Inter escala os titulares, Grêmio aposta nos reservas

A última das 11 rodadas da fase de classificação do Gauchão, marcada para a noite desta quarta-feira (todos os jogos começam às 21h45min), decide de alguma forma praticamente o futuro de todos os participantes – na parte superior da tabela ou na de baixo.

Todos os times disputam partidas decisivas.

É a chamada superquarta.

No Inter,  depois de admitir a possibilidade de escalar reservas contra o bom time do Cruzeiro, o técnico Antônio Carlos mudou de ideia. Foi a melhor decisão.

No momento, o Inter está em sexto lugar, com 14 pontos, a três do próprio Cruzeiro. Vitória, portanto, deixa o time empatado em pontos e com chances de ganhar também no saldo, já que a diferença atual é de dois gols.

E o adversário não é nada fácil. O bem organizado Cruzeiro (17 pontos) tem apenas uma derrota em 10 jogos, com quatro vitórias e cinco empates.

O local da partida só foi definido na véspera. O Inter teve seu pedido de efeito suspensivo da perda de dois mandos de campo, por causa das confusões de sua torcida em Veranópolis, atendido em parte. Joga em Bento, mas poderá abrir o Beira-Rio nas quartas de final.

No Grêmio, a decisão está tomada.

Renato vai escalar reservas. É um risco.

Está certo que há necessidade de poupar titulares por causa da sequência de jogos, mas a situação na tabela pode se complicar com o jogo da noite contra o São Paulo, em Rio Grande.

Por quê? Vamos lá: o Grêmio tem 17 pontos ganhos, mesmo número do Cruzeiro, e está a dois do Veranópolis. Ou seja: derrota combinada com empate do Cruzeiro e vitória do Veranópolis, tira o time do grupo dos quatro primeiros. Difícil? Sim, mas possível.

Até porque o São Paulo, com nove pontos, faz em seu estádio, diante de sua sempre entusiasmada torcida, um jogo decisivo. Só a vitória afasta o time de Rio Grande da ameaça do rebaixamento, já que Ypiranga (oito) e Passo Fundo (seis) podem alcançá-lo.

Mesmo assim, Renato decidiu escalar os reservas. É uma equipe reforçada por Leo Moura, Gaston Fernandez e o novo zagueiro, Rodrigo, entre outros, mas vai enfrentar uma partida complicada – como quase todas no Aldo Dapuzzo.

A rodada será completada por Juventude x São José, Ypiranga x Caxias,

 

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E o papai que estava aqui?

Da série Vídeos para começar bem o dia: gêmeos, pai e tio confundem a cabeça do bebê.

Vejam:

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A Seleção de Tite dá mais um show. Desta vez, no Itaquerão

Em uma Seleção que tem Neymar, o nome mais aplaudido pela torcida quando o sistema de som anunciou a escalação foi o do técnico. Em meio ao jogo, pelo menos duas vezes, em coro, as 44 mil pessoas presentes no Estádio Itaquerão gritaram “Tite, Tite”. O técnico nascido em um distrito de Caxias, revelado no futebol do Interior e consagrado no país merece. Ele recuperou o futebol e a imagem da Seleção Brasileira.

Ao superar o Paraguai por 3 a 0, na noite desta terça-feira, a Seleção de Tite chegou à oitava vitória consecutiva nas Eliminatórias – além do amistoso de janeiro contra a Colômbia. São 24 pontos ganhos na sequência, a liderança isolada e a classificação praticamente assegurada para a próxima Copa do Mundo, na Rússia.

Além do futebol competitivo e técnico, de troca de passes, a Seleção tem média de três gols por partida – e conta com Neymar na melhor fase da carreira, um jogador técnico, objetivo e que, apesar de sofrer uma série de faltas, aprendeu a se controlar e não reclamar. Volta ao jogo e responde às agressões com futebol.

Diante dos duros paraguaios, que marcaram o tempo todo e tentaram sufocar as saídas de bola, a Seleção mais uma vez deu show. Seis dias depois de golear o Uruguai em Montevidéu, repetiu o espetáculo de futebol contra o Paraguai de Arce.

Como os estavam excessivamente preocupados em controlar Neymar, outro grande jogador abriu caminho para a vitória. Aos 34 minutos, Philippe Coutinho avançou em diagonal a partir da direita, tocou a Paulinho, recebeu de volta e bateu de esquerda, rasteiro, no canto direito. Um a zero.

No segundo tempo, a Seleção acelerou ainda mais – contando com o desgaste físico dos paraguaios. Aos cinco minutos, Neymar entrou a dribles na área e caiu. O árbitro deu pênalti. O próprio Neymar bateu, mas o goleiro defendeu.

Aos 18 minutos, o segundo gol saiu com a assinatura de Neymar: ele arrancou do campo da Seleção, driblou dois paraguaios em velocidade e avançou em direção à área. Já entre os zagueiros, ele chutou procurando o canto. A bola desviou em Riveros e chegou à rede. Dois a zero.

Se o segundo gol teve a marca de Neymar, o terceiro mostrou a nova fase da Seleção de Tite: Marcelo dominou no meio, tocou a Philippe Coutinho, que passou a Paulinho, que, com um leve toque, passou a Marcelo já na área. Na saída do goleiro, ele tocou por cobertura. Um golaço. Três a zero.

A torcida foi à loucura, gritou mais uma vez o nome de Tite e deixou o técnico que passou o Brasil do sexto lugar para a liderança claramente emocionado.

Agora, a Seleção só volta às Eliminatórias em agosto. Dia 31, enfrenta o Equador. Dia cinco de setembro, viaja para enfrentar a Colômbia.

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O homem que largou tudo para viver entre os pobres

Eduardo Marinho nasceu em família de classe média alta, estudou em bons colégios, iniciou carreira militar, foi bancário, entrou para a Universidade, mas um dia decidiu largar tudo. Enquanto a família rompia com ele, Eduardo começava uma nova fase de vida, morando em comunidades pobres, usando sua arte para se sustentar.

Virou palestrante, onde explica seu modo de vida e passa lições que julga fundamentais. O vídeo abaixo foi sugerido por Kiko Marques, um dos leitores do Blog. Nem todos vão concordar com os argumentos, mas vale a pena assistir, ouvir com atenção e pensar no que Eduardo propõe como filosofia de vida:

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Seleção volta a campo. Em busca de sua oitava vitória

Aos poucos, no embalo do trabalho competente e vitorioso de Tite, a Seleção Brasileira vai recuperando sua magia. Em um passado bem recente, assistir a jogos da equipe funcionava como um sonífero, pelos defeitos, a falta de organização e a pouca confiança que ela dava ao torcedor. Agora, não.

Com Tite, a Seleção venceu as sete últimas partidas das Eliminatórias, passou do sexto lugar para a liderança absoluta do grupo, com vaga praticamente assegurada na Copa da Rússia, e voltou a empolgar a torcida com goleadas como a de 4 a 1 sobre o Uruguai, no Estádio Centenário.

Para completar, Tite recuperou o prestígio de uma geração toda de jogadores brasileiros, cuja qualidade já era colocada em dúvida por torcedores e analistas. Deu organização tática à equipe e enquadrou até Neymar, hoje um jogador que usa seu talento insuperável para a própria estratégia de jogo.

Por tudo isso, é certo que o Itaquerão vai lotar na noite desta terça-feira para o confronto com o Paraguai do ex-lateral do Grêmio Arce. Será o oitavo jogo oficial de Tite.

O jogo começa às 21h45min.

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Miller Bolaños e a conversa com Daronco

Pouco antes da saída de bola para o segundo tempo do jogo de sábado, na Arena, o atacante Miller Bolaños e o árbitro Anderson Daronco tiveram uma curiosa e isolada conversa no centro do campo. Bolaños falou, depois escutou Daronco dar alguma explicação e, finalmente, estendeu a mão e cumprimentou o árbitro.

O que eles teriam conversado tanto, um atento à fala do outro?

O assessor de imprensa do Grêmio, João Paulo Fontoura, perguntou a Bolaños e me respondeu. Eles falaram sobre o jogo Brasil x Grêmio, em Pelotas, no último dia 15 de março. Aos 19 minutos do primeiro tempo, bem na frente da área técnica do Brasil, Bolaños ergueu o braço direito, acertou o rosto do lateral Marlon e, depois de provocar protestos dos adversários, levou o cartão amarelo.

Foi o terceiro dele – o que impediu sua escalação na partida seguinte contra o Veranópolis.

Bolaños deve ter gostado do que ouviu (até porque poucos árbitros brasileiros, nem todos com a maturidade e a experiência de Daronco, se dispõem a conversar com os jogadores), como mostrou seu aperto de mãos em seguida.

A ambientação do equatoriano ao clube, à cidade e ao futebol brasileiro passa também por situações prosaicas como esta da conversa no centro do campo. Ele parece bem mais à vontade e, um ano depois, confirma nos jogos que o alto investimento do Grêmio – que em certo momento de dificuldades chegou a ser questionado – valeu a pena.

Renato, por exemplo, não esconde mais o entusiasmo pelo jogador que, segundo repetiu na entrevista, é o melhor definidor do time. Quando tem a chance, dificilmente desperdiça.

Bolaños já é o principal jogador da equipe e do esquema de Renato.

 

 

 

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A questão Nico López: Antônio Carlos acerta ou erra?

Desde o início da temporada, o uruguaio Nico López tem sido uma das boas novidades do Inter. Foi bem nos jogos da Copa do Brasil, teve participação importante no segundo tempo do Gre-Nal e, em algum momento, ficou claro para a torcida que ele continuaria titular, já com a forma física e técnica recuperada.

Ele próprio admitiu a mudança em entrevista no final de semana. Falou da boa fase, da melhor ambientação no clube, do plano de ser um dos goleadores da temporada.

No último domingo, surpreendentemente, Nico López foi para a reserva, onde permaneceu o tempo todo. Mostrou desconforto, decepção e nem participou da rodinha de bobo dos reservas no intervalo.

Na entrevista, o técnico Antônio Carlos Zago disse que precisava dar chance para que outros jogadores recuperassem o ritmo, entre eles Valdívia, escolhido para começar a partida contra o São José.

O torcedor que foi ao Vale mostrou-se irritado com a escolha, gritou em coro o nome de Nico López e vaiou o técnico por manter o jogador na reserva o tempo todo.

É uma situação estranha.

Pode prejudicar a evolução de um atacante que estava claramente em crescimento.

Perguntas aos torcedores:

– Zago acerta ou erra ao pensar em dar espaço a outros jogadores?

– Nico López já não merece ser definido como titular?

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