Guto: ‘É preciso igualar na vontade e vencer na técnica’

Guto Ferreira saiu de Salvador no início da manhã, chegou pouco depois do meio-dia a Porto Alegre, conversou rapidamente com os repórteres e tomou o rumo do Beira-Rio. Lá, vestiu o uniforme de trabalho e, depois de uma rápida observação da movimentação dos reservas, passou a dirigir tudo. Conversou com os jogadores, dividiu o grupo em duas equipes e fez treino em campo reduzido. Foi assim até o fim da tarde quando foi para a sala de imprensa e participou então da entrevista oficial de apresentação.

Logo em seguida, com a experiência de ter trabalhado na Série B, deu um caminho para que o Inter faça uma campanha segura:

– O Inter é o time a ser batido por todos. Qualquer adversário vai jogar com muita disposição porque sabe que um bom resultado garante manchetes e espaço na imprensa. Então, o Inter precisa primeiro igualar-se em vontade para depois superar os adversários na técnica.

Lembrou que a volta ao Inter é a realização de um velho projeto, desde o período de 13 anos que passou no clube, quase todo dedicado às categorias de base. Hoje, garante estar mais maduro e preparado.

– É uma situação que eu buscava há muito tempo. Não estou vindo aqui por dinheiro e sim pela oportunidade de dirigir um gigante. Em dezembro eu tive proposta de um outro grande clube e não fui. Mas eu não consegui dizer não para o Inter. O próprio presidente do Bahia sabia disso, que eu recusaria de qualquer outro clube, mas do Inter, não. A relação com o clube é muito longa, profunda. Hoje tenho dois filhos colorados, nascidos em Porto Alegre, cidade que influenciou muito na minha carreira e na minha vida. É motivo de muito orgulho para mim estar sendo escolhido neste momento de dificuldade do clube, de ser escolhido para recolocá-lo no lugar de onde não deveria ter saído.

Ao falar sobre o jogo da véspera, a que ele assistiu pela TV, Guto destacou aquilo que pontuou sua entrevista: é preciso jogar com energia todos os jogos.

– Ontem (quarta-feira, vitória de 2 a 1 sobre o Palmeiras) foi o Inter com o espírito do Inter, talvez o resultado não foi o que esperava, mas foi de resgate do espírito. Mais ou menos nesta linha que a gente vai trabalhar.

A partir desta sexta, Guto passa a trabalhar com todo o grupo e a definir planos para a partida de sábado, contra o Juventude. Será o dia de escolher o substituto de Felipe Gutiérrez, que viajou ao encontro da seleção chilena.

Vejam a entrevista completa de apresentação, divulgada pela TV Inter no YouTube:

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Sobre mariomarcos

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11 respostas para Guto: ‘É preciso igualar na vontade e vencer na técnica’

  1. 66 disse:

    Excelente recado.
    Só a técnica não é suficiente.
    Tem que mostrar para o adversário que o teu time está com mais vontade de vencer.

    • CAMPEÃO DE TUDO disse:

      Não acho que tenha faltado vontade aos jogadores nos últimos meses (mesmo no BR do ano passado). Na direção píffia faltava organização administrativa e no caso do Zago faltou convicção, tanto de esquema quanto de escalação, que mudava a quase toda a partida.
      Continuo cético com relação ao Guto mas creio que sem invencionices ele pode até durar mais tempo no cargo do que eu espero que ele vá durar!

  2. Ricardo - DF disse:

    Putz, só de olhar para ele, não levo muita fé… Um novo Enderson ?

  3. Maurício disse:

    Dizer o que é preciso, todos que passaram ultimamente nessa casamata já disseram. Agora é [aliás já passou da] hora de fazer essa cambada EXECUTAR.

    • Maurício disse:

      Sobre o controle de jogo preconizado, convém atentar pro detalhe que o Inter geralmente demonstra capacidade de controlar seus jogos/adversários, mas tem extrema dificuldade em MANTER esse controle, principalmente quando o placar é favorável e, pior ainda, quando passa a ficar favorável ao longo da jornada, e que isso acontece já há algumas temporadas.

      • Marcão disse:

        Isso me parece problema na preparação física (de novo!). Pode ver que nunca conseguimos manter um ritmo forte de jogo por mais de 15 ou 20 minutos e sempre tomamos sufoco no segundo tempo.

      • Maurício disse:

        Pode ser sim, mas me parece claro que há também um forte componente emocional.
        Os apagões às vezes fazem o time parecer estar jogando na altitude: ficam desorientados e começam a correr errado atrás da bola, sem alcançá-la, e isso geralmente tem efeito bola-de-neve.
        Boa questão pro Guto.

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