Inter supera o Palmeiras, mas está fora da Copa do Brasil

O torcedor do Inter esteve bem perto de ver o Palmeiras eliminado e realizar o sonho de garantir a classificação na Copa do Brasil – ficou exatamente a 15 minutos disso.

Fez os dois gols de que precisava, teve um dos melhores rendimentos do ano, chegou a dar sufoco no adversário em certos momentos, mas levou o gol aos 34 minutos do segundo tempo e, mesmo com a vitória de 2 a 1, na noite chuvosa desta quarta-feira, no Beira-Rio (34.724 pessoas), foi eliminado da competição.

Em retribuição ao esforço dos jogadores, a torcida aplaudiu no fim. Foi merecido.

Bem escalado pelo auxiliar Odair Hellmann, que voltou a utilizar o esquema com quatro jogadores no meio e, principalmente, determinado a buscar a vitória para afastar de vez a crise provocada pela derrota diante do Paysandu (que provocou a demissão do técnico Antônio Carlos Zago), o Inter entusiasmou a torcida desde o início.

Foram pelo menos 20 minutos de pressão intensa sobre o Palmeiras, que não conseguia reagir. Aos dois minutos Nico López ficou livre, diante de Fernando Prass, mas chutou fraco e permitiu a defesa. Aos cinco, novamente Nico, chutou por cima. Aos oito, o Inter fez o primeiro gol.

Edenílson recuperou a bola na intermediária, avançou e, diante dos marcadores, deu a bola de cavadinha para D’Alessandro. Livre, o atacante enquadrou o corpo e tocou no canto direito de Prass. Um a zero.

Na arquibancada, a torcida percebeu que talvez desse para chegar à classificação, até porque em campo o time avançava no embalo de Edenílson, Dourado, D’Alessandro e William pela direita – até sentir câimbras e ser substituído.

O Palmeiras só foi concluir, pela primeira vez, aos 20 minutos, em um chute sem perigo de Roger Guedes.

Na volta do intervalo, o Inter tinha Sasha em lugar de Marcelo Cirino, que sentiu a perna direita. O esquema seguiu o mesmo e manteve o domínio. Gutiérrez chutou desviado a um minutio. Aos 10, a torcida foi à loucura – o segundo gol dava ao Inter a vantagem necessária para se classificar.

Toda a jogada foi exemplar. Começou com Rodrigo Dourado na defesa. O passe foi a D’Alessandro, dali a Edenílson, de volta a D’Alessandro e na medida para o avanço de William pela direita, atrás da linha de zagueiros. Do fundo, o lateral cruzou para Nico López, que completou. Dois a zero.

Tanto no primeiro como no segundo gol, os jogadores foram até Odair. No primeiro, D’Alessandro, principalmente, que deu um demorado abraço no técnico. No segundo, foi a vez de Danilo Fernandes. Deu a impressão de que os jogadores queriam demonstrar que estavam solidários com o auxiliar, que voltou da França para dirigir o time exatamente na partida contra o Palmeiras.

Depois disso, o Inter recuou, cedeu campo ao Palmeiras, que passou a atacar. Cuca mudou tudo. Recuou Felipe Melo para a zaga, adiantou o zagueiro Mina para atuar como centroavante, por causa de sua altura, mandou os laterais avançarem.

Mesmo assim, só teve uma grande chance, aos 27 minutos, quando Keno fez jogada pela esquerda e cruzou rasteiro. A bola cruzou a pequena área até chegar a William, que desviou. A bola bateu na trave. Na volta, o próprio William chutou, mas Danilo, no reflexo, defendeu com o braço direito.

O gol que o Palmeiras buscava e que acabou com o sonho da torcida do Inter surgiu aos 34 minutos. Na cobrança de falta, Tiago Santos disputou com Danilo Silva, a bola ainda desviou na perna direita do jogador do Inter e entrou no canto direito.

O jogo foi até os 50 minutos, o Inter passou a lançar bolas para a área em busca do terceiro gol, mas aí foi a vez de o Palmeiras recuar para seu próprio campo.

Agora, fora da Copa do Brasil, o Inter volta a se concentrar na Série B. Sábado, já com orientação de Guto Ferreira, que será apresentado nesta quinta-feira, o time enfrenta o Juventude no Beira-Rio.

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Sobre mariomarcos

Jornalista, natural de criciúma, fã incondicional de filmes, bons livros e esportes
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28 respostas para Inter supera o Palmeiras, mas está fora da Copa do Brasil

  1. Arthur Vanderlei disse:

    Jogaram como nunca. Se ferraram como sempre.

  2. Maurício disse:

    Como eu imaginava, poderíamos até vencer mas dificilmente deixaríamos de levar gol. Mais um contra, aliás, que é algo típico do time sem estrela. O Uendel por pouco não fez o dele pouco antes do do Danilo.
    O grupo colorado não é um espetáculo, talvez seja até insuficiente pra Série B, mas também não é a desgraça que pintaram após a derrota pro Papão, tanto que mostrou certa qualidade e capacidade de fazer frente a Corinthians e Palmeiras. O maior problema me parece continuar sendo a questão anímica. Ainda no 1º tempo já recuava perigosamente – tanto que teve contra si um gol [bem] anulado no detalhe e um pênalti claro que só o Sheldon não viu – e mesmo assim ninguém, nem dentro nem fora do campo, parece ter força pra mexer com os brios do time.
    Vamos ver se o Guto, que ao menos parece ser mais enérgico que a

    • Maurício disse:

      * mais enérgico que aquela água-de-salsicha do Zago, consegue fazer o time jogar sem pensar no placar.

    • Fifaldino disse:

      O time jogou muito no primeiro tempo. No segundo já foi aquela coisa de errar passes simples e dar chutão. Aí o Palmeiras achou um golzinho e pronto.

      De qualquer forma, foi o melhor jogo desde a chegada (e saída) do Zago. Ehehe..

  3. Tinha um idiota que dizia aqui que o Inter não sabia propor o jogo.

    • analista disse:

      O Inter de sempre, bem contra os grandes, que jogam mais abertos e tentam jogar, mesmo fora de casa. Sem contar, claro, a motivação. Vamos ver se consegue se impor contra times médios e pequenos fechados, até porque é disso que se trata na série B. Nos últimos 30 anos não tem sido assim. Vamos ver se o Colorado será o do Palmeiras ou o do Paysandu. Tomara que, pelo menos, a motivação seja sempre a de ontém e que venha mais um meia.

      • analista disse:

        e que o volantismo e o defensivismo não prosperem. Aliás, como sempre, o Inter recua depois de fazer gols, outra mania que insiste em se alocar no DNA deste Inter de há muito tempo, com os estragos inerentes.

  4. Andreas Boos disse:

    Alguem me diz onde que eu compro um ingresso pra assistir o jogo do mesmo lugar que o sasha assistiu ontem? Lugar privilegiado. Da ate pra falar que ele poderia ser um auxiliar de lateral esquerdo… mas como nao participava do jogo foi so torcedor mesmo.

    Alguem discorda que o jogo foi perdido depois que o willian saiu? … Queira ou nao ele levava muito perigo pra defesa “dos parmera”. Foi dele o passe pro segundo gol. Acho que se ele tivesse no jogo ate o final nao teriamos perdido. Danilo silva eh tao bom laterial quanto o Danilo fernandes eh atacante.

  5. CAMPEÃO DE TUDO disse:

    Aconteceu o que tinha que acontecer para que não se perca o foco!

  6. 66 disse:

    Duas constatações minhas depois da partida de ontem:
    1 – Os jogadores derrubaram o Zago. Não é possível uma mudança tão grande de atitude dentro do campo em 4 dias. Não dá nem pra dizer que a causa foi o Beira-Rio já que conseguimos a façanha de empatar com o time ridículo do ABC.
    2 – O preparo físico do Inter está péssimo. Na metade do segundo tempo o time simplesmente não tinha mais perna. Daí também a minha surpresa pela entrada do Sasha e pela não entrada de mais um jogador no meio para ajudar na marcação, já que após o segundo gol, o Inter recuou muito e só o Palmeiras ficava com a bola. Eu olhei pro placar e quando estava aos 30 do segundo tempo e ainda estava 2×0, pensei que o interino ia fechar mais o time. Só dava o Palmeiras. O Mina jogava de centroavante e o Palmeiras ocupava o nosso campo.
    Lembro na decisão da Libertadores de 2006 que o Abel colocou o Ediglê e tirou um da frente pra ajudar dentro da área.
    Faltou jóquei na hora decisiva.
    Fora a desclassificação, a torcida SEMPRE aplaude o time, perdendo ou ganhando, quando vê raça e determinação. Portanto, o mimimi tem que acabar quando essa mesma torcida vaia. Quando não joga nada e perde pontos por falta de empenho e garra.

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