Seleção vence pela sexta vez e volta a mostrar bom futebol

Lucas Figueiredo/Divulgação CBFHouve um tempo, não muito distante, em que as atuações da Seleção Brasileira funcionavam como um sonífero. Era um futebol desinteressante, desorganizado, tão pouco eficiente que comprometia a própria geração de jogadores. Mudou tudo com Tite.

Ao vencer o Peru por 2 a 0, no Estádio Nacional de Lima, no início da madrugada desta quarta-feira, a Seleção chegou à sexta vitória consecutiva – igualando um recorde que era das Feras do Saldanha, a equipe que disputou as Eliminatórias para a Copa de 1970, a do Tri. São 18 pontos ganhos e um salto do sexto (quando Tite assumiu) para a liderança, com 24 pontos, três à frente do Uruguai.

O segredo é mesmo a organização. Mesmo quando sofre alguma pressão do adversário no início dos jogos, como aconteceu contra Argentina e Peru, a Seleção cumpre a estratégia e não se desorganiza, até o ponto de passar a controlar o jogo.

Ameaça mesmo, a Seleção só sofreu nos primeiros minutos. Aos sete, por exemplo, Carrillo tabelou com Cueva, entrou na área e tocou na saída de Alisson. A bola bateu na trave esquerda e saiu. A resposta do Brasil foi imediata. Aos nove, Paulinho aproveitou grande jogada de Neymar e chutou rasteiro. O goleiro defendeu.

Com boa troca de passes e a liderança técnica de Renato Augusto e, principalmente, Philippe Coutinho, o Brasil passou a dominar. Foi firme na defesa e teve qualidade no meio, com outra boa atuação da dupla de volantes Fernandinho e Paulinho.

A equipe quase marcou aos 35, quando Fernandinho cabeceou livre, mas a bola bateu no chão e subiu demais.

No segundo, a Seleção marcou logo aos 13 minutos. Philippe Coutinho fez jogada pela direita, mas na hora do chute o zagueiro chegou junto. Na disputa, a bola acabou indo para a esquerda, onde estava Gabriel Jesus, livre. Com calma, ele tocou em curva, no canto. Um a zero.

Aos 26, Ramos quase marcou depois de aproveitar desvio de Alisson, e aos 30, Neymar dominou pela esquerda, avançou pelo meio e arriscou. A bola saiu em curva, bateu no travessão e foi para fora.

Três minutos depois, o gol do alívio. No contra-ataque, Gabriel Jesus dominou, viu Renato Augusto e deu o passe. Renato chutou rasteiro, com calma, no canto direito. Dois a zero.

A Seleção só volta a jogar agora em março.

A RODADA

Os outros resultados da noite: Bolívia 1×0 Paraguai, Equador 3×0 Venezuela, Argentina 3×0 Colômbia e Chile 3×1 Uruguai.

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Sobre mariomarcos

Jornalista, natural de criciúma, fã incondicional de filmes, bons livros e esportes
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6 respostas para Seleção vence pela sexta vez e volta a mostrar bom futebol

  1. Kiko Marques disse:

    Assisti o primeiro.eiro tempo de Argentina X Colômbia. Grande atuação do .Messi. E a Argentina já está em quinto lugar.

  2. Miguel disse:

    Pois é, dà gosto ver a seleção jogar.

    • Fifaldino disse:

      Verdade. Incrível a transformação que o Tite proporcionou ao time!! Daí se vê que quando o treinador é bom a coisa vai.

      • Miguel disse:

        Há quem diga que treinador não faz a diferença. Aí depende, se trocar seis por meia dúzia não faz, mas se trocar seis por Tite faz toda diferença.
        Até Renato conseguiu melhorar o Grêmio em relação ao time de Róger (e eu não levava fé). Melhorou o sistema defensivo, para ser mais exato. Já o aproveitamento do ataque, bem, aí só com atacantes que finalizam melhor.

  3. Kikomarques disse:

    O Tite, além de ser muito competente, tem sorte. O Brasil não terá nenhuma competição importante antes da Copa do Mundo em 2018. O Brasil não participa da Copa das Confederações em 2017. A próxima Copa América é só em 2019 e Olimpíada só em 2020.. Ou seja, o Tite não correrá o risco de fracassar nestas competições e assim ver seu nome ser contestado antes da Copa. A sorte acompanha os bons.

  4. Maurício disse:

    O Tite tava pianinho nas comemorações de ontem, me fez pensar que se arrependeu daquela corrida bizarra no gol do Paulinho, no jogo anterior.

    De qualquer modo, é impressionante a mudança de caráter que impôs à seleção.
    Parabéns ao Adenor!

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