Miller Bolaños e a conversa com Daronco

Pouco antes da saída de bola para o segundo tempo do jogo de sábado, na Arena, o atacante Miller Bolaños e o árbitro Anderson Daronco tiveram uma curiosa e isolada conversa no centro do campo. Bolaños falou, depois escutou Daronco dar alguma explicação e, finalmente, estendeu a mão e cumprimentou o árbitro.

O que eles teriam conversado tanto, um atento à fala do outro?

O assessor de imprensa do Grêmio, João Paulo Fontoura, perguntou a Bolaños e me respondeu. Eles falaram sobre o jogo Brasil x Grêmio, em Pelotas, no último dia 15 de março. Aos 19 minutos do primeiro tempo, bem na frente da área técnica do Brasil, Bolaños ergueu o braço direito, acertou o rosto do lateral Marlon e, depois de provocar protestos dos adversários, levou o cartão amarelo.

Foi o terceiro dele – o que impediu sua escalação na partida seguinte contra o Veranópolis.

Bolaños deve ter gostado do que ouviu (até porque poucos árbitros brasileiros, nem todos com a maturidade e a experiência de Daronco, se dispõem a conversar com os jogadores), como mostrou seu aperto de mãos em seguida.

A ambientação do equatoriano ao clube, à cidade e ao futebol brasileiro passa também por situações prosaicas como esta da conversa no centro do campo. Ele parece bem mais à vontade e, um ano depois, confirma nos jogos que o alto investimento do Grêmio – que em certo momento de dificuldades chegou a ser questionado – valeu a pena.

Renato, por exemplo, não esconde mais o entusiasmo pelo jogador que, segundo repetiu na entrevista, é o melhor definidor do time. Quando tem a chance, dificilmente desperdiça.

Bolaños já é o principal jogador da equipe e do esquema de Renato.

 

 

 

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Sobre mariomarcos

Jornalista, natural de criciúma, fã incondicional de filmes, bons livros e esportes
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3 respostas para Miller Bolaños e a conversa com Daronco

  1. Kikomarques disse:

    Demorou, mas o equatoriano está mostrando ao que veio. Mas eu ainda acho que só um fazedor de gols é pouco. Ainda precisamos testar o Barrios, assim que ele tiver condições. Claro que não no lugar do Bolanos. Quanto mais fazedores de gols no time, melhor. Hoje temos dois, Bolanos e Léo Moura. Mas o Léo Moura joga mais longe do gol. Está com uma excelente média de gols para quem joga nesta situação. Mas precisamos que pelo menos um do outros que jogam perto do atinja a mesma média de gols do Bolanos. Agora, para encerrar, uma perguntinha nada a ver. Uma curiosidade que vem desde a minha infância. Se o nome do país é EquaDor, por que seus nativos são chamados de EquaTorianos e não de EquaDorianos? E não vale responder “por que sim, hora”.

  2. Papa Charlie disse:

    “El barbilla de cristal” está jugando muy bien. jajajajaja

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