Inter: olho nas lições dos grandes mestres

Ricardo Duart/Divulgação InterNo livro A Pirâmide Invertida, em que o inglês Jonathan Wilson analisa com rigor de pesquisador a evolução do futebol desde o início do século 19, há um fator comum que forma uma espécie de linha do tempo ao longo de todas as páginas: um time começa com uma ideia. A partir dela, o técnico define os jogadores e aprimora o esquema.

Qual a ideia presente no atual momento do Inter?

Antônio Carlos chegou com vários projetos, com promessas de montagem de uma nova equipe, mas a verdade é que ainda não definiu um (mais, não importa) um estilo – a ideia que une todos os treinadores na história das táticas do futebol presentes no livro.

O técnico alega que está formando um time em meio à competição, que ainda não tem o grupo formado porque os reforços seguem chegando, mas a verdade é que pelo menos a ideia de esquema e time deveria estar bem evidente para a torcida.

O time joga com dois ou três volantes, um ou dois atacantes, zagueiros que vivem uma fase de rejeição absoluta do torcedor (a ponto de terem seus nomes pichados nos postes em frente ao Parque Gigante), ainda não definiu um modo de se impor no meio-campo, parece por vezes um conjunto dispersivo – e com uma instabilidade emocional espantosa, como mostrou na partida de domingo, contra o Passo Fundo.

Em certo momento do segundo tempo, Valdívia dominou uma bola, mas Seijas seguiu com ela. Quando a devolveu, Valdívia perdeu o controle e, claramente, se irritou. Ficou parado, gesticulando. Pouco depois, o próprio Seijas forçou um recuo e foi a vez de Paulão protestar, enquanto o venezuelano se desculpava.

Como corrigir tudo isso?

É preciso levar em conta a sabedoria dos homens que construíram a história do futebol.

Antes de qualquer iniciativa, é preciso ter uma ideia – e, depois, aprimorá-la. Os bons times nascem assim.

 

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Sobre mariomarcos

Jornalista, natural de criciúma, fã incondicional de filmes, bons livros e esportes
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4 respostas para Inter: olho nas lições dos grandes mestres

  1. Fifaldino disse:

    FORA AGUIRREEEE!!!

  2. Guilherme Moura disse:

    Vejo o time do inter muito melhor que o time de 2016. Primeiro acabou os lançamentos de zagueiro-atacante, muito bem definido pelo Falcão. A pose de bola é uma ideia de time, toques curtos completam isso. É um time em construção, se analisar o time que fez o último jogo contra o Fluminense e o time deste ano, podemos ver vários jogadores novos. Acredito que o Zago está no caminho certo, pelas entrevistas percebo que os jogadores estão apoiando o treinador.
    A imprensa e torcida deve dar apoio a todos eles (jogadores+comissão técnica), o inter de Zago não completou um mês de campeonatos oficias. Um bom time leva tempo para construi-lo e Zago tem meu apoio…

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