Joaquim Barbosa bate firme

Eu não acompanhei nada desse patético espetáculo que foi o “impeachment tabajara” de Dilma Roussef. Não quis perder tempo.

Mais patética ainda foi a primeira entrevista do novo presidente do Brasil, Michel Temer. Explico.

O homem parece acreditar piamente que terá o respeito e a estima dos brasileiros pelo fato de agora ser presidente. Engana-se.

(De Joaquim Barbosa, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, herói de muitos pelo desempenho no processo do chamado mensalão, ao criticar duramente no Twitter – @joaquimboficial – o processo de impedimento da presidente e a primeira entrevista de Michel Temer)

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Sobre mariomarcos

Jornalista, natural de criciúma, fã incondicional de filmes, bons livros e esportes
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25 respostas para Joaquim Barbosa bate firme

  1. Otavio disse:

    Mario,
    Desculpa eu insistir, mas perguntei antes e não obtive resposta. Até me surpreendi, pois já notei que tu normalmente respondes a ingadações feitas diretamente a ti.

    Tu achas que o impeachment do Collor foi um golpe contra a democracia?

    • INTERminável COLORADO disse:

      Não, não foi. Foi diferente deste, e explico:

      Collor sofreu impeachment político por CORRUPÇÃO (não interessa aqui se foi por R$ 1,00 ou um veículo). O que houve, e aí foi um ERRO GRAVE por parte do Senado, é que ele foi cassado e PERDEU SEUS DIREITOS POLÍTICOS, após ter RENUNCIADO (ele não era mais objeto a partir daí) e sofrer o impeachment. O julgamento de seus direitos políticos ocorreu após sua renúncia, e pior, após a posse de Itamar Franco. Ele não poderia ter sido cassado pelo Senado. Tanto que entrou com recurso no STF e foi absolvido, tendo seus direitos políticos recuperados. Ele não foi absolvido pelo impeachment. O STF sequer julgou isso. Então, não foi golpe.

      A diferença reside aí. Sofreu o impeachment por “corrupção”, por um ato praticado diretamente por ele. Não foi um ato de Governo. O beneficiário foi TÃO SOMENTE ele. É isso que as pessoas não compreendem e não sabem.

      Dilma sofreu impeachment por atos praticados por seu governo, os tais atos chamados de PEDALADAS FISCAIS e que seriam CRIMES DE RESPONSABILIDADE. Não foi ela a beneficiária direta. E sim o Estado. A questão é que NÃO SE PROVOU que houve CRIME DE RESPONSABILIDADE, tanto que horas depois um Senador deu entrevista afirmando exatamente isso: QUE NÃO HOUVE CRIME DE RESPONSABILIDADE, mas ela sofreu o impeachment pelo caos que se encontrava seu governo.

      • Fred O Calmo disse:

        Será que esta seria a resposta do Mário Marcos?

      • Miguel disse:

        Outra diferença, Itamar Franco ficou na dele, Temer ficou na linha de frente para Derrubar Dilma. De Itamar não tenho lembranças de que tenha sido acusado, alguma vez, de corrupção, já Temer… é mais sujo que pau de galinheiro. A probabilidade de Temer ser corrupto é muito maior do que Dilma.

    • mariomarcos disse:

      Não respondi porque não dá para comparar os dois fatos. A Dilma não cometeu crime nenhum segundo os três peritos do próprio Senado, o Ministério Público Federal (que pediu arquivamento do caso) e os técnicos de todas as instituições. Não tem nada a ver com reforma da Casa da Dinda, os milhões do PC Farias e outros fatos. Não é opinião apenas minha. É de grandes especialistas e de toda a imprensa estrangeira. O que aconteceu com a Dilma está claro desde o início: quem perdeu a eleição pela quarta vez achou uma forma de conquistar o poder. Simples. Tiveram até o cinismo de chamar de julgamento, quando os próprios senadores antecipavam o voto, independentemente do que ouviam da defesa. Agora, a exemplo do que se viu, eu sei que a minha resposta não vai mudar nada – a tua opinião já está consolidada.

      • Fred O Calmo disse:

        Mas, meu caro, é exatamente o contrário.
        “O que se observou foi a incompatibilidade de procedimentos, dos decretos, com esse quadro [financeiro]. O próprio TCU [Tribunal de Contas da União] no julgamento das contas [do governo de 2014] ressalvou a edição de alguns decretos em situação similar à presente”.
        João Henrique Pederiva,coordenador da junta pericial citada.
        Incompatibilidade de procedimentos não quer dizer “não cometeu crime”.
        Pederiva também reafirmou a conclusão da perícia do Senado de que as chamadas pedaladas fiscais do Plano Safra configuram, na prática, um tipo proibido de empréstimo tomado pelo governo junto ao Banco do Brasil.
        Mas, de qualquer forma o Otavio não recebeu resposta (não que eu considere isso relevante): qual foi tua posição na época? (não te acompanhava então)
        Eu fui a favor, embora não tenha pintado a cara.

      • Rafael disse:

        Não confunda as coisas. O MPF excluiu a hipótese de crime comum, não de crime de responsabilidade, sobre o qual nem entrou no mérito. E nada de referir “os técnicos de todas as instituições”. Como você pode dizer uma coisa dessas? Para isso ser verdade, todos eles teriam de ser consultados. A propósito: os técnicos do TCU, que têm realmente conhecimento técnico para analisar contas públicas (e não os do Senado, citados por você), ao serem consultados no curso do processo de impeachment, foram categóricos em afirmar que houve crime de responsabilidade, particularmente na institucionalização multibilionária das chamadas pedaladas fiscais, que nada mais eram do que o uso de recursos de bancos públicos para tapar o rombo nas contas do Tesouro, algo absolutamente proibido pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

      • mariomarcos disse:

        Como eu disse, todos têm opinião definitiva. Cada um escolhe seu lado.

      • Rafael disse:

        Inverta as posições hipoteticamente. Você acha que o PT não faria a mesma coisa se fosse oposição? É claro que faria, pois já o fez. O PT encaminhou o número recorde de 50 pedidos de impeachment desde a redemocratização, muitos deles por motivos banais. A grande diferença é não ter conseguido arregimentar apoiadores suficientes para levar o processo adiante, mas aí é uma questão de força política, nada tem a ver com ética ou moralidade na gestão pública.

        http://brasil.elpais.com/brasil/2016/04/18/politica/1460937256_657828.html

      • mariomarcos disse:

        Todos sabemos que o motivo era irrelevante. Se nāo desse com este, arrumariam outro. Se nāo fosse aprovado, hoje já haveria nova açāo reiniciando tudo. Aliás, a carta do Cunha deixa isso bem claro. Ele pede uma espëcie de retribuiçāo dos colegas, já que o impedimento aconteceu por causa dele. Está escrito. Toda a situaçāo é surreal. A Folha pegou a foto do momento em que o Temer assinava a posse e identificou todos os deputados e senadores que ela mostrava. Ali, num pequeno grupo, havia 76 indiciamentos na Justiça. A Dilma é que foi cassada.

      • Rafael disse:

        Mas então a crítica deve ser feita à regra gravada em nossa Constituição desde 1988, que dá poderes ao Senado para destituir presidentes em caso de crime de responsabilidade, cuja tipificação é controversa. Ademais, presidente que não detém sequer 1/3 dos votos do Parlamento terá sua governabilidade inviabilizada e corre sério risco de impeachment.

    • Arthur Vanderlei disse:

      O Collor foi inocentado pelo STF. O processo foi, portanto, político.
      Eu, adolescente que era, pintei a cara, na época.
      Nunca me arrependi de ter apoiado a derrubada política de um presidente corrupto.

  2. Diego disse:

    Só mudam as moscas…
    O erro do PT foi achar que nunca seria pego, roubou sem se preocupar em esconder os rastros…

  3. Guasca disse:

    Temeridade

  4. analista disse:

    Esse senhor é de uma arrogância ímpar, a despeito de suas opiniões políticas. Suas manifestações são grotescas, e já o eram quando ministro.

  5. Fred O Calmo disse:

    Concordo que foi tabajara mesmo.
    O impeachment e a perda de direitos políticos por oito anos são questões indissociáveis. É o que consta no artigo 52 da Constituição Federal.
    Charles de Gaule tinha razão.
    Meu medo é que agora se instale o caos, a lei aurea seja revogada, os pobres sejam jogados dos aviões e a república chegue ao fim.

  6. Campeão FIFA disse:

    O JB foi o responsável por um julgamento de exceção no STF.
    Tanto que em seguida a ação penal 470 entrou outra exatamente igual ( o mensalão mineiro do PSDB) que foi solenemente enviado ao 1 grau, e morreu na casca. Não se ouviu um pio de protesto da parte dele como protestou aos berros no plenário contra o Levandowsky.
    Como entender essa postura agora?

  7. Maurício disse:

    De que adianta falar difícil em cima de um polarização tão burra quanto essa PT x Resto-do-mundo?

  8. INTERminável COLORADO disse:

    Tanto foi golpe que:

    “…Sanciona a Lei nr 13.332 de 01 de setembro de 2016…”

    Art. 4o.: ” Fica autorizada a abertura de créditos suplementares (PEDALADAS FISCAIS)…blá blá blá blá…”

    Dilma sofreu impeachment, pois segundo os senadores diziam, tratava-se de “CRIME DE RESPONSABILIDADE”. Agora não é mais?

    Para bom entendedor um artigo basta!

    • mariomarcos disse:

      Exatamente. Apenas dois dias depois de usarem as tais pedaladas como desculpa para o impedimento (todos sabemos que esta não foi a razão, mas a derrota nas eleições), no maior descaramento, foi aprovado o decreto que autoriza os créditos suplementares. Ou seja: pode pedalar à vontade. Como sempre pôde, por sinal.

    • Rafael disse:

      Dilma não poderia editar decretos de crédito suplementares sem aprovação do Legislativo. Isso é elementar para qualquer gestor público, seja em que nível for. E não confunda com pedaladas, que foram o uso de recursos de bancos públicos para cobrir o rombo nas contas do Tesouro.

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