Palavra de Renato

Em muitos momentos do jogo da tarde de domingo foi possível ver Renato esbravejar, gritar, voltar para o banco de reservas e desabafar com seu auxiliar, chamar a atenção de um ou outro jogador, pedir que o combinado fosse executado. Nem durante a partida, nem depois do intervalo deu certo. O time dominou o primeiro tempo, mas não conseguiu chances claras de gol. Marcou logo no início do segundo, mas falhou e permitiu o empate do Novo Hamburgo. Pior: depois disso, desorganizou-se, passou a errar e a dar chances até mesmo para os contra-ataques do adversário.

Por tudo isso, Renato seguia desconsolado na entrevista:

– A equipe teve altos e baixos. Temos que valorizar a partida que o próprio Novo Hamburgo fez. A nossa equipe não jogou tão bem, mas é uma partida de 180 minutos. Os primeiros 90 foram jogados. No próximo domingo, temos mais 90 minutos. A equipe não estava reagindo. Eu tenho três substituições e mudei para tentar mudar o panorama. Não é corrigir. O Novo Hamburgo fez uma boa marcação e fez gol fora de casa. O Grêmio criou bem menos que nos outros jogos, devido à marcação. A coisa que mais peço é atenção nos 90 minutos. Por uma falta de atenção, tomamos um gol.

Anúncios

Sobre mariomarcos

Jornalista, natural de criciúma, fã incondicional de filmes, bons livros e esportes
Esse post foi publicado em Gauchão, Inter e marcado , , , . Guardar link permanente.

7 respostas para Palavra de Renato

  1. Maurício disse:

    ‘Por uma falta de atenção, tomamos um gol; por sorte não tomamos a virada.’

  2. Ricardo - DF disse:

    O time está inseguro. A cobrança com relação ao Gauchão é enorme, o Rei de Copas contra os times do interior e Binter, não pode perder !!! E não dá para dizer que o Gauchão não é prioridade, ao contrário, é a maior prioridade do momento.

    Daí o time se desmanchou depois do gol do Nóia. Também, *nenhum* jogador cobrindo a entrada da área num cruzamento da lateral !!! Por favor…

    Na chance do Barrios, não deu para ver se foi lerdeza dele ou se o cruzamento do Luan foi muito à frente. Nisso o Garnizé mostra sua utilidade no Inter. Mesmo sem fôlego, o hermano coloca a bola onde quer.

  3. Rodrigo R. disse:

    Bem, imagino a fúria da torcida ontem nos espaços de comentários e redes sociais ontem, provavelmente ninguém prestava nem para capinar ou juntar lenha, as categorias de base deveriam ser fechadas, etc etc. É aquela situação em que é melhor sair de casa, assistir a um bom filme e dormir antes de falar em futebol, no dia seguinte – para não falar guiado pelo fígado, mas pelo cérebro.

    Mantenho que o Grêmio tem grupo suficiente para ganhar tudo se pudesse sempre colocar os titulares, o Grêmio é o melhor time do Brasil no momento, quando acerta seu jogo é capaz de dar um vareio em qualquer sulamericano. Mas não segura um jogo em alto nivel, e às vezes nem consegue o impor em algum momento, porque falta jockey. O adversário vê as coisas e toma medidas o tempo todo, como uma luta de bactérias e antibióticos, por sua autonomia ou por seu técnico, nada é estático. Essas medidas exigem contramedidas para que a hegemonia em campo seja mantida. Mas o treineiro Renato não acompanha isso, é um leigo com salário de expert, e abandonado por Espinosa (este ainda está no Grêmio? E o que faz a não ser mamar na teta que o Grêmio deu a ele?) O treineiro se perde e acredita no próprio discurso de “soninho” e bobagens semelhantes e, sendo assim, os problemas “não passam” por ele e lhe resta ficar a torcer na beira do campo… E o “soninho” e as “bobeiras de 10 minutos” podem se transformar logo mais em coma e morte com eliminações, talvez tendo de engolir um intragável hepta colorado.

    Uma das expressões mais comuns dos palpiteiros vindas da imobilização técnica imposta pelos adversários é o aparente “sono” ou a aparente “falta de motivação” ou a aparente “preguiça”, seja a nivel de time ou de um ou mais jogadores. Torcedor pode pensar isso, e berra que fulano ou beltrano estão com a “cabeça na europa”, ou o time está subestimando o adversário, etc, mas o técnico não pode pensar isso. No entanto o treineiro Renato pensa assim, faz discursos que o colocam como mero espectador impotente, discursos irritados compatíveis com arquibancadas.

    Dizem que parecia infeliz ontem, antes do jogo, não sei por que motivo, mas espero que esteja pensando em pedir o boné: ele não pode tirar mais nada desses jogadores, embora se possa tirar mais, e nem adianta reforçar o time com Renato: não é o “quem sabe, sabe”, não é o “quem não sabe, estuda”, é apenas o que não sabe e não estuda, como algum comentarista fanfarrão que bate no peito e vai treinar um clube “para mostrar que esses treinadores profissionais não estão com nada”… Deveria engolir o orgulho e admitir que chegou no seu limite e sair ainda por cima, antes que se repitam os fiascos no ruralito de 2011 (a última taça do Olímpico, logo contra Falcão e Dalessandro!) e na Libertadores (duas derrotas e banho de bola nos dois jogos contra o Universidad Catolica), demitido e saindo do estádio chorando para as câmeras (como ele gosta de choros marqueteiros!) Repito o que escrevi em outro post: Seria uma lástima numa rara oportunidade de juntar muitos jogadores de qualidade não vencer nenhum grande título por falta de treinador: não dá para contar com um grupo de jogadores de tão boa qualidade todo ano.

    As torcidas dos melhores times do Brasil estão insatisfeitas com seus treinadores: é assim com Grêmio, Palmeiras, Flamengo e Atlético-MG, os melhores. Mais abaixo, o retranqueiro Mano, o neófito Ceni e o “auxiliar” Carille já foram apedrejados até pouco tempo e as pedras estão ainda nas mãos de marias, bambis e gambás. Técnicos estrangeiros, espero, deixarão de ser opções, mas logo serão a primeira alternativa, tal a pobreza de mão de obra nesse cargo no brasil.

  4. Maurício disse:

    O lance em que o Nóia perdeu duas chances [sem goleiro!] de matar o jogo foi emblemático, mas a imagem do final de semana me parece ter sido o Zé Roberto de 4 enquanto a Ponte despachava o Palmeiras.
    Os caras não querem liberar nosso próximo goleador!

    • Maurício disse:

      Outra imagem interessante, infelizmente raríssima, foi a do Rodrigo Caio inocentando o Jô num lance em que ambos disputaram bola com o goleiro tricolor, que acabou atingido pelo próprio companheiro de time. O amarelo já havia sido dado e foi anulado pelo árbitro, que aplaudiu o RC.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s