Palavra de Renato

É difícil fazer gols e o Grêmio tem criado. Meu time está jogando junto, não dá espaços entre uma linha e outra, isso eu cobro deles. Quando você tem um time que taticamente está bem, isso é meio caminho andado. É o coletivo que mais importa. Quando o coletivo vai bem, é lógico que um ou outro vai se sobressair mais que o outro no individual. O Lucas Barrios foi contratado para fazer gol e está fazendo. O que eu mais peço para os meus jogadores é que quando eles estão dentro da área ou perto o desespero é do adversário. Essa é uma zona terrível para eles, eu digo ‘vocês tem que ter tranquilidade para definir’. Ele é artilheiro, é experiente, é de seleção.

(Renato, técnico do Grêmio, ao explicar a vitória de 3 a 1 sobre o Fluminense)

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Sobre mariomarcos

Jornalista, natural de criciúma, fã incondicional de filmes, bons livros e esportes
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Uma resposta para Palavra de Renato

  1. Rodrigo R. disse:

    Esse comentário do Renato é muito bom e eu concordo com ele, mas não vi isso tanto quanto já vi recentemente no Grêmio…

    Vi só o segundo tempo, depois de ver o primeiro tempo (medíocre) do Crefisa. Afirmo: Barrios é melhor que Borja. Achava que era fase, mas não é: Barrios não está melhor, é melhor. Borja é da turma do Marcel. “Gostei” do Crefisa, nossa maior ameaça: tem qualidade mas tudo que faz é um corre-corre enlouquecido e burro. Cuca não é milagreiro como pensam os paulistas, tem o Raja no seu currículo também. Dão espetáculo em jogo decidido, no mais cagam sangue contra qualquer naba. Até por isso é urgente a recuperação do meio campo dominador do Grêmio, é onde vencerá o milionário Crefisa num eventual confronto; aquele meio campo tricolor que manda no setor cravando sua bandeira nele, ganhando os rebotes e trocando passes, com velocidade e paciência, soltando a bola no momento certo, intensa movimentação, gastando a grama de uma lado a outro, até estocar o inimigo quando menos se espera.

    Do que vi,o segundo tempo, gostei da defesa e do ataque do Grêmio, felizmente o frangueiro não foi muito exigido e só depois do jogo vi o gol que tomou, uma vergonha. Mas o meio campo continua me preocupando, está se impondo menos, tenta trocar passes rápido e erra mais que antes, para errar menos desacelera mas aí não escapa da marcação e não abre espaços, tem sido mais comum o cara receber no contrataque e não esperar o time subir e se compactar, meias é que sabem dar o tempo correto para isso tudo, tem a cartilha do lugar, meias tem mais talento e lucidez que volantes para acelerar toque de bola sem errar e com isso furar retrancas. De meio campo precisa o Grêmio.

    Não será contra o Botafogo e times abaixo deste (a não ser fora de casa, como será provavelmente contra o Atlético-PR que o Grêmio sofrerá) mas contra um Fluminense em casa já aparece o problema. E contra um time melhor que o Flu? E fora de casa ainda? Poucos são melhores que o Fluminense, mas pode ficar feia a coisa num confronto com um deles, ainda mais que na Libertadores há muitas surpresas quanto à bola dos adversários: muitas vezes jogam mais do que se espera. Mantenho que o Grêmio não pode saltar de três volantes para três atacantes, o buraco nunca será bem fechado. Arthur joga mais que muitos meias famosos, mas é um só, e novo, e os outros volantes são bons com a bola no pé, mas bons para o que se exige de volantes.

    O Grêmio esmaga seu adversário quando sobe, mas está mais difícil subir, o Grêmio se defende bem, mas os espaços se fecham mais demoradamente. No contrataque tem recorrido mais à ligação direta, sobe com mais dificuldades, mais passes longos ou ligação direta, para não dizer balão mesmo, porque com 3 volantes e 3 atacantes, por “genética” o Grêmio escorrega entre uma bipolaridade defensiva e ofensiva. Em vários momentos o Fluminense tomou conta da bola e colocou o Grêmio a correr atrás, ainda que sem quaisquer riscos, inclusive quando estavam empatados, coisa inadmissível contra o Flu em casa num mata-mata. O Grêmio não tem como, a curto prazo, virar aquela coisa bizarra de 2013, talvez o vice menos ameaçador da história dos pontos corridos, a jogar por uma bola e que caiu diante da retranca paranaense na Copa do Brasil, mas é preocupante. Esse time não nasceu assim e nunca será aquilo. Renato confia naquilo que fez, recorre àquilo na falta de um meia, está bem para ele ceder o meio campo de vez em quando – e quando não conseguir retomar?

    O Grêmio precisa morar no meio campo de novo e voltar a estabelecer uma hegemonia nesse território! Esse time precisa disso, entre outras coisas, para funcionar bem. Uma pena Lincoln não estar preparado, poderia estar se o ruralito e a Primeira Liga não fossem desperdiçados, culpa de Lincoln, que ainda naquelas circunstâncias deveria jogar melhor, com reservas e tudo ao lado, e também do planejamento fora de campo. Gostaria que Leo Moura, que está gastando a bola, fosse para o meio quando voltar Edilson para voltarmos a ter um quarteto ali. Retornando Bolaños, Leo Moura deve retornar à lateral e Edilson para o banco. E Rocha ou Luan, um no banco, o outro com Barrios. Dois atacantes, não mais que dois. Não vi uma atuação dentre todas que vi de Luan e Rocha pior que a de Luan contra o Iquique fora, me deu nojo, quase desprezo. Mas Rocha tem sido mais regular nas atuações insuficientes – seja como for é um dos dois com Barrios! Nada de sacrificar um meio campo mais encorpado, o treineiro precisa entender que futebol não mais se resolve focando os setores mais “emocionantes” do seu tempo, os extremos, o ataque e a defesa. Nem pela defesa nem pelo ataque começa um time, mas pelo meio campo.

    Quando o Douglas voltar, se voltar bem, briga com Bolaños ou jogam os dois, mais Arthur (com mimimi do treineiro e tudo, naquela coisa velha dos treineiros de pegar no pé do “queridinho da imprensa e torcida”) e fechando com um “primeiro” volante antes dos três. Na frente um entre Luan, Rocha e mais Barrios. Se Ramiro continuar no meio, o que é a tendência, como no ano passado, três volantes e um meia, Bolaños briga com Douglas e se perder essa briga vai para frente brigar com Luan, Rocha e Barrios, os quatro por duas vagas – e só duas!

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