Das leituras

“(…) Os terroristas são como uma mosca que tenta destruir uma loja de porcelanas. A mosca é tão fraca que não consegue mover nem uma chávena de chá. Assim, encontra um touro, entra para dentro do seu ouvido e começa a zumbir. O touro fica louco de medo e fúria e destrói a loja de porcelanas. Foi o que aconteceu no Médio Oriente na última década. Os fundamentalistas islâmicos nunca conseguiriam ter derrubado Saddam Hussein sozinhos. Em vez disso, eles enfureceram os EUA com os atentados de 11 de setembro e os EUA destruíram a loja de porcelanas do Médio Oriente por eles. Agora eles florescem nos destroços. Portanto, na verdade, o sucesso ou o fracasso do terrorismo dependem de nós. Se permitirmos que os terroristas dominem a nossa imaginação e, depois, reagirmos exageradamente aos nossos próprios medos, o terrorismo terá êxito. Se libertarmos a nossa imaginação dos terroristas e reagirmos de forma equilibrada e calma, o terrorismo fracassará (…)”

(De Yuval Harari, escritor, autor dos sucessos mundiais Homo Sapiens, uma Breve História da Humanidade e Homo Deus, uma Breve História do Amanhã, ao falar no terrorismo e nos erros cometidos pelas grandes nações, em entrevista ao jornal Diário de Notícias, de Lisboa)

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Sobre mariomarcos

Jornalista, natural de criciúma, fã incondicional de filmes, bons livros e esportes
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13 respostas para Das leituras

  1. alessandro machado disse:

    conversa MM, os atentados foram planejados, tudo é meticulosamente planejado.. desde a segunda guerra mundial..
    abram os olhos, nada que acontece hoje é novidade ou imprevisto, tudo é friamente calculado, com apenas pequenos detalhes saindo fora dos eixos e prontamente corrigidos

    • Fred O Calmo disse:

      conversa, MM (2)
      Eu gostaria de saber, como se reage com equilíbrio e calma, quando um terrorista avança com uma faca ou uma van ou uma bomba e quer te matar em nome do deus dele.
      Terroristas não são moscas, são vermes.

      • mariomarcos disse:

        Ele deixa claro como tudo começa. É isso. E está claro que os terroristas são sempre os outros. Do ponto de vista de quem é bombardeado no Afeganistão, no Iraque ou na Faixa de Gaza, talvez os terroristas não sejam bem os nossos. Não tenho dúvidas de quem o problema nunca será resolvido porque toda ação gera uma reação. Onde começou e onde vai terminar?

    • mariomarcos disse:

      Este escritor conhece muito bem estes conflitos, muito mais do que qualquer um de nós. Ele mora em Israel, vive no Oriente Médio. Tudo se complicou pela ação do Ocidente. A Líbia, só para ficarmos no exemplo mais espantoso, foi bombardeada, armaram os rebeldes e hoje o país não tem governo. Tem três ou quatro milícias que controlam regiões diferentes do país. Num ambiente assim, os loucos proliferam.

  2. Marcão disse:

    Balela… A boa era bombardear o Oriente Médio até não sobrar nada, acabar com a raça de todo e qualquer muçulmano em qualquer canto do planeta. Pronto! Resolvido o problema!

  3. Rafael disse:

    A declaração desse escritor renomado só prova o quão irresistível é proferir um discurso demagógico, onde se critica livremente atos dos outros sem apresentar uma alternativa objetiva.

  4. Fifaldino disse:

    Mas que festival de ignorância nesses comentários. Tá loco!! Imagina os filhos que essa gente vai deixar para o mundo!!

  5. marcos gaucho de BSB disse:

    Para as vítimas que foram esfaqueadas, atropeladas, explodidas ou alvejadas, o terrorismo não é uma mera mosca. A comparação pode ser bem intencionada, mas foi infeliz e desrespeitosa com as vítimas.
    Seria como dizer que um bombardeio na faixa de gaza é um sucesso, praticamente não incomoda, se matar apenas dez civis.

    • mariomarcos disse:

      Bom, bombardeios na Faixa de Gaza não costumam escandalizar ninguém mesmo. Assim como os bombardeios no Afeganistão, Iraque, Paquistão (as escolas explodidas por drones na fronteira) e outras regiões. Quanto a isso, não há dúvida.

  6. A maior ironia é que boa parte dos terroristas são financiados pelos supostos heróis mundiais.

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