Grêmio: domínio e vitória no primeiro tempo, susto no segundo

O Grêmio fez um primeiro tempo quase perfeito, fez três gols, deu sinais de que poderia chegar a uma goleada histórica na Libertadores, mas estranhamente parou no segundo, deu espaços, permitiu a reação do Iquique e levou sustos que poderia ter evitado. Venceu por 3 a 2, firmou-se na liderança do grupo, mas poderia ser menos sofrido para os 30.343 torcedores que estiveram na Arena, na noite desta terça-feira.

O futebol mostrado na fase inicial repetiu alguns dos melhores momentos do Grêmio.

Depois de um início equilibrado, o time passou a trocar passes, quase sempre em velocidade, e deixou o representante chileno atordoado. Logo aos três minutos, Pedro Rocha chutou forte, mas o goleiro desviou. Aos 16, Luan foi mais bem-sucedido: recebeu o passe à frente da área, ajeitou o corpo e chutou, surpreendendo o goleiro. Um a zero.

Sete minutos depois, Leo Moura deu passe preciso para a entrada em velocidade de Luan, pelo meio da zaga. Diante do goleiro, com a frieza habitual, Luan deu um leve toque encobrindo o goleiro. Dois a zero.

Estava fácil – e a torcida teve a clara sensação de que veria uma goleada.

Aos 26 minutos, Pedro Rocha perdeu a primeira de suas chances. Entrou livre, mas acabou chutando no goleiro. Aos 27, ele sofreu pênalti, outra vez em jogada de velocidade. Bolaños bateu com categoria, aos 28, e fez o terceiro gol.

O domínio seguiu e, aos 42, Pedro Rocha outra vez levou a torcida à loucura ao concluir errado, mesmo estando livre para concluir.

Na volta do intervalo, o jogo mudou.

O Iquique adiantou a marcação, passou a ter mais atacantes e a manter um pouco mais a posse de bola. Poderia ter sofrido o quarto, aos 10 minutos (Pedro Rocha desperdiçou ao disputar com o goleiro), mas conseguiu descontar aos 16, em cobrança de escanteio. Caroca bateu de cabeça, forte, no ângulo esquerdo.

Em seguida, preocupado com a marcação, Renato trocou Leo Moura por Michel para ter outro volante à frente dos zagueiros. Não deu certo. O Iquique passou a ter mais liberdade no meio e menos ameaça à sua defesa.

O susto subiu alguns tons na Arena aos 23 minutos quando Álvaro Ramos, depois de uma boa troca de passes, concluiu com um chute rasteiro. Segundo gol do Iquique, que reduzia a vantagem do Grêmio e, mais importante, colocava em risco uma vitória que parecia absolutamente tranquila.

Em toda esta fase, o Grêmio teve tantas dificuldades que só voltou a ter uma boa chance de gol aos 35, quando Lucas Barrios chutou desviado, livre. Aos 39, Luan bateu com categoria e o goleiro fez boa defesa.

Agora, o Grêmio volta a se preocupar com o Gauchão. Domingo, enfrenta o Novo Hamburgo, no primeiro confronto pelas semifinais.

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Sobre mariomarcos

Jornalista, natural de criciúma, fã incondicional de filmes, bons livros e esportes
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14 respostas para Grêmio: domínio e vitória no primeiro tempo, susto no segundo

  1. Ricardo - DF disse:

    Meeeu Deus. Um espetáculo no primeiro tempo. Um desastre no segundo. Maicon sumiu, Bolanos sumiu. Só Luan se manteve. Barrios entrou todo atrapalhado. Ramiro, no meio, mostra suas limitações.

    E, não tem como não lembrar, o Ameba Rocha, bateu o recorde de gols perdidos. Quatro, na cara do goleiro. O Renato tem que tomar vergonha na cara. Ele mantém essa Ameba incólume por que, sem ela, o Ameba Oliveira fica desprotegido. São duas amebas pela esquerda, uma sustentando e justificando a presença da outra. Por isso fiquei feliz em ver o amarelo que a Ameba Oliveira levou. Mais um e, quem sabe, fica evidente que até o Cortez é muito melhor por ali. E, quem sabe, com um bom lateral, seja possível se livrar do lateral auxiliar e colocar um atacante por ali.

    Depois de tantos gols errados eu jurava que, no segundo tempo, o time vinha com Luan pela esquerda e Barrios no meio. Mas não. A Ameba é intocável. Sobre Renato pesa a responsabilidade do time perder metade das chances de gols nos pés de um inepto.

  2. Favero disse:

    Não tem como deixar de falar do tal Michel. Entrou tomamos dois! Reserva no maximo.

  3. Rubens disse:

    Assisti só o primeiro tempo. Pareceu-me que esse Iquique é um Varzeanóplis com grife!

  4. Rodrigo R. disse:

    Tenho lido muita corneta contra o Pedro Rocha, muitos torcedores, dominados pela passionalidade, querem alguém que “habla” no lugar dele… Ah! a “alma castelhana”… E ainda por cima não é de fora, é da base! Pedro Rocha não faz muitos gols (e precisa corrigir isso porque na posição dele é comum a chance aparecer) mas o Grêmio faz muitos gols por causa do Pedro Rocha, ele tem muito talento e inteligência tática, vai ganhar maturidade e regularidade com o tempo, mas sua contribuição já é alta, não tomo de forma oportunista uma atuação ruim como padrão, como muitos que ficam de tocaia. A torcida corneteia ele há muito tempo mas não repara que a capacidade que o Grêmio desenvolveu com Roger de “morar” no campo adversário passa em boa parte por Pedro Rocha; querem alguém que “habla”, querem alguém da reserva (o melhor é sempre o que não joga) mas coloquem, digamos, o tosco Barrios e o Grêmio terá um finalizador melhor mas que pouco finalizará, o time tenderá a se afastar do campo adversário e o que ocorre hoje quando joga mal ocorrerá numa atuação normal. Pedro Rocha marca, troca passes com lucidez, rapidez e qualidade e aparece na área, essa é a regra e fico com a regra. E isso junto com o fato que é um jovem da base me faz ter toda a paciência com ele. Nem conto os gols contra o Atlético-MG e outros belos gols dele (faz poucos e bonitos gols o Rocha), porque aquilo não é típico dele (embora aqueles gols no Mineirão estejam de acordo com o talento dele, não são abortos da natureza) mas conto lances como o passe para o gol de Luan contra o Cruzeiro no Mineirão: o toque do Rocha é sensacional e sem ele não haveria o gol de Luan (outro corneteado, como Rocha e Everton, por perder gols, mas seus corneteiros estão quietos, ao contrário dos corneteiros de Rocha). Pedro Rocha é “amigo da bola”, não “inimigo” (até hoje rio de um lance dele contra o Criciúma em 2015 em que o marcador chegou lotado e Rocha, apertado na linha de fundo próximo à bandeirinha de escanteio, deu uma cavadinha de Romário no cara e este ficou há 3 metros do outro lado caído de bunda). Você faz dez correntes, todas com apenas um elo em comum, mas não sendo o último elo, o “elo” que faz o gol, vem a corneta sobre o “elo” comum, exceto se for zagueiro ou volante. Com caneleiro Barrios (este sim não pode perder gol) melhora a finalização (quando ela existir) mas tem menos finalizações, porque tem menos capacidade de imposição técnica sobre o adversário, troca de passes e o avanço do time rumo à área inimiga fica prejudicado, quebra-se a corrente antes do elo final, que fica irrelevante, o gol não sairá. Não me interessa isso.

  5. Rodrigo R. disse:

    Renato é como um sistema imunológico fraco. Um corpo estranho colocado em campo e ele se perde, é lerdo para anular um lance do treinador adversário, ainda que esse seja um Zago da vida. Se estivesse com um gol de vantagem, repetiria o Grenal tomando uma virada depois de massacrar. Renato, junto com Tite, é a prova que treinador faz muita diferença. No “Quem sabe, sabe; quem não sabe, estuda”, ele não se enquadra: não sabe nem estuda. O Grêmio só perdeu Wallace e Douglas temporariamente, felizmente não precisou remontar radicalmente o time, e sabemos que os jogadores, com o tempo juntos, sabem o que fazer e até são capazes de corrigir os times por eles próprios, o time não colapsaria com a casamata vazia. E ainda Renato ganhou bons reforços. Tem grupo suficiente para ganhar tudo, se pudesse sempre colocar os titulares, exceto o Mundial se for o caso, mas Renato não sabe como extrair o máximo do grupo e seus auxiliares não auxiliam, e problemas se repetem e “não ensinam”: então se repetirão, e só espero que de forma não decisiva. Seria uma lástima numa rara oportunidade de juntar muitos jogadores de qualidade perder por falta de treinador: não dá para contar com um grupo de jogadores de tão boa qualidade todo ano. Pelo que vi de outras equipes e do próprio Grêmio, o Grêmio é o melhor time do Brasil quando acerta seu jogo. O Grêmio terá problemas quando tiver que remontar time sem treinador, mas até lá, com a falta de treinador, será comum essa angústia na torcida: “patrolamos no primeiro tempo, mas como será o segundo tempo, daqui a 15 minutos?” Renato tem a virtude do lutador agressivo e impetuoso, mas queixo de vidro; se “estudasse” melhoraria “o queixo”, sacaria logo a artimanha adversária, mas provavelmente nem cumpriu a obrigação de conhecer o adversário jogador por jogador (até os reservas!), esforço não exagerado numa Libertadores e com o salário alto que recebe. Estava descontente no segundo tempo, isso mostra que não conseguiu fazer o time fazer o que ele queria, é o caso do “querer e não poder”. Estaria melhor, em tese, se justamente quisesse aquele segundo tempo, por uma questão de controle: jogar mal querendo jogar bem é pior que jogar mal querendo jogar mal – em tese.

  6. Rodrigo R. disse:

    A cera do Grohe, decadente, bichado e lamentavelmente sem reserva é tão irritante quanto constrangedora. Sempre torço para o árbitro amarelá-lo. gosto do time ser catimbeiro, mas cera de goleiro é intragável, ô coisa chata! “Larga essa bola logo, pô!” penso comigo. Os muitos anos de banco o condicionaram a agir como se estivesse em time pequeno. Se no futuro for treinador, vai ser do tipo que aos 40′ do segundo tempo, vencendo em casa um timezinho qualquer, vai balançar os braços na beira do campo a pedir fim de jogo quase entrando em campo. Essas coisas, junto com jogar bolas extras em campo para parar o jogo, apagar a iluminação, o desaparecimento de gandulas (ou a invasão de gandulas) são coisas vergonhas e enojantes.

  7. INTERminável COLORADO disse:

    Com as calças na mão, e toda cagada, já diria ORELHANO JUCA VENTANIA…

  8. Maurício disse:

    30 mil pagantes? Choveu?

  9. Gaudêncio disse:

    Os limites do renato começam a ficar evidentes para quem acredita(va) que o título da Copa do Brasil tinha sido capaz de ensinar algo a ele.
    Li certa feita que o namorado dele (uma espécie de personal trainer de madame e de boiolas da zona sul carioca), que tratou de defenestrar a comissão técnica permanente do Grêmio. E isto se reflete em campo…
    O Grêmio SEMPRE se perde no segundo tempo, por uma razão muito simples: Renato não consegue ler, entender muito menos saber o que está acontecendo em campo. Se o adversário trocar a cor da camiseta ele já se perde. Daí chama o auxiliar e o cara diz: amor… só depois que secar o meu esmalte…
    Convenhamos…
    Renato já levou chocolate do Falcão… de quem não levará?

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