Começa a fase esperada por Guto. Duas semanas para treinos

Agora, serão dois jogos em duas semanas. Tempo suficiente, portanto, para o técnico Guto Ferreira definir seu esquema, tirar dúvidas e, principalmente, repetir jogadas e movimentações até que os jogadores ajam com a naturalidade que anda em falta. É tudo o que Guto queria desde a chegada ao Inter para substituir Antônio Carlos.

Ele certamente percebeu já no jogo de sábado que os sinais do que precisa ser feito são bem claros.

O que foi diferente na vitória sobre o Brasil, em Pelotas, que levou o Inter ao grupo dos quatro melhores classificados da tabela?

Simples: a escalação foi racional, lógica, com meio-campo forte e ataque sempre abastecido. Ao contrário do jogo com o Paraná, quando o time não concluiu uma única vez, desta vez o Inter teve nove conclusões no primeiro tempo – quatro delas, chances reais de gol. No segundo, foram cinco – com pelo menos quatro boas oportunidades de ampliar.

Guto desistiu da ideia de escalar três atacantes, confiando que pelo menos dois deles agissem também como meias, organizou seu meio-campo com dois jogadores com capacidade de marcação e movimentação à frente de Dourado (Edenílson e Charles), deixou D’Alessandro livre para criar e escalou Fabinho pela direita.

Foi um time bem mais consistente durante todo o jogo e chegou à vitória.

É provável que nestas duas semanas (jogos nos dois sábados, contra Boa Esporte e Criciúma, ambos no Beira-Rio) Guto tenha reforços. Cuesta e Pottker já estão na fase final de recuperação.

Nestes duas semanas de treinos, que o Inter chama de minitemporada, o time ficará no Vila Ventura, de Viamão.

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Palavra de Renato: “Nós erramos, eles fizeram o gol”

Renato sabia que o Grêmio enfrentaria seu grande adversário no Brasileirão, um time bem treinado, forte na defesa e eficiente no ataque. Por isso, desde o início da semana alertou que o jogo não decidiria nada. Nem daria o título ao vencedor, nem deixaria o perdedor sem chances porque há ainda 28 rodadas pela frente.

Ele viu a derrota, a primeira na Arena, anunciou que poupará titulares no jogo de sábado contra o Palmeiras por causa das partidas decisivas pela Copa do Brasil, e mostrou-se conformado pelos três pontos perdidos:

– Falei para minha equipe que seria um jogo muito disputado, as equipes jogam praticamente igual, num 4-2-3-1, e sabíamos que seriam poucas chances. Quem fosse mais eficiente, sairia com a vitoria, e o Corinthians fez por merecer. É um time que se defende muito bem. Eles trabalham no erro do adversário e procuram se valer disso. Nós erramos, e eles fizeram o gol. O Cássio teve uma tarde muito feliz, mas não temos muito tempo para lamentar. Não conseguimos os três pontos aqui, mas agora temos que pensar no Atlético-PR pela Copa do Brasil.

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Dica de segunda-feira

Sou meio suspeito neste caso, mas como sou admirador do cinema argentino, vou recomendar outro destaque dos hermanos. Neve Negra, em exibição nos cinemas, mostra mais uma vez os excelentes Ricardo Darín (Salvador) e Leonardo Sbaraglia (Marcos) no papel de dois irmãos, separados durante anos por um trauma de família.

Um dia, por insistência de um advogado que tem proposta para compra da propriedade da família, Marcos vai ao encontro de Salvador, que vive recluso na montanha, em meio ao frio da Patagônia. Todos os dramas e um passado dramático voltam à vida dos dois.

Vejam o trailer:

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Na tarde de Arena lotada, Grêmio perde para o Corinthians

O confronto mais esperado do atual Brasileirão, entre duas propostas diferentes de organização tática, terminou com vitória do Corinthians, na tarde deste domingo, na Arena quase lotada com 54.022 torcedores (renda de R$ 2.093.208). O Grêmio esperava vencer para assumir a liderança. Perdeu e viu seu principal adversário no momento se distanciar quatro pontos (26 a 22).

O Corinthians de Fábio Carrile mostrou na Arena por que é um time difícil de ser superado. É bem treinado, cumpre rigorosamente a estratégia estabelecida pelo técnico, mantém os jogadores próximos para facilitar a marcação e a troca de passes, tem uma defesa firme e é espantosamente eficiente no ataque.

É daqueles de poucos ataques e máximo aproveitamento.

Foi assim outra vez.

Confirmando sua própria estatística, que registra um gol a cada dois ataques, o Corinthians fez o gol em uma das duas chances claras que teve. Na primeira, logo aos 11 minutos, o volante Paulo Roberto avançou, superou a última linha de marcação, ficou livre e chutou cruzado. Grohe desviou a escanteio.

Na segunda, aos seis minutos do segundo tempo, Paulo Roberto de novo puxou o contra-ataque pela esquerda, cruzou rasteiro, Jô deixou a bola passar e Jadson, livre, na frente da área, bateu firme, rasteiro, de pé esquerdo. A bola passou por entre as pernas de Marcelo Grohe. Um a zero.

Se já era difícil superar o disciplinado Corinthians, ficou bem mais complicado com a desvantagem. O Grêmio insistiu, atacou, teve boas chances, mas esbarrou na excelente fase técnica do goleiro Cássio.

Duas de suas defesas foram decisivas.

Aos 20 minutos do segundo tempo, Luan desviou a bola cruzada na pequena área. Cássio defendeu no reflexo, no chão, quase em cima do risco. Aos 37, também do segundo tempo, quando nas arquibancadas a torcida já sofria com as dificuldades, Marquinhos Gabriel fez pênalti ao puxar Geromel pela camiseta, na cobrança de escanteio. Luan, melhor jogador do Grêmio na temporada, bateu, não acertou na bola como queria e Cássio defendeu no canto direito.

O jogo foi o que se esperava, um grande confronto entre duas propostas diferentes.

O Corinthians joga fechado, marca muito e, por isso, tem a melhor defesa do campeonato (apenas cinco gols em dez rodadas). Foi o jeito que Carrile encontrou para chegar a resultados administrando as carências de seu próprio grupo, que é reduzido por causa das dificuldades financeiras atuais do grupo.

O Grêmio domina e se impõe na base de velocidade e troca de passes, de envolvimento do adversário, de conjunto bem entrosado. O problema é que desta vez encontrou pela frente um adversário que marca muito, vigia os principais destaques que tem pela frente e tira espaços para manobras.

Desta vez, o sistema pragmático do Corinthians foi vitorioso, como tem sido até agora.

Foi, acima de tudo, um bom jogo. Apesar da forte marcação em ambos os lados, houve 32 faltas – 16 para cada time. Quinze finalizações para o Grêmio, cinco para o Corinthians. Desde conjunto, cinco chances reais de gol para o time gremista, duas corintianas. Para completar, houve 68% de bola rolando – bem acima dos 60% preconizados pela Fifa.

O Grêmio volta a jogar pelo Brasileirão no sábado, contra o Palmeiras, em São Paulo.

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Grêmio x Corinthians: o grande jogo que vale a liderança

Quem gosta de bom futebol e dos desafios que ele impōe estará de olho no que acontecerá na Arena, na tarde deste domingo.

Será o esperado confronto entre dois times com propostas diferentes, mas que têm chegado ao mesmo objetivo – as vitórias.

É um confronto que vale a liderança.

De um lado, o Corinthians, líder do campeonato, e seu grupo reduzido, sem grandes investimentos, econômico em tudo, pragmático e com um esquema muito bem treinado.

De outro, o Grêmio e seu futebol mais envolvendo, de muitas trocas de passes, de velocidade na transiçāo entre meio e ataque, de imposiçāo e uma longa invencibilidade na Arena.

Será o confronto entre o melhor ataque (Grêmio, 23 gols) e a melhor defesa (Corinthians, cinco).

Um é comandado por Renato, irreverente às vezes, mas já com lugar confirmado entre os bons técnicos brasileiros.

O outro por Fábio Carrile, um auxiliar que assumiu o comando de um time, nāo se assustou com a pressāo e, diante do que tinha, organizou uma estratégia que se baseia em uma defesa firme e em um ataque que  nāo costuma desperdiçar as chances.

Enfim, um confronto dominical imperdível.

A Arena deve receber seu maior público. Os organizadores esperam de 52 mil a 55 mil torcedores. Todos os ingressos foram vendidos.

O jogo começa às 16h.

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Inter vence Brasil e volta a ocupar um lugar no G-4

Desta vez, Guto Ferreira simplificou. Escalou um meio-campo mais consistente, desistiu da ideia de utilizar Edenílson na lateral, passou Uendel para a esquerda e deixou Brenner bem avançado.

Assim, sem os riscos determinados pela insistência em escalar três atacantes e desproteger o meio, o Inter foi mais consistente, dominou e venceu o Brasil por 1 a 0, na tarde deste sábado, no Bento Freitas lotado.

Com a vitória, o Inter volta a ocupar um lugar no G4, com 17 pontos.

Os dois técnicos surpreenderam.

Guto por simplificar em algumas decisöes. E Rogério Zimmermann por trocar sete jogadores em relaçāo ao time que venceu o Juventude na última rodada. Ele alegou desgaste físico.

A superioridade do Inter, especialmente no primeiro tempo, foi absoluta. Foram oito conclusōes do Inter, com quatro chances claras de gol. O Brasil, em todo o período, teve só um chute a gol.

No segundo, o Brasil adiantou a marcaçāo, tentou pressionar, forçou Danilo a grande defesa aos 31, em chute de Aloísio, mas foi só. No mais, o Inter seguiu superior. Poderia até ter ampliado se Diego (duas vezes) e Cirino (também duas) aproveitassem as grandes oportunidades que tiveram.

O gol da vitória surgiu aos 38 minutos, com a novidade que Guto escalou: D’Alessandro tocou na medids para Fabinho, avançando como ala, chutar cruzado. Um a zero.

Agora, o Inter terá um curto período de descanso. Treina a partir de terça no Vila Ventura, de Viamāo, quando Guto terá chance de definir seus planos táticos – algo que nāo conseguiu ainda neste início de Inter.

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Brasil x Inter: confronto de Série B com cara de Gauchão

É um confronto de Brasileirão/Série B com cara de Gauchão. A partir das 16h30min deste sábado, no Estádio Bento Freitas certamente com lotação máxima, Brasil e Inter fazem uma espécie de confronto direto por posições na tabela.

No momento, o Brasil está uma posição à frente. É o sexto colocado com 14 pontos ganhos. O Inter fica em oitavo, com mesmo número de pontos, mas com uma vitória a menos.

O Inter vem de um empate decepcionante com o Paraná, no Beira-Rio, quando não teve uma única chance de gol. O Brasil teve sua segunda vitória consecutiva, ao superar o até então invicto Juventude no Alfredo Jaconi.

O time da Capital busca a recuperação, o do Interior tenta manter a fase de crescimento.

Rogério Zimmermann deve manter a mesma estrutura que fez o time voltar a jogar bem, mas Guto Ferreira é só mistério.

O Inter fez treino fechado na manhã de sexta, antes da viagem a Pelotas, e nada divulgou sobre a escalação, que só será confirmada pouco antes da partida.

É certo que, mais uma vez, Guto mudará o time.

É provável que Guto volte a escalar Uendel na lateral-esquerda, Fabinho na direita, Edenílson de novo no meio, onde rende mais, e Charles para ajudar Dourado na proteção aos zagueiros. Na frente, sem Nico López e Pottker, lesionados, o ataque ficará com Brenner e Marcelo Cirino.

Depois deste jogo, o Inter fará um curto período de treinos e concentração na Vila Ventura, em Viamão, a partir do início da semana. O plano é dar ao técnico a primeira chance de treinar aquilo que julga mais adequado para recuperar o futebol e o ânimo da equipe.

O jogo com o Brasil começa às 16h30min.

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