Da série ‘Perguntar não ofende’

Se o time do Inter, formado por jogadores bem pagos e, na maioria, experientes, sofre com desequilíbrio emocional nas partidas no Beira-Rio, com o incentivo sempre de grandes públicos (no sábado, mais de 25 mil torcedores), a ponto de precisar da contratação de um especialista motivacional, o que resta para um adversário como o Boa Esporte, por exemplo, de folha salarial inferior a R$ 400 mil e cuja média de público nas cinco rodadas em Varginha foi de apenas 1.128 pessoas?

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Sobre mariomarcos

Jornalista, natural de criciúma, fã incondicional de filmes, bons livros e esportes
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25 respostas para Da série ‘Perguntar não ofende’

  1. 66 disse:

    Uma ótima matéria para debate.
    Vou aguardar as opiniões a respeito.

    • Maurício disse:

      Por que aguardar? Tu não é o que cobra opinião ao invés de comentário de comentário? Será porque o teu ‘debate’ é ou silenciar ou discordar lá longe, falando pra parede, com medinho de ser contestado?
      Essa ojeriza ao bom uso do ‘Responder’ e de termos como ‘concordo’, ‘discordo’, ‘concordo em parte’, ‘acrescentaria que’, etc não parecem caracterizar um debatedor.

  2. Fifaldino disse:

    Se salário fosse o único item motivacional de atletas…. os campeonatos seriam disputados pelos tesoureiros dos clubes. Nunca entendi porque se prendem a este clichê surrado. Ainda mais quem está no meio há séculos…

    • casiorabello disse:

      Não é questão de motivação. Eles tem que entregar um trabalho compatível com o que recebem de salário.

      • Fifaldino disse:

        Certamente. Mas os questionamentos que vemos aqui e em outras discussões menciona “motivação”.

        Repito (e acrescento): Se salário fosse o único item motivacional, o Inter nunca teria sido Campeão do Mundo FIFA sobre o Barcelona. É ou não é?

        Portanto: Tem mais coisa nesse angú….

    • Maurício disse:

      Concordo. Não entendo por que motivo fatores intangíveis e/ou atemporais (história, tradição, camisa, folha, estrutura etc) do clube são tão considerados – e desconsiderados, conforme o interesse – em análises do momento do time.
      Aliás, nessa questão proposta pelo Mário Marcos, por exemplo, me parece que o próprio perfil financeiro modesto do Boa – assim como a ausência de cobrança de torcida e a desobrigação de turista de fazer bonito na B – só tira peso numa vinda deles ao estádio gaúcho da Copa.
      Enquanto o pessoal não entender o futebol do século XXI como um esporte muito mais equilibrado [ou equilibrável] do que o futebol que a maioria de nós conheceu, continuarão as simplificações pueris tipo ‘o time grande/caro não pode perder pro pequeno/pobre’.

  3. Rodrigo R. disse:

    “(…)o que resta para um adversário como o Boa Esporte (…)
    Resta ao time boísta (é mineiro né?) encarar a sua realidade dentro do contexto e fazer o que pode, tirar 100% do potencialzinho que tem e ver no que dá, talvez escape da C.

    O time “bóista” colorado está como riquinho entre maloqueiros. Dourado apanhou de Edilson e saiu chorando num Grenal, como um maricas desses vai se impor? E olhe que, pelo que acabo de ver nos “melhores momentos” (só agora, por preguiça os vi), o time boísta deu um totó, merecia um placar mais dilatado.

    • Guasca disse:

      Não lembro do futebol desses caras. Mas o Capone e o Bilica não se impunham como defensores?

    • Guasca disse:

      Sim, sei. Mas o que quero dizer que mesmo fazendo o que eles faziam fora de campo, conseguiam impor algum respeito. O Bilica mesmo estourou o joelho do Baggio em um jogo pelo Italianão e atuou no Fenerbahçe.

  4. Guasca disse:

    Desculpe pela minha ignorância: Mas quem diabos é esse cara?

  5. Diego disse:

    Os jogadores do Inter estão com complexo de inferioridade, não estão aceitando bem a idéia de jogarem a série Inferior.

  6. CAMPEÃO DE TUDO disse:

    Estão fazendo a mesma coisa que a direção anterior fez no ano passado para não ter que mandar embora o amiguinho Celso Juarez. A panelinha está acima dos interesses do clube. Só espero que quando chegar a hora do Guto Ferreira ainda reste alguma chance de acesso.

  7. 66 disse:

    Já eu, por outro lado, adoro ver como tentam diminuir a importância do salário que o jogador recebe como fator motivacional pra ele correr dentro de campo.
    Tudo aqui analisado de acordo com o momento. Não sei porque tentam parecer diferentes e avessos a esse comportamento. Futebol é momento.
    Sabemos o que dizem quando o jogador recebe um bom salário e não corresponde. O Ânderson que o diga. A cobrança em cima dele, claro, não tinha nada a ver com o salário que ele recebia. Claro que não.
    Tamanho de folha de pagamento já foi motivo de orgulho aqui, só que o time ganhava.
    A relação custo-benefício sempre teve importância e sempre terá. Em qualquer estabelecimento que movimente dinheiro, o retorno financeiro é condição primordial para a sobrevivência.
    Se alguém não acha importante o salário que o jogador recebe em relação à sua motivação pra jogar e principalmente à sua produtividade, por favor, não se candidate à presidência do Inter.
    O torcedor se gaba durante a vida inteira do tamanho do seu time, da importância e tradição do clube e da camisa, do seu estádio, dos títulos, da sua história e da sua torcida. Como apagar tudo isso quando vai enfrentar o Boa Esporte ou o ABC?? Porque nesse momento o time tá uma bosta e os maiores salários não estão jogando um ovo???
    Por tudo isso é que nos achamos superiores e esperamos sim uma vitória, cada vez que o Inter enfrentar um time desse porte. Ora, se jogar 100 vezes contra o ABC, qualquer colorado espera vencer 95. E porque??? Justamente por todos os fatores que querem deixar de lado agora que o Inter está numa m. de doer.
    Então quer dizer que agora, se hospedar nos melhores hotéis, receber salários infinitamente maiores, viajar em voos fretados, comer a melhor comida e ter à disposição a melhor estrutura, não são critérios para diferenciar um time do outro e para cobrar vitórias sobre adversários paupérrimos??

    • Fifaldino disse:

      Se alguém sabe tão pouco (e tem tantas questões) em relação ao mundo do futebol…. por favor, não torça para o Inter.

      P.S. Tá loco!!!!! Ehehe…

      • Maurício disse:

        Mais um arraigado no século XX, se escondendo no final do post pra ilustrar o que eu disse.

      • Fifaldino disse:

        Festival de clichês!! Dá até pra imaginar um nonagenário (tipo Ibsen) proferindo o mesmo comentário em tom “discursal”.

  8. Rafael disse:

    A resposta está na própria pergunta. A mordomia amolece os músculos e o caráter. Os jogadores do Inter estão enfastiados com tanta paparicação de dirigentes, jornalistas e torcedores. Mesmo que os últimos estejam agora vaiando, deram até bem pouco tempo um apoio que os jogadores jamais mereceram. E quanto aos dirigentes e jornalistas, continuam tratando os jogadores colorados como crianças mimadas.
    Já os jogadores do Boa, assim como é comum em clubes pequenos, têm a gana daqueles que almejam se destacar e subir na vida, e um jogo contra um adversário da tradição do Inter é uma vitrine especialmente adequada para isso. É o momento de jogarem com o destemor de francos atiradores. Essa diferença de atitude foi incrivelmente nítida no jogo de sábado.
    Insisto que a direção errou ao não priorizar o perfil psicológico ao montar o grupo de jogadores. A Série B exige jogadores assertivos, corajosos e resilientes. O grupo formado, no entanto, mostra um predomínio de jogadores emocionalmente frágeis, sem reação diante da dificuldade, uns por imaturidade e outros pela própria índole.
    Uma forma de gerenciar essa questão seria contar com um diretor de futebol e um treinador com larga experiência e totalmente afirmados no meio futebolístico. Infelizmente isso não existe atualmente no Beira-Rio. Por isso, os prognósticos são sombrios.

    • CAMPEÃO DE TUDO disse:

      Exatamente! Contratam “treinadores” medíocres, sem convicção e que fazem um monte de invenções levando a resultados catastróficos que tentam ser remendados com novas invencionices e aos poucos a moral da tropa vai para o ralo mas, ao invés de trazer um general de verdade para elevar novamente a moral da tropa, mantém o general medíocre e tentam resolver com profissionais de outros ramos aquilo que pertence ao ramo do futebol.

    • Fifaldino disse:

      É Isso!! Exatamente isso.

      Assino e reconheço firma…..

    • Maurício disse:

      Pois é… Fico pensando em qual profissão do mundo o cara que ganha mais e trabalha na melhor empresa realmente pensaria ‘puxa, meu salário é mesmo um exagero, tenho essa estrutura toda me apoiando, todo mundo me elogia… então tenho de produzir mais!’.
      Se em uma posição que exija uma mente privilegiada e décadas de preparação já é difícil cogitar um comportamento como esse, que dirá o boleiro, que via de regra vive pra ‘descontar’ o trabalho que passou na infância e ainda tem o cramulhão empresário sussurrando-lhe cifras no ouvido o tempo todo… né, Nilmar?

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