Siegmann volta a adotar uma política dos anos 70

Além de agir rapidamente para corrigir certas distorções, o vice-presidente de futebol do Inter, Roberto Siegmann, está começando uma espécie de volta às origens no clube ao falar de jogadores com um determinado tipo físico.

Rubens Minelli sempre encarou a história com bom humor, mas quem frequentava o vestiário do Inter naqueles anos 70 garante que foi bem assim.

Para deixar claro o tipo de jogador que interessava, Minelli costumava falar de uma barra colocada na porta do vestiário a 1m75cm do chão. Quem fosse candidato a jogar no Inter, vindo das categorias de base ou de outros clubes, deveria cumprir um requisito – teria de precisar inclinar a cabeça para cruzar pela barra a 1m75cm. Aqueles que passavam livres, sem se baixar para não bater na marca, não serviam.

A filosofia de Minelli, com apoio do grupo de dirigentes do futebol da época (Mandarins) era exatamente esta: formar um grupo e um time de jogadores fortes e altos, que unissem a técnica natural à força física. O time campeão de 1975 e 1976 era exatamente assim.

Basta conferir a altura da série de jogadores do time B emprestados para outras equipes percebe que Siegmann já está colocando sua política em execução. Quase todos têm baixa estatura, com algumas exceções.

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Sobre mariomarcos

Jornalista, natural de criciúma, fã incondicional de filmes, bons livros e esportes
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54 respostas para Siegmann volta a adotar uma política dos anos 70

  1. joselito disse:

    Pergunto, e o messi e outros “baixinhos” não jogariam nesse time?

  2. MM, agora eu estou entendendo a paixão do Roth pelo W.Mathias.

    Dá-le Inter 102 anos na 1ª divisão.

  3. bruxo disse:

    MM Permita-me sugerir um complemento para a frase:”…O time campeão de 1975 e 1976 era exatamente assim…”, porém, logo ali em frente( 76 e 77), esbarrou nos baixinhos do Cruzeiro (Palhinha,Zé Carlos, Eduardo, Joãozinho, Roberto Batata,Dirceu Lopes, Jairzinho e até o beque Darci Menezes) à medida que a exigência aumentou num torneio continental como foi a Libertadores. Os mineiros foram a touca colorada nos anos 70. A única exceção foi a final de 1975, fora este jogo isolado só deu a Raposa.

    • ELTON disse:

      O Cruzeiro de Minas é touca até hoje.

      Quando a dupla vence um jogo lá, a festa corre solta aqui.

      O Cruzeiro de Minas é outro clube bem organizado.

    • Marcus disse:

      Complementando o complemento: não foi bem assim, caro Mário. O time campeão 75/76 tinha Carpegiani, Lula, Valdomiro, Caçapava e Vacaria que passavam pela marca sem se abaixar.
      O que o Siegman está querendo (e a torcida tb) são jogadores que corram e suem a camisa. Se entreguem ao jogo.
      Com o que concordo em parte, mas só isso não adianta… Sem a técnica, só correr não adianta.
      Dentro desta lógica Bolatti foi a “maior” contratação do Inter em 2011… 🙂
      Complementando o Bruxo, em 76 vi um dos maiores jogos até hoje: Cruzeiro 5 X 4 Inter, lá no Mineirão.
      O que o Joãzinho fez com o lateral direito, com Figueroa e com o Caçapava não se faz nem para cachorro louco…
      abs
      Marcus

    • paulo disse:

      O Cruzeiro tinha um grande time, mas perdia para os times de Rio e SP e Inter ganhava deles. Sabiam jogar contra o Inter e muitas vezes nos ganharam. Mas a mais importante de todas o Inter levou.

    • Juvenal disse:

      “a exigência aumentou” não corresponde à realidade.

      Naquela época o Brasileirão valia muito mais que a Libertadores.

      Os três maiores públicos do Cruzeiro no Mineirão em Libertadores, por exemplo, ocorreram entre 1997 e 2008. O quarto maior público ocorreu na primeira fase da Libertadores de 1976 (65.463 contra o Inter em 07/03/1976), superando o público da final do mesmo ano (58.730 contra o River Plate em 21/07/1976), e também o público da final da Libertadores de 1977 (52.842 contra o Boca Juniors em 11/09/1977). Ou seja, para os torcedores cruzeirenses, em 1976 e 1977, o confronto da primeira fase contra um rival brasileiro era mais interessante do que a final da Libertadores contra um time argentino. Para compararmos com o Campeonato Brasileiro, vale citar o público da partida do Cruzeiro contra o América do RJ (o ameriquinha): 63.711 em 04/12/1975. Este público foi superior ao que compareceu na final da Libertadores de 1976 e na final da Libertadores de 1977.

      Em 13/11/1981, o Flamengo recebeu o Cobreloa no Maracanã para o primeiro jogo da final da Copa Libertadores daquele ano, com um público de 93.985 torcedores. Já na final do Brasileirão de 1981, o Maracanã recebeu 154.355 torcedores no confronto contra o Atlético-MG.

      O Grêmio colocou 73.093 torcedores no Olímpico na final da Libertadores de 1983, contra 85.721 torcedores na semi final do Brasileirão de 1981.

      O São Paulo teve o público de apenas 50.000 na final da Libertadores de 1974, no Morumbi, contra o Independiente.

      Valia menos que a Sulamericana.

      • paulo disse:

        eu contesto esses públicos do gremio. São inverídicos e passam como verdade até hoje. O gremio contava o número de ingressos vendidos que passavam na roleta e naquela época para os não sócios que eram a esmagadora maioria entrar na social tinha que comprar 3 ingressos. Mais uma de tantas lorotas que passam como se fosse verdade. O maior publico de um time gaúcho em toda a história foi no jogo Inter X Cruzeiro,em 1975, com o Beira-rio hiperlotado e que foi de 73 mil pessoas. e quando existia a Coreia onde cabiam mais de 15 mil pessoas de pé.

      • Juvenal disse:

        Mais uma:

        Beira-Rio

        Final Brasileirão 1975 – 82.568 mil pagantes
        Final Libertadores 1980 – 55.623 pagantes

    • ARIH disse:

      Assim como existe a rivalidade Grenal, a rivalidade Minas-RS pela hegemonia no futebol e uma realidade. Sempre que por aqui se avancou, os mineiros correram atras e vice-versa. Sao os polos do futebol: Rio-SP; Minas-RS.

  4. ELTON disse:

    Lembro do Falcão.

    Em alguns passos ele ia de intermediária a intermediária.

    Hoje, D`Alessandro, Tinga, Guiñazu parece que nunca chegam.

    Os perninhas-curtas dão muita chance para a defesa adversária se recompor.

    Nessa questão eu não posso contrariar o Siegmann.

  5. Augusto disse:

    Peter Crouch pode estar pintando a qualquer momento então..

  6. Alex disse:

    Marcos, essa direção colorada ta difícil de entender. Quem decidiu jogar com o time B foi a própria…. mesmo depois de ver as péssimas atuações desse time nos primeiros jogos do gauchao.

    Já haviam perdido do Cruzeiro, porque não perderiam de novo?? Agora querem fazer caça as bruxas, estão “queimando” a gurizada, estão fazendo um terror e procurando culpados de um crime que eles próprios foram os mandantes…..

    “Perderam o contato com a torre………”

  7. bruxo disse:

    MM complementando o post:Todos os citados passariam pela tal barra de 1,75 cm se se inclinar, mesmo ostentando os respeitáveis cabelos black power (casos de Jaizinho,Roberto Monteiro também conhecido por Roberto Batata e Eduardo).

    • Candinha disse:

      Acompanhando Brasileirão e Libertadores na década de 70, bruxo? Pensei que você fosse um daqueles malas que acham que o futebol gaúcho nasceu em 1983!

      • Luiz M. disse:

        Ora, ora, Candinha, e tu que achas que o futebol foi inventado em 2006?

      • Juvenal disse:

        O futebol não foi inventado em 2006. O fato de não existir mundial antes de 2006 não autoriza essa conclusão.

        Assim como não podemos rotular como campeões brasileiros aqueles clubes que conquistaram o torneio Rio-São Paulo antes de criarem os campeonatos nacionais.

        A “Toyota European South American Cup” está para o mundial assim como o Rio-São Paulo está para o Brasileirão.

        Também não podemos dizer que o futebol sulamericano surgiu com a criação da Libertadores, em 1960.

        E não podemos apelidar o Gauchão de mundial antes de 1960 apenas porque era a competição mais importante disputada por nossos clubes.

        Não entendo como parece tão difícil entender algo tão lógico.

        Quem inventa apelido para os seus títulos tem vergonha do que ganhou. Isso desvaloriza a própria conquista.

      • ELTON disse:

        Juvenal, quer dizer que aquela Copa Toyota tinha o nome

        pomposo de “Toyota European South American Cup” ?

        Ainda bem que o Inter ganhou o Mundial FIFA.

    • mariomarcos disse:

      Bruxo, sei que entendes que tanto antes como agora é apenas um critério. Entre dois jogadores de mesma qualidade, um baixinho e outro de boa estatura, o clube escolhe o mais alto; entre um alto ruim e um baixinho talentoso, evidente que o baixinho será escolhido, por qualquer dirigente ou técnico. Esta era quase uma figura de linguagem para explicar como foi montado aquele time do Minelli.

  8. luiz roberto leal vicente disse:

    acho q estamos sempre no caminho certo, fomos pela segunda vez escolhido no time da decada, na decada de 70 e agora na primeira decada do seculo xxl entao deixa os ciumentos e invejoso falar o que quiserem, nao me lembro de outro clube na era moderna q dominasse o futebol brasileiro por 20 anos q nem o nosso glorioso INTER .

    • João disse:

      Time da década que não foi campeão Brasileiro nem da Copa do Brasil. Só os colorados não percebem que o São Paulo não foi escolhido por pura birra dos paulistas.

  9. elias disse:

    É isso ai, luiz roberto vicente. Nós sempre fomos muito exigentes. Lembro que naquele tempo, empate era derrota, inconcebível para nós. Aliás, o melhor jogo que vi na vida foi Cruzeiro 5 x 4 Inter – se não me engano com os numeros. Acho que nunca mais verei ao menos parecido. Com o roth – Adeus 2011.

  10. Alan disse:

    Não adianta nada ter altura e não ter bola no pé… Se não tiver qualidade vão só bater cabeça… Romário é baixinho e foi o maior atacante de todos os tempos… Rei da grande área contra vários zagueiros grandalhões.

  11. Rafael Vianna disse:

    Acho a medida válida. Mas se o Mathias está no time só pelo tamanho, troco pelo tampinha do Oscar agora…

  12. Carlos Pinho disse:

    MM, segue um dado a recém publicado pelo Professional Football Players Observatory (PFPO), o Estudo Demográfico sobre Futebolistas na Europa (Third Demographic Study of Footballers in Europe): dos 534 clubes de 36 diferentes ligas analisados, o time mais baixinho da Europa é o Barcelona. Os 5 jogadores de frente tem 1,75m ou menos (Pedro, 1,69, Xavi, 1,70, Iniesta, 1,70, Villa, 1,75, e Messi, 1,69), além do Dani Alves com 1,71 e Puoyl com 1,78.

  13. Gremista Lúcido disse:

    … naquela época, o futebol era tão lento que tinha espaço pra esse biotipo se impor.

    Hoje é mais importante velocidade do que força. Veja o exemplo do Barcelona, onde os melhores são Daniel Alves, Xavi, Iniesta, Messi…

    • mariomarcos disse:

      Não sei quando nasceste, mas o futebol dos anos 70 não tinha nada de lento. Foi nesta época que surgiu a marcação por pressão, em todo o campo, por exemplo, também adotado pelo Inter e outros times. Estás enganado.

  14. Guilherme Pereira disse:

    Com esse pensamento Maradona, Messi, Zico, Romário, João Severiano…. não jogariam no Inter ehehehehehe

  15. Marcos disse:

    Vai ter peneira do Inter no União e na Sogipa. Talvez o pessoal do volei e do Basquete se interesse pelo futebol. Brincadeiras a parte, a altura conta muito no futebol, mas a habilidade, velocidade e a técnica ainda fazem toda a diferença.

  16. bruxo disse:

    Amigos!!
    Deixa ver seu eu li direito: O Inter dominou por 20 anos o futebol BRASILEIRO e o Flamengo e o São Paulo cada um tem seis títulos nacionais só de Brasileirão;obviamente em anos distintos, nem conto nessa, Copa do Brasil.O último do Inter faz mais de 30 anos.É isso? Ou estou enganado? Depois dessa, só ouvindo The Ultimate Spinach, de preferência, gravado ao vivo.

  17. Vlacir disse:

    Que malaiada esses torcedores do Cruzeiro…
    Quantas vezes o Cruzeiro ganhou o mundial?
    Se liguem! Admitam!
    Chegam na final e abrem as pernas!

  18. Então para essa direção, Messi, Romário, Conca, Mauro galvão, Zico, e olha……….não sei a altura do Pelé…………….mas acho que não era alto também…………..então para esses babacas………..Pelé não jogaria no Inter. Pode ???

    O mundo evolui………….mas esses bocós………..continuam parado no tempo.

  19. Rafael Vianna disse:

    Nossa, leitura seletiva é tudo…

    Ter a MAIOR parte do grupo de boa estatura não significa TODOS!

    E outra coisa: Com essa piazada ruim do Inter B, tem mais é que pegar os mais aptos fisicamente e mandar embora os mais mirrados, por que habilidade a gente já viu que é pouca…

    • mariomarcos disse:

      Quando os dirigentes de antes e os de agora falam em altura, estão apenas definindo um critério preferencial, sujeito a várias exceções. Ou alguém não aceitaria Maradona? São apenas critérios, portanto.

      • Juvenal disse:

        Na ZH de hoje diz que naquela época o Minelli exigia que os jogadores tivessem duas das 3 seguintes características: altura, velocidade e qualidade técnica.
        Não precisava necessariamente ser alto.

  20. Gilson disse:

    Altura e força física são requisitos pra selecionar entre dois jogadores que tenham um futebol muito parecido. Mas, por incrível que pareça, os grandes jogadores sempre tiveram em comum um fator que é fundamental num esporte de contato físico: o equilíbrio. Lembro do Valdo, magrinho, tinha um peitoral atrofiado, mas jogava sempre em pé. Vocês já notaram como é raro os grandalhões derrubarem um Messi? O Foguinho dizia que só de andar sabia se o sujeito seria jogador de futebol.

  21. bruxo disse:

    Êta Marcus!!! Você cometeu talvez o ato mais insólito da extensa carreira do nosso craque principal, dono da bola e das camisetas, também capitão do time conhecido como MM, nunca, mas nunca mesmo, ele iria imaginar que num blog que trata preferencialmente de futebol rolasse Ultimate Spinach. Por incrível que possa parecer, a única droga que eu tive contato foi com um autógrafo do Flávio Obino (hi.hi.hi).

  22. Julio disse:

    Entrando nessa discussão, penso que o Sigman está errado, devemos priorizar bons jogadores, que decidam, independente do tamanho. Alecsandro é alto, alguém prefere ele no lugar do Sóbis?
    Penso também que varia de acordo com a posição, goleiro, zagueiros tem que ser altos mesmo.
    Mas o que deveria ser procurado pelo inter são jogadores velozes e com poder de finalização. Poucos chutam a gol no nosso time.

  23. Bruno disse:

    Bem interessante, so que este tipo de preconceito ridiculo pode ter retirado de times grandes jogadores como MESSI, MARADONA dentre outros, homens baixos na estatura e GRANDIOSOS no futebol. O que deve definir a contratacao de um jogador ou a dispensa tanto faz, deve ser seu FUTEBOL, nao sua altura.

  24. Edson disse:

    VÃO TER QUE ENGOLIR O D’ALESSANDRO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
    A TESE NÃO SE CONFIRMA, POIS VAI DE ENCONTRO COM O BIOTIPO DO PRINCIPAL JOGADOR DOS “IMPRONUNCIÁVEIS”.
    COMO DIZ O ZAGALO: ~VÃO TER QUE ENGOLIR O “davi’ NO MEIO DOS GO”RILAS”LIAS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  25. bruxo disse:

    MM Lendo tua resposta ao meu comentário, fica evidente a fragilidade do critério adotado pelo Siegman.Puro marketing dele. No fundo existe um critério: qualidade. Essa de dizer que quer um time alto e de qualidade é bobagem, pois quem está no futebol sabe que os altos só se mantiveram nos times porque eram bons. Tão claro que dizer que o critério do Minelli era pela altura(acho que a tal barra foi criada mais para o folclore do futebol) cai por terra exatamente com a citação que fez um colega, ou seja, Paulo Cesar, Lula, Caçapava e Batista não eram jogadores altos. Já Carlos Gardel, Alcino, Marião e Albeneir(quase contemporâneos destes) tiveram vida curta na dupla Grenal. No fundo, todos (você e nós aqui do outro lado) estamos pensando a mesma coisa sobre futebol.

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