O juiz que deu aula sobre a reforma trabalhista

É um compacto de pouco mais de 16 minutos, mas vale a pena assistir. Durante o último Roda Viva, o juiz do Trabalho e professor de Direito da Universidade de São Paulo, José Luiz Souto Maior, deu uma aula sobre a pretendida reforma trabalhista. Diante do relator do projeto, o deputado Rogério Marinho (PSDB-RN), provou que não há um único artigo a favor do trabalhador. Todos partem do ponto de vista do empresário. É bom prestar atenção para ver o que nos espera se o projeto for aprovado.

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Sobre mariomarcos

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22 respostas para O juiz que deu aula sobre a reforma trabalhista

  1. Maurício disse:

    Coxinhada desqualificando o juiz em 3, 2, 1…

  2. Fred O Calmo disse:

    “…provou que não há um único artigo a favor do trabalhador.”
    Ele foi bem claro e falou com autoridade. Nota-se que é da área.
    Porém, não vi provas que sustentem essa alegação.
    Pode ser que tenha perdido algo ao longo do vídeo.
    Acho mais charmoso “coxinhero”
    E as nossas coxinhas são muito melhores que as barangas de vocês (hehehehe)
    Olha Raquel Sherazade e depois olha a Erica Kokai ou a Maria do Rosário e renda-te aos fatos.
    Se vive melhor no capitalismo do que no comunismo.

    • Marcão disse:

      Quanto às moças citadas, isso não se discute.
      Quanto a se viver melhor no capitalismo do que no comunismo, também concordo. Mas tem que existir alguns “freios” no capitalismo para proteger os elos mais fracos da corrente. Um exemplo desses “freios” são as leis trabalhistas. Em economias como a nossa, onde a oferta de mão de obra (pouco qualificada, principalmente) é bem maior do que a oferta de vagas, a legislação trabalhista tem que ser mais protecionista mesmo. Claro que existem pontos que poderiam ser revistos para equilibrar mais a balança e facilitar um pouco a vida dos empresários, mas essas reformas que o atual governo está propondo são pra fuder de vez com a vida do trabalhador.

      • Rafael disse:

        O problema é que esses freios impostos ao capitalismo são exatamente os dispositivos que desestimulam a contratação e os investimentos. Acabam por prejudicar aqueles que pretensamente alegam proteger.

      • Miguel disse:

        Mais liberdade ao empresário.
        Jornada de trabalho deveria ser o patrão a determinar, não por lei. Intervalo de almoço, idem, o empregador deveria ter livre arbítrio para determinar se há necessidade de parar para o almoço e estipular o tempo, 15 minutos, meia hora. Não devia existir salário mínimo, o empregador é que sabe quanto pode pagar e quanto vale cada funcionário. Se achar que esse mês não teve lucro suficiente e não puder pagar, não paga.
        Seria bom para o trabalhador, abririam muitas vagas, rapidinho acabava o desemprego. Não sei como o povo não vê isso!!!

      • Miguel disse:

        Se trabalhassemos 15 horas por dia, seis dias por semana, sairíamos da crise em pouco tempo. Digamos um real a hora seria bem pago.

      • Rafael disse:

        Dando esses exemplos absurdamente exagerados apenas desmerece suas próprias argumentações. Mas mesmo tomando como base esses exageros, você acha mesmo que conseguiria contratar alguém desse modo? Fica para reflexão.

      • Ricardo - DF disse:

        Ironia bem apropriada, Miguel. Explorar os extremos serve para situar o que se está discutindo. O rechonchudo deputado caracteriza à perfeição o porco capitalista. Se pudessem, fariam exatamente o que vc está absurdamente sugerindo. Citam “outros países” quando convém, como se o capitalismo de lá fosse o mesmo de cá, oriundo da rapinagem.

      • Miguel disse:

        Pegaste, bem Ricardo, não tem como comparar a mentalidade do empresário brasileiro com o europeu e americano.

  3. Fred O Calmo disse:

    Acredito que nós mesmos, os consumidores, desenvolvemos esse freios.
    Precisamos de liberdade para nossos negócios e isso é o fundamental, me parece;
    “essas reformas que o atual governo está propondo são pra fuder de vez com a vida do trabalhador” (2)

  4. O celebrado economista liberal, Ludwig von Mises, dizia que o século XIX foram os “anos dourados” do liberalismo. Alguém lembra como era a situação da classe trabalhadora nesse período de relações trabalhistas “livres”?

  5. Rafael disse:

    Coisa feia censurar comentários.

  6. Ricardo - DF disse:

    Um professor universitário amigo meu encontra seus colegas de colégio. Vários deles agora empresários. Ele rapidamente descobre que ele, assalariado do governo, é o único que para impostos. Os empresários se divertem contando os inúmeros artifícios que utilizam para burlar o fisco. As leis no Brasil protegem quem tem dinheiro, fato.

  7. Se legislação trabalhista “flexível” fosse solução para o desemprego em meio à crise a Espanha não possuiria uma taxa de desempregados que é o dobro do Brasil! As empresas estão deixando de contratar e demitindo por falta de demanda e não pelo preço da “força de trabalho” – que hoje na indústria brasileira já é menor do que na indústria chinesa!

    O empresário gaúcho Dagoberto Lima Godoy, que participou do Fórum Nacional do Trabalho que elaborou a Reforma Sindical do governo Lula em 2005, foi muito mais honesto ao declarar, sem vacilos que:

    “as “flexibilizações” postas em prática por diversos países não têm logrado resultados comprovados na luta contra o desemprego, que perdura elevado mesmo nos países onde mais avançaram as reformas nesse campo.” (Godoy, Dagoberto Lima. “Reforma Trabalhista no Brasil: princípios, meios e fins” – São Paulo: LTr, 2005, p.26)

    Godoy defende a flexibilização do mercado de trabalho com o único argumento de que desta forma o Brasil teria uma inserção em melhores condições na globalização, o que em outras palavras significa que ela deixaria os trabalhadores brasileiros ainda mais baratos do que já são.

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