O dia em que Darín rejeitou Hollywood

Da série Vídeos para começar bem o dia: esta entrevista do ator Ricardo Darín, maior ídolo do cinema argentino, atração garantida de bilheteria (no momento, ele está no circuito com Nuvem Negra), é exemplar. Ele explica por que rejeitou um convite para trabalhar em Hollywood. Já circulou na rede, mas vale a pena ver (ou rever) por tudo o que Darín fala e defende.

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Sobre mariomarcos

Jornalista, natural de criciúma, fã incondicional de filmes, bons livros e esportes
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3 respostas para O dia em que Darín rejeitou Hollywood

  1. Ricardo - DF disse:

    Genial! Não tinha visto antes. Um tapa na cara da arrogância da megaindústria hollywoodiana, que a tantos interesses escusos atende. E uma lição de vida, de simplicidade e humanidade. A surpresa que uma postura dessas pode causar é um indício do grau de nossa contaminação pelos ideais da sociedade de consumo.

    • mariomarcos disse:

      A Soledad Villanil,a grande atriz e cantora argentina, também esnobou convites para atuar nos EUA. Ela e ele têm caráter. São da escola argentina e, neste ponto, eles quase sempre são mais bem posicionados. Valorizam, acima de tudo, o que é da América do Sul. Muito mais do que nós brasileiros.

      • Rodrigo R. disse:

        Assisti a esse video há bom tempo e só aumentou minha admiração por Darín, cujos filmes são todos obrigatórios. Acredito que Darín não recusaria um bom trabalho em Hollywood, como não recusou diversos trabalhos na europa, como muitos atores e cineastas europeus de países cujo idioma não é o inglês já foram para os EUA. O que ele quer é ser tratado como merece: com dignidade, ir para Hollywood fazer papel de um “narcotraficante mexicano”, no contexto, tem o significado de receber um trabalho vagabundo, deixando os melhores trabalhos para alguém que não tem mais talento. Não se deve aceitar isso. É como ter o sonho de morar nos EUA, ter essa oportunidade mas ficar a limpar latrinas e sendo esculachado. Uma pessoa que se respeita não topa isso, os americanos não sabem fazer faxina? “É nojento, deixa para os ET’s, vamos comprar uns cucarachas para isso enquanto não temos robôs, depois os chutamos de volta antes que procriem”… Mas o incrível é que muitos atores renomados no brasil topariam tal situação, iriam a Hollywood num estalar de dedos fazer papel de transeunte ou hidrante e colocaria isso no currículo – e ganharia matérias nas revistas de fofocas nacionais sobre o seu “sucesso internacional”! Pior: já ouvi gente dizendo coisas como “para quê filme nacional se temos os americanos já? Gaste-se em outras coisas mais úteis”. É como desprezar investimentos em indústria ou ciência e tecnologia porque pode (iludindo-se) importar um produto qualquer, um conhecimento, uma tecnologia qualquer sem esforço. Esse pensamento pequeno de quem não enxerga o mundo e tem todos os “genes coloniais” intocados faz parte da cabeça de uma enorme quantidade de pessoas que vivem sob uma mediocridade intelectual melancólica, e tais pessoas se espalham por todas as classes sociais brasileiras, e são a base do status quo político, são a cara “cuspida e escarrada” da câmara dos deputados. A forma de pensar brasileira e argentina começaram a ser modeladas em suas semelhanças e diferenças há séculos, desde a colonização passando pelas diferentes formas de independência, imigração, abordagem da escravidão, postura diante de governos corruptos e/ou ditatoriais, valorização da educação, preservação da memória, etc. As coisas na Argentina aconteceram de tal modo que, em geral, a valorização da cultura das artes e geral ganharam mais espaço que no Brasil. Sem recorrer à viralatice, Darín (assim como Soledad Villanil) é admirado no mundo todo, o que mostra o quanto está certo em não aceitar migalhas, em não trair seu respeito próprio e mostra o quanto sabe porque tem tantos fãs e tanto sucesso.

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