Quando a opinião contraria o que os poderosos pensam

Pressão sobre jornalistas, demissões por causa de algum comentário que contrarie os interesses da empresa, não são exclusividade de ditaduras ou daqueles países que costumam ser catalogados, de acordo com o interesse de cada um, na lista dos que não respeitam a liberdade de imprensa. Naquela que é considerada a maior e mais sólida democracia do mundo episódios assim também ocorrem, como você pode conferir no vídeo abaixo, sugerido pelo leitor Marcus Rosa de Souza.

Inconformado com o ambiente da política norte-americana, o analista Andrew Napolitano, do escritório da Fox Business Network em Nova York, fez um comentário de pouco menos de cinco minutos partindo de uma ideia básica:

E se as diferenças entre democratas e republicanos forem apenas uma ilusão?

A partir daí, ele encadeou uma série de perguntas, todas fazendo o público pensar no significado da resposta – mas deixando claro o que pensava.

Por que apenas dois partidos, por exemplo? E se dois partidos com chances de ganhar a eleição fosse apenas uma desculpa para não permitir que surgissem novos projetos?

Observe também que ele claramente manifesta sua preferência por um dos candidatos.

O programa conduzido por Napolitano (Freedom Watch,) foi cancelado e ele, demitido.

Apesar do silêncio da Fox, que não confirmou as razões, nos Estados Unidos o jornalista passou a ser conhecido como “aquele que perdeu seu emprego em menos de cinco minutos”.

Assistam ao comentário que virou um sucesso no You Tube:

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Sobre mariomarcos

Jornalista, natural de criciúma, fã incondicional de filmes, bons livros e esportes
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75 respostas para Quando a opinião contraria o que os poderosos pensam

  1. marianomonkey disse:

    Ele foi demitido por ter “revelado”, mesmo que de forma sutil, os planos de que falo, há muito tempo. Quando ambos os candidatos presidenciais dos EUA aparecem nas campanhas saudando a população com as popularíssimas “guampinhas do Demo”, ultimamente cada vez mais em voga pelas “celebridades” atuais, estão sinalizando aos “donos do mundo de sempre” que estão de acordo com o plano da “novus ordus seclorum”.

    Só se espanta com isso quem não conhece, ou não que enxergar..

  2. marianomonkey disse:

    E tem outra: TODOS SABEMOS QUE A DEMOCRACIA, NO EUA, ASSIM COMO NO RESTO DO MUNDO, HOJE, É APENAS APARENTE (ver situação atual mundial).

    Aqui no Brasil, temos somente dois partidos com a chance de ganhar a presidência. E faz tempo.

    Logo logo a ONU toma conta do mundo e ninguém mais vai reclamar…(se quiser reclamar vai reclamar pra quem? E ainda vai correr o risco de “tomar bala” dom implementadores de democracia)

  3. Jonas Rafael disse:

    A Fox lá é super conservadora…

  4. Zeca Nivete disse:

    Eu ainda acho que somente dois partidos no Brasil seria o ideal.

    • marianomonkey disse:

      De repente vc não acha que um partido só seria melhor? Ou se não houvesse partidos?
      Vai pra cuba então, ou pros EUA, pois lá tu estarias acreditando que estás numa democracia verdadeira.

    • juliocolbeich disse:

      No Brasil os partidos políticos funcionam de maneira diferente de lá, e aqui, culturalmente, as pessoas costumam votar nas pessoas (que penso ser um equívoco). Na minha opinião não faz diferença ter muitos ou poucos partidos. Gostaria que os assuntos principais tivessem participação direta da população nas votações (através de urnas eletrônicas nas escolas ou internet), ou seja já existe tecnologia para que possamos decidir diretamente sobre grande parte dos assuntos, Não necessitamos mais de representantes. Não acredito em ninguém me representando, até pq depois de eleitos nunca mais eles falam comigo. Normalmente nem antes!

      • juliocolbeich disse:

        complementando, deputados, vereadores continuariam sendo eleitos, só que para propor ideias, e o povo decidiria diretamente. (utópico, eu sei). Porém, não custa sonhar!

      • marianomonkey disse:

        Isso que tu citastes é a chamada “democracia direta” e já existiu aqui mesmo no RS, mas acabaram com isso e, pior, com a conivência da maioria dos eleitores.

      • marianomonkey disse:

        Bota na conta do PMDB do RS (Rigotto no RS e Fogaça em Porto Alegre) o fim da democracia direta.

      • juliocolbeich disse:

        Você fala do Orçamento participativo? O que eu disse não seria da forma como era, seria um modelo mais dinâmico em que eu pudesse votar em qualquer assunto que eu quisesse e não os escolhidos pelo partido que está no poder. Por exemplo: aumento para os deputados: eu votaria não! E assim por diante. Sem filtros partidários. Embora eu considere o Orçamento participativo uma boa ideia.

      • marianomonkey disse:

        Sim, o OP era muito bom, com seus defeitos (o principal estes que citastes) mas, na minha opinião, se tivesse sido mantido – e fortalecido – seria forçosamente aperfeiçoado por si só, mas mudaram seu formato até esvaziarem e fazer desaparecer completamente, como planejado minuciosamente e hoje transformado em uma piada chamada “consulta popular”.

        Mas o povão, que tinha uma forma de poder (ainda que limitado) nem se lembra mais do OP.

      • mariomarcos disse:

        Certa vez um grego chamado Castoriadis veio a Porto Alegre, no inverno, e foi levado ao Tesourinha para assistir a uma reunião do Orçamento Participativo. Era nos tempos do Olívio na prefeitura. Quando saiu de lá ele deu uma entrevista, maravilhado, dizendo que em nenhum lugar do mundo ele tinha visto pessoas simples lotarem um ginásio, em um dia frio e com chuva, para discutir a aplicação do dinheiro público. Nunca esqueci desta entrevista.

    • Jonas Rafael disse:

      Já está quase assim.É PTs e Tucanos. Os últimos anos foram polarizados entre estes dois. O resto só vai na cola pendurados no saco de um ou de outro. E os dois estão cada vez mais parecidos um com o outro…

    • Guilherme Lajeado disse:

      O problema não é o número de partidos (apesar de que no Brasil há um excesso), mas sim que os partidos, na sua grande maioria, não tem uma ideologia real e consistente. As opiniões mudam conforme o interesse. Quando se é governo se age de uma forma, quando se é oposição se age de outra.

      Para mim os partidos deveriam refletir um pensamento claro, com projetos e idéias de longo prazo e não só pensando na próxima eleição.

      • marianomonkey disse:

        Nem todos os partidos são assim.

      • Guilherme Lajeado disse:

        Tipo? Existe algum que já assumiu o poder executivo a nível estadual ou federal? Sinceramente eu desconheço.

      • marianomonkey disse:

        Desculpe, me expressei mal: os partidos que nunca estiveram no poder não são assim.

      • Guilherme Lajeado disse:

        Sim, ainda não tiveram a oportunidade…

        Pra mim a coerência (e respeitabilidade) de um partido se mede comparando sua atuação na oposição e na situação. Aquele que pratica uma oposição puramente partidária (com base em interesses políticos!), sem analisar as consequências disto, mostra o pior lado da política..

        E exemplo disto temos aos montes, sendo o maior deles (na minha opinião!) os ex-guardiões da moralidade, que votaram contra a Constituição (!), o Plano Real, Proer e etc… Hoje estão aí, fingindo que o passsado não existe, sem ao menos admitir seus erros passados..

      • marianomonkey disse:

        Bom, pelo menos a Dilma já citou em discursos – e em mais de uma ocasião – os benefícios que a política de FHC (ainda que poucos) trouxe ao país.

      • marianomonkey disse:

        E veja bem, não defendo nenhum partido.

      • Guilherme Lajeado disse:

        Espero que com o distanciamento histórico se dê o verdadeiro valor a obra do FHC.

        E a maior obra (não só dele mas do Itamar e de todos que o apoiaram!) é tu não precisar se preocupar em no 5 º dia do mês que vem ter que pegar teu salário e correr pro mercardo fazer compras pro mês inteiro. Se isto é pouco, bom, daí já não sei o que seria muito.

      • colorado79 disse:

        Se os partidos nunca estiveram no poder vc nao pode afirmar q nao sao assim…

      • marianomonkey disse:

        Sim, mas tem o outro lado: o mensalão, que começou no governo de Minas Gerais (Patrus Ananias-PSDB) e foi trazido em nível federal pelo governo do PSDB, na pessoa do Sérgio Motta e o já calejado Clóvis Carvalho (claro, mantido pelo PT), tem a questão das privatizações (inclusive com o BNDS emprestando dinheiro a grupos financeiros bilionários para comprar estatais – as mais lucrativas – e com calote posterior) e uma infinidade de pequenos e grandes casos de corrupção dos ministros e de escalões de menor grau.

      • marianomonkey disse:

        Ah, e outra infeliz página da nossa história, que não deveríamos nos olvidar: a questão da EMENDA CONSTITUCIONAL (!!) da reeleição, comprada pelo governo FHC,e que, aliás, quiseram tirar da Constituição, quando o Lula venceu a eleição, algum tempo depois..

      • Guilherme Lajeado disse:

        Sinceramente não lembro de quererem tirar da Constituição. Não no 1º governo Lula. No 2º governo foi discutido, mas foi uma proposta da base aliada, justamente porque isto poderia abrir chance de uma 2ª reeleição do Lula (dependendo da interpretação).

        Enfim, tu pode listar 1000 coisas que tu acha que foram maléficas e o mesmo eu posso fazer do governo petista. Só que uma coisa é achar, outra coisa é encarar os fatos. E os fatos podem ser medidos com números concretos. E os números estão aí. E estarão daqui a 20, 30 anos. Espero que alguém consiga fazer uma comparação decente e sem partidarismo. Podem falar o que quiserem, mas o Brasil pós década de 90 é outro país, ao menos economicamente e na solidez da democracia.

      • marianomonkey disse:

        Cara, no queira fazer uma discusso PT X PSDB porque, pra mim, so farinhas do mesmo saco. Os dois tem erros e acertos. e falcatruas grossas. Mas, se tu insistes em defender o FHC, problema no meu, chapa.

      • marianomonkey disse:

        E depois, parece que tens memória fraca, em alguns casos…

        inclusive já esquecestes, ao defender o PSDB, o que escrevestes logo acima?

        Vou te lembrar:

        “O problema não é o número de partidos (apesar de que no Brasil há um excesso), mas sim que os partidos, na sua grande maioria, não tem uma ideologia real e consistente. As opiniões mudam conforme o interesse. Quando se é governo se age de uma forma, quando se é oposição se age de outra.

        Para mim os partidos deveriam refletir um pensamento claro, com projetos e idéias de longo prazo e não só pensando na próxima eleição.”

        O PSDB manteve a coerência, na oposição??

      • Guilherme Lajeado disse:

        Não sou cego ou alienado, sei que o PSDB teve seus acertos e erros. Como o PT tem também. É difícil (e muitas vezes tendenciosa) uma comparação entre os governos, pois muitas coisas são interpretadas de forma equivocada. Para ambos os lados!

        Mas é inegável que o PSDB faz uma oposição muito mais responsável (não me cabe julgar os motivos, se por conveniência, ideologia ou algo do genêro) que o PT desde sua fundação. O PT votou contra a Constituição, contra o Plano Real (o tal estelionato eleitoral…), criticava ‘n’ coisas que após assumir manteve (mudou o nome e se denominou criador). Sem falar na política econômica! E nunca vi ninguém da alta cúpula do PT dizer (publicamente) simplesmente o seguinte: ERRAMOS AO VOTAR CONTRA A CONSTITUIÇÃO; ERRAMOS AO VOTAR CONTRA O PLANO REAL. O PT na grande maioria das vezes votava contra um projeito pelo simples fato de ele ser do governo (seja qual for!). É só pegar o histórico. Isto é fato! O PSDB não se comporta assim na mesma proporção que o PT, tanto que cansou de apoiar medidas no Congresso proposto por eles.

        Respondendo a tua pergunta, sinceramente acho que o PSDB não manteve sua coerência na oposição, pelos simples fato que nunca fez uma oposição forte. Se tivesse mantido a coerência teria defendido de forma muito mais forte o legado do FHC, o que não fez (salvo raras exceções).

        PS> Atualmente, dos partidos existentes, nenhum reflete o meu pensamento. Mas com certeza estou muito mais distante do PT e da sua tragetória do que do PSDB. Quem se diz apartidário deve, na minha opinião, ao menos ter uma noção de onde se enquadraria. Ser contra tudo e contra todos é fácil.

  5. SANTIAGO COLORADO disse:

    Ridícula a atitude da FOX…se este foi o motivo real da demissão…
    Espero que não estejam caminhando para a falta de liberdade de imprensa do Equador de Correa, da Venezuela de Chávez, e de Cuba, do partido único e dos meios de comunicação sob as ordens dos irmãos ditadores…
    Liberdade de imprensa sempre…”controle social da mídia” jamais….

    • marianomonkey disse:

      Santiago, sinto te informar que os EUA estão ladeira abaixo do totalitarismo, disfarçado, é claro.

      Esta é minha tese.

      E as coisas vão se acirrar mais, pode anotar.

    • mariomarcos disse:

      Um dia eu vou entender por que um país pequeno, de apenas 12 milhões de pessoas, sem exército ocupando outro país, sem soldados urinando em cadáveres ou matando crianças, incomoda tanta gente a ponto de ser citado mesmo quando não está envolvido no assunto.

      • Guilherme Lajeado disse:

        Talvez pelo fato de NÃO ser um exemplo a ser seguido, ao menos em termos de processo democrático e alternância de poder.

  6. Zeca Nivete disse:

    Marianomonkey, com todo o respeito como já falei, e te pergunto de novo. Você é filiado em algum partido político ?

  7. Zeca Nivete disse:

    Sou da opinião que se não está contente, se filie em um partido e concorra a eleições e mude tudo o que acha que está errado.

  8. marcos gaucho de BSB disse:

    Tá boa a discussão. Especialmente porque vcs estão trazendo para a realidade brasileira.
    Eu acho muito chato quando ficamos discutindo a política praticada nos EUA ou em Cuba, só pra ficar nos mais citados aqui do blog.

    Eu já ouvi de casos de jornalistas brasileiros que teriam sido demitidos por emitir opinião contra este ou aquele partido/personagem político, mas tudo boato, meio em tom de fofoca, então não dá para reproduzir.
    Alguém conhece algum caso da historia recente (últimos quinze anos) que seja fato?

    • marianomonkey disse:

      Já aconteceram várias vezes e, em muitas, nem ficamos sabendo. Mas aqui, os governantes preferem fazer pressão aos veículos na forma das chamadas “verbas publicitárias”, jogando com os favoráveis e com os desfavoráveis.

      Não notastes que, depois da assunção de Tarso ao poder as propagandas do governo e de suas empresas (especialmente o Banrisul) diminuíram sensivelmente dos veículos da RBS, por exemplo (como aconteceu nos quatro anos de governo Olívio, aliás).

      Ou as propagandas do governo federal na revista Veja, que diminuíram sensivelmente depois do FHC?

      Ou vc acha que a mídia é contra ou a favor os governos apenas por convicçõers políticas, sem pensar na questão do$ lucro$?

      Isso não explica o ódio que estes veículos tem do PT, por exemplo?

      • Guilherme Lajeado disse:

        A Carta Capital não tem ódio do PT. Por que será?

      • marianomonkey disse:

        Não sei, não leio mas, podes ter uma pista se olhares quem anuncia na revista. Só que a Carta Capital, todos seus leitores sabem, NUNCA posou como imparcial. tEM BEM DEFINIDO A SUA LINHA EDITORIAL DE ESQUERDA.

      • Guilherme Lajeado disse:

        Salvo engano, que eu saiba o Mino Carta se defende o guardião da imparcialidade. Tanto que critica todos os veículos que ele já trabalhou.

        E uma revista como a Veja (ou pra não ficar neste exemplo, qualquer dos grandes jornais e periódicos) não depende do patrocínio estatal (claro que ajuda!), muito pelo contrário. Acho que quanto maior a empresa, mais independente ela se torna (ao menos em questão de publicidade), já que outras tantas empresas privadas se dispõem a patrocinar.

    • juliocolbeich disse:

      Jorge Kajuru foi demitido da Band por causa do Aécio Neves, Em um jogo do Brasil lá em Minas o Kajuru meteu o pau que não tinha rampa para portadores de necessidades especiais. Aécio teria ligado para a Band e pedido a cabeça do jornalista, que foi demitido no ar mesmo. Tem no Youtube ele contando essa história.

    • Guilherme Lajeado disse:

      Pra quem tem interesse, tem um livro muito bom chamado Notícias do Planalto (não me recordo o autor). Mostra todos os bastidores da eleição de Collor, focando (e comparando) a atuação dos principais jornais/revistas. Ali podemos ter uma idéia interessante do que ocorre no jornalismo político.

      • marianomonkey disse:

        E não podemos deixar de lembrar do livro ” a privataria Tucana” que, ao contrário dos que não leram e não gostaram afirmam, não tem nada a ver com o PT e, inclusive, também mostra muitas das maracutaias mantidas pelo governo Lula.

      • joão Luz disse:

        Autor, Mario Sergio Conti

      • Guilherme Lajeado disse:

        Perfeito João.

        Caro Mariano: o livro que citei, pelo que me recordo, é apartidário e não tem nenhum interesse polítco, ao contrário do que tu citou. Quem conhece a história do autor sabe…

      • marianomonkey disse:

        Sim, mas está fartamente documentado e, se o autor de “Privataria…” estivesse apenas fazendo jogo político e atirando sujeira ao ventilador, porque ninguém o processou por calúnia ou difamação?

        Simples: exceção da verdade.

      • marianomonkey disse:

        Sim, mas o livro “privataria…” documentou fartamente suas investigações e ninguém do PSDB ou o próprio José “bolinha de papel” Serra fez questão de processar o autor, por calúnia ou difamação, porque?

        A resposta é simples: exceção da verdade.

      • mariomarcos disse:

        Mário Sérgio Conti. É um grande livro mesmo.

  9. Hugo disse:

    PQP! Tô realizado depois de ler isso! 😛
    Seguinte: No meu tempo de facul – e lá se vão uns 15 anos, em conversas com colegas, e que giravam em torno de política partidária, sempre defendi essa tese, mas lembro que eles, os colegas, achavam que era anti-americanismo meu.
    Eu dizia: ‘Pô! Mas será que só eu noto isso?’ e eles em coro começavam a enumerar “as diferenças”, que eram as mesmas ladainhas citadas de forma autômata por babaovos como aqueles que faziam o Manhattan Conection, direto de New York City (falavam de peito estufado, hehehe) – Lucas Mendes, Caio Blinder, Paulo Francis, Nelson Motta…hhhmmm esqueci mais algum babaovo capaz de cantar o “Star-Spangled Banner” no dialeto zulu de trás para frente e jurar assim mesmo que é “isento”?

    Obs. Não conheço a história dos 2 partidos, mas se um dia me disseram que um nasceu da dissidência do outro, não me surpreenderia.

  10. Gilson disse:

    Espero que todos os mensaleiros, inclusive o maior de todos, o capo dos capos, José Dirceu, seja trancafiado numa gaiola. Mas duvido que isso aconteça. No Brasil, com excessões, jornalista demitido abre um blog e fica mamando numa teta do governo, tipo Luis Nassif e Paulo Henrique Amorim.

    • marianomonkey disse:

      O Paulo Henrique Amorim, que eu saiba, está na Record. Ou já saiu?

      Quanto ao José Dirceu, vai ser difícil acontecer qualquer coisa com ele, uma vez que é um dos cabeças do PT nacional e tem um poder muito maior do que a gente imagina.

      Pesquise o que aconteceu – e, inacreditavelmente, não se noticiou na grande mídia (pra variar) ao escritor Yves Hublet , aquele senhor de idade já, que deu umas bengaladas no Capo.

      Morreu numa prisão, no Brasilzão democrático, sob circunstâncias misteriosas, depois de ser preso no aeroporto, sem nenhuma acusação formal. difícil de acreditar?

      Eu não acho.

  11. Jorge Brown disse:

    Mas também tem esse outro lado aqui.
    O filho do dono da Foxtel teve que se demitir pois a imprensa colocou todos os podres da companhia.
    http://money.cnn.com/2012/02/29/news/companies/murdoch_news_corp/index.htm?hpt=hp_t2

    • mariomarcos disse:

      Exatamente. Aliás, esta empresa foi a maior crítica e opositora do movimento Ocupem Wall Street. Toda matéria nos jornais vinha com deformações. Pior: teve um monte de gente (inclusive aqui) que acreditava naquelas histórias. Este cara foi defenestrado porque também está envolvido naquele rolo dos jornais sensacionalistas britânicos.

  12. Jorge Brown disse:

    Correção:
    …”teve que se demitir depois que a imprensa PUBLICOU todos os podres da companhia.””

  13. Ramonzito disse:

    Ter opinião divergente hoje em dia é complicado. Talvez isso não seja um problema da nossa época (Galileu, por exemplo, que o diga), mas acho que o momento histórico em que vivemos repercute tudo muito mais rápido e com mais alcance do que em outras épocas.

    • Jorge Brown disse:

      É bem assim Ramonzito!
      O livro que o Galileu leu e se entusiasmou – Livro do Copérnico – levou 70 anos para ser incluído no Index da (Santa! Acredita!?) Inquisição!
      Hoje em dia o cara fala algo em em minutos está espalhado pelo mundo e, consequentemente, a repercussão é muito maior.
      O Galilei teve que calar a boca e renegar tudo que falara em público (que era a Terra que girava em torno do Sol e não o contrário como a (Santa! De novo!) Igreja queria!
      Se não fizesse isso seria provavelmente torturado e queimado pela (Santa) Inquisição…
      Até que hoje a coisa tá melhorzinha um pouquinho…:)

  14. Jorge Brown disse:

    Só um adendo.
    Antes do Galileu, um monje muito estudioso e de grande cultura e imaginação foi queimado em praça pública porque disse que acreditava que pudessem existir outros planetas com seres vivos e até inteligentes.
    O nome dele é Giordano Bruno.
    Dêem uma Googlada que vale a pena.
    A (Santa!) Igreja, naquela época, matou – queimou, torturou até a morte! – 7 milhões de mulheres por serem “bruxas!”

  15. Diego Gerhardt disse:

    bem que podia ter a inquisição em brasília, podiam tocar fogo naquela merda toda e fazer um churrasco de corrupto. Tanto faz ser um partido ou um milhão no Brasil, a mentalidade de roubo está perpetuada na nossa digníssima sociedade brasileira. Já tivemos um partido (império) e dois partidos (arena e MDB) e a merda foi a mesma que hoje onde temos sei lá quantos partidos capitaneados por uma corja de vagabundos e marginais.

  16. chaplin disse:

    O cara foi demitido por dizer apenas uma meia verdade. A verdade inteira? Não é o simples pluripartidarismo que vai garantir democracia e sim uma nova lógica na relação entre classes sociais.

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