Renato: ‘Tenho de ver erros até nas vitórias’

Diante do Fluminense, no Maracanã, o time titular do Grêmio manteve o padrão de uma sequência excelente de apresentações. Voltou a jogar com naturalidade, mesmo diante da torcida adversária, dominou e venceu para garantir sem sustos a classificação à próxima fase da Copa do Brasil. Chegou a descansar na fase final, reduzindo o ritmo, e poupando titulares importantes (a dupla de zagueiros e Luan). Mesmo assim, Renato acha que o time pode render ainda mais:

– Nenhum time chega no limite. Grêmio precisa melhorar bastante. Sempre falo que não é só nas derrotas que a gente aprende. Meu trabalho é ver erros mesmo nas vitórias. Estou satisfeito com meu grupo, enfrentamos um gigante do Brasil. Tivemos uma grande atuação em Porto Alegre, tínhamos vários jogadores muito importantes fora. E mesmo assim conseguimos a vitória. E no Maracanã hoje viemos com o objetivo de conseguir a classificação, conseguimos com uma grande apresentação. Desde o início a nossa equipe estava dominando. Criando. Lógico que dificulta com um jogador a menos (a expulsão de Nogueira, do Fluminense, aos quatro minutos do primeiro tempo), mas a equipe estava bem. Mesmo fazendo o primeiro ou o segundo, continuamos jogando. Poderíamos ter feito um placar maior, mas conseguimos nosso objetivo.

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Sobre mariomarcos

Jornalista, natural de criciúma, fã incondicional de filmes, bons livros e esportes
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5 respostas para Renato: ‘Tenho de ver erros até nas vitórias’

  1. Gaudêncio disse:

    É óbvio que o time do Grêmio depende de ajustes e de pernas.
    Para o tipo de futebol que o Grêmio assume como proposta – e isso iniciou com o Roger, quer queiram ou não! – que implica em aproximação constante e movimentação, é preciso que o time esteja no mínimo com gás razoável.
    É óbvio que foi um exagero mandar apenas a “baba” para enfrentar o Sport – principalmente com a insistência incompreensível com o lazarento Léo no gol e aquela excrecência chamada Bresan.
    Quando a engrenagem é superior as individualidades, estas se destacam – mas não são a razão de uma vitória ou de uma conquista.
    O Grêmio está consolidando uma ideia de equipe onde a saída de alguns titulares em lugar de significar “desfalque”, vira acréscimo.
    E nem considero Edilson desfalque, porque ele e Léo se equivalem e podem ir se alternando na posição. Até porque nenhum dos dois é garoto.
    A saída de Marcelo Oliveira serviu para mostrar duas coisas: de um lado, que o Marcelo não faz falta. De outro, que o Cortez não é tão ruim como muitos imaginavam – bem que o departamento médico do Grêmio poderia praticar uma de suas tradicionais barbeiragens na recuperação do Marcelo…
    O chinelinho do Maycon é providencial.
    Temos agora um volante com saída pela esquerda e consolidou Ramiro e Arthur – além de nos livrar do Jailson, que chega a ser doentio, de tão famigeradamente ruim que é.
    – Alguém anda com saudades do Douglas, o “maestro pifador e beberrão?”
    Sem contra o Miller…
    Ou seja: o Grêmio “perdeu” seis titulares:
    – Edilson
    – Avenida Oliveira
    – Walace (vendido)
    – Maycon Chinelinho
    – Douglas Borracho
    – Miller
    E o time foi se ajustando e se reinventando.
    Se não for no compadrio, qual destes merece voltar para a titularidade (tirante Walace)?

  2. Gaudêncio disse:

    Fazendo uso da analogia e utilizando o que o STJD usou como parâmetro contra o Grêmio no episódio dos gritos de uma torcedora que foi identificada e punida várias vezes (pessoal, profissional e emocionalmente) que levou o time a ser estereotipado como racista e a perda de pontos adicionais, e também no episódio burlesco da multa aplicada ao Grêmio e ao risco de perda de mando de campo pelo fato de Carol ter entrado no gramado, fica a dúvida: qual seria a penalização de quem utilizou documentos falsificados para tentar se manter na Série A?
    Na minha opinião, a exclusão das competições nacionais seria o caminho natural e o mínimo a se esperar – o que levaria o Inter a disputar a Série C em 2018.
    Claro que isto não vai acontecer – afinal de contas, esta é uma república de bananas…

  3. Gaudêncio disse:

    Um precedente precioso:
    Ainda que de modo tardio, o STJD puniu o Santa Cruz por atrasos no pagamento de salários durante o Brasileirão 2016. Tirou três pontos (não reverteu nenhum resultado, portanto nenhuma esperança para o Inter) e aplicou multa de R$ 30 mil.
    Trata-se de algo inédito.
    O Inter, por exemplo, é um conhecido caloteiro do futebol brasileiro.
    O Fernando Bob, por exemplo, estava saindo da Ponte para o São Paulo.
    O negócio só não se concretizou porque o Inter queria que ele abrisse mão de parcelas salariais e de direito de imagem dos tempos nos quais jogou pelo time colorado.
    Falta, ainda, a responsabilização civil e penal dos dirigentes que contam com a impunidade jurídica e a passionalidade do torcedor para fazer toda sorte de estripulias com o dinheiro “da torcida”.

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