Grêmio volta a vencer na Arena e agora vai decidir liderança

Dificuldades mesmo o Grêmio só teve em alguns minutos do segundo tempo, quando o Coritiba adiantou suas linhas em busca do empate. No mais, a exemplo do que tem feito na Arena, o Grêmio dominou, venceu por 2 a 0, na noite desta quinta-feira (público de 21.095 pessoas), e vai decidir a liderança do Brasileirão no próximo domingo. Os dois líderes venceram na rodada.

O Grêmio venceu as quatro partidas em casa no campeonato – e na esperança de ver outra vitória no próximo domingo, a torcida esgotou os ingressos colocados à venda. O estádio deve receber o maior público da temporada.

Foi a 33ª partida consecutiva (incluindo duas do ano passado) em que o Grêmio faz gol. Foram 69 nestes jogos – o que mostra uma espantosa produção ofensiva. Não foi diferente na noite desta quinta. Wilson, goleiro do Coritiba, fez nove defesas – cinco delas excelentes, evitando gols do Grêmio.

Com a vitória, o time de Renato se mantém em segundo lugar, com 22 pontos ganhos, a um do Corinthians e já abrindo uma diferença de oito pontos em relação ao Fluminense, atual sexto colocado. É, portanto, uma superioridade folgada em relação aos demais concorrentes.

Sem Ramiro, suspenso por causa do terceiro amarelo, Renato escalou Fernandinho na faixa da direita, com missão de marcar o lateral, preencher os espaços no ataque e se movimentar. Deu certo. Além de cumprir a função, Fernandinho fez o segundo gol. No centro do ataque, a volta de Lucas Barrios, que sentiu um pouco o desgaste e acabou substituído aos 18 minutos do segundo tempo.

Neste time entrosado, que busca a liderança, o maior destaque, outra vez, foi Luan. Ele participou dos dois gols.

No primeiro, logo aos nove minutos, tocou a Pedro Rocha, que entrava pela esquerda, O atacante ganhou a disputa de bola com os zagueiros e bateu firme, de pé esquerdo, no ângulo direito. Um a zero.

No segundo, Luan recebeu de Fernandinho pelo meio, avançou, esperou o momento exato e passou, lateralmente, para o próprio Fernandinho, que corria na posição quase sempre ocupada por Pedro Rocha. Outro chute forte. Bola no alto, dois a zero.

Apesar das dificuldades em alguns momentos do jogo, o Grêmio voltou a ter muitas chances para ampliar. Wilson defendeu conclusões de Luan, aos sete minutos, e aos 17. Evitou o gol de Pedro Rocha aos 30, ao sair rápido para evitar a conclusão do atacante, e fez uma defesa excepcional aos 44, ao desviar com a mão direita um chute de Lucas Barrios, livre na área.

Na volta para o segundo tempo, o técnico Pachequinho adiantou sua marcação, organizou melhor o time e procurou chegar ao empate. Apesar do esforço, a única grande chance do Coritiba foi aos 12 minutos, quando Henrique Almeida concluiu para fora, perto da trave esquerda de Grohe.

Em toda esta fase, o Grêmio esperava, bloqueava o Coritiba e partia para os contra-ataques. Foi assim aos 23, quando Fernandinho concluiu para outra boa defesa de Wilson. Aos 26, Luan entrou pela esquerda e, no momento da conclusão, deu um leve toque com o pé direito, procurando o canto esquerdo. Wilson jogou-se para o lado e evitou o gol.

O gol do alívio veio aos 40 minutos com Fernandinho.

Agora, o Grêmio descansa e encara o líder Corinthians no domingo. Será o grande jogo desta primeira fase do Brasileirão – um confronto que vale a liderança.

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Sobre mariomarcos

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18 respostas para Grêmio volta a vencer na Arena e agora vai decidir liderança

  1. 66 disse:

    #*&¢¬ºª?¢¬x

  2. Gaudêncio disse:

    Outra vez o Grêmio volta sonolento para o 2º tempo.
    Levou sufoco do Coritiba – até quase 20min.
    O Grêmio, em 2017, está evitando perder pontos bobos em casa(e fora) para adversários que disputam entre si quais vão disputar a segunda divisão no ano seguinte.
    Este tem sido o grande problema nos últimos anos e que, ao menos até agora, não está acontecendo.
    Mas tem a volta do 2º tempo que precisa ser corrigida e, pelo amor de Deus, livre-nos do tal do Maicon.
    Tentou garantir um gol para o coxa, mas não conseguiu.
    E meu temor em relação ao Thyere se confirmou: cometeu um penâlti bisonho e que o apitador não marcou por pura incompetência.

    • Ricardo - DF disse:

      Postei ser ver teu comentário. Maicon e Thyere realmente foram as notas negativas da noite.

      • Henrique disse:

        Quem mais me irritou na noite foi o Fernandinho, o cara é horrível. A bola chega nele, ele corre e perde a bola. O gol parece que o salvou das críticas.

  3. Ricardo - DF disse:

    Grande vitória. O Coxa é muito chato, sempre complica o tricolor. Mas não pode perder tantas chances de gol assim. Foi um jogo perigoso. O Coxa não teve nenhuma chance clara de gol, o jogo todo. Mas, no final, o Thyere fez uma jogada bisonha, onde o juiz poderia ter marcado pênalti. A bola sobe e desce na área, já quase na linha de fundo, e o Thyere consegue não apenas furar uma bola fácil, mas também acerta a bola no próprio braço. Ô jogada tosca!! Fosse contra o Curinga era pênalti na hora.

    Além do maestro Luan, que coordena as melhores jogadas do time e fez duas assistências para os dois gols da noite, outro jogador que me encanta é esse Arthur. Tem muita qualidade esse guri. Quando o meio era com Jaílson e Michel, a bola não andava. Michel melhorou, mas continua dando suas rateadas. Arthur não. Domina, protege, entrega redondinha. Praticamente não erra passe. Como faz bem para o meio campo gremista esse jogador. Não me deixem sair esse guri agora! Já tavam falando de interesse do Atlético de Madrid. Vão se catar, esses trambiqueiros espanhóis.

    Maicon, no pouco tempo que esteve em campo, conseguiu dar uma baita entregada, que obrigou o Edílson a fazer falta e levar o amarelo. Providencial a falta, aliás. Mas quantas vezes esse Maicon armou contra-ataques para o adversário…

    Agora, é o Curinga, time mais forte do campeonato. Vai ser um jogão, queria estar aí…

    • Gaudêncio disse:

      Diria que boa parte das dificuldades que o Grêmio enfrentou hoje adveio da ausência do Ramiro – que levou um cartão amarelo bobo, mas serviu para dar um descanso ao petiço.
      Volta domingo e o Grêmio pode, sim, fazer frente ao Corinthians.

      • Ricardo - DF disse:

        Quem sabe mais um 2×0, para não perder o hábito ??? 😉

      • Gaudêncio disse:

        Pois olha…
        2 a 0 estaria de bom tamanho.
        Mas para evitar o sufoco, porque fatalmente o apitador vai dar algum penalti para o Corinthians, é bom se salvaguardar com um 3 a 0….

    • Miguel disse:

      Pois é, Ricardo, sobre o Arthur, dias atrás comentei com amigos que o crescimento do Michel se deu em razão da qualidade do Arthur. Eu disse, inclusive, que com Arthur até Joilson pode vir a jogar o que jogava ao lado de Wallace.
      Quanto ao Corinthians, está sendo um time mortal nos seus (raros) ataques. Fica cozinhando o jogo, parece não querer nada, dali a pouco uma enfiada de bola no meio ou nas costas da zaga adversária e, gol. Ontem mesmo assisti o primeiro tempo, o Bahia estava melhor, de repente, bola pra Jô, gol do Corinthians.
      Quanto a arbitragem, não acho que o Corinthians seja tão beneficiado quanto se fala. Em 2015 eu tinha um vizinho corintiano e assistíamos jogos do Corinthians e Grêmio e pude ver que o juiz errava mais contra do que a favor do Corinthians, porém, assim como faz com o Grêmio, quando era contra, Milton Neves silenciava, à favor abria o bocão. Esse ano tenho visto poucos jogos do Corinthians, mas os torcedores corintianos dizem que tem muito erro contra e que pra valer um gol o Corinthians precisa fazer dois. Isso eu escutei bem antes do empate com o Coritiba onde teve um gol mal anulado no único chute a gol do Corinthians. Foi após uma vitória de dois a zero que o Corinthians fez quatro pra valer dois, segundo os corintianos ali já não era a primeira vez que acontecia.
      Jogo onde qualquer resultado é possível. Corinthians muito compacto e mortal quando vai pro ataque. Grêmio não tão compacto e nem tão mortal no ataque, em compensação cria muito mais.

  4. Rodrigo R. disse:

    A atuação foi apenas aceitável, dada a maratona de jogos. Uma forma de se poupar é não fazer uma guerra no jogo desnecessariamente. O Cruzeiro poupou o time todo contra a Ponte e perdeu, poupou não por opção (absurda) como o Grêmio fez contra o Sport, mas porque fizeram um jogo de exceção física contra o Grêmio, “se mataram” pelo empate, comemoraram, era uma decisão para eles não perderem para um time badalado como o Grêmio, e agrava o fato para eles terem um time mais velho. O Grêmio não teve o mesmo problema também porque o Grêmio tem o jogo mais inteligente da América do Sul.

    Vejam times como Corinthians e Palmeiras, eles correm mais que a bola, o Grêmio corre menos que eles e ainda assim faz a bola mais rápida e segura. Há poucos dias o Corinthians demorou para fazer um gol no Cruzeiro, diferente do que ocorreu contra o Bahia ontem, então passou o primeiro tempo todo correndo como loucos até o gol. No segundo tempo, acabados, mal ultrapassaram a linha do meio campo e tomaram uma pressão fortíssima do time mineiro, ataque contra defesa. Apostam em fazer um gol de qualquer jeito e depois descansar, se o gol demora ficam dois dias cansados (bom para os corintianos que puderam descansar mais cedo contra o Bahia, o gol não demorou, não fosse assim terminariam o jogo se retrancando cansados de novo).

    Essa postura corintiana em casa não será a postura na Arena do Grêmio, mas ainda assim o Grêmio deve se preparar para um início quase sem espaços, o Corinthians correrá muito, “se multiplicará”, exigirá do Grêmio um toque de bola muito rápido e preciso e o Grêmio precisará ter paciência e os por a correr, mesmo sem criar muitas chances no início, investir no cansaço deles, porque eles vão cansar se o Grêmio por a bola a correr rápida, e aí, depois, o Grêmio rompe as linhas defensivas deles. Seja como for, na próxima rodada ou não, o Grêmio passa do Corinthians ao natural até o fim do turno e eles vão ter muitos problemas com lesões. Mais: depois de enfrentar o Grêmio, o Corinthians viaja para a Colômbia pela Sulamericana (e o Palmeiras, depois de enfrentar o Grêmio, vai ao Equador – e antes pega o forte Cruzeiro titular pela copinha do brasil.)

  5. Rodrigo R. disse:

    Achei o jogo quase sonolento e o meio campo foi perdido, quase extinto lembrando as peladas contra o Guarani, Iquique ou Zamora, um 8 depois do 80: dos quatro volantes contra o Bahia para dois meias apenas. Depois do Coritiba tirar um dos vários volantes, lesionado, com o qual entrou pretendendo se retrancar e abdicar do meio, e trocá-lo por um meia (se reinteressando pelo meio campo acidentalmente, pela lesão) a fragilidade do meio campo gremista escalado ficou mais evidente. Menos mal que o Coritiba, burocrático e pouco agressivo, talvez cagado, não se aproveitou disso. Fernandinho no lugar de Ramiro é um absurdo, não tem nenhum fundamento de meiocampista: nem marca, nem tem criatividade para articular, nem protege a bola para a subida dos companheiros, nem o passe rápido, nem aproximação sem a bola dando alternativa de passe para o colega, nem nada útil ao meio campo. É um ótimo reserva para o ataque, e só para o ataque, e em segundos tempos. Everton já venceu a “limitação do jogador de segundo tempo”, mas Renato disse que deixou Everton para o segundo tempo porque ele joga mais com espaço… ora, e quem não joga mais com mais espaço? Ele esqueceu do Everton contra o Cruzeiro, perigoso o jogo inteiro, pondo o Fabio a trabalhar heroicamente?

    Luan não jogou grande coisa, o achei quase com nojo do jogo, sem muita inspiração nem nos passes, nem na individualidade, nem no jogo; jogou pouco comparado a ele mesmo, fomeou em alguns lances, demorou a passar em outros, o time todo foi assim, sem pilha, sem inspiração, só a defesa se salvou, embora mal tenha sido testada na limitação ofensiva do Coritiba. A contribuição maior de Luan, nos gols, foram lances que para o Luan são moles como troca de passes em roda de bobo. A entrada de Lincoln e Maicon ajudou o time a retomar o meio, melhor ainda seria se Arthur não saísse. Com Maicon, Michel, Arthur e Lincoln o meio estaria mais completo: volume e criatividade, ainda que Lincoln ainda não saiba se posicionar de modo a tocar mais vezes na bola, é muito burrinho, coitado, para enxergar o jogo, respirar, se posicionar e compreender o que fazer com a bola quando a tem, faz um passe para o lado e volta a correr… fica a correr atrás da marcação, corre para todos os lados, menos para onde está a bola (e como o coitado vai deixar de ser jogador de bola para ser jogador de futebol profissional nos times reservas ridículos em que atuou?) A volta de Bolaños pode deixar Lincoln fora até do banco.

    O Grêmio é altamente sensível a modificações no meio campo, seu setor mais forte e decisivo, quanto menos radicalidades nas mexidas melhor, jogador de meio se substitui com jogador de meio, em geral. Maicon ou mesmo o “amaldiçoado” Jailson (como Ramiro já foi “amaldiçoado” também por muito tempo pela torcida) seria o mais simples, mas quem disse que Renato gosta de simplicidade? Contra o Bahia, fora o bruxismo, achou que Maicon era a melhor alternativa para a ausência de Barrios, que não havia outro semelhante a Barrios no grupo, Maicon deve ser mais parecido com o centroavante que Everton… Agora achou que Fernandinho é reserva de Ramiro! Encheu de atacantes e o meio campo magrinho foi recuado para o próprio campo. O Grêmio teve de correr mais para chegar na meta adversária, diferente de outras jornadas em que, depois de tomar a bola, em dois ou três toques ficava na cara do gol. O Grêmio regrediu, neste jogo, ao que os outros times são, de futebol ultrapassado de correrias, jogadores ilhados, bolas esticadas, balões, chutes a gol de longe, rifadas, choques físicos e faltas. A distância da meta paranaense influenciou naquele mundo de chutes medíocres de fora da área (com espaço para avançar mais não aproveitado) nas mãos do Wilson. Os caras, depois de cruzar o campo, perdem o fôlego para ter de, ainda, enfrentar a defesa, ainda que esta esteja fora de lugar e aberta e de costas para a bola e, assim, buscar entrar na área em melhores condições de concluir.

  6. Rodrigo R. disse:

    Geromel é fantástico, houve um lance em que, sem enfeitar, precisando fazer, deu um lençol no carinha do Coxa para resolver o lance. A ausência dele na seleção é uma triste injustiça para ele e para todos os fãs de bom futebol, mas como ocorreu na rodada passada com Fábio do outro lado, o excelente Wilson no goleira adversária nessa rodada me faz lembrar como é ruim o “goleiro” do Grêmio (e como seus reservas não dão qualquer esperança mínima na resolução do problema) e como a zaga do Grêmio não pode vazar e como Geromel é importante para isso. O Grêmio só tem ele de zagueiro confiável (o balão do Thyere no próprio braço eu pensava que só Bressan seria capaz de fazer, até ri daquilo…)

    Com a zaga titular a bola do adversário não pode ultrapassar a zaga e chegar no frangueiro, sem Geromel a bola não pode ultrapassar a intermediária e chegar na zaga/frangueiro. Bressan não sabe o que é futebol, um disco voador o tirou de um campo de rugby e o devolveu no campo errado, e Kannemann é o tosco violento que a torcida adora porque “habla”, mesmo que ele acabe deixando o time na mão em algum de seus carrinhos de “macho castelhano”, como o medíocre Rivarola fez contra o Ajax. Rhodolfo, único parceiro digno de Geromel, com o qual formou a melhor dupla de zaga do século no Grêmio, foi para o Flamengo…

    Enquanto isso o Grêmio parece se interessar em Arroyo, meia ofensivo, sem clube, velho, muito longe de ser uma prioridade, cujo dinheiro do salário o Grêmio deveria deixar na conta do Luan, de aumento, para tentar segurá-lo na maldita janela que pode acabar com o Grêmio sob discursos frouxos e conformados dessa direção que fica com o rabo entre as pernas e não bate de frente contra os “empresários” (especuladores, na verdade) que guardam no bolso os “dirigentes” amadores não só do Grêmio.

    O reforço que quero é a manutenção do time, uma vez que o Grêmio não buscará goleiro nem zagueiro melhor para jogar com Geromel. E nem Renato quer, Renato cria a turma dele e se fecha nela paternalmente, é o estilo dele, e dentro dessa turma existe a turma dos bruxos: em geral, os que estão com ele desde que chegou. E ai da direção, na qual ele manda, palpitar – menos mal que a direção não sabe mais de futebol mesmo!

  7. Maurício disse:

    Na foto o Fernandinho parece estar expelindo uma espécie de hadouken.

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