A Itália avança, a Inglaterra fracassa. Como sempre

Vamos combinar que é sempre assim.

A Itália chega às competiçōes desacreditada, nāo pratica um futebol que deslumbre críticos e torcedores e vai adiante.

Na rodada de segunda, eliminou a charmosa e elogiada Espanha.

A Inglaterra, ao contrário, chega elogiada, com jogadores badalados, pose de rico e esbarra em suas próprias limitaçōes.

Na mesma rodada de quartas de final da Eurocopa, foi derrotada pela Islândia, seleçāo de um país de 330 mil habitantes.

Nada diferente, portanto, no reino do futebol.

Muita gente ainda confunde a deslumbrante Premier League com o futebol inglês. Sāo bem diferentes.

O campeonato é formado por jogadores de todo o mundo, apoiados pela organizaçāo superior dos britânicos. O resultado é uma Liga excepcional.

A seleçāo é formada apenas por jogadores ingleses. É um futebol que só ganhou uma Copa do Mundo, a de 1966.

Nāo dá para confundir tudo.

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O pedido de desculpas de Ramiro

Na derrota diante do Vitória, um cartāo amarelo ao chutar um adversário. Contra o Atlético-PR, vermelho direto por repetir o tipo de falta, com indisfarçável irritaçāo e descontrole. Por isso, durante a entrevista coletiva de segunda-feira, o volante Ramiro aproveitou para, além de reconhecer o erro, fazer um pedido de desculpas.

– Já pedi desculpas. Minha atitude foi errada, me equivoquei e acabei punido com vermelho, de forma correta. Eu imediatamente pedi desculpas para o Roger. Por se tratar de um final do jogo, prejudiquei mais a mim do que ao grupo. Se fosse mais cedo, sim, seria mais prejudicial. Foi um ato impensado. Não deve se repetir. É a primeira vez que eu passo por esse momento. Isso (expulsāo em meio a uma sequência como titular) foi o que me deixou mais chateado. Um jogador a menos nos prejudica sempre. E os jogadores mais jovens se espelham na postura dos mais velhos.

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Inter: o novo centroavante quer jogar o Gre-Nal

Ricardo Duarte/DivulgaçāoAriel Nahuelpan, 28 anos, 1m90cm de algura, argentino de Buenos Aires, chegou no início de junho a Porto Alegre, encarou (e reclamou) do frio, treinou com os jogadores do Inter e, na tarde de segunda-feira, foi finalmente apresentado como reforço para a temporada.

Ganhou a camiseta número 37 e disse que vai torcer para ter condiçōes oficiais de jogo já no confronto com o Flamengo. Acima de tudo, quer jogar o Gre-Nal:

– Um gol no clássico é muito bom para pegar confiança individual e coletivamente. Espero que quarta eu possa estar em campo, mas no Gre-Nal quero jogar. É um campeonato à parte. É muito bom para mim, até porque o Inter é o time que mais cruza para a área. Quarta temos outra final. Estou feliz de me apresentar bem fisicamente. Estou com muitas expectativas boas.

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Estamos todos ligados

Da série Vídeos para começar bem o dia: uma equipe de cientistas reuniu um grupo numeroso de pessoas para uma pesquisa interessante. No início, ao perguntar sobre as nacionalidades, quase todos revelaram um lado preconceituoso, xenófobo, em relação a outros povos. Depois, confrontados com os resultados do DNA perceberam como estavam enganados. É uma boa lição.

Clique no link e veja na página do Momondo:

http://momon.do/dZi5P1

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Caçapava, o homem que zelava pelos zagueiros

Um dia, Figueroa, maior zagueiro da história do Inter, disse o seguinte:

– Com Caçapava na minha frente, eu jogo até os 50 anos.

O chileno sabia bem. Desde que subiu da base, Caçapava era uma espécie de barreira à frente da zaga. Tinha força física, energia, técnica e sabia, como ninguém, a suavizar a vida dos zagueiros.

Caçapava, o volante que também marcou época nos anos 70, morreu no início da manhā de segunda-feira. Sofreu um infarto fulminante aos 61 anos.

Ele jogou no Inter entre 73 e 79, ganhou títulos gaúchos e esteve nas conquistas do Brasileiro. No primeiro deles, em 75, na véspera da partida contra o Fluminense, no Maracanā, o técnico Rubens Minelli reuniu os jogadores e colocou dois esquemas em debate.

Um tinha Escurinho, mais ofensivo. O outro incluía Caçapava e a marcaçāo forte para controlar as movimentaçōes de um adversário que tinha Rivellino, Pintinho, Caju e outros grandes jogadores.

Os argumentos de Minelli convenceram o grupo. O Inter entrou com Caçapava, dominou a chamda Máquina do Fluminense, venceu por 2 a 0 e chegou à decisāo contra o Cruzeiro, no Beira-Rio.

– Eu mostrei a ele como era o drible do Rivelino e como marcar – lembrou Falcāo em entrevista a ZH. – Eu dizia: ‘Ele vai levar para a direita, mas vai sair para a esquerda’. Na primeira bola que o Riva pegou, deu elástico e o Caçapa deu no meio dele. Aí ele me explicou: ‘sabe o que é Paulo? Eu fiquei na dúvida e fui no meio dele’. Era aquela figura que eu aprendi a admirar.

Nāo é só. Rivellino lembra até hoje de um treino da Seleçāo em que enfrentou Caçapava, também convocado, que estava no time reserva. Riva nāo conseguiu tocar na bola. Caçapava ganhava todas.

Caçapava era assim. Incansável. Pela força, sempre carregou a imagem de que nāo tinha técnica. Era um engano. Era também um volante técnico, de qualidade, que tinha chute forte, bom passe e, em alguns momentos, lançamento – e só por isso, por ser dono de uma grande técnica, se entendia perfeitamenfe com Falcāo e Carpegiani, dois jogadores que esbanjavam qualidade.

Ele foi sepultado em Caçapava.

 

 

 

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A campanha segura do Brasil na Série B

O grande objetivo do Brasil, todos sabem, é permanecer na Série B. Assim, o clube teria tempo suficiente para acelerar sua reorganização, completar as obras do Estádio Bento Freitas, manter o planejamento e, com mais fôlego financeiro, fazer investimentos no time para a próxima temporada.

Com 19 pontos ganhos em 12 rodadas, o Brasil faz uma campanha tão segura que já pode fazer a contagem regressiva para a permanência – e, de quebra, mantendo a proximidade com o grupo dos primeiros.

Vamos aos cálculos.

No ano passado, o Oeste escapou do rebaixamento com 44 pontos, mas a margem segura, estabelecida pelos especialistas, é 46.

Neste caso, o Brasil vai precisar de outros 27 pontos para se firmar na B.

Como há ainda 78 pontos por disputar, em 26 rodadas, o Brasil só terá de manter um aproveitamento nada complicado de 34,6%. Ou seja: bem inferior ao índice de 52% que garantiu nas primeiras 12 rodadas.

 

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Palavra de Argel: ‘Tivemos falhas coletivas’

Ricardo Duarte/DivulgaçãoArgel reconheceu: o Inter (na foto, Ernando, autor do segundo gol) errou na marcação ao Botafogo, deu espaços generosos para os contra-ataques e permitiu os gols do Botafogo. Quando começava a reagir, perdeu Fabinho, expulso, e não conseguiu chegar pelo menos ao empate no Beira-Rio.

O que ele disse:

Nos primeiros quatro, cinco jogos, conseguimos um aproveitamento fantástico. Só lá em dezembro que vamos descobrir se essa derrota valeu. Temos que ver a realidade: perdemos? Perdemos. Estamos tristes? Estamos. O campeonato está perdido? Não. Temos que pensar rodada a rodada, entender que a gente não fez um bom primeiro tempo. E não é porque jogou o fulano, beltrano ou sicrano.

– No primeiro e no segundo gol tivemos falhas coletivas. Tivemos chances claríssimas, o Anderson cabeceou na trave. Mas o lance crucial foi a expulsão do Fabinho, no meu entendimento um lance normal. Se já estava difícil, ficou muito mais difícil. No segundo tempo jogamos com o coração, fizemos duas linhas de quatro, colocamos o Alex que entrou muito bem, o Marquinhos para ganhar velocidade, e deixamos o Sasha mais centralizado. Poderíamos ter empatado.

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