Aimoré x Inter: domingo de torcida reduzida em São Leopoldo

Ricardo Duarte/DivulgaçãoLogo depois da vitória contra o Passo Fundo, o técnico Argel revelou que iria rever o jogo quando voltasse para casa. Se fez isso mesmo, ele deve ter confirmado, mais uma vez, os motivos para a impaciência da torcida na quinta-feira, no Beira-Rio: lentidão no meio-campo, falta de efetividade no ataque e descuidos nos contra-ataques do adversário.

Contra o Passo Fundo, ele fez duas mudanças: Jackson na defesa, em lugar de Réver, e Marquinhos no meio, na vaga de Anderson. É provável que ele desista de pelo menos uma das trocas – a de Marquinhos – para a partida da tarde deste domingo, contra o Aimoré, em São Leopoldo, porque ficou claro que o jogador não conseguiu render o suficiente na linha de três jogadores de meio.

A vitória faz o Inter ultrapassar o Grêmio na tabela e se firmar entre os primeiros.

O Aimoré viveu um drama na sexta-feira: o estádio só foi liberado no fim da tarde e com limitações. A capacidade foi reduzida em dois mil lugares por exigência dos Bombeiros, que não liberaram parte das arquibancadas. Assim, resta apenas o setor de sociais, com espaço para mil pessoas e sem barra de separação.

– Estamos perdendo R$ 100 mil – lamentou André Luís Schu.

O jogo começa às 17h

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No 100º jogo da Arena, Grêmio é surpreendido pelo São José

Lucas Uebel/DivulgaçãoNo 100º jogo na Arena, na despedida da torcida antes da viagem para o México, local de estreia na Libertadores, o Grêmio foi surpreendido pelo São José e perdeu por 2 a 0, na noite desta sexta-feira.

Com o resultado, o São José é líder do Gauchão, com 10 pontos ganhos em quatro rodadas, nenhum gol sofrido. Mais importante: dos dez pontos, quatro foram conquistados nos confrontos com a dupla Gre-Nal (um no empate com o Inter, três na vitória sobre o Grêmio). Além disso, tem o segundo goleador do campeonato, o centroavante Eliardo, 24 anos e cinco gols.

O Grêmio baixou para o terceiro lugar.

O jogo mostrou um time bem organizado, com defesa segura, um goleiro (Fábio) quase perfeito e ataque rápido, causando problemas para o favorito Grêmio desde o início. Mesmo assim, com maior posse de bola e domínio, o Grêmio de Roger teve inúmeras chances de marcar – mas esbarrou sempre em Fábio.

No fim do primeiro tempo, o São José atacou em velocidade e, no cruzamento, Eliardo desviou de Marcelo Grohe. Um a zero, surpresa na Arena.

No segundo, em nenhum momento o Grêmio conseguiu se impor como a torcida queria. Não teve soluções no meio, encontrou dificuldades para superar a marcação e quando teve chances, Fábio apareceu sempre para defender com segurança.

Aos 42, o São José definiu a partida: ao tentar afastar, Kadu acabou dando um bom passe para Guilherme, que chutou forte, rasteiro, no canto esquerdo. Dois a zero.

O Grêmio viaja neste sábado para o México, com escala no Peru.

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Frases que fazem pensar

“(…) Quando vemos que milhões de pessoas fogem da Líbia e da Síria para a Europa, temos que nos perguntar o que aconteceu nos últimos 300 anos para chegar a isto (…) Há apenas 15 anos, não existia o tipo de conflito que observamos hoje no Oriente Médio. É consequência da invasão estadunidense ao Iraque, que é o pior crime do século. A invasão britânica-estadunidense teve consequências horríveis, destruíram o Iraque, que agora está classificado como o país mais infeliz do mundo, porque a invasão cobrou a vida de centenas de milhares de pessoas e gerou milhões de refugiados, que não foram acolhidos pelos Estados Unidos, e tiveram que ser recebidos pelos países vizinhos pobres, obrigados a recolher as ruínas do que nós destruímos. E o pior de tudo é que instigaram um conflito entre sunitas e xiitas que não existia antes (…)”

(Noam Chomsky, 87 anos, linguista, filósofo, analista político, considerado o pai da linguística moderna, na CartaMaior, ao analisar a atual situação do Oriente Médio e suas causas)

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Grêmio tenta a quarta vitória, antes da viagem ao México

Lucas Uebel/DivulgaçãoO time titular do Grêmio faz contra o São José, no início da noite desta sexta-feira, na Arena, em jogo antecipado da quarta rodada, uma espécie de despedida da torcida. No sábado, a delegação começa a longa viagem ao México, local da estreia na Copa Libertadores de 2016, contra o Toluca.

Roger escala todos os titulares disponíveis – até porque, a não ser que surja algum imprevisto, deve ser o time que enfrenta os mexicanos. Sem Bolaños, ainda não liberado, e sem Walace, o volante que se machucou na partida contra o Coritiba.

O técnico volta à formação habitual.

Kadu segue na zaga, mas Fred tem boas chances de ganhar a posição nas próximas partidas, já que mostrou segurança no jogo contra o Veranópolis. No meio, Edinho ganha a posição de volante titular, e Giuliano, recuperado da lesão no pé esquerdo, jogou até os 15 minutos da partida em Veranópolis (foto), resistiu bem e reassume o lugar ao lado de Douglas.

O Grêmio é líder, com três vitórias.

O São José é uma das boas surpresas deste início de campeonato, com sete pontos em três rodadas, ocupando a primeira parte da tabela de classificação.

O jogo começa às 19h30min.

 

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As explicações de Argel

Ricardo Duarte/DivulgaçãoArgel mudou a escalação para o jogo contra o Passo Fundo, utilizou Marquinhos desde o início, apostou em Jackson na zaga, mas viu sua equipe ter dificuldades inesperadas diante de um adversário que ainda não venceu o campeonato. Houve falhas na defesa, lentidão no meio e menos produção ofensiva.

Para complicar, o técnico perdeu Vitinho (foto), no fim do primeiro tempo, que sentiu uma lesão muscular. Além disso, diante da insegurança com os ataques do Passo Fundo, ouviu a torcida vaiar no final.

– É normal, faz parte do futebol – disse Argel na coletiva. – O torcedor paga o ingresso, tem o direito de vir aqui, elogiar ou não. Não fizemos uma boa partida. Temos apenas 30 dias de trabalho, mas mesmo assim controlamos, tivemos posse de bola. O adversário também impôs dificuldades. Se tivesse jogado assim todos os jogos, não estaria nessa situação. Mas a obrigação é nossa. As pessoas querem 4 a 1, 5 a 1, porque o Inter é um clube grande. Estamos testando alternativas táticas, dando oportunidades aos jogadores, mas temos uma espinha dorsal definida.

Contra o Aimoré, no domingo, é bem provável que Argel mude o time e volte a escalar Anderson desde o inicio.

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São Petersburgo vista do alto

Da série Vídeos para começar bem o dia: imagens deslumbrantes da histórica São Petersburgo, na Rússia, captadas pelas câmeras de um drone.

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Inter vence Passo Fundo. Com dificuldades

Ricardo Duarte/DivulgaçãoO Inter voltou a ter maior posse de bola (superior a 60% nos dois tempos), dominou, venceu o Passo Fundo por 2 a 1, no início da noite, no Beira-Rio, subiu na tabela com a segunda vitória em três jogos, mas teve bem mais dificuldades do que esperava.

Paulo Porto, estreante no Passo Fundo, organizou seu time com cuidados defensivos, mas sem permitir que o Inter pressionasse desde o início, como fez diante do Ypiranga. E, no segundo tempo, além de buscar o empate, claramente perturbou o Inter e intranquilizou a torcida até o último lance – uma bola cabeceada por Amaral para a defesa de Alisson.

Argel escalou o Inter com Jackson na defesa e Marquinhos na linha de meio para ter mais velocidade. Nāo conseguiu ver a defesa segura como queria, nem teve as jogadas esperadas de Marquinhos.

Ao contrário do Inter, especialmente no segundo tempo, o Passo Fundo do estreante Paulo Porto teve velocidade. Sempre que recuperava a bola, avançava com três ou quatro jogadores. Resultado: teve oito conclusōes contra cinco do Inter.

Diante de um adversário com duas derrotas e duas goleadas, o torcedor esperava domínio absoluto e muitos gols. No jogo, nāo foi o que se viu. Foram menos chances de gol e menos pressāo.

Apesar de algumas dificuldades, o Inter fez o gol logo aos 13 minutos. Alex cruzou, a defesa se atrapalhou, Fernando Bob tocou de cabeça e Sasha completou. Um a zero.

No segundo tempo, Paulo Porto adiantou sua marcaçāo e buscou atacar com vários jogadores. Passou a chegar ao ataque com mais frequência e acabou premiado aos 14 minutos com um gol excepcional: Renan, que o técnico planejava substituir, bateu da intermediária e acertou o ângulo esquerdo. Um a um.

Em um dos últimos lances, Vitinho caiu logo ao bater falta e foi substituído com lesāo muscular. Aylon entrou.

Argel trocou Alex, já cansado, pelo garoto Andrigo, e viu seu time chegar ao gol aos 23 minutos. Foi outro golaço: o lateral-esquerdo Artur (foto) recebeu pela meia-esquefda e bateu. A bola entrou no ângulo direito. Foi o primeiro gol do lateral no time principal do Inter.

A partir daí, o Inter passou a ter dificuldades. Nos contra-ataques do Passo Fundo, a torcida via cada vez mais espaços entre os zagueiros. Na retomada, faltava velocidade. Aylon, que o torcedor esperava ver na posiçāo de centroavante, jogava pelo lado. Foi discreto.

O Inter poderia ampliar aos 33, quando Sasha tentou duas vezes. Na primeira, o goleiro defendeu. Na volta, tocou por cobertura e foi a vez do zagueiro Gustavo salvar.

O Passo Fundo teve conclusōes aos 30, 32, 44 e 46, quando Roggia, jogador revelado pelo Inter, avançou em diagonal, evitou Paulāo e só nāo marcou porque chutou fraco. Para aumentar a impaciência do torcedor, o último lance foi do Passo Fundo: no escanteio, Amaral cabeceou livre. Alisson defendeu.

Irritada, a torcida vaiou.

Argel insiste que o Inter está passado por ajustes. Vai precisar dar mais atençāo à defesa e reorganizar o meio.

O Inter volta a campo no domingo. Enfrenta o Aimoré em Sāo Leopoldo.

 

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