Das leituras

“Impossível acompanhar o ritmo do atual governo. Cada dia, uma coisa. Se entendi bem o caso da Oi, é o capitalismo sem risco nenhum. A empresa fez tudo errado e leva um presentão. De quem é o dinheiro? ‘É o meu, é o seu, é o nosso’. Lembra uma piada contada em 1989. O presidente da FIESP, Mario Amato, disse durante a campanha que, se Lula vencesse Collor, cem mil empresários deixariam o País.

A piada era: deixaram, foram para os EUA e voltaram para cá. Porque não aguentaram o capitalismo.

Há lugares em que o capitalismo envolve riscos. Aqui, não. A famosa privatizaçao dos lucros somada à socialização dos prejuízos, expressão, creio eu, de Celso Furtado”.

(Renato Janine Ribeiro, ex-ministro da Educação, professor titular da cadeira de Ética e Filosofia Política da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, em sua rede social, ao criticar o projeto do governo, aprovado pelo Congresso quase na surdina, mas suspenso no momento pelo Supremo, de presentear as telefônicas com mais de R$ 100 bilhões)

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Sobre mariomarcos

Jornalista, natural de criciúma, fã incondicional de filmes, bons livros e esportes
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34 respostas para Das leituras

  1. Maurício disse:

    ‘Primeiro a gente tira a Dilma…’

    Aqui não tem terremoto
    Aqui não tem revolução
    É um país abençoado
    Onde todo mundo mete a mão

  2. Kiko Marques disse:

    Tem também a piada que virou verdade. Deus criando o Brasil vai falando assim:”neste país não haverá terremotos, nem vulcões, nem tornados. Haverá linda floresta tropical, belas praias e serras”. Um anjo protestou. “Mestre, por que tudo isso de bom para o Brasil, enquanto o Japão, por exemplo, está destinado a enfrentar diversas adversidades naturais? Ao que o Grande Criador do Universo respondeu:”Sim, o Brasil terá todas estas belezas. Mais vais ver o povinho que eu vou colocar lá “

    • mariomarcos disse:

      O Nelson Rodrigues escreveu uma boa crônica sobre esta tendência de depreciar os brasileiros.

      • Kiko Marques disse:

        Conheço a crônica do Nelson Rodrigues que fala do complexo de vira-lata. Não se trata de depreciar o povo brasileiro MM. Mas defendo a seguinte ideia. Político não é um ser de outro planeta, é apenas um brasileiro saído do meio do povo para ocupar um cargo público. Se o povo é corrupto do meio deles só pode sair político corrupto. Não tem como ser diferente. Como não acredito na mudança do povo, consequentemente…..Não mudarão os nossos políticos. Poderás dizer que estou generalizando, . Sim estou, e é claro que nem todo brasileiro é desonesto. Mas o o problema é que aqueles que tomaram a liderança do país o são. Pelo menos os influentes. Para o mau triunfar basta que os bons não se mexam. Nem é preciso que os maus façam alguma coisa. Por vias democráticas, seguindo as leis, os bons não conseguirão mudar este país, pois a chamada democracia é manipulada pelo maus e as leis criadas por eles, para protegerem-se.

  3. Andreas Boos disse:

    Lembrando que um dos donos da Oi, eh o ‘tio molusco’ so que com o filho assinando a papelada. Pode ter certeza que nisso ai tem mais coisa.

    • mariomarcos disse:

      Tu acreditas nisso mesmo ou estás de brincadeira? Isso já foi confirmado como uma imensa asneira das redes sociais, assim como a que dizia que o filho dele era dono da Friboi. E que tal a antena da Oi perto do sítio? O Dória comfirmou que o pedido foi dele. Outra lenda urbana que se esboroou.

    • INTERminável COLORADO disse:

      Claro, Lula é dono de todas empresas do Brasil, tendo seu filho como laranja…VTNC!

      • Maurício disse:

        A internet tem resposta pra tudo, menos pra esse dilema intrigante: como pode um cachaceiro semi-analfabeto, considerado o maior e mais mafioso ladrão, líder do pior e mais desonesto partido da história política brasileira, estar sendo minuciosamente investigado há quase 30 anos e não ter confirmado contra si um crime sequer?

      • Rafael disse:

        Só que quase todos do seu entorno estão sendo presos e/ou processados. Evidente que ele é o chefão, dava as ordens genéricas ou seguia as diretrizes da corja, mas evitava sujar as próprias mãos, até porque ele sequer tem condições de operacionalizar esquemas mais complexos.

    • INTERminável COLORADO disse:

      O cara vem aqui com asneiras pra comentar…Que perda de tempo!

  4. Rafael disse:

    Esse sujeito não consegue acompanhar o governo porque é muito lerdo, no falar e no pensar. Um homem acostumado à modorrenta vida acadêmica, pouco ou nada fez como ministro.

    • INTERminável COLORADO disse:

      And? Isso invalida o que ele disse?

      • Rafael disse:

        Completamente. Ele dá um palpite superficial sobre um assunto que não domina. Seria interessante pedir alternativas para ele. O governo deveria deixar a empresa quebrar? E o apagão telefônico, como ficaria? E o dinheiro público (tesouro, BNDES, fundos de pensão) investido na empresa, como ficaria? Lembrando que Lula e Dilma (Janine foi ministro de Dilma), aumentaram a participação estatal na empresa. O fracasso da Oi é também fracasso do governo, desde FHC até Dilma, que sempre viu a Oi (antiga Telemar) como um projeto de supertele. Foi exatamente a ingerência política que desvirtuou a empresa, diferentemente do que intui Janine.

  5. Marcião disse:

    Mas alguém me ajuda!!!
    O porto de Cuba e os tão comentados desvios para o Instituto Lula também não é dinheiro do povo?
    Obs: não estou defendendo a OI, só estou dizendo que tudo é farinha do mesmo saco.

    • Rafael disse:

      A Oi já tem participação estatal. O nosso dinheiro já está lá investido. E aí, vamos deixar quebrar?

    • mariomarcos disse:

      A história do porto de Mariel me faz lembrar do filme O Homem que Matou o Facínora. Entre a lenda e a versão, publique-se a lenda por ser mais atraente. Já foi explicado até por dirigentes da Fiesp (isso, da Fiesp, aquela do pato). A empresa que construiu conseguiu o financiamento e, dos 800 milhões de dólares, quase tudo (por exigência contratual) foi investido aqui no Brasil na compra do material. Foi um baita negócio. Mas eu concordo: a lenda é mais atraente.

  6. Rafael disse:

    Esses valores são uma abstração. Baseiam-se em ativos da telefonia fixa que foram repassados junto com a concessão às teles, para devolução ao governo em 2025, prazo das concessões. Ora, o avanço tecnológico ocorrido desde as privatizações transformou esses ativos em pó. A telefonia fixa simplesmente foi atropelada pela celular.

  7. Ricardo - DF disse:

    Será que alguém consegue defender esse tipo de ação dos golpistas ?
    Muito boa a observação do Janine: “…foram para os EUA e voltaram para cá. Porque não aguentaram o capitalismo.” Pura verdade…

  8. INTERminável COLORADO disse:

    Acho engraçado algumas coisas. Como, por exemplo, pregar o Estado mínimo ou reclamar da interferência do Estado na economia, blá blá blá…Mas na hora que a coisa está preta, os empresários vão correndo ao governo pedir socorro…Que quebre! Essa é a lei do neoliberalismo. Incompetentes não se estabelecem. Não é assim? O governo que abra novas concessões à outras empresas e estas que absorvam o estrago todo…

    • Rafael disse:

      O governo investiu na empresa, tem participação nela. Acha mesmo que ela deve quebrar?

      • INTERminável COLORADO disse:

        E vc acha que o governo deve colocar mais dinheiro NOSSO?

      • Rafael disse:

        A discussão não é colocar mais dinheiro. Os supostos 105 bilhões de reais referem-se a ativos da União que as teles deveriam devolver em 2025. Ocorre que esses ativos (de telefonia fixa, completamente desatualizada) não valem essa exorbitância e nem há interesse do governo em recebê-los de volta. Mesmo assim, se o projeto fosse aprovado, as teles teriam de investir valor correspondente ao perdoado. A grande dúvida é se haveria cumprimento dessa cláusula, mas há meios de se fiscalizar e cobrar. O que deve ser feito é uma negociação interessante para as duas partes. O assunto é mais complexo do que o discurso pré-fabricado do Janine.

    • mariomarcos disse:

      Foi assim em 2008. Trilhões para salvar a economia quebrada pelos bancos. Pior: executivos dos principais bancos passaram a trabalhar no governo americano.

      • Rafael disse:

        É totalmente diferente. O governo americano injetou recursos nas empresas. O que se discute aqui e agora é a devolução ou não de ativos.

      • mariomarcos disse:

        O governo socorreu a economia com dinheiro do contribuinte. Ninguém foi para a cadeia. No caso brasileiro, este patrimônio, por contrato, é do governo. É disso que o país pode abrir mão. Dá no mesmo.

      • Rafael disse:

        É um patrimônio composto em sua maioria por meios de transmissão, como cabos, torres, postes e dutos; e equipamentos de transmissão e sistemas de informática. Está essencialmente sucateado pelo avanço tecnológico, que não corresponde ao cálculo proposto pelo TCU. Por óbvio, não há interesse do governo em recebê-lo de volta. A negociação é o melhor caminho, que contemple o interesse público e a continuidade dos serviços das operadoras. Mas certamente o quadro é bem diferente do apresentado nesse post.

  9. Maurício disse:

    Interessante a entrevista do Bisol no ExtraClasse, é uma visão de quem já esteve nas podres entranhas.

  10. alessandro machado disse:

    Bah MM, esse governo golpista dá nojo, eu nem vejo mais notícia, senão fico com úlcera…
    ignorance is bliss

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