Das leituras

“Uma vez conduzido este povo à guerra, ele esquecerá que já existiu uma coisa chamada tolerância. Para combater, é preciso ser brutal e desapiedado, e o espírito da brutalidade impiedosa entrará nas próprias fibras de nossa vida nacional, contaminando o Congresso, os tribunais, os policiais de guarda, o homem da rua”.

(Woodrow Wilson, presidente dos Estados Unidos, em 1º de abril de 1917, citado por Phillip Knightley no livro A Primeira Vítima. É uma frase inquietante se você pensar nos tempos atuais. Basta trocar guerra por confronto político, dificuldade para o debate e intolerância – que leva um homem a agredir uma senhora com uma cadeira na Paulista apenas por discordar de sua opinião sobre aborto – para se comprovar como ela parece ter sido dita agora e não no início do século 20)

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Sobre mariomarcos

Jornalista, natural de criciúma, fã incondicional de filmes, bons livros e esportes
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Uma resposta para Das leituras

  1. Fernando Martini disse:

    O que ele diria nos dias de hoje com os meios de comunicação modernos que dispomos?

    Não sei se vocês assistiram o seriado Westworld, se não assistiram, recomendo. Uma metáfora muito profunda é sobre o labirinto que existe rumo ao interior de nossa consciência, para nos entendermos. Realmente não compreendemos nossa natureza, apesar de que muitas e muitas, e aí não estou querendo, de modo algum, me deixar de fora, opinar sobre tantas questões que no fundo não fazemos a menor idéia dos mecanismos que seu funcionamento.

    Que faz o ser humano alternar seu comportamento entre seu lado bestial e sua parte racional? Nós que não sabemos nem o sentido de nossa maravilhosa, porém singela e minúscula existência, não temos as respostas mais simples as questões mais fundamentais da razão e da lógica, conseguimos estruturar tanto ódio e sentimentos mesquinhos.

    Imagine que estupidez, combater sem piedade, com brutalidade, sem compaixão e tolerância. Melhor perder qualquer causa do que a humanidade. O grande perigo é que quando esse processo é feito de forma maquiavélica, à surdina, com processos feitos através de modificações comportamentais do grupo… A exemplo do que aconteceu na Alemanha nazista, e o que acontece em quase todos confrontos armados, onde os soldados, conduzidos à guerra por demônios como esse citado no post, são levados aos campos de batalha, passando por traumas terríveis, levando-os a comportamentos extremos.

    Nunca fui, graças a Deus, a nenhum combate e não passei por nenhum trauma desses, mas só de pensar que alguém pensa que pode usar os sentimentos do povo como marionetes, é triste, mas no fim sabemos que isso acontece todo dia, em maior ou menor grau (valeu televisão!). Para finalizar, me lembro daquela cena que você já postou aqui, MM, do Platoon e toda perda da humanidade mostrada por aquele filme baseado em fatos reais, o ódio aos vietnamitas tratados como sub-raça e todos crimes contra os direitos humanos. É pesado…

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