Palavra de Antônio Carlos

Cada novo jogo tem servido como uma espécie de csmpo de provas para o técnico Antônio Carlos. No domingo, foi a decisão diante do Caxias, a derrota no tempo normal, a vitória nos pênaltis e a grande festa no fim. Para ele, são sinais de que o grupo de jogadores já superou o trauma do ano passado, o ano do rebaixamento.

– Foi um teste importante pelo que ocorreu no ano passado. Os jogadores estão recuperados. Foi importante lutar por esta decisão. Nos pênaltis, fizemos os cinco gols. Treinamos bastante. Isso reflete em campo.Nossa equipe deixou a desejar no primeiro tempo. Era esperado. Na última quarta-feira, houve um desgaste mental muito grande (decisão com o Corinthians, também vencida nos pênaltis), que acaba cansando os jogadores. Em jogos seguidos, você não mantém a mesma concentração. Melhoramos no segundo tempo. Tivemos mais posse de bola.

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Da série ‘Perguntar não ofende’

Uma decepção como a de domingo, quando o Grêmio ficou no empate com o Novo Hamburgo, perdeu nos pênaltis e foi eliminado da final do Gauchão, pode abalar a confiança do time em outras competições ou um grupo experiente como o de Renato não se deixa abater com frustrações assim e tem capacidade de reagir bem?

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Dica de segunda-feira

Como seria a rotina de um motorista de ônibus? É o que mostra Jim Jarmusch no por vezes melancólico, em outras alegre, filme Paterson. Está certo que não é um motorista comum. Nos raros momentos de pausa no trabalho, Paterson (é, ele tem o mesmo nome da cidade) escreve poesias em um caderno que está sempre por perto. Escreve e lê, como deixa claro para uma pequena escritora que conhece, ao se confessar fã de Emily Dickinson. Cada manhã começa do mesmo jeito, deitado ao aldo de sua mulher. A rotina é quebrada pelas hitórias que ele ouve ao longo do trabalho na direção do ônibus.

Vejam o trailer:

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Grêmio perde nos pênaltis e fica fora da decisão

Mais uma vez, o título do Gauchão não será decidido em um clássico Gre-Nal.

O competente Novo Hamburgo, melhor time do campeonato desde a primeira rodada, garantiu seu lugar na final ao eliminar o Grêmio nas cobranças de pênaltis. Depois de empate em 1 a 1 no tempo normal, o Novo Hamburgo venceu a série por 7 a 6.

Na decisão, vai enfrentar o Inter, que à tarde eliminou o Caxias também nos pênaltis. O Novo Hamburgo terá vantagem de decidir em casa por ter a melhor campanha.

O Grêmio dominou, teve maior posse de bola, mas esbarrou sempre na boa organização do adversário. Como fez ao longo do campeonato, Beto Campos preparou seu time para controlar a eventual pressão e chegar à decisão do título. Conseguiu.

Renato precisava de vitória ou de empate por mais de um gol para se classificar, já que o empate em um gol na primeira partida dava vantagem ao adversário.

Depois de uma fase inicial sem grandes chances, o Grêmio – que perdeu Edílson logo aos cinco minutos, mas ganhou Lucas Barrios, outro atacante – passou a pressionar.

Aos 21 minutos, Lucas Barrios dominou na entrada da área e chutou rastenrio, no canto direito. Um a zero. A vitória parecia encaminhada, mas nestes momentos o Novo Hamburgo mostra sua força.

Beto adiantou um pouco mais o time e, aos 28 minutos, em cobrança de escanteio, Júlio Santos subiu mais que os zagueiros e desviou de cabeça, no canto direito. Um a um.

O resultado levaria aos pênaltis – e o Novo Hamburgo tratou de garantir a vantagem.

Aos 44 minutos, Lucas Barrios só não marcou porque Mateus fez uma defesa excepcional.

Com empate (o jogo foi até os 54 minutos porque um torcedor caiu da arquibancada e parou por cinco minutos), a decisão foi para os pênaltis.

Vejam a sequência:

Maicon: chute no canto, 1 a 0.

João Paulo: canto esquerdo, 1 a 1.

Lucas Barrios: com categoria, 2 a 1.

Preto: bola na trave esquerda.

Lincoln: poderia ampliar a vantagem, mas errou.

Assis: outro erro, defesa de Grohe.

Pedro Rocha: defesa de Mateus, quarto erro na sequência.

Leo: boa cobrança, 2 a 2.

Luan: bem colocado, no canto, 3 a 2.

Pablo: chute firme, 3 a 3.

Marcelo Oliveira: 4 a 3.

Júlio Santos: 4 a 4.

Ramiro: 5 a 4.

Juninho: 5 a 5.

Arthur: 6 a 5.

Renan: 6 a 6.

Kannemann: defesa de Mateus no canto direito.

Amaral: boa cobrança, 7 a 6, Novo Hamburgo finalista.

 

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O jovem Keiller defende pênaltis e leva Inter à final

Um goleiro de apenas 20 anos, forçado a entrar em campo no início de uma decisão, numa emergência determinada pela lesão muscular de Marcelo Lomba, acabou sendo o grande herói da classificação do Inter para a final do Gauchão.

Keiller, revelação da base, entrou na decisão, defendeu um pênalti no tempo normal (chute de Gilmar aos 25 minutos do segundo tempo) e defendeu outra na série de cobranças da marca do pênalti, assegurando a vitória de 5 a 3, depois de derrota de 1 a 0 no tempo normal, na tarde deste domingo, no Centenário.

– Eu conheço o Keiller há cinco anos, joguei com ele na base e sei que ele é de defender pênaltis – elogiou o zagueiro Ortiz.

A classificação do Inter surgiu em um jogo de tensão máxima.

O Caxias precisava ao menos igualar o resultado do Inter no Beira-Rio.  Marcou forte, procurou pressionar o Inter em seu campo, teve cinco conclusões contra apenas duas do Inter. Em uma delas, fez seu gol: aos 25 minutos, Wagner cruzou da direita, Alemão descuidou-se da marcação e Júlio César cabeceou no canto. Um a zero.

Aos 37 minutos, o Inter reclamou com razão de um pênalti não marcado do zagueiro Laércio (ele usou o braço esquerdo para impedir o drible de Nico López), mas fez pouco no ataque.

No segundo tempo, o jogo ficou mais nervoso ainda. E a tensão aumentou aos 21, quando Ortiz falhou em frente à área, perdeu a bola e segurou Marlon. Pênalti. Na confusão, Brenner deu um encontrão em Daniel Bins e foi expulso.

Na cobrança do pênalti, Keiller defendeu o chute de Gilmar.

Sem um jogador, Antônio Carlos organizou o Inter em duas linhas de quatro, para evitar o segundo gol, e levou a decisão para os pênaltis.

A sequência foi assim:

D’Alessandro: chute forte, rasteiro, no canto esquerdo. Na vibração, ele comemorou na frente da torcida e provocou nova confusão. Entraram reservas, outro médico do Caxias foi expulso por invadir o campo e pedir briga com D’Alessandro.

Jajá: boa cobrança, 1 a 1.

Cuesta: cobrança no canto, forte, 2 a 1.

Reis: batida com categoria, 2 a 2.

Valdívia: chute alto, 3 a 2.

Marlon: chute rasteiro, defesa de Keiller.

Nico López: forte no canto, 4 a 2.

Júlio César: bom chute, 4 a 3.

Diego, que entrou aos 45 só para bater pênalti: chute por cima, 5 a 3.

O Inter agora espera por seu adversário na final, que sai do jogo entre Novo Hamburgo e Vale.

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Dois jogos decidem quem terá chances de ganhar o título

No ano em que o Gauchão ganhou uma valorização e tanto, a tarde e o início da noite deste domingo prometem concentrar todas as atenções de boa parte dos torcedores do Estado. Poucas vezes a dupla Gre-Nal esteve tão ameaçada de ficar fora da decisão do título. Os dois times terão de jogar dentro de seu máximo para conseguir passar por Caxias e Novo Hamburgo, que têm as melhores campanhas do ano – somando-se classificatória e quartas de final.

Caxias x Inter

Estádio Centenário, 16h

A rodada começa com o confronto entre Caxias e Inter. No primeiro confronto, no Beira-Rio, o Inter venceu por 1 a 0. Joga, portanto, por empate para chegar à final. O Caxias terá de vencer por dois gols de diferença. Se ganhar por 1 a 0 leva para os pênaltis.

Foi uma semana diferente para os dois técnicos.

Antônio Carlos Zago teve de se preocupar primeiro com o Corinthians, jogo que decidiu a classificação na Copa do Brasil. Enfrentou todo o desgaste, ganhou nos pênaltis e deu apenas descanso para os jogadores nos dias seguintes. Treinou no sábado e mantém em dúvidas a escalação, já que não terá Carlinhos.

O Caxias de Luiz Carlos Winck apenas se preparou com calma, estudando a estratégia para reverter o resultado. Winck sabe que seu time é forte quando joga em casa. Tem uma boa defesa, um meia (Wagner) que organiza o time e incomoda os adversários, e um centroavante (Gilmar) muito forte, especialmente nas bolas pelo alto.

Novo Hamburgo x Grêmio

Estádio do Vale, 19h

Melhor time do campeonato desde a primeira rodada, o Novo Hamburgo confirmou sua competência no primeiro confronto semifinal com o Grêmio. Buscou empate na Arena, acertou a trave no segundo tempo, esteve perto de surpreender.

Para seguir adiante, o Grêmio terá de vencer neste domingo ou empatar por mais de um gol, já que neste caso será favorecido pelo número de gols como visitante.

O Grêmio dá tanta importância para o confronto que decidiu utilizar reservas na partida pela Libertadores, contra o Guarani, em Assunção. Escalou o time com nove reservas e poupou os titulares. A ideia é chegar ao início da noite em condições de evitar surpresas.

Beto Campos, do Novo Hamburgo, teve uma semana tranquila, pensando apenas no jogo. Seu único problema é a ausência de Jardel, jogador importante do meio-campo, que cumpre suspensão. É um time complicado. Beto agrupa os jogadores, faz linhas próximas ao longo da partida e dificulta muito a movimentação e os toques de bola.

 

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Inter: o novo ídolo da torcida saiu da reserva

Quando surgiu a notícia de que Danilo Fernandes, maior destaque da equipe e um dos poucos a sair incólume do fracasso na última temporada, ficaria um mês afastado do time, a torcida do Inter sentiu o golpe. E agora? A responsabilidade foi então passada para o reserva Marcelo Lomba, 30 anos, que nunca esteve entre as preferências do torcedor.

Lomba então reescreveu sua história no clube.

Foi autor de pelo menos quatro defesas fundamentais no primeiro confronto com o Corinthians, foi bem diante do Caxias, na primeira semifinal do Gauchão, e virou herói na decisão contra o time paulista. Salvou o time duas vezes durante a partida e, nas cobranças de pênaltis, fez mais duas defesas (fotos) – e ajudou o Inter a seguir adiante na Copa do Brasil.

Na volta a Porto Alegre, na manhã de quinta, ele foi a maior atração. Nas entrevistas, como nesta ao G-1, ele explicou como foi decisivo:

Na hora dos pênaltis, procurei respirar fundo, focar no pensamento de que ia pegar. Pedi a Deus que a bola viesse em cima de mim. Quando chega ali é uma pressão principalmente para quem bate. Nós, goleiros, temos que manter a frieza para ter uma leitura e pegar qualquer informação que o jogador possa passar. Sempre bom voltar para casa e receber o apoio da torcida, o reconhecimento pelo trabalho, sabendo que foi fruto de uma equipe que teve bravura e determinação. Sempre tem essa recompensa, que é ver o torcedor feliz.

– Quando você passa uma grande barreira, a recompensa é maior. Muita gente achou que nós não éramos favoritos, colocavam o Corinthians em condição melhor do que a nossa. Mas temos confiança, sabemos o que temos trabalhado. É notório que o time pegou um formato de jogar. Então, isso acaba nos enchendo de alegria e dando confiança.

A PROPÓSITO

Depois de eliminar o Corinthians, com a ajuda das defesas de Lomba, o Inter terá de passar também pelo melhor time paulista e, talvez, do país, para chegar à classificação.

Serão dois jogos contra o Palmeiras, adversário definido no primeiro sorteio. No segundo, o Inter teve mais sorte. Começa fora e decide a vaga em casa, no Beira-Rio.

 

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