Carlos Alberto Torres: o grande Capitão morre aos 72 anos

ReproduçãoCarlos Alberto Torres (Rio, 17/7/1944 – Rio, 25/10/2016) morreu no fim da manhã desta terça-feira, de infarto fulminante, aos 72 anos de idade. Foi uma notícia impactante, até porque ele estava em plena atividade. Era comentarista do Sportv, participava de programas e no último domingo esteve no Troca de Passes, analisando os resultados da rodada do fim de semana.

Ele foi um dos maiores laterais da história do futebol..

Foi ala quando pouco se falava nisso, apoiava com categoria, tinha sabedoria para fechar seus espaços (‘Eu apenas cercava o ponteiro driblador até o momento em que ele não tinha mais espaço para ganhar a disputa’, ensinava) e foi autor do gol que fechou a goleada da Seleção Brasileira, 4 a 1 na final da Copa do Mundo de 1970, no México.

O lance sempre foi lembrado pela precisão do chute e velocidade.

– Quando vi o Jairzinho se deslocar e a bola chegar aos pés do Pelé, avancei porque sabia que ele me passaria – contou, lembrando também do detalhe de que a bola bateu levemente em alguma saliência e subiu o suficiente para que seu pé direito acertasse em cheio, em um chute firme, cruzado.

Foi capitão daquela equipe inesquecível e ergueu a então Taça Jules Rimet (foto) no Estádio Azteca.

Carlos Alberto foi jogador do Botafogo, Flamengo, Fluminense, mas viveu no Santos, naquela equipe de Pelé, a grande fase da carreira. Ficou fora da Copa de 1966, mas na de 1970 foi inevitável entregar a ele a camiseta titular e a faixa de capitão.

Era um dos líderes de um grupo que tinha Gérson, Rivellino, Tostão, Jairzinho e Pelé, todos jogadores de exceção e de personalidade.

Na segunda metade dos anos 70, integrou o Cosmos, de Nova York, ao lado dos amigos Pelé e Beckenbauer. Foi com a ajuda dele, segundo revelou o apresentador André Rizek há pouco no Sportv, que o canal conseguiu reunir grandes capitães (Beckenbauer, Passarella, entre outros) num programa inédito durante a Copa.

Consagrou o posto de capitão. Quando alguém falava Capita (e seus colegas de programa o tratavam assim), todos sabiam que a referência era a Carlos Alberto.

Virou treinador, mas aos poucos desistiu, até receber o convite do Sportv.

Faz parte da grande história do futebol.

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Sobre mariomarcos

Jornalista, natural de criciúma, fã incondicional de filmes, bons livros e esportes
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4 respostas para Carlos Alberto Torres: o grande Capitão morre aos 72 anos

  1. Fifaldino disse:

    Bah!!! Lamentável!!! No domingo ainda vi ele nos debate pós-Frenal.

    Que descanse em paz o Capita. Valeu!!!

  2. Marcon disse:

    Podemos nos dar ao luxo de serem brasileiros os dois maiores laterais do futebol mundial: Nilton Santos e Carlos Alberto. O que os alas de hoje tentam fazer mas não conseguem, esses dois faziam a mais de 50 anos, basta lembrar de um gol de Nilton Santos contra a Áustria em 58 e aquele inesquecível 4º gol de Carlos Alberto na final de 70. Isso sem falar no respeito que o capitão do tri impunha, como no jogo contra a Inglaterra (70), mostrando que o time jogava e também dava pau se preciso fosse. Uma pena perdê-lo…

  3. moises disse:

    Mário, o título do Olé é muito bom… El hombre que nació capitán.
    .

  4. Ricardo - DF disse:

    Grande perda. Uma enciclopédia do futebol, ótimo comentarista. Vi ele no fim de semana também. Triste surpresa nesta terça.

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