Grêmio evita a derrota e fica a um empate da classificação

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Um lance de absoluto descontrole do experiente zagueiro Cris – um chute em Rafael Sobis aos 45 minutos do primeiro tempo – mudou toda a estratégia do Grêmio para o jogo contra o Fluminense e forçou o time a lutar como nunca para manter o empate em 0 a 0 com o Fluminense, na noite desta quarta-feira, na Arena. Com 10 jogadores, o Fluminense passou a ter o controle de bola, e o Grêmio tratou de fechar seu meio, com três volantes (Souza, Fernando e Adriano, que substituiu Barcos aos 23 da fase final), e apenas um atacante na frente (Kléber) para evitar a derrota.

Agora, o Grêmio vai ao Chile para buscar outro empate com o Huachipato e a classificação para a próxima fase da Libertadores.

A torcida aplaudiu o time no fim, não apenas pelo empate, mas porque o Fluminense esteve bem mais perto da vitória do que o Grêmio, especialmente no segundo tempo.

O time carioca teve cinco chances claras de gol – uma delas, um gol de Rhayner aos 19 minutos do segundo tempo, foi erradamente anulado pelo árbitro, ao atender sinalização de impedimento pelo auxiliar. Rhayner estava em condição legal ao se adiantar e desviar de Dida.

As outras:

Aos 35 minutos, Gum cabeceou forte, Dida não segurou firme e, no rebote, o lateral Carlinhos completou de peixinho para fora, diante da goleira.

Aos 10 do segundo, Rhayner chutou da direita, Dida saltou para desviar. Sobis, livre na pequena área, chutou por cima.

Aos 30, Rhayner disputou bola com Bressan na entrada da área, ganhou, entrou na área e chutou rasteiro, colocado, no canto esquerdo. Dida fez a grande defesa do jogo: saltou e desviou a escanteio.

E, aos 43, depois de uma demorada troca de passes, a bola chegou a Vagner, pela direita, que bateu para o gol com Dida já vencido. Souza salvou quase em cima do risco.

E o Grêmio?

Fez muito pouco em matéria de ataque. Aos 25 de jogo, Fernando bateu falta, Werley tocou de cabeça e Cavalieri defendeu.

Os outros foram no segundo tempo, dois chutes de Fernando, aos 40 e aos 45. Nos dois, a bola passou muito perto do gol de Cavalieri.

Não foi só. Fernando foi o melhor jogador do Grêmio, mais uma vez – na noite em que Luiz Felipe assistiu ao jogo. Ele combateu, foi à frente e, no segundo tempo, quando o Grêmio ficou com um jogador a menos. Fernando não parou nunca. Além de marcar, ainda foi responsável pelas jogadas mais perigosas do time.

Sem quatro titulares – Deco, Thiago Neves, Fred e Wellington Nem -, Abel Braga organizou o Fluminense com um esquema cauteloso, liderado por Edinho, um dos maiores destaques em campo. Queria conter o Grêmio ao menos nos primeiros 15 minutos, certo de que seria pressionado. Depois disso, passou a soltar um pouco mais o time, pedindo que seus jogadores mantivessem a bola sob controle.

O Grêmio dominava, tentava, mas não conseguia vencer o bom sistema defensivo. No segundo tempo, sem Cris, Vanderlei Luxemburgo foi forçado a mudar muito. Na volta do intervalo, estava com Kléber (na foto, com Bruno) em lugar de Vargas, e com o zagueiro Bressan na vaga de Marco Antônio, para recompor a defesa.

Pouco depois, trocou Barcos – que revelou sentir dores ainda, a ponto de ter passado por infiltração, que prejudicam seus movimentos – por Adriano para bloquear ainda mais o meio.

Quando a bola passou por este bloqueio, Dida apareceu com destaque, principalmente no chute de Rhayner aos 30 minutos do segundo tempo.

O Grêmio agora joga contra o Novo Hamburgo pelo Gauchão, domingo, provavelmente com o time titular, e no início da semana viaja para o Chile. Na quinta-feira, decide sua classificação diante do Huachipato, precisando de empate. O Fluminense enfrenta o Caracas, no Rio, também por empate.

O público foi de 38.553 torcedores.

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