O Brasil, na arte de Jota Camelo

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Sobre mariomarcos

Jornalista, natural de criciúma, fã incondicional de filmes, bons livros e esportes
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36 respostas para O Brasil, na arte de Jota Camelo

  1. analista disse:

    Olha… é um assunto complexo… agora pequenas empresas familiares praticamente não tem condições de pagar tudo o que a lei determina… na hora de rescindir um contrato de trabalho é caso de quase quebra de uma pequena empresa… e negar que uma plêiade tão grande de direitos e garantias, ainda escoradas em interpretações pró-trabalhador-sempre da Justiça do Trabalho, é um freio na maior contratação de empregados e mesmo na vontade de empreender de muitas pessoas é equívoco! Sem contar que a legislação é, sim, arcaica, fruto de outro período, outro tempo, outra época, outras circunstâncias, evidentemente. Então, discutir, criticar é válido, mas populismo e demagogia não fazem bem.. Tratar SEMPRE o empregador, o empreendedor com um LEVIATÂ frente ao “coitadinho” do trabalhador não me parece correto.

    • Campeão FIFA disse:

      Não há bom senso, tanto da parte do trabalhador, comodo empregador, todos querem levar vantagem.

    • Rafael disse:

      Um estatuto legal paternalista inspirado na Carta Del Lavoro, da Itália fascista, combinado com uma Justiça especializada e absurdamente protetiva a um dos lados, criou um clima de insegurança jurídica a tal ponto que é impossível a um empreendedor saber de antemão qual será seu custo com mão de obra. Isso é um desestímulo brutal à criação de empregos. Levará ainda muito tempo para a sociedade brasileira se dar conta disso, pois a doutrinação foi grande. Sequer consegue se desvencilhar do populismo de Getúlio Vargas, quanto mais admitir que as relações de trabalho mudaram muito nas últimas décadas e não comportam mais essa concepção anacrônica de capital e trabalho.

  2. Kiko Marques disse:

    Em termos gerais existem procedimentos desonestos de ambas as partes. Mas no que se refere ao tema negociação de salários, em uma negociação totalmente livre a “faca e o queijo’ estariam na mão do empregador.

  3. alessandro machado disse:

    perfeito MM…

  4. Papa Charlie disse:

    O empregado SEMPRE será hipossuficiente frente ao empregador. FATO. Só isto já justifica toda e qqer proteção ao trabalhador na relação de emprego e na Justiça do Trabalho. Chega de mimimi de empresário chorão (de barriga cheia). Vai se sustentar com 1 SM pra ver o q é bom… Não querem baixar a margem de lucro. Ao invez de ganhar 100% em cima do produto poderiam ganhar 80%, mas não… Que continuem ladrando, a caravana passará igualmente.

    • Rafael disse:

      A grande ilusão é achar que a Justiça do Trabalho faz justiça social. Uma estrutura que consome R$ 17 bilhões por ano para proporcionar indenizações de apenas R$ 8 bilhões aos trabalhadores que a ela recorrem simplesmente perdeu o sentido. E mesmo assim falamos de indenizações na maioria das vezes superdimensionadas, demonstrando que a situação de total ineficiência e ineficácia é ainda mais dramática.

    • Henrique disse:

      Ah sim, o empresário vilão da história é quem arrisca o seu patrimônio ao montar sua empresa. É questão de risco e retorno. Se há um maior risco para se abrir uma empresa, então que haja maior retorno. Quando a empresa quebra, o empregado procura outro emprego. E o empregador que agasalha o prejuízo. Essa cultura do Brasil de achar que o empregador é o vilão da história é o que faz com quem o empreendedorismo não cresça por aqui.

      • Rafael disse:

        O Brasil vive apontando vilões e heróis, ambos produtos de uma narrativa ideológica e falseadora da realidade.

      • mariomarcos disse:

        Quem tem alguma experiência de trabalhador sabe muito bem que a pouca confiança nos patrões não tem nada a ver com ideologia ou falsidades. Tem a ver com a realidade de cada um. As boas relações entre empresas e empregados são raridades. Em uma mesa de negociações, se a CLT for implodida, qual a chance de um empregado equilibrar a força de coação do patrão? Quem não dispõe de um sindicato forte nem conseguirá ir à mesa de negociação. Ingenuidade é pensar que não é assim.

      • Maurício disse:

        Diria que a nossa cultura é de achar que o outro é o vilão.

      • Henrique disse:

        Percebam que eu não culpei o empregado. Se há algum vilão nessa história toda são os políticos. Não dá pra planejar nada a longo prazo com uma política econômica incerta. Mas acho muito errado essa cultura de achar que empresário quer só o lucro e não liga para os empregados. Ter uma equipe competente só agrega ao valor da empresa. Deveríamos exaltar a coragem de se empreender em um país que paga MUITO bem se mantivermos nosso patrimônio apenas aplicado e sem gerar emprego.

      • Rafael disse:

        MM, num cenário histórico como o brasileiro, de endêmica estagnação econômica, quebrada eventualmente por surtos de crescimento não sustentado, o empregado via de regra está subvalorizado em função da degradação dos níveis de emprego, tanto quantitativos como qualitativos. O importante é entender que a superproteção ao empregado desestimula a contratação e é um dos fatores mais relevantes para a estagnação mencionada. Investidores, especialmente os estrangeiros, preferem aplicar seus recursos onde haja segurança jurídica, algo que não temos com essa legislação ultrapassada e disfuncional. O objetivo deve ser aumentar a oferta de emprego em vez de proteger excessivamente um contingente cada vez menor de empregados regulares. O México possui uma das legislações mais protetivas do mundo, ainda mais do que a brasileira, e os EUA, por sua vez, possuem a legislação menos protetiva e mais desregulamentada. No entanto, há tempos verdadeiras hordas de trabalhadores mexicanos diariamente tentam cruzar a fronteira em direção à suposta opressão americana. Não há proteção legal que compense a falta de oportunidades.

      • Henrique disse:

        Oras, nós contratamos serviços diariamente: médicos, cabelereiros, marceneiros etc. Nós geralmente escolhemos esses serviços de acordo com o custo x benefício, alguém aqui pensa que é mau e ganancioso ao pagar o que acha justo pelo serviço? No mercado de trabalho é a mesma coisa.

      • Fred O Calmo disse:

        “As boas relações entre empresas e empregados são raridades. ”
        Google
        Microsoft
        Apple
        Gerdau
        Relações péssimas. Eu não gostaria de trabalhar lá.
        Sempre que quis aumento salarial, falei com o Gerente da Oficina onde trabalhava. E isso mostrando números e resultados antes de solicitar uma correção salarial prá cima.
        Ingenuidade é pensar que os sindicatos estão interessados no bem de seus filiados ou de qualquer trabalhador.
        Aqui na praia, quando chega o verão, nunca vi o sindicato dos garçosn fazendo qualquer coisa pelos que trabalham sem carteira assinada.
        Ou o sindicato dos lixeiros reclamando que para atravessar o lixo do morro até o caminhão, eles têm que usar uma bateira velha e emprestada pelo seu Jerônimo, que Deus o tenha.
        Sindicato só está de olho na grana que os trabalhadores são obrigados a dar todo ano.
        “Essa cultura do Brasil de achar que o empregador é o vilão da história é o que faz com quem o empreendedorismo não cresça por aqui.” (2)
        Quando superaremos essa fase infantil do “todo poder aos sovietes”?

  5. juliocolbeich disse:

    Pela concentração de riqueza que temos no Brasil os empresários não precisam de mais nenhuma ajuda em ficar mais ricos. Se fosse uma sociedade onde o lucro não fosse exorbitante e a exploração não fosse tão cruel não seria necessária a CLT, mas estamos longe disso.

    • Colorado de fé disse:

      Essa visão generalizadora (todo empresário é grande e rico)é uma distorção absurda da realidade. A imensa maioria das empresas no Brasil são micro ou pequenas, e sofrem demais com as incertezas dos reais custos trabalhistas. Isso resulta na diminuição de oferta de empregos e, até, eventuais promoções aos seus já empregados.
      As relações precisam de ser equilibradas, inclusive as trabalhistas. Estão matando a galinha dos ovos de ouro, um dia sobrarão apenas grandes empresas e o estado, daí quem poderá nos salvar… O pequeno empreendedor é o que sucumbe diante deste cenário, de passivo oculto, os “empresários ricos que não precisam de mais ajuda” dispõem de muito mais recursos e formas de superar esses obstáculos.

  6. Miguel disse:

    Vamos eliminar o salário mínimo e deixar a “livre negociação” resolver como muitos defendem. Em pouco tempo veremos quem hoje ganha um salário mínimo, que já é pouco, ter que se contentar com 300, 400, 500 reais.
    Outra balela é achar que acabando com o FGTS o valor desse será repassado/indexado ao salário. Se querem tirar o FGTS para diminuir os encargos dos empresários é óbvio que ele não vai para o bolso do trabalhador. Empresário brasileiro só paga o obrigatório, não o justo, ou àquilo que pode pagar. Há um abísmo entre a mentalidade do empresário brasileiro e o americano. Esse abísmo é maior ainda se comparado ao europeu.

    • Rafael disse:

      Você é livre para abrir uma empresa e pagar o que acha justo ou o que acha que pode pagar. Talvez assim perceba que o justo é o que o trabalhador vale. Sem aumento de produtividade não há como falar em aumento de salário. As empresas hoje em dia tem de trabalhar com um passivo trabalhista oculto, porque ninguém tem certeza do que o Judiciário agraciará aos que a ele recorrem. Num ambiente de desestímulo ao empreendedorismo, é evidente que a procura por trabalhadores cai e consequentemente cai também o valor do seu trabalho no mercado.

    • Miguel disse:

      Se eu tivesse uma empresa com certeza eu pagaria conforme as condições, eu não acharia justo um funcionário me dar 60 mil de lucro, por exemplo, e pagar a ele apenas o mínimo.
      Ou então, um funcionário leal e trabalhador, que estivesse comigo, há 10 anos, ou mais, continuar pagando apenas o salário mínimo à ele.Não é o meu caso (graças a Deus). Mas, conheço muitos trabalhadores aqui no nordeste nessa situação e trabalham numa empresa que mesmo com a recessão, cresceu em 2016 em produção, faturamento, área produtiva, número de empregados e lucro​. Não consigo concordar que isso seja justo.
      Sei de um que era líder nessa empresa​, ganhando em valores atuais, cerca de 200 reais à mais, conseguiu vaga na Nestlé, lá, o inicial para operário é cerca de 1,5 salário mínimo, ticket refeição passa de 600, convênio médico, odontológico e farmácia com desconto nas conveniadas, extensivo à família.

      • Henrique disse:

        Mas é isso mesmo que se deve fazer: se está infeliz, procure outro emprego. Em um país de pleno emprego, o empregador vai precisar pagar mais se quiser continuar o crescimento da empresa. Agora, a mão de obra do empregado era especializada? Ele se destacava dos demais? É bem relativo isso.

      • Rafael disse:

        Desconheço trabalhador de nível de salário mínimo que gere R$ 60 mil de lucro. É muito fantasioso até no plano teórico.

      • Miguel disse:

        Cara, eu citei um caso em mil, ou mais, nem todos conseguirão emprego onde vão ganhar o dobro, pois até para isso há N fatores a levar ao sucesso. Não seria mais lógico, no caso que citei, empresa lucrativa, valorizar os funcionários com bastante tempo de serviço, não são um ou dois que tem mais de 10 anos de empresa, são dezenas, não há vagas para promover todos e mesmo a promoção não é atrativa. O auxiliar ganha cerca 80 reais a mais, oq convenhamos, não significa nada pra passar a ser sanduíche, pressão de cima e de baixo.
        Quanto à pessoa que trocou de emprego, na época​tinha o ensino médio, era destaque tanto em rapidez e eficiência e qualidade quanto inteligência. Já se percebia que tinha condições de gerenciar setor. Hoje com o apoio da nova empresa é formado em administração.

      • Henrique disse:

        Pois então, Miguel, quem perdeu na não valorização do empregado? A empresa, certo? Segue o jogo.

      • Miguel disse:

        Henrique, UM funcionário conseguiu. Mas tem dezenas deles que continuam lá, há mais de 10 anos ganhando apenas o salário mínimo. Se estão há mais de 10 anos é porquê são competentes naquilo que fazem, são leais, não causam tumultos, apenas são pessoas pacatas, que tudo que querem é fazer seu serviço bem feito. São acomodados​, vc dirá, tudo bem, talvez não tenham aquela ambição que muitos têm de crescer a qualquer custo, como muitos, que pra isso puxam o tapete de colegas. É a esses pacatos que me refiro. Será que por não demonstrarem ambição, mas estando lá, fazendo seu serviço com competência, não ficariam felizes e não merecem mais que o mínimo depois de dez anos?

      • Henrique disse:

        Eu entendo a insatisfação, eu ficaria incomodado também. Mas a culpa não é só do empregador.

      • Miguel disse:

        Mas, além de tudo, oque eu queria ressaltar contando o caso do funcionário que conseguiu emprego onde ganha mais, é a diferença de pensamento das duas​ empresas, uma brasileira a outra suíça. Ramos diferentes, é verdade, mas, as duas lucrativas​. A brasileira paga o salário mínimo ao operário sem cargo, mesmo se ele ficar 20 anos lá sem nenhum benefício. A empresa suíça, já começa com 1,5 mínimos, 600 de ticket refeição, convênio médico, odontológico e farmácia extensivo à família, e ainda, bolsa de estudos. Ou seja a empresa estrangeira está sujeita as mesmas leis e paga mais com muitos benefícios. A brasileira alega que com a carga tributária não é possível pagar mais que o mínimo. Ah, e veio por isenções fiscais, é gaúcha.

      • Rafael disse:

        Você deve comparar empresas do mesmo setor produtivo, que concorram entre si. As diferenças que você apontou podem se referir muito mais ao aquecimento diferente de cada setor do que propriamente a política da empresa. No exemplo da empresa que paga pouco, parece mais uma acomodação de ambas as partes, empregado e empregador.

  7. O empresário gaúcho, Dagoberto Lima Godoy, participou do Fórum Nacional do Trabalho que elaborou a Reforma Sindical do governo Lula e que previa a flexibilização da legislação trabalhista. Em 2005, ele publicou o livro “Reforma Trabalhista no Brasil: princípios, meios e fins” onde aborda a participação no Fórum e a legislação trabalhista em nível mundial. Ele trás dados interessantes, defende a flexibilização mas não tem dúvidas de que:

    “as “flexibilizações” postas em prática por diversos países não têm logrado resultados comprovados na luta contra o desemprego, que perdura elevado mesmo nos países onde mais avançaram as reformas nesse campo.” (p.26)

    Qual o argumento do autor então para defender a flexibilização? Segundo ele o Brasil teria uma inserção em melhores condições na globalização, tornando-se mais competitivo. Isso se daria, óbvio, pelo maior barateamento da mão de obra no país, uma mão de obra que hoje já se tornou mais barata do que a chinesa! Se a flexibilização não assegura empregos em períodos de calmaria ou de crescimento, com a crise econômica, a questão fica ainda mais complexa porque as empresas estão dispensando, ou deixando de contratar, porque não possuem demanda suficiente para repor as taxas de lucros. As empresas que possuem atividades especulativas tentam recuperar tais taxas aumentando estas atividades e não a produção.

  8. Henrique disse:

    “A gente precisa parar de enxergar o empresário como personagem de desenho animado e ver mais como seres humanos normais, como eu e vc.
    A gente contrata vários profissionais ao longo da vida – médicos, dentistas, mecânicos, cabeleireiros, etc…
    Como não somos vilão de desenho animado, nenhum de nós sai dando gargalhadas maléficas dizendo “MWAHAHAHAHA, vou contratar o cabeleireiro mais barato porque sou mau e ganancioso!!!”
    Nós fazemos uma escolha racional entre o preço e a qualidade do serviço – assim como o empresário faz.
    O problema é que um empresário contrata um cara pra pagar R$ 1.000/mês, mas na verdade esse empregado custa R$ 1800, ou mais. Fora as multas eventuais. Fora os riscos jurídicos de tomar um processo por qualquer motivo e ter que pagar 20 mil de indenização.
    Então é natural e racional que os empresários contratem pouco, paguem pouco, e mesmo assim, tomem todo o cuidado do mundo.
    Se eu sou dono de uma pequena confecção com 10 funcionários, talvez eu tivesse condição de ter 12 ou 15 e tentar expandir a produção. Mas o aumento de burocracia, custos e passivos trabalhistas torna essa decisão muito arriscada. Daí é melhor ficar com 10 mesmo. É mais seguro. É mais lógico. É mais racional.
    Multiplique isso por todas as empresas do país e vc verá uma massa enorme de vagas de emprego que deixa de existir simplesmente por conta do excesso de protecionismo da CLT.
    E com tantas vagas deixando de existir, você tem muita gente desempregada. E com muita gente desempregada, a relação oferta x demanda de empregos força os salários pra baixo.
    Se em vez de 12 milhões de desempregados tivéssemos 12 milhões de vagas, os salários aumentariam naturalmente – não porque o empresário ficaria “bonzinho”, mas porque ou ele paga bem ou o empregado parte pra outra melhor.
    O inverso também é verdadeiro.”

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