E ela só tinha um símbolo desenhado no rosto

Paulo Whitaker, Reuters/ReproduçãoHá alguns episódios que, decididamente, fogem à compreensão.

Aqueles policiais militares, paulistas, paranaenses ou gaúchos, que enfrentam professores, muitas vezes com violência (lembram do massacre em Curitiba?), pertencem a uma das tantas categorias que recebem baixos salários – ou, então, salários insuficientes para o que fazem. Eles, mais do que ninguém, deveriam compreender a revolta e os protestos dos mestres.

Por que eles então eles muitas vezes não têm essa consciência e obedecem ao comando de reprimir?

Os policiais que retiram estudantes que ocupam escolas, muitas vezes com armas pesadas, como se estivessem combatendo inimigos, também devem ter filhos em instituições públicas. Eles sabem que os alunos estão apenas denunciando o sucateamento de seu ambiente escolar, dando uma bela demonstraçāo de consciência.

Será que eles nunca pensam que algum daqueles estudantes tratados aos empurrōea poderia ser filho deles ou de algum companheiro de farda?

Policiais como os que integram pelotões de choque certamente não moram em mansões ou em apartamentos confortáveis em bairros nobres. Eles também devem ter dificuldades, como acontece com a maior parte dos trabalhadores brasileiros, para comprar uma casa própria. É uma dura luta.

Mais do que ninguém eles deveriam entender quando centenas de pessoas que lutam com dificuldades ocupam as ruas para protestar contra o corte de programas do Minha Casa, Minha Vida.

Foi o que fizeram quarta-feira.

Integrantes do movimento dos sem-teto, além de participantes de outros segmentos e de mulheres pedindo respeito depois da série assustadora de estupros no país, tomaram a Avenida Paulista, coração do dinheiro em São Paulo, e a praça em frente à casa do interino, para protestar.

Por que então foram reprimidos com violência brutal, a ponto de uma garota (na foto, o registro do fotógrafo Paulo Whitaker, da Agência Reuters, que repercutiu em todo o mundo) ter sido agredida, derrubada e praticamente estrangulada pelo policial militar paulista, como se fosse um perigoso e armado inimigo?

Ela tinha apenas um símbolo de sua identidade desenhada com batom na face.

Por que eles agem como simples robôs, sem qualquer sensibilidade?

Não era inimiga, nem bandida, nem traficante de drogas – mas alguém que tem tantas dificuldades para driblar as carências do dia a dia (a falta de segurança, entre elas) como certamente o soldado que a agrediu.

Como será que todas estas questōes repercutem na cabeça de um soldado?

E se os policiais, diante de ordens partidas de comandantes sem qualquer sensibilidade para perceber a diferença entre prevenir e reprimir, simplesmente cruzassem os braços e largassem os escudos no chāo?

Aquelas pessoas apenas lutam por seus direitos, por salários, um lugar melhor onde morar, a defesa da democracia. Por que atacá-las como se fosse uma guerra civil?, poderiam raciocionar os policiais ao rejeitar a repressāo violenta que tem sido padrāo em Sāo Paulo.

Eu aplaudiria.

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Sobre mariomarcos

Jornalista, natural de criciúma, fã incondicional de filmes, bons livros e esportes
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28 respostas para E ela só tinha um símbolo desenhado no rosto

  1. Arlindo SP disse:

    Parabéns, parabéns e parabéns! O que falar, quando alguém escreve um texto que toca à alma. MM sou seu leitor assíduo, não por que goste só de futebol, e ser gaúcho (sou os dois), mas por reconhecer em você um jornalista da mesma “cepa” de um Juca Kfouri, Mino Carta, Azenha e outros, que olhamo esporte, mas se atém a realidade que estão vivendo!
    Em suma, profissionais preocupados com a realidade social, do que representam determinados fatos. Teu post de hoje é fantástico, e expressa o que está na garganta de milhões de brasileiros, que veêm estas cenas explícitas de facismo, e se perguntam: O que está acontecendo? Teu questionamento é simples: onde estuda o filho do policial?! Simples….mas que já dá margem para pensar em tudo?! Obrigado, meu fim de semana começou muito bem, espero qu amanhã o Inter não estrague….

  2. Colorado SP disse:

    Parabéns a polícia paulista, sempre agindo com a energia necessaria para lidar com baderneiros. Como morador de SP, estou satisfeito. Tem que descer o cacetete em quem não respeita a autoridade. Se a pessoa não respeita uma autoridade policial, imagina o que essa pessoa faria com um simples cidade??
    Ontem mesmo nossa polícia nos livrou de um mini marginal. Parabéns!! Espero que a equipe envolvida não ação receba os devidos méritos.

  3. Fred O Calmo disse:

    “Por que eles então eles muitas vezes não têm essa consciência e obedecem ao comando de reprimir?”
    Simples, são treinados para isso. Tu não serviste o EB?
    “E se os policiais, diante de ordens partidas de comandantes sem qualquer sensibilidade para perceber a diferença entre prevenir e reprimir, simplesmente cruzassem os braços e largassem os escudos no chāo?”
    Utopia.
    Isso não vai acontecer em lugar nenhum do mundo.
    Policial também é humano.

    • INTERminável COLORADO disse:

      Está muito enganado, Fred. Aconteceu muito recentemente na Espanha. Policiais largaram seus escudos, justamente para não agredirem manifestantes…

  4. Saci Xavante disse:

    Eu NÃO aplaudiria.
    Os militares obedecem ordens. Não quer obedecer ordens, não seja militar.
    Certamente houve mais do que está descrito no teu texto MM, por parte da jovem manifestante.
    Em casa, na frente do notebook, é fácil fazer divagações. Quando se está diante de uma multidão, na iminência de causar dano doloso (dano doloso é pleonasmo, mas foi intencional), ou de impedir que outra maior parcela da população não tenha seu direito de ir e vir atendido, se deve fazer escolhas. É óbvio saber qual escolha será tomada pelo SOLDADO. Ele é soldado, é SEU papel conter o manifestante.

    Se os policiais, diante de ordens partidas de comandantes sem qualquer sensibilidade para perceber a diferença entre prevenir e reprimir, simplesmente cruzassem os braços e largassem os escudos no chão, eu NÃO aplaudiria.

    • INTERminável COLORADO disse:

      • Fernando Martini disse:

        Note, uma tropa faz a ação. Não conheço o vídeo, e sendo franco, não vou buscar o contexto, até porque o contexto não foi apresentado ( não vi se havia turba a ser dispersa e é complicado não saber o motivo que levou os policiais a tomarem tal atitude, e nem que tipo de tropa é).

        Então, é muito difícil um soldado se recusar, ele sozinho, a descumprir uma ordem. E quem não entende o funcionamento de uma organização militar, e não sabe o porque disso, é como um jovem olhando para a tabuada, encantado que toda vez que se multiplica 5×5, o resultado é o mesmo. A força do grupo é muito forte. Por isso, é mais fácil um soldado desajustado aos ideais e aos procedimentos que está submetido pedir sua baixa da corporação.

        Guardadas as devidas proporções, Moisés Mendes não pediu demissão da ZH? Bom, imaginemos que ele seja um coronel, pelo prestigio que tem. Agora pensemos em um estagiário do mesmo jornal que é obrigado a fazer algo que não concorda. Cada um reflita da maneira que quiser, até porque, no fim das contas, cada um segue com suas opiniões…

  5. Saci Xavante disse:

    Ao INTERminável e ao Arlindo.
    Quando eu ainda morava no RS, teve um incidente numa cidade da região sul, chamada Pinheiro Machado, em que uma ambulância que levaria um paciente a Pelotas foi proibida de passar por uma manifestação do MST em uma rodovia.
    Eu sei disso porque quem estava na ambulância era um parente da minha esposa, que acabou morrendo. Óbvio que não é garantia que, tendo chegado ao hospital em Pelotas, sobreviveria. Mas nunca saberemos.
    É por essas e outras que há no Brasil um certo ódio aos movimentos sociais. que vocês condenam. Muitas vezes essas manifestações atraem mais baderneiros do que pessoas com interesses de que as coisas realmente melhorem PARA A COLETIVIDADE. Quase sempre são pessoas que querem atendidos seus interesses individuais, muitas vezes bem mesquinhos.

    Continuo achando que os policiais devem obedecer às ordens das autoridades.
    Não quero mudar o pensamento de ninguém, pois sei que é da contrariedade que nasce a evolução.

    • Arlindo SP disse:

      Saci, sinto pelo aconteceu! Mesmo! Mesmo assim, o que você contou, não explica este ódio! Do mesmo jeito, que aconteceu isto, posso te relatar dezenos de outros relatos de solidariedade destas mesmas pessoas. Com relação a polícia, não entendo deste jeito! Existe sim, uma “cultura de ódio” disseminada na sociedade. Como se tivéssemos aberto uma “caixa de Pandora”, e dali saiu algo, que não conseguimos colocar de volta. Morreu o “brasileiro cordial”, Se você mostra uma cena como o MM, se torna um “esquerdista petralha”, e merece apanhar, e morrer na cadeia.
      Se uma menina é estuprada por mais de 30 caras, precisa ouvir de policial: “o que você estava fazendo na favela?”; ou “por que você está usando um shortinho?”; ou “você já manteve relações sexuais em grupo antes?”. Por favor, me parece um cara inteligente Saci, já acompanhei seus comentários antes, e os acho muito legais! Não tente me dizer que nossa polícia é preparada!? Não é, tem uma cultura de violência, e em São Paulo é pior ainda, principalmente com seus “Esquadrões da Morte”. O nome “Sergio Paranhos Fleury”, te diz alguma coisa? Desculpa se fui um pouco contundente na resposta, não foi a intenção de ofender. Abraço

      • Saci Xavante disse:

        Arlindo,
        eu sou professor. Quais são os valores que a sociedade espera de mim? Cultura, conhecimento, … Quais são os valores que a sociedade espera de um soldado? Disciplina, obediência às ordens, … É disso que eu estou falando.

        Quando eu estou na sala de aula, sei que sou um “formador de opinião”, por isso tenho sempre comigo a ideia de que merece extremo cuidado tudo o que eu falo para os adolescentes que estão atentos a mim. Não gosto da ideologia socialista. Mas ensino aos meus aluno que todo socialista, e suas ideias, merecem o meu RESPEITO. Assim, exijo sempre de quem defende essa ideologia que respeite as minhas posições.
        Eu escrevi no outro comentário que é da contrariedade que nasce a evolução. Pois o que eu tento ensinar é que o respeito a essa contrariedade nos faz melhores pessoas.
        E esse respeito ao argumento contrário é que eu lamento ser ausente nos movimentos “de esquerda”. Flagrantemente cultivado por seus líderes políticos. E se eu, que tento ser equilibrado, percebo isso, imagina como essa percepção age em quem não tem interesse no equilíbrio?

        Bem, considerando essa condição de respeito que eu acabei de tratar, penso que é imperativo que se considere que “os soldados obedecem a ordens”. E se analise a condição apresentada partindo desse princípio;

        Abraço!

      • Arlindo SP disse:

        Olha Saci, acho que não se aplica a tese dos papéis sociais aqui. Respeito à ordem ou hierarquia não explica a cena. Ali está embutido uma noção de “criminalização” aos movimentos sociais. Você pode não gostar “das ideias socialistas”, mas o que aquela menina, eu digo menina mesmo, pois apesar de parecer mais velha, tem a idade do meu filho – 14 anos -, estava lutando era por algo que te atinge também , como professor : o fechamento das escolas em São Paulo, por isso estava invadindo o escritório da presidência na Av. Paulista, junto com MOvimento dos sem teto. Respeito que tu não goste das “ideias socialistas, mas não compreendo como tu não sejas solidário a uma causa,? Não vejo “obediência à hierarquia”, vejo ódio político , criminalização de movimentos sociais. Quem vive em SP, sabe bem do que estou falando. Basta, ver os jornais de segunda feira para vermos as notícias nas páginas policiais, de “chacinas” nas periferias, muitas comandadas por “esquadrões da morte”, como mencionei. Não acho que seja uma questão de estereótipo ou papel social, que uma instituição represente. Sinceramente, gostaria de ver a cena com os teus olhos, mas infelizmente, é impossível. Não consigo não me solidarizar com a causa da garota, e digo mais, para mim, ali na cena a “heroína” é ela! Agradeço que ainda exista pessoas indignadas por questões realmente importantes: o papel da mulher na sociedade, falta de escolas, e não vão para rua somente aos domingos, com camiseta da CBF.

      • FernandoH disse:

        Arlindo, lendo teus comentários me deu um alento, de que nem tudo está perdido. Não tenho nada de muito memorável para acrescentar. Obrigado a você e ao Mário Marcos pelas considerações.

  6. Fernando Martini disse:

    Caríssimo MM,
    Entender o outro é uma coisa importantíssima. E vale para todos.

    Entender o conceito do comando, é algo complexo, eu, com mais de década pensando a respeito,te digo que realmente não é algo simples, e já refleti sobre a questão, fazer algo que achar moralmente errado. Graças a Deus, não me recordo de ter feito nada que tenha prejudicado outra pessoa, não somente militares, mas todas pessoas que são subordinadas a alguém, por força de coação física, moral, por tradição, militar, da lei, religiosa, familiar ou do capital, podem na vida se ver forçadas a fazer algo que não querem.

    Os soldados, a maioria, tem a necessidade do emprego e é submetido, conforme a constituição, a regulamentos diferenciados dos demais trabalhadores. A base da cadeia de comando de qualquer “grupo” que queira funcionar de forma militar é a hierarquia e a disciplina. Então, se uma Polícia Militar se recusar a cumprir as ordens que recebe, ela não tem razão de existir. Melhor que exista outro tipo de força.

    A questão que existe, é que você é contrário a certos posicionamentos do governo. Este sim, que é quem manda na polícia. Basta que o governo determine que não se reprimam as manifestações, e elas não serão reprimidas. Não cobre do soldado, pois ele está ali, cumprindo o seu papel. Você quer cobrar dele uma atitude reflexiva e crítica, mas não é possível. O exercício de funções de risco, não permite questionamentos muito filosóficos. Em qualquer lugar do mundo, aos militares é dado um conjunto de normas de engajamento e procedimentos a serem realizados, pois no momento da ação, as respostas são muito mais reflexas do que pensadas. Obviamente que há espaço para o bom senso e a urbanidade, mas não se pode cobrar de um soldado, o mesmo senso e capacidade de reflexão de um magistrado, ainda mais quando aquele está sentado confortavelmente em uma sala, após anos de estudos, e o soldado, na maioria das vezes, é um sujeito que agarrou com unhas e dentes uma oportunidade de se sustentar.

    Claro que aos sociólogos e antropólogos é muito mais simpático e gera muito mais bolsas e prestígio abordar o lado dos universitários e dos oprimidos, raros são aqueles que buscam mostrar o lado do policial e entender a tua pergunta. Por que o soldado não larga o escudo?

    Por que o soldado não larga o escudo? Porque ele é tratado como inimigo pelos manifestantes, que muitas vezes vem no enfrentamento um ato de coragem. Os jovens e professores, já acostumaram a desumanizar o soldado.

    Por que o soldado obedece o comando? Porque quem comanda está ali junto com ele. Porque o companheiro do lado está do lado dele. Porque a força do seu grupo o impele a frente. Porque ele acredita no seu trabalho. Acredita que está contribuindo para a ordem pública.

    E o que eu acho mais interessante, converse com os policiais. Sem tentar demonstrar sua opinião. Pergunte de forma despretensiosa. Lance aquela, “poxa vida, essa gurizada hoje em dia… não está fácil né?” e vai se surpreender. Pergunte, e seu filho? A maioria dirá que não permitiria que o filho participasse desse tipo de coisa. Até porque, seria um grande desgosto para um pai, ver um filho do outro lado do escudo. Normalmente os filhos são educados aprendendo que os certos são os policiais. Os policiais não baixam os escudos, porque diferente da menina com o rosto pintado, ele sabe que ele é o mocinho. Ele sabe que no mundo real, o rosto pintado dela não salva ninguém do estupro, quem salva é o bom policial.

    Da minha parte, penso que os dois lados tem suas opiniões sinceras e lutam por causas nobres, e a insanidade humana é tanta, que dentro de um mesmo país, grupos de pessoas que dizem querer o bem da sociedade, conseguem brigar e se desentender a tal ponto que precisam da polícia. Não queira que ela não faça nada. O resultado pode ser trágico. Te admiro por ser um idealista MM, tenho minhas utopias também, mas infelizmente, a realidade é dura, a noite é fria e longa e o mundo é feio. Peça um melhor treinamento para a PM, peça que ela seja dotada com armamentos menos lesivos, peça que sejam feitas campanhas contra a violência, peça um judiciário mais célere, peça comandante bem preparados, soldados adestrados e com capacidade de tratar bem o cidadão. Peça para que o povo respeite e a polícia. Mas não queira uma polícia indisciplinada.

    Não quero que você se converta em um “suporter” das tropas, afinal quem sou eu para querer qualquer coisa, mas você como formador de opinião, tem de entender a importância de alguns conceitos que são idiossincráticos e da ética muito específica da caserna, e no caso a disciplina. Atos de indisciplina individual, recusas de ordem, são fardos pesados demais aos ombros de um soldado, e ai falo da graduação em si, pois não participam de todas etapas decisórias e muitas vezes não enxergam a “big picture”. Chega ser covardia condenar o soldado. Condene o governador que o mandou. É muito mais honesto.

    • Campeão FIFA disse:

      Também te parabenizo MM
      Talvez alguns soldados passem por esse drama com a sua consciência ao cumprir ordens.
      Não tenho essa resposta.
      Quando os coxas bovinamente atenderam à ordem da rede Globo e foram para a rua, estacionaram seus carros em local proibido e reclamaram da ditadura (vejam só) quando foram multados. Teve filho de deputado trajando verde e amarelo e ostentando arma em público e por aí vai.
      Para esses, bater em professor como o Beto Richa faz, está tudo bem.

    • mariomarcos disse:

      Eu entendo e já elogiei muitos policiais aqui. Falei apenas de um determinando contexto.

  7. Paulo Juliano disse:

    Embora não compreenda, não discordo do princípio hierárquico que rege a corporação e nem ao menos do cumprimento de ordem. O que me é incompreensível é como está cena grotesca de brutalidade pode ser confundida com “dispersar multidão”. Era realmente preciso jogar uma mulher no chão e enfoca-la para dissuadi-la?

    • Campeão FIFA disse:

      Paulo Juliano
      Minha tese sobre isso:
      O governo que dá essa ordem não quer simplesmente dispersar a multidão
      Quer intimidar
      Quer que as pessoas pensem duas vezes antes de protestarem de novo
      Quer que elas saibam que se o fizerem vão apanhar

  8. Jorge Nogueira disse:

    Quando se fala de respeito às autoridades, fala-se daqueles que comandam a polícia, e não dos policiais, pois estes são servidores públicos como qualquer outro e cumprem ordens. Ora, quem são as autoridades que comandam as policias senão aqueles que nos governam que têm demonstrado ser, os maiores ladrões e bandidos do país.

    Contraditoriamente, a corporação que se diz orgulhar de defender a lei e ordem (que é a lei e ordem determinada por aqueles que nos governam) e de combater os criminosos, não só é impotente contra os maiores criminosos como ainda os protegem. Um exemplo concreto disso foi a repressão realizada pela PM paulista aos estudantes que pediam pela instalação de uma CPI para averiguar os desvios na merenda, repressão esta ordenada pelas autoridades que roubaram dinheiro público mas que comandam a PM.

    Espero que chegue o dia em que, em vez de se prestar a este papel nefasto, os policiais se somem ao povo e enfrentem este sistema podre.

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