Diferenças

Não sei vocês, mas se há algo que me dá uma inveja danada dos europeus é a capacidade de centralizar os debates de um jogo apenas no futebol.

Apesar da atuação desastrada do árbitro alemão na decisão da vaga entre Barcelona e Paris Saint-Germain, na última quarta-feira, franceses e espanhóis falaram, basicamente, sobre o que os jogadores fizeram.

Na Espanha, o elogio à força do Barcelona e ao talento de seus jogadores, que não desistiram nunca de buscar o resultado que parecia impossível.

Na França, críticas duras à falta de fibra dos jogadores do PSG, que aceitaram passivamente a pressão do adversário e sofreram três gols nos últimos dez minutos, perdendo uma vantagem imensa para seguir na competição.

Aqui, por muito menos, a arbitragem vira o assunto – em qualquer jogo.

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Sobre mariomarcos

Jornalista, natural de criciúma, fã incondicional de filmes, bons livros e esportes
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12 respostas para Diferenças

  1. Fifaldino disse:

    Na Europa o juiz ladrão, safado, que vende resultados ou apita para ajudar o clube do coração, acaba punido e, muitas vezes, acaba na cadeia. Desta forma é menos comum lá que os “erros” de arbitragem sejam intencionais.

    Já aqui no Brasil….. a impressão que se tem é que ser ruim e ladrão é pré-requisito para virar comentarista de arbitragem em algum canal de TV.

  2. Fred O Calmo disse:

    Isso sem contar que aqui sempre tem uns e outros puxando a brasa para sua sardinha.
    Como exemplo cito o que escrevi sobre o post do Grêmio versus Zamora, onde mirei na situação da Venezuela e não no jogo em si.

  3. analista disse:

    Que juizinho safado aquele, hein?

  4. Campeão FIFA disse:

    A imprensa falando que este ano o BRASILEIRÃO terá 22 clubes.

  5. Kiko Marques disse:

    A questão é a seguinte MM. (do meu humilde ponto de vista). Alguns dizem: “o centroavante erra um gol feito, o goleiro leva “frango”, o treinador escala errado. Todos podem errar. Só o juiz que não pode errar.” Ocorre que o centroavante errar um gol feito, o goleiro levar um “frango” ou o treinador errar uma escalação, faz parte da regra do jogo. Já um erro de arbitragem tira o jogo da regra. Aí não tem graça. Alguns preferem dizer: “Se o PSG não tivesse sido tão apático, não teria levado seis gols, mesmo com os erros de arbitragem”. Isso é teoria, por que na prática, mesmo apático, o PSG levou apenas quatro gols legais. Por tanto ainda teria se classificado. Mesmo com toda apatia. De concreto o que se pode dizer é: “Mesmo tendo sido tão apático, o PSG não teria levado seis gols se não fossem os erros de arbitragem.” Isso é fato e não teoria. E ainda não foram marcados dois pênaltis a favor do PSG. Eu entendo que a torcida do PSG e a imprensa francesa esteja tão indignada com a apatia dos seus jogadores que, até para castiga-los mais, prefira dar mais ênfase a esta apatia do que aos erros de arbitragem. Se fosse o meu time eu faria a mesma coisa. Mas para quem não está envolvido emocionalmente no jogo, minha análise fria dos fatos é esta. E volto a deixar claro: Para mim os árbitros também são vítimas destas regras absurdas e ultrapassadas do futebol. MM, imagine a seguinte situação. Tu és contratado para comentar jogo do Inter no próximo domingo. Mas no domingo tu acordas apático, sem vontade, não está a fim de trabalhar neste dia. Mesmo assim, por força de contrato e do teu senso de responsabilidade, fazes um esforço para cumprir com tua obrigação e vais para o estádio. Tu vais de taxi. Fala para o taxista para te levar para o Beira-Rio e tira uma soneca no carro enquanto o taxista dirige. Quando tu acordas, percebe que ao invés de te levar para o Beira-Rio o taxista te levou para a Arena. E já está em cima do horário do jogo e da Arena ara o Beira-Rio o trânsito está engarrafado. Não dará tempo de chegares ao Beira-Rio para comentar o jogo. Pergunto: como tu já estavas apático mesmo, sem vontade de trabalhar, tu vais desconsiderar o erro do taxista que se tivesse acertado, teria te deixado no Beira-Rio para tu cumprires com tua obrigação, mesmo apático e sem vontade?

  6. Kikomarques disse:

    “Na Espanha, o elogio à força do Barcelona e ao talento de seus jogadores, que não desistiram nunca de buscar o resultado que parecia impossível.”
    Nada mais natural que a torcida do Barcelona não toque no assunto arbitragem. Nada mais natural que a torcida do Barcelona fuja do assunto arbitragem. Deve ser constrangedora para ela ter de comemorar uma vitória “heroica, ” mas que apesar de toda técnica e luta de seus jogadores, só foi materializada pelos erros de arbitragem que favoreceram o seu time. Então, para os barcelonistas (é assim que se fala?) nada melhor do que evitar o tema arbitragem e focar no futebol.
    Agora, quanto a imprensa espanhola, se está apenas exaltando o Barcelona, sem mencionar os erros de arbitragem que favoreceram ao time basco, ela está se comportando como torcida e não como imprensa. Não sei como é no resto da América, mas aqui no Brasil eu duvido que fosse assim. Em uma situação exatamente igual, em jogo de oitavas de uma Libertadores, envolvendo um time brasileiro contra qualquer outro país da América, e o time brasileiro conseguisse a virada, a imprensa brasileira comemoraria sim, mas não deixaria de mencionar os erros de arbitragem que viessem a favorecer o time brasileiro. Até nós gremistas reconhecemos que o Inter foi prejudicado pela arbitragem naquele Corinthians X Inter em 2005. E tem outro detalhe. Deve ser a imprensa Basca que não fala sobre o tema arbitragem. Será que a imprensa de Madri está ignorando os erros do alemão?
    A favor dos árbitros há uma crítica aos jogadores, principalmente aos brasileiros. A mania de simular falta. Se os jogadores fossem mais honestos ajudaria muito a arbitragem e evitaria que tivessem que ficar analisando se o “carinha” se jogou no chão ou foi derrubado. Até começar a aparecer no jogo a partir daquele gol de falta, o Neymar já estava me deixando irritado com sua mania de se jogar no chão a qualquer encostadinha do adversário. E olha que eu reconheço no Neymar um grande jogador.
    Lembro-me de três jogadores dos anos 70 que tinham muita velocidade: Tarciso, do Grêmio; Palhinha, do Cruzeiro e Gil do Fluminense, Estes jogadores eram frequentemente lançados em profundidade para disputarem bola com o goleiro. Sempre que o goleiro chegava primeiro e se jogava ao chão abafando a “pelota”, estes jogadores tratavam de pular por cima do goleiro, recolhendo bem as pernas para não o tocar, evitando assim o risco de machucá-lo ou de machucar a si mesmo em uma queda. Hoje, os jogadores deixam a perna para o goleiro tocar e assim tentar conseguir um pênalti. Mas é assim mesmo. Este pais a cada geração que passa está mais desonesto em todas as áreas. Inclusive dentro de um capo de futebol. Mas isso já é outro assunto.

  7. Campeão FIFA disse:

    Essa zaga do PSG é 50% da que levou 7 da ALEMANHA, e já estavam querendo resgatar o CHORÃO pra titularidade da Seleção.

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