Grêmio domina, mas é surpreendido pelo Atlético-MG

Lucas Uebel/Divulgação GrêmioO Grêmio dominou, teve 62% de posse de bola, concluiu 25 vezes contra apenas três do Atlético-MG, mas outra vez acabou penalizado por não ter aproveitado todas as vantagens do jogo e foi surpreendido por um gol no fim. Poderia ter vencido sem dificuldades, acabou saindo da Arena (32.963 torcedores), na tarde deste domingo, com um empate em 1 a 1 – o que, diante de tanta vantagem na partida, frustrou o torcedor.

Com o resultado, o time, que poderia saltar para o segundo lugar na tabela, segue fora do G-4, com 36 pontos ganhos, em sexto lugar.

Foi uma partida de ampla superioridade técnica do Grêmio.

Roger repetiu o esquema da vitória sobre o Atlético-PR, com três volantes (que ele chama de médios apoiadores), e controlou tanto a partida que o time mineiro só foi concluir pela primeira vez aos 44 minutos do primeiro tempo. No mais, o Atlético apenas lutou para controlar a pressão do Grêmio e evitar os gols.

A primeira conclusão saiu logo a um minuto, por Luan. Aos dois, Bolaños arriscou. Aos 16, 18, 24, 26, 32, 36, 43, 45 e 46, o Grêmio tentou, sem conseguir o gol. Ou por intervenção segura do jovem goleiro Uílson ou por chutes desviados.

Na volta para o segundo tempo, o Grêmio quase marcou por Bolaños aos dois e, para alívio da torcida, marcou aos sete: Luan dominou e, da entrada da área, chutou (foto). A bola desviou na perna de Ronaldo, subiu, encobriu o goleiro Uílson e chegou à rede. Um a zero.

Parecia o início de uma vitória tranquila.

Walace bateu firme, de fora da área, aos 25 e só não marcou porque o goleiro desviou a escanteio, e Luan, aos 26, bateu em curva procurando o canto esquerdo.

Nesta altura do jogo, o Atlético já tinha Robinho – poupado por desgaste físico – em lugar de Fred e Otero no de Fábio Santos.

E foi Robinho que iniciou a jogada que acabou frustrando a torcida do Grêmio. Aos 41 minutos, o Atlético tabelou, a bola foi a Douglas Santos pela esquerda. Quando ele recebeu e preparou o cruzamento, Robinho ergueu o braço pedindo o passe. Douglas cruzou rasteiro, na faixa entre a defesa e Marcelo Grohe, e encontrou Robinho do outro lado, que concluiu para a rede. Um a um, surpresa na Arena.

O que já era ruim quase virou desastre aos 44, quando em novo contra-ataque, Pratto recebeu livre e chutou cruzado. A bola passou bem perto da trave esquerda.

O Grêmio volta a jogar quinta-feira para cumprir partida atrasada contra o Botafogo, no Rio.

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Sobre mariomarcos

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10 respostas para Grêmio domina, mas é surpreendido pelo Atlético-MG

  1. Ricardo - DF disse:

    Pois é, jogando contra times fortes não pode desperdiçar tantas chances. O mesmo poderia ter acontecido contra o Atlético PR.

    Mas que gol besta o Grêmio tomou, o cara aparece no meio da área, livre na cara do goleiro… Onde estava o Kannemann ?

  2. Ricardo - DF disse:

    Vendo os melhores momentos do jogo, só se vê uma conclusão gremista de dentro da área do galo, a do Luan, no final do jogo. Todos os chutes foram de fora da área. Aí, não dá para dizer que o Grêmio desperdiçou muitas chances, não. Na verdade, não conseguiu criar, pois o galo tava muito fechado atrás.

    No gol do galo, o Robinho vem lá de trás pedindo a bola, o Jaílson aponta para ele pedindo pro Walace acompanhar, o Walace fica olhando o Robinho entrar e fazer o gol. Muita displicência do nosso baiano.

  3. Kiko Marques disse:

    Onde estava o Kannemann? Te respondo: O Kanneman estava esperando que o Walece Reis fizesse o que ele faria, que afastasse aquela bola que passou embaixo do pés do Walece Reis, no primeiro pau, e ele não tirou. deixando a bola atravessar para dentro da grande área. Nem Kannemann nem Marcelo Ghroe contavam com uma trapalhada destas do seu Walace Reis. Não tem condições de ser titular do Grêmio. Depois de duas partidas o Kannemann provou que merece ser titular ao lado do Geromel. Se bem que o problema maior do Grêmio não é a defesa e sim a ineficiência do ataque. Repito: Bolaños é um Pedro Rocha com grife. Pode ser que a seleção equatoriana ajude o Roger, tirando o este pereba daqui e assim entrando o Henrique Almeida que não é nenhuma maravilha, mas é o que temos para o momento. em todo caso, para título, joguei a tolha. Não temos técnica para um campeonato de pontos corridos, nem garra para um mata mata. Ou seja, nem brasileirão nem Copa do Brasil. Mais um anoa sem título. O púnico título que tínhamos condições de ganhar era o gauchão e abrimos mão delel com uma decisão totalmente equivocada.

  4. Kiko Marques disse:

    O time do Grêmio não tem “fome de gol”. Por que não tem jogador com fome de gol. O goleador. É muito toc toc que, na maioria das vezes não leva a lugar nenhum.

    • Diego disse:

      Exato, quem ligasse a tv aos 30 do segundo tempo e não soubesse o resultado, iria achar que estávamos ganhando de 3×0, tamanha troca de passes inúteis e despretensiosos na intermediária. Faz 1×0 a senta em cima do resultado. Gosto do trabalho do Roger, acho que tem um grande futuro, mas para seu crescimento profissional, tem que corrigir seus defeitos crônicos, como o amos pelos bruxos, leitura de jogo para substituir e ter mais fome de gol.

  5. Ricardo - DF disse:

    O Bolaños é tecnicamente muito superior ao P. Rocha. Os passes do Bolaños são precisos, e ele é talvez o melhor batedor de faltas que temos. Acho que o time perde com a saída dele para a seleção do equador. Mas também acho que, de todos as opções, deveriam colocar o Henrique em vez do P. Rocha para jogar com Luan.

  6. Ricardo - DF disse:

    O que está fazendo muita falta, especialmente num jogo como esse, são jogadas de linha de fundo. Marcelo Oliveira sequer tenta, sempre tem medo e joga para trás. Edílson seria uma opção, mas aí está faltando uma mecânica de jogo para isso. Deveriam ao menos tentar fazer essas jogadas, senão ficam saracoteando em volta de uma retranca, sem conseguir entrar.

    • Marcelo disse:

      Mas aí faz a jogada de linha de fundo e cruza pra quem dentro da área?
      O Grêmio não tem centroavante! Não tem o goleador!
      Todos os cruzamentos passam em branco pela área adversária. Já nem lembro mais quando foi a última vez que o Grêmio fez um gol de cabeça.
      Nosso jogo é de toque-toque pelas beiradas. E quando isso não dá certo, não adianta lançar bolas na área porque não tem ninguém lá para aproveitá-las.

  7. Diego disse:

    MM, o jogo contra o Botafogo não é domingo?

  8. Kiko Marques disse:

    Já passou da hora de dar uma oportunidade ao Batista. Dar uma oportunidade não é dar um jogo. É uma sequência de jogos. Sem goleador não se vai a lugar nenhum.

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