Grêmio esbarra na força do Atlético e perde no Mineirão

No melhor momento do time no jogo, quando a reação e o empate parecia bem possível, surgiu o lance decisivo – e que definiu a vitória por 3 a 1 do líder Atlético-MG, na noite deste sábado, no Mineirão: Éverson, goleiro que o técnico Sampaoli pediu, defendeu a bola no ataque do Grêmio e lançou para o ataque. O lançamento pegou a defesa gaúcha desprotegida, Keno avançou livre, entrou na área e desviou de Paulo Victor.

Foi o gol que provocou uma espécie de desânimo nos jogadores gremistas, um descuido que acabou sendo fatal para as pretensões da equipe na partida.

De qualquer maneira, o Grêmio esteve bem longe de conseguir um bom resultado. O Atlético foi superior o tempo todo, com exceção de 10 minutos no segundo tempo, quando fez um gol, teve chances para fazer o do empate, mas acabou surpreendido pelo contra-ataque rápido e fulminante do time mineiro.

O Atlético de Sampaoli fez o de sempre, estilo que o técnico implantou no período em que trabalhou no Santos e que levou para Belo Horizonte. Marcou adiantado, controlou as saídas de bola no adversário e procurou atacar sempre, em velocidade, utilizando-se de dois atacantes rápidos.

Assim, a derrota do Grêmio começou a se desenhar logo aos 10 minutos.

Keno, que vive uma fase excepcional, avançou pela esquerda, aproximou-se da área e chutou rasteiro, forte. Paulo Victor defendeu e o jogo seguiu. Quando o Grêmio estava no ataque, o árbitro parou o jogo e assinalou gol, alertado pelo sistema de vídeo. Paulo Victor defendeu, mas a bola já tinha ultrapassado a linha.

O Grêmio só foi pressionar no fim, com um chute de Robinho, aos 42 minutos, e um de Diogo Barbosa, aos 48.

No segundo, o Atlético repetiu a estratégia e pressionou logo de saída. Aos seis minutos, Keno, sempre ele, desviou da esquerda para o meio e chutou de pé direito. A bola desviou no corpo de David Braz e entrou no canto direito. Dois a zero.

O gol marcou o início do curto período de reação do Grêmio.

Aos nove minutos, depois de escanteio da esquerda, David Braz subiu buscando a cabeçada, não conseguiu, mas Isaque, logo atrás, desviou de pé direito. A bola ainda bateu no travessão antes de chegar à rede.

Sasha, de voleio, forçou Paulo Victor a uma grande defesa em seguida, mas o Grêmio voltou a buscar o ataque. Robinho chutou com perigo, aos 12, e Isaque cabeceou livre, aos 14, para defesa de Éverson.

Renato trocou o volante Darlan por Gulherme Azevedo, outro atacante, e mandou o time avançar, adiantando a marcação e dificultando a troca de passes do Atlético.

Bem quando o time cercava a área mineira, veio o lance surpreendente e preciso do goleiro Éverson. Ele defendeu o cruzamento e fez um lançamento preciso para o gol de Keno – que pela segunda vez consecutiva, faz três gols em um jogo (na rodada anterior, foi contra o Atlético-GO).

Com a derrota, a segunda no campeonato, o Grêmio permanece no 13º lugar (antes do complemento da rodada), com apenas 11 pontos ganhos.

Na terça, o time, já com os titulares poupados em Belo Horizonte, decide a classificação na Libertadores, contra a Universidad Católica, na Arena. No próximo sábado, encara outra vez o Inter, pelo Brasileirão.

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Marcelo Lomba salva o Inter e garante empate com São Paulo

Foram quatro defesas excepcionais – a última delas, aos 49 minutos do segundo tempo, com jeito de milagre. Foi assim que o goleiro Marcelo Lomba, que começava a ser olhado com desconfiança por torcedores, garantiu que o jogo contra o São Paulo, na noite deste sábado, no Beira-Rio, e o Inter somasse pelo menos um ponto na tabela de classificação, em outra atuação do time bem abaixo do nível apresentado em outros momentos da temporada.

Lomba se destacou especialmente no segundo tempo, no momento em que o Inter foi dominado pelo São Paulo.

Aos três minutos, Tchê Tchê entrou livre pelo lado direito e bateu rasteiro. Lomba saiu com precisão e interceptou a bola, evitando o gol.

Na cobrança do escanteio. Diego Costa bateu firme de cabeça. Lomba saltou no canto direito e desviou.

Aos 42 minutos, em lance bem parecido com o do início do segundo tempo, Igor Vinícius recebeu livre, chutou, mas Lomba estava outra vez no meio do caminho para defender.

E aos 49 minutos, em um dos últimos lances da partida, a jogada que teve jeito de milagre: no cruzamento, Daniel Alves, livre, acertou em cheio de cabeça, procurando o canto esquerdo. Lomba saltou, no estilo Gordon Banks, e desviou.

Assim, o Inter garantiu um ponto em um jogo em que esteve bem perto de perder.

Ainda bem para a torcida do Inter que Lomba se recuperou com sobras porque alguns fatos do jogo complicaram o time.

Um foi a falta cometida pelo zagueiro Zé Gabriel em Igor Gomes, aos 14 minutos do segundo tempo. O carrinho foi punido com cartão vermelho direto. Diante de um grande adversário, portanto, o Inter jogou com um a menos por pelo menos 35 minutos.

O outro foi o técnico Eduardo Coudet. Errou ao escalar o time com Marcos Guilherme, que outra vez pouco fez. Acertou ao trocar Marcos Guilherme por Moledo, para reorganizar a defesa, mas errou ao utilizar Lindoso para fechar ainda mais a defesa, quando o mais recomendável seria lançar mão de Nonato ou D’Alessandro para ao menos reter a bola.

No primeiro tempo de equilíbrio entre os times, o Inter ainda teve alguns bons momentos. Era um confronto entre dois times com esquemas semelhantes, com troca de passes, marcação adiantada, busca de espaços. Um jogo de muitos passes de intermediária a intermediária e de poucos lances de ataque.

Em um deles, aos 20 minutos, Moisés cruzou bem da esquerda, e Galhardo subiu para desviar de cabeça. Um a zero.

O São Paulo teve boa chance com Pablo aos 24 e marcou um minuto depois: na cobrança de falta da direita, Pablo desviou de leve de cabeça, a bola bateu na perna de Luciano e entrou no canto. Um a um.

No segundo, o Inter não teve uma única conclusão, até porque ficou com um jogador a menos a partir dos 14 minutos. Foram quatro chances claras do São Paulo e muitas conclusões erradas – mas sempre com iniciativa dos são-paulinos.

O Inter recuou para garantir ao menos o empate, sem alternativas para contra-ataques.

Pode agora terminar a rodada já mais distanciado da liderança.

Neste domingo, o time viaja para Colômbia, local do jogo de terça-feira contra o América, pela Libertadores.

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Antes da Libertadores, os dois grandes confrontos da Dupla

A vida da dupla Gre-Nal não tem sido nada fácil neste setembro ainda de pandemia. Encararam o Gre-Nal na quarta-feira, terão dois confrontos para lá de complicados neste sábado, pelo Brasileirão, vão encarar partidas que podem definir a classificação para a Libertadores na terça-feira e, no próximo sábado, mais uma vez estarão frente a frente no clássico. É a dureza do calendário.

Inter x São Paulo

Beira-Rio, 19h

Ainda tentando resolver e deixar de lado os estragos provocados pela derrota no Gre-Nal, o Inter entra em campo no início da noite para enfrentar um dos grandes do futebol brasileiro e candidato natural a disputar o título.

O São Paulo de Fernando Diniz ocupa o terceiro lugar na tabela, com 18 pontos, a apenas dois do Inter, que ocupa a segunda posição.

Eduardo Coudet deve fazer muitas mudanças no time, até porque precisa se preocupar com o jogo da terça, na Colômbia, contra o América.

Ainda suspensos na Libertadores, Moisés e Edenílson devem jogar, mas o resto é uma imensa dúvida. O mais provável é que Coudet escale um time misto, apostando na volta da força que o time costuma mostrar no Beira-Rio.

Atlético-MG x Grêmio

Mineirão, 21h

Renato já decidiu: apesar da força do adversário, o Grêmio terá um time misto, bastante modificado, para o confronto com o Atlético-MG de Sampaoli, líder do Brasileirão.

A ideia é poupar titulares importantes para o confronto pela Libertadores que, em caso de vitória, assegura por antecipação a classificação do time para a próxima fase.

O técnico confia em aproveitar os generosos espaços que o esquema ofensivo do Atlético costuma oferecer para os contra-ataques dos adversários. Por isso, Pepê, herói do Gre-Nal e jogador que ainda busca recuperar o ritmo normal, será mantido no time. A velocidade do jogador pode ser fator de desequilíbrio em um jogo assim.

O Grêmio busca pontos para subir na tabela. No momento, está no 12º lugar, com 13 pontos, um aproveitamento de apenas 43% nas 10 rodadas do Brasileirão.

O adversário é líder, com 21 pontos e 70% de aproveitamento.

 

 

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Inter: uma boa solução para Coudet

O resultado do Gre-Nal e, principalmente, a atuação ruim talvez forcem o técnico Eduardo Coudet a alguns recuos no processo de formação da equipe.

Explico.

Quando Paolo Guerrero rompeu os ligamentos do joelho e entrou no longo processo de recuperação, Coudet encontrou a solução no próprio time. Adiantou Thiago Galhardo para o lugar de Guerrero e completou o meio com outro jogador.

O resultado disso, todos sabem. Galhardo passou a ser um dos destaques, a fazer gols e disputar a posição de goleador com outros atacantes e acabou premiado com o troféu de melhor jogador brasileiro no mês de agosto.

Nos últimos jogos, Coudet decidiu aproveitar o reforço Abel Hernández e outra vez recuou Galhardo. Forçado a desempenhar múltiplas funções, Galhardo ficou longe demais do gol (mesmo assim, foi dele o melhor lance de ataque do Inter no clássico) e já não apresentou as atuações de antes.

Abel pode até firmar-se como solução, quando recuperar o ritmo (estava havia mais de seis meses sem jogar) e a forma física, mas por enquanto o melhor caminho é o de antes.

Técnicos costumam não abrir mão de suas convicções, mas neste momento o melhor é seguir o ensinamento de alguns estrategistas, recuar alguns passos para avançar com mais força em seguida.

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Das leituras

“(…) Mentiras não deixam de ser mentiras quando alguém acredita nelas – tornam-se apenas mais perigosas… Entre as muitas formas de manipulação baseadas na impostura, uma das mais atuais é aquela que se chama em inglês de gaslighting. Está na Wikipedia: ‘forma de abuso psicológico no qual informações são distorcidas, seletivamente omitidas para favorecer o abusador ou simplesmente inventadas com a intenção de fazer a vítima duvidar de sua própria memória, percepção e sanidade“.

(Sérgio Rodrigues, jornalista e escritor, em coluna na Folha de S.Paulo)

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Como é?

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Solidariedade com o drama dos colegas? Nem pensar

Há muito tempo, perdi a esperança de ver os jogadores de futebol reagirem com a força que têm como categoria. Os brasileiros, bem entendido. Eles não se organizam, não enfrentam os cartolas, submetem-se a exigências que argentinos e uruguaios, os vizinhos de América do Sul, há muito rejeitam.

Temos um novo e constrangedor exemplo agora.

Com mais de 20 pessoas contaminadas pela covid, na volta do Equador, entre elas 17 jogadores, mais o técnico, o Flamengo pediu que o jogo de domingo fosse adiado. A CBF, como sempre, não tomou qualquer decisão.

Em São Paulo, o Palmeiras se manifestou contra o adiamento – o que já é um absurdo. Em vez da solidariedade, a tentativa de tirar vantagem.

Mas o pior veio em seguida. O Sindicato dos jogadores de São Paulo protestou e anunciou que vai entrar na Justiça, em nome de todos os profissionais, para evitar a realização da partida.

Sabem o que fizeram os jogadores do Palmeiras?

Anunciaram que querem entrar em campo e que o Sindicato não os representa. O Sindicato da categoria, aquele a que eles recorrem sempre que os direitos de imagem são judicializados.

Ou seja: na hora de tomar uma posição corajosa, de enfrentamento, os jogadores do Palmeiras enfraqueceram a própria categoria.

É uma categoria alienada, com as honrosas exceções de praxe.

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Gre-Nal é assim

O Gre-Nal, historicamente, distorce a realidade. O vencedor muda de patamar em apenas uma partida.

Renato se deu ao luxo de transformar a entrevista coletiva em um longo desabafo, em ataques e ofensas aos jornalistas, a ponto de encarar a opinião manifestada em uma coluna em padrão de toda a imprensa. Leu o título de uma coluna (uma única coluna) e falou em manchetes, como se toda a imprensa tivesse feito o mesmo.

A distorção ocorreria se o Inter vencesse. Aí, toda a razão estaria no outro lado, e Renato teria de explicar por que a fase de irregularidade do time insistia em não terminar.

Ainda bem que o gaúcho já está habituado com tudo isso.

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Resultado do Gre-Nal altera as projeções do grupo

Desta vez, o clássico Gre-Nal não abalou apenas o ambiente do derrotado e animou o do vencedor. A situação do Grupo E da Libertadores também sofreu algumas mudanças importantes.

Antes do clássico, o Inter vivia uma situação tranquila, líder com sete pontos ganhos e com chances de encaminhar a classificação com um bom resultado diante do rival.

Agora, a situação é bem diferente.

O Grêmio, com sete pontos ganhos, terá seus dois últimos jogos na Arena, contra Universidad Católica, na próxima terça-feira, e América, dia 22 de outubro.

O Inter terá de buscar os pontos que faltam na Colômbia e no Chile, contra os dois adversários que ainda disputam classificação.

Apesar da mudança, a dupla Gre-Nal tem grande vantagem e deve se classificar para as oitavas.

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O método e o mundo de Paulo Freire

(Lição rápida para entender por que a ditadura e os bolsominions odeiam Paulo Freire)

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