Aos 90 anos

Morrer aos 90 anos, de causas naturais, já é uma vitória e tanto para quem desafiou e enfrentou inimigos poderosos.

Fidel Castro (13/8/1926 – 25/11/2016) iniciou uma revolução com as 12 pessoas que sobreviveram à precariedade do barco Granma e ao tiroteio na chegada, enfrentou 650 tentativas de assassinato ao longo da vida (com técnicas que iam de caneta com veneno, roupas contaminadas por bactérias a assassinos treinados pela CIA), reconstruiu um país que passou a privilegiar saúde e educação (apesar de todas as carências) e enfrentou as pressōes de um Império que fica a apenas 90 milhas de suas fronteiras.

Teve erros, escolhas complicadas, é amado e odiado por muitos, com igual intensidade, mas nem seus inimigos negam que ele foi um fenômeno.

Acima de tudo ensinou a muitos países que não se deve ficar de joelhos diante do colonizador, por mais poderoso que eles pareça.

A morte natural aos 90 anos foi a última vitória sobre seus inimigos – a penúltima foi ver o vizinho poderoso desistir de quebrar a Ilha à força, depois de quase 60 anos de bloqueio, e pedir a reconciliação.

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Sobre mariomarcos

Jornalista, natural de criciúma, fã incondicional de filmes, bons livros e esportes
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24 respostas para Aos 90 anos

  1. CARLOS PORTELLLA disse:

    Quem foram seus amigos ao longo da sua existência?

    • Fred O Calmo disse:

      Somente humanistas, pessoas que criariam o homem novo.
      Democratas, sqn.
      “reconstruiu um país que passou a privilegiar saúde e educação”
      Com todo o respeito, foi justamente o contrário; de quinta economia das américas a um país onde falta sabonete, eis o que aconteceu.
      Por favor, um pouco de realidade.

  2. Ricardo - DF disse:

    Quinta economia das Américas ? Sob a ditadura do Batista ? Ou seja, 2% extremamente ricos, 10% de classe média e o resto na miséria. Bordeis e cassinos para deleite dos EUAnos. EUAnos branco-avermelhados e gordos traçando adolescentes cubanas em turismo sexual. Realmente, a revolução cubana incomodou muita gente. A pequena burguesia cubana raivosa, chamando Fidel de ditador assassino. O boicote economico monstruoso, convenientemente esquecido pelos detratores do regime cubano.

    Segue adiante, MM, teus posts são um colírio nessa mídia dominada por coxinhas.

    • Ronaldo disse:

      Se tu abrisse teus olhos veria que nos últimos 10 anos, turismo sexual é uma importante fonte de renda em Cuba. Os europeus que o digam. Gosto de ver esquerdistas admirarem ditadores e assassinos, demonstra que eu e minhas convicções estamos no lado certo da moralidade.

    • Fred O Calmo disse:

      “O boicote economico monstruoso”?
      Uns chamam de bloqueio outros de embargo, mas o fato que temos é: o embargo/bloqueio/boicote impede os americanos de ganhar dinheiro em Cuba, mas não de mandar dinheiro para Cuba.
      Mas se suspendê-lo vai haver liberade em Cuba?
      E como Cuba pagaria o que comprasse da América, se sequer pagou as indenizações pelas empresas estatizadas (motivo do embargo)?
      Com tabaco, com cana ou com cassinos?

      • mariomarcos disse:

        Não entendeste o que significou o bloqueio? Cuba não podia comprar tecnologia, medicamentos, tinha de pagar suas compras em outros países com dinheiro porque os cartões estavam controlados e por aí. É pouco?

    • Rafael disse:

      Curioso que socialistas lamentem a falta de livre comércio na ilha cubana.

      • Fred O Calmo disse:

        Ora é claro que entendi.
        Em 1996, o Congresso dos Estados Unidos aprovou a chamada Lei Helms-Burton, a qual proibiu os cidadãos americanos de realizar negócios dentro da ilha ou com o governo cubano
        Repetindo: ” proibiu os cidadãos americanos”.
        Apenas isso. O mais próximo de um bloqueio que o paraíso socialista sofreu, foi por ocasião da crise dos mísseis.
        Todas as proibições que citaste se aplicavam somente a cidadãos americanos.
        E não esqueçamos que essas medidas foram retaliatórias às expropriações das propriedades de cidadãos e companhias americanas na ilha,
        É engraçado que fizerem uma revolução contra o capitalismo e agora se queixam da falta de capitalismo.
        Pô, os senhores devem escolher uma ou outra; as duas não dá;

      • mariomarcos disse:

        A revolução não foi contra o capitalismo.

    • mariomarcos disse:

      Claro, analfabetismo em dose cavalar, povo doente. Ricos eram os caras dos cassinos, mantidos por mafiosos. Lá, a renda era grande. Alguns comentários reforçam uma convicção que tenho há muito: passa o tempo e as pessoas, mesmo as mais esclarecidas, se limitam a repetir chavões, bobagens da guerra fria, conceitos partidos dos EUA, sempre que se referem a Cuba. É uma chutação espantosa.

      • Fred O Calmo disse:

        Realmente, a chutação é espantosa quando uma taxa de alfabetização na casa de 70% vira. analfabetsimo em dose cavalar.
        E segue existindo pessoas que se negam a enxergar a realidade e ainda vivem em seus sonhos juvenis, alimentados por conceitos partidos de Moscou.

      • Rafael disse:

        Um jornalista exaltar um regime onde não há liberdade de imprensa nem de expressão é uma contradição absurda.

  3. Papa Charlie disse:

    Ditador, assassino. Resumo deste monstro. Que apodreça no inferno.

  4. Rafael disse:

    “Acima de tudo ensinou a muitos países que não se deve ficar de joelhos diante do colonizador, por mais poderoso que eles pareça.”
    Mas deixou seu próprio povo de joelhos, mendigando migalhas do governo.

  5. Fernando Martini disse:

    Não me passa pela cabeça como alguém se presta a homenagear um ditador que esteve no poder enquanto pode, só legando o mando a seu irmão porque ficou senil, ainda quando esse alguém que é tão contundente no combate a ditaduras.

    Mas avancemos mais um passo rumo ao esquecimento de antigos antagonismos. Que as areias da ampulheta do tempo passem, e não apareçam outros mais. Quando morrermos nós, essas idéias serão ainda mais bobas.

  6. alessandro machado disse:

    É muito fácil pegar os óculos dos dias de hoje e olhar para o passado apontando dedos nos erros dos outros. O fato é que nos tempos da revolucion, estávamos em plena guerra fria, diversas ditaduras de direita esgueiravam-se pelo continente, inclusive cometendo barbaridades e a URSS estava em pleno valor.
    Cuba era um bordel norte-americano, terra de dinheiro sujo e cassinos. Fidel Castro, filho de latifundiários uniu-se com o seu grupo e conseguiu tomar o poder de maneira incrível e surreal, inclusive evitando o domínio do império até hoje.
    Se olharmos os países “irmãos” de Cuba, como costa rica, panamá, el salvador, nicaragua, honrduras, porto rico, haiti etc.. veremos que em todo esse tempo, desde a revolucion, EM NADA progrediram, continuaram sendo países escravos, com um povo miserável e uma elite dependendo das migalhas dos norte-americanos.
    Já Cuba é uma potência em termos de medicina, meteorologia e educação.
    Isso quer dizer que Fidel foi perfeito? Que ele foi um democrata? Que ele não foi um ditador violento?

  7. Fred O Calmo disse:

    “Fidel Castro foi um ditador sanguinário, mas por professar o socialismo contava com a simpatia da mídia e do beautiful people. Não existe aqui questão de opinião: Fidel Castro mandou executar homossexuais, mandou para o paredão presos políticos, e instalou uma ditadura socialista em Cuba que é a mais longeva ditadura de nosso continente. O cidadão cubano é proibido de sair de seu país e falar mal do governo pode leva-lo para a cadeia, não existe liberdade de imprensa, e existe apenas um único partido político. Depois de quase 60 anos de ditadura socialista Cuba é um país pobre e sem liberdade. A ditadura socialista dos irmãos Castro resultou em miséria econômica e perda da liberdade para o povo cubano. Isso são fatos, não opiniões.”
    Adolfo Sachsida

  8. Rodolfo disse:

    A direita é engraçada. Hilário vê-los repetindo sempre os mesmos mantras provenientes das suas pesquisas no Google ou os ensinamentos do Azevedos, Constantinos e demais cretinos de plantão. Realmente Cuba era excelente antes da revolução e o embargo nunca existiu.

  9. Ricardo - DF disse:

    O engraçado é que não vejo ninguém criticar dessa maneira um Pinochet, e outros tiranitos latino-americanos colocados no poder pelo Big Brother. Não sei se são muito novinhos e não lembram, mas nas décadas de 60 e 70 a praxe era colocar ditaduras militares corruptas alinhadas com a política EUAna. Essas ditaduras não incomodavam. A ditadura do proletariado, por outro lado, provoca profundo rancor.

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