Libertadores: o jogo (de alto risco) da imitação

Aqui na América do Sul seguimos com a mania de imitar – ou tentar – os europeus. É o peso da herança do colonialismo.

A última: a Conmebol praticamente decidiu que a partir de 2018, a decisão da Libertadores será em um estádio indicado no ano anterior. Bem como os europeus fazem com a Liga dos Campeões (a final entre Real Madrid, da Espanha, e Juventus, da Itália, foi realizada em Cardiff).

No momento, as capitais favoritas são o Rio e Lima.

Pois bem, vamos imaginar que este ano já fosse assim. Imaginem uma decisão entre o Emelec, do Equador, e o Lanús, da Argentina, na Arena, no Beira-Rio, no Itaquerão ou no Maracanã. Que interesse o torcedor brasileiro, tradicionalmente ligado apenas a seus clubes, teria em assistir a uma decisão como esta?

Um dos charmes da Libertadores é exatamente decidir o título em dois confrontos, nas sedes de cada finalista, com estádios cheios, pressão, entusiasmo da torcida, cálculos sobre vantagens e desvantagens.

Mudar para uma sede neutra é um risco e tanto para o sucesso da competição.

 

Anúncios

Sobre mariomarcos

Jornalista, natural de criciúma, fã incondicional de filmes, bons livros e esportes
Esse post foi publicado em Libertadores e marcado , , , , . Guardar link permanente.

2 respostas para Libertadores: o jogo (de alto risco) da imitação

  1. 66 disse:

    Sem contar que o poder aquisitivo dos sul-americanos nem se compara ao dos europeus.
    Tirando a Rússia, que é um país gigantesco, na Europa os países ficam próximos uns dos outros e as torcidas conseguem viajar de um país para outro.
    O sorteio dos confrontos foi uma mudança boa porque conseguiu criar uma expectativa interessante, mas ao meu ver, não deveria fazer distinção entre primeiros e segundos colocados.
    A fase de grupos deveria ser apenas para que os times buscassem a vaga com o sorteio sendo entre todos os classificados.

  2. Rafael disse:

    A mania de imitar os europeus geralmente se manifesta nos maus exemplos. Se nas fases classificatórias (mata-mata) as decisões são feitas em dois jogos, não faz sentido fazer a decisão final – muito mais importante do que as anteriores – em apenas um jogo. Isso sem falar nas dificuldades logísticas já citadas no texto. Mas, vindo da Conmebol…

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s