, fã incondicional de filmes, bons livros e esportes
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13 respostas para Renato: ‘Libertadores se ganha assim’

  1. Loro disse:

    Achei interessante que o Grêmio parece ter aprendido a jogar contra uma equipe com postura diferente do habitual: vigor (pra não dizer violência) acima do normal. Isso sem falar naquele campo, que parecia um potreiro.
    Isso mostra a maturidade do time.
    Pode não ganhar nada este ano, mas está no caminho certo…

  2. Henrique disse:

    Podiam ter matado o jogo, mas quando começaram a apanhar, tiraram o pé e pensei que sofreríamos o empate. Mas está bom assim, time bandido esse Godoy Cruz.

    • Gaudêncio disse:

      Há vários fatores no jogo de ontem:
      – gramado ruim
      – chuva
      – baixa temperatura
      – time do Dodói querendo fazer história
      – jogadores jovens e com um nível de violência que chegou à irresponsabilidade
      – última partida de vários atletas que conseguiram alguma projeção
      Basta observar que Barrios, Luan, Ramiro, Pedro, Cortez e Michel levaram pancadas brabas que poderiam, a exemplo do Grohe, resultar em afastamento do gramado.
      Uma pergunta: em face do cartão amarelo absurdo, o Grêmio não pode entrar com um processo administrativo para reverter o cartão injustamente aplicado?

  3. Maurício disse:

    O ponto mais positivo me parece ser a maturidade com que o time tem enfrentado as mais diversas situações.

  4. Rodrigo R. disse:

    O Grêmio não tem pneu de chuva. Atuação modesta, começou boa e foi desandando a uma retranca pura e simples, sem dramas, fácil. Jogo bom para um ruralito, não para uma competição continental. Gramado nem ficou tão embarrado quanto o de Chapecó, mas parecia mais escorregadio. O Grêmio busca a troca de passes rápida, curta e certeira, não raro usando toques de primeira, e às vezes um simples biquinho na bola; esses lances sutis se perdem facilmente com grama e bola molhada, isso exige mais tempo com a bola no pé antes de a soltar. Como um carro na chuva: pista escorregadia não atrapalha a velocidade mas as alterações de velocidade. O Grêmio faz muitas corridas curtas, tipicamente trocando de posições e partido para o ataque do meio campo, times mais fracos ou desorganizados usualmente correm menos vezes por mais tempo, tipicamente numa tentativa de contra ataque de uma meta a outra. Quanto mais corridas, ainda que curtas, mais se tem o suplício de patinar, no começo, na grama molhada. O godoycruz tem correria e fôlego, a marcação forte também atrapalha a troca de passes, é como ter mais bobos numa roda de bobo, sem a chuva eles seriam melhor envolvidos. O Grêmio comumente absorve bem times que tentam atacá-lo ou marcar forte com muitos jogadores (e isso ficou mais claro no primeiro tempo quando o Grêmio subiu mais) porque em geral o Grêmio tem mais harmonia em juntar marcação e ataque com bom número de jogadores, ainda que no campo adversário, porque, entre outros motivos, faz isso há mais tempo, questão de repetição de trabalho simplesmente. “Vamo que vamo” não funciona contra o Grêmio nas “CNTP”.

    Mas tanto a defesa do Grêmio quanto o seu ataque começam pela posse de bola firme, e isso foi complicado naquele campo “ensaboado”. Sem a posse de bola firme o Grêmio teve dificuldade de se manter no campo de ataque; quando chegou encontrou espaços generosos, e com bom número de jogadores. O Grêmio ficou naquela coisa que nos dá uma expectativa à qual estamos acostumados quando o Grêmio cerca a grande área adversária: a qualquer momento um cara correrá da marcação e receberá dentro da área para meter na rede… mas aí acontecia, ontem, um passe errado, uma bola que escorregava por baixo do pé tendo que ser recontrolada perdendo-se tempo, espaços abriam e não eram aproveitados, e estes se fechavam logo depois. Com grama e bola seca a coisa ficaria feia para esse pequeno time argentino. No início do jogo cheguei a pensar que eles não viram o Grêmio ou, se viram, viram as piores partidas, tais os espaços que deixavam na defesa, como que preparada para receber só um par de atacantes.

    Com o tempo, essas dificuldades da chuva, do campo molhado, permitiram chegadas perigosas do godoycruz, na força, na correria, na rifada para a área, e o Grêmio os viu criar algumas “chances de gol”, pouco claras e pouco perigosas, é verdade, e ainda por cima com jogadores de baixo talento para concluir ou driblar. (Em um momento um atacante deles, Santiago Garcia, de dentro da área deu um chute torto, uma rosca, que saiu pela linha de fundo a uns 5 metros ao lado da goleira, quase pelo lado da grande área…) Com o tempo também, na segunda etapa, o Grêmio começou a se acomodar e caiu na tentação de, dadas as dificuldades de segurar a bola ensaboada na frente (e o desgaste muscular de correr num campo com pouca aderência), jogar no erro do adversário posicionado atrás, trocar muitas corridas curtas por menos corridas longas, o que dificilmente o Grêmio faz bem, e protege pior o resultado assim. E com o passar do segundo tempo ficaram os dois times a trocar balões, passes longos sem precisão, disputas físicas, contato, jogo ríspido, essa não é a praia do Grêmio. Lembrei a cutucada de Falcão em Argel, sobre balões: “ilusão de 10 segundos”. O Grêmio, que às vezes parece ter vergonha de meter balão quando é preciso aqui e ali, exagerou neles ontem.

    Barrios e Rocha seguravam a bola, quando saíram o Grêmio, que já estava caindo, despencou para o seu campo. Porque Luan não jogou nada, Arthur saiu (mas sem lá muita inspiração segura melhor a bola que os que ficaram em campo), Everton não segura posse de bola, não funciona quando o time não tem quem o acione, não é acionador, mas jogador a ser acionado. E Fernandinho protege a bola no drible e força, mas isso é pouco comparado à posse de bola coletiva. E ainda o meio não subiu sem a coordenação de Luan, o que era preciso e faltou (ainda mais sem Arthur, substituído.) O meio campo gremista viu a bola passar pelo alto nos balões e pelo lado nas espichadas em busca do contra ataque. E o jogo foi me dando sono simplesmente.

  5. Rodrigo R. disse:

    Grohe merece elogios quando joga bem. E foi muito bem, achei as defesas dele não de reflexo, que talvez ele nunca volte a ter, mas de boa colocação. A espalmada na bola no segundo tempo era gol que ele tomava antes pelo braço curto mas estava atento e não deixou o espaço aberto à la falta do Iquique no Chile, a defesa no chão e depois na trombada estava bem colocado, enfim estava sempre perto da bola. Grohe costuma oferecer espaço para o chute, e os pegava quando tinha velocidade, e não os pegava mais há tempos. Ontem não houve esse problema. Há anos não tem como apelar para as defesas espetaculares e precisa trabalhar posicionamento. Ontem não tinha como a bola entrar, fechou os espaços antes.

    A espalmada foi linda, mas foi relativamente fácil, um Dida ou um Taffarel dariam dois passos, ergueriam o braço e mandariam a bola à escanteio e o lance nem chamaria a atenção. Mas para Grohe é um lance desafiador, e se saiu bem: bola ao alcance para o voo espetacular, porque? porque aquele ângulo estava sob seu alcance, isto é, sob seu controle, o monitorava. Se Grohe trabalhar o posicionamento (e aprender, é claro) seria ao menos a suavização do ponto fraco do time. Mas temos que lembrar a tosquisse dos caras que concluíram ontem, melhores atacantes tem melhores soluções de conclusão. Vamos ver se Grohe se anima tendo tido uma jornada tão boa, ele que vinha sendo o patinho feio no time, e não sem motivos. Mas precisa ter regularidade, jogos bons se forem esporádicos e nada dão no mesmo.

    Cagou só no amarelo, ele acha que aquela amarrada de chuteira espalhafatosa iria ser tolerada? Foi ele que bolou aquele truque frustrado? Cera aceitável foi na trombada, teve até pano no joelho, e não era nada, mas até eu pensei que ele estava machucado. É assim que se faz cera: deixa o cara tocar numa saída de bola, trombada, etc e finge um machucado aos berros. Enrolar para bater um tiro de meta, amarrar chuteira, etc é patético, cartão certo, mas ele não aprende. Assim vai acabar pendurado e suspenso.

  6. Roberto disse:

    Informação: Grohe jogou cerca de 60 minutos com um corte no joelho que lhe rendeu mais pontos que o inter na série B. Qué qué qué

  7. Rodrigo R. disse:

    Edilson quase fez outro gol de falta mas tropeçou nas pernas feito bêbado no lado da área mais adiante, quase na linha de fundo, situação potencial de muito perigo a favor do Grêmio. Ele vive de faltas; tecnicamente é sofrível e atrapalhado em se posicionar. Leo Moura, sozinho, dará mais lateral, meio campo e ataque ao time e isso é mais perigoso que as faltas que Edilson raramente acerta. Ficarei aliviado de ver Moura de volta ao time, uma vez que a saída de Edilson é incerta, porque é bruxo e sempre existe essa coisa mágica da esperança no gol de falta, mais ou menos como uma jogada desequilibradora de um craque apagado num jogo. Menos mal que Renato, creio, conhece bem Moura, viveram muito tempo na mesma cidade, “falam a mesma língua” e o indicou para que o contratassem. Moura é tão habilidoso e lúcido que com 20 de cada lado é capaz de dar um passe lúcido e de primeira certeiro. De canela a bola dele é mais macia que uma batida de chapa de 3 metros de Edilson.

  8. Rodrigo R. disse:

    Ramiro já foi mais tranquilo: tem dado “piti” demais, reclama demais e foi um dos que começou a confusão no fim, nunca teve muita banca no Grêmio, talvez se sinta mais confortável em se exaltar agora que é (e ele sabe disso) um dos jogadores mais importantes, com todos os méritos. Fora isso sou fã desse jogo moderno dele: é volante, é meia, é centroavante, pifa, faz gol, jogo frio, sem enfeites, parece um alemão jogando. Se tivesse mais talento com a bola e fizesse isso tudo em um nivel mais alto seria espetacular. Aliás, isso vale para o Grêmio todo, boa qualidade geral individual, nada demais, mas tem um futebol mais moderno que os outros – ou os outros é que estão atrasados e o Grêmio vem buscado sair da nhaca inspirado no desgosto do clube e de todos os telespectadores ao compararem os grandes europeus e os grandes sulamericanos jogarem. Que o Ramiro e o Grêmio aprimorem mais o jogo coletivo e continuem à frente nesse atrasado e feio futebol brasileiro e sulamericano.

  9. Rodrigo R. disse:

    Geromel foi muito inseguro ontem, a atuação mais fraca que vi dele: para um campo daquele jeito, ensaboado, Kannemann, ainda que limitadíssimo (como Rivarola era também) e que não joga de terno e gravata, se sai melhor.

  10. Flávio Ribeiro disse:

    Sou gremista mas é difícil aguentar alguns participantes (que se dizem gremistas) aqui do blog. Meu Deus!!

    • Gaudêncio disse:

      Sou gremista mas é difícil aguentar alguns participantes (que se dizem gremistas) aqui do blog. Meu Deus!![2]

      • Rodrigo R. disse:

        Sou gremista mas é difícil aguentar alguns participantes (que se dizem gremistas) aqui do blog. Meu Deus!![3]

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