A espantosa agressão de um jornalista às rainhas árabes

Em algum momento de descuido, todo preconceituoso se expõe de maneira clara. Foi o que fez Caio Blinder, um dos integrantes do Manhattan Connection dias atrás. Ao falar sobre as mulheres árabes, ele baixou a guarda e desabou na grosseria. Chamou as rainhas de piranhas, com toda a conotação que a palavra tem para os brasileiros – especialmente alguns machistas de carteirinha.

Ainda bem que, apesar da passividade do apresentador, Blinder foi ao menos duramente contestado por outro integrante do programa, o economista Ricardo Amorim que, certamente, ficou teve bom senso de ficar escandalizado com toda a agressão de Blinder.

Muitas delas, como a rainha da Jordânia, participam ativamente de movimentos sociais, com organismos internacionais, e estão bem longe do estereótipo falado por Blinder.

Pior é ver no fim, ao ser contestado por Amorim, o mesmo Blinder garantir que não é racista nem preconceituoso.

Assistam então ao vídeo:

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Sobre mariomarcos

Jornalista, natural de criciúma, fã incondicional de filmes, bons livros e esportes
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33 respostas para A espantosa agressão de um jornalista às rainhas árabes

  1. Eu vi e não vou ver de novo. Foi nojento.

    Pior ainda por ter vindo de um judeu. Agressão gratuita e de última categoria.

    • Maurício disse:

      Lamentável. Mas vindo desse imbecil não me surpreende.

      Ô Milton, como assim “Pior ainda por ter vindo de um judeu”???

      • nicholas disse:

        qualé mauricio ta kerendo briga maluk, dexa meu mano rapa

      • Juliano P disse:

        Tem razão o Mário. Todo preconceituoso acaba escorregando. Assim como o colega aí em cima, o do “pior ainda por ter vindo de um judeu”.

  2. m.rodrigo.oliveira disse:

    E o mais impressionante é que depois de ser repreendido pelo Ricardo Amorin, o cara ainda ficou fazendo de conta de que não havia motivo pra ser criticado.

  3. joselito disse:

    O problema é que alguns jornalistas, assim como alguns seres humanos, se consideram acima do bem e do mal. Esquecem que são pessoas normais que devem seguir regras e leis. Não é uma critica a toda a classe de jornalistas, mas alguns em especial se escondem muitas vezes atrás de uma suposta liberdade de imprensa para praticar a libertinagem de imprensa.
    O gente sem noção…

  4. jaguares barranqueador internacional de aves disse:

    Foi muito bem definido “no ar”: HIPOCRISIA. Vanguarda nao e isto. Defender seu ponto de vista nao e isto. Demissao a vista, e justa.

  5. Thiago Alexi Freitas disse:

    Eu também vi
    Depois de ficar escandalizado e reclamar das agressões ele ainda foi agredido verbalmente e acabou discutindo com o Diogo Mainardi.
    Um absurdo

  6. Henrique Marks disse:

    Discordo TOTALMENTE da sua interpretacao, acho que assisti o video errado entao.

    O Caio Blinder falou das rainhas, nao das mulheres arabes. Ele falou que elas sao falsas, no sentido de que defendem reformas, sao a favor das mudancas, mas participam de governos autoritarios, etc.

    Mais certo AINDA esta o Ricardo Amorim, dizendo que e muita ingenuidade do Caio achar que elas tem algum poder de mudanca.

    Pra dar um exemplo, a rainha da Arabia Saudita pode participar do movimento social que quiser: ao dar apoio a um regime tirano, esta compactuando com ele.

    O termo perua foi usado no sentido pejorativo, mas em relacao as rainhas “do botox” como ele cunhou, e nao em relacao ao mulheres arabes em geral.

    Em geral, nao assisto mais o manhattan connection por discordar 101% das barbaridades que eles falam no programa, principalmente depois do governo Lula. Nao concordo com a maneira que o Caio abordou o assunto, muito ingenuo, mas a sua interpretacao acho que tambem esta equivocada.

    P.S. Desculpe a falta de acentos

    • Fabiano disse:

      Concordo plenamente contigo; ele ressaltou o fato de serem peruas, ligadas ao ocidente, enquanto os maridos descem a borduna no povo. Não vi preconceito, visto por aqueles que defendem às últimas consequências o politicamente correto.

  7. ELTON disse:

    Quem conhece um pouco desse tipo de jornalismo sabe que Caio e Lucas fizeram um jogo de cartas marcadas.

    Ou seja, Lucas Mendes monta a escada e Caio Blinder sobe.

    No dia em que Caio Blinder, diretamente dos Estados Unidos, criticar Michelle Obama e Hillary Clinton por omitirem-se nos diversos massacres que os EUA cometem ao redor do mundo, então voltarei a assistir esse programa.

    Mas isso não ocorrerá, porque é mais fácil criticar de longe. Pobre hipócrita !!!

  8. eduardo disse:

    Para definir o comentário desse pseudo jornalista em uma palavra, RIDICULO.
    Até tentei entender pelo fato dele ser Judeu (povo cassado e massacrado por muculmanos) mas não dá.
    Lamentavel o comportamento do jornalista que espelha a forma que a emissora que ele trabalha trata o povo.
    A globo nos trata como lixo.

    • Luiz Martini disse:

      Eduardo, não quero entrar numa discussão árabes x judeus, complexa demais num espaço como este. Mas, em todo o caso, a tua afirmação “povo cassado [sic] e massacrado por muçulmanos” está deslocada da realidade. As diferenças entre esses povos remontam a MILÊNIOS e não podem ser simplificadas à luz de preconceituosos fatos recentes. Antes que joguem pedra, tenho amigos verdadeiros tanto judeus como muçulmanos árabes e não-árabes. A maioria deles discorda frontalmente de todo o extremismo que ocorre no Oriente Médio, tanto em um lado, quanto no outro. Dentro desse quadro, a manifestação do jornalista pode, sim, ter ocorrido pelo fato de ele ser judeu.

    • Milton disse:

      Achar que ele falou aquilo porque é judeu é ou ter uma opinião preconceituosa (imitando o Blinder) ou ter uma análise muito ignorante a respeito do mundo (imitando o Blinder, o Diogo Mainardi…). Ele deu uma opinião burra pessoal, que mostra apenas o lado conservador dele. Ser judeu não tem nada a ver com a história.

  9. Comigo é ripa na chulipa mermão!
    Só chamo de piranha na hora H mesmo véio.
    Antes chamo de meu amor.
    Dentre 4 paredes vale tudo.
    Sou o Shadow, sou o cara mano.
    Fui.

  10. Vanderson Carvalho disse:

    Ao somente ler as matérias sobre o assunto não concordava com o jornalista.
    Mas assistindo o vídeo e suas colocações ele está certo!

    Piranhas mesmo!

  11. Arih disse:

    Ha de se separar o comentario a pessoa e a intencao do comentario que e a politica do mundo arabe. O que causou revolta e podia gerar ate um problema diplomatico, que teve inicio, foi o comentario a pessoa e este foi ridiculo, descabido e desproporcional. Uma pessoa comum, por mais que fosse, nao mereceria ser taxada daquilo e aquela pessoa nao e diferente. Deve ser responsabilizado, criminalmente, pois creio na liberdade de imprensa, mas infelizmente nao ha responsabilidade para exerce la e este e o exemplo.

  12. Geral-do disse:

    Elas, as árabes, devem ser umas santas (não quero entrar no mérito, pois não as conheço).
    Valorizadas e altivas são as brasileiras, que vivem mostrando a bunda pra estrangeiro vir fazer “turismo sexual” no nosso país.
    Brasil, o pais do futuro! Afffffff

  13. Gustavo Alencastro disse:

    Certo que o espírito do Paulo Francis tomou conta… volta para o inferno Sir Francis !

  14. Beto disse:

    Primeiro: Em nenhum momento o Caio comete nenhum desrespeito com as mulheres em geral. Ele claramente fala de algumas em particular, as mulheres dos tiranos árabes.
    Segundo: Em nenhum momento o Ricardo Amorim discorda dele quanto ao papel das mulheres dos tiranos árabes, o que ele fala acertadamente é que elas apenas estao no papel delas, e que nao podem mudar nada do cenário atual; e quem pode, que sao as potencias do ocidente, nada fazem. Tirando a palavra piranha que é um tanto quanto grosseira, principalmente se falando em um programa de tv, nada a tirar nem a colocar na fala dos dois. Caio tá certissimo quando fala que estas princesas tentam parecer moderninhas para o mundo, mas o regime em que elas vivem apedrejam mulheres até a morte por motivos banais. Chamam-o de machista, mas ninguem fala que esse era o motivo da crítica. Acho que ele errou apenas o tom.
    Terceiro: Para alguns aqui do blog. Dizer que o Caio falou isso pelo fato dele ser judeu, isso sim é o mais puro preconceito.

    • mariomarcos disse:

      Discordo da tua análise inicial, mas concordo inteiramente com a conclusão: não importa se o sujeito é isso ou aqui, se é judeu ou árabe, alemão ou americano. Nem falei nisso no texto, por sinal, justamente para evitar estas interpretações equivocadas. O que me interessa é o tom – e acho que ele pisou feio na bola. Ele ofendeu sim.

    • Samuel Ritter disse:

      Eu iria dizer exatamente sobre os itens 1 e 2. Sobre o Item 3, discordo totalmente. Acho engraçado um Judeu chegar e ofender os árabes e ninguém pode fazer referência ao fato dele ser Judeu, mas queria ver qualquer cidadão do mundo falar mal de Judeus pra ver se não seria acusado de anti-semitismo, de neo-nazista e outros tipos de repúdios.

      Acho que o jornalista errou em falar sobre essas mulheres como se estivesse em um buteco, conversando com outro pinguço, mas o fato é que ele chama a atenção para algo realmente correto. Essas mulheres se preocupam em fazer a “relações públicas” de tiranos, de opressores, de assassinos e se beneficiam pela tirania dos maridos SIM!!!

      Infelizmente, ao usar de um linguajar chulo e ignorante, ele anulou uma retória fantástica, que trata de grandes verdades sobre essas personalidades que, por participarem de ações sociais, de mostrarem sua bleleza e elegância ao mundo, mascaram as atrocidades que acontecem em seu país.

  15. Luiz Martini disse:

    Como já registrou o Elton, queria ver ele dizer isso nos EUA a respeito da Michelle Obama, já que pode-se afirmar que os EUA massacram pessoas no Iraque e Afeganistão. Aí ele ia ver como é uma cadeia é o que é liberdade de imprensa no país “mais democrático do mundo”, para alguns.

    • Luiz Martini disse:

      Correção: “… cadeia e o que é liberdade…”.

      • Beto disse:

        Como assim: “queria ver ele dizer isso nos EUA”. Nos EUA ele pode dizer o que bem entende. Ou alguem se lembra de como o George Bush era tratado por muitos, de paspalho pra baixo. Duvido alguem dizer isso é nessas tiranias que essas mulheres sao rainhas, aí sim ia complicar. É a mesma historia do cara que jogou o sapato no Bush, o máximo que ele pegou foi um processo e alguns dias na cadeia, gostaria de ver se alguem era macho de jogar no Saddan Hussein, pra ver o que aconteceria.

    • Samuel Ritter disse:

      excelente observação.

  16. Edson disse:

    O momento não era de discussão sobre a política do Oriente Médio, e a opinião beirou a grosseria, o que não é própria do Caio.
    Penso que o Caio estava descontrolado e me decepcionou.

  17. Pingback: Sugestões de leitura para a manhã pré-feriadão – Milton Ribeiro

  18. Regina disse:

    Acho que nao importa quem sao elas mas o minimo de respeito e educacao deve se exigir de um jornalista , que tem cultura , lamentável o Brasil ter uma figura dessas dando entrevista para o mundo assistir…triste mto triste

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