Roger: ‘É importante se defender bem’

“Precisamos valorizar a atuação com o resultado, contra um adversário que é forte jogando na sua casa, motivado pela troca do comando e posição acima da gente. A gente não imagina que vá fazer um jogo em que vá dominar o tempo inteiro contra os aspirantes às posições na primeira parte da tabela. Importante quando não temos o controle é se defender bem. Com exceção da parte final do jogo, com as trocas que o Enderson fez, que empurraram o Bahia para frente, tivemos um bom controle. Mas ficar excessivamente preocupado porque no jogo de hoje, fora de casa, com um grande adversário, tivemos menos chances, não me preocupa até este momento.”

(Roger Machado, ao analisar o empate com o Bahia e valorizar o resultado, apesar de todas as dificuldades mostradas pelo Grêmio)

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Duas questões para Mano Menezes

(Foto Ricardo Duarte/Divulgação Inter)

A escalação de um time reserva contra o Ceará

“Não tem como uma equipe com tantos jogadores que não atuam há tanto tempo não cair de rendimento na segunda parte. Nossa felicidade foi que o Ceará também estava desgastado por uma sequência. Então administramos o empate. Saímos com uma boa impressão. Ganhamos jogadores. Se compararmos às dificuldades de todos que mexeram como fizemos, temos que elogiar a atitude da equipe, a entrega dos jogadores. A ideia que estabelecemos foi capaz de nos dar, no mínimo, um ponto”.

O apelo pelo apoio da torcida na decisão contra o Colo-Colo

“Começamos a nos mobilizar com as atitudes que tomamos. O torcedor sabe que estamos mobilizados, tanto que tomamos esta atitude de risco aqui (ao escalar reservas contra o Ceará, no sábado). A equipe se portou bem. É a primeira resposta”.

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Dica de segunda-feira

Para muitos críticos, é a melhor série de 2022, forte candidata a superar todas as outras no fim da temporada. Há boas razões para isso. Ruptura (Severance), da Apple TV, mostra um mundo em que o tempo das pessoas é dividido pela tecnologia.

Nas oito horas em que estão no trabalho, os funcionários de uma grande empresa não lembram nada do mundo exterior. No fim do expediente, quando deixam o trabalho, um chip implantado no cérebro apaga o que houve no trabalho. É o período em que eles não lembram nada do que fizeram e passam a viver a rotina externa.

Aos poucos, surgem os conflitos e as contestações, que levam cinco funcionários e lutar contra as limitações provocadas pela tecnologia. A Apple já disponibilizou o primeiro ano da série, boa parte dela com direção de Ben Stiller.

Vale muito a pena conferir.

Vejam o trailer:

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No Grêmio da solidão de Diego Souza, novo empate

Sempre que as câmeras fechavam em Diego Souza, ele aparecia gesticulando, argumentando sem disfarçar a irritação, tentando organizar o futebol do Grêmio a partir do meio-campo. Não adiantou.

Até sua substituição, aos 38 minutos do segundo tempo, Diego Souza (foto)não recebeu um único bom passe capaz de permitir alguma tentativa de conclusão.

Se não houve soluções no meio e no ataque, Diego Souza teve tempo ao menos de observar outro bom desempenho do sistema defensivo, especialmente de Pedro Geromel e do goleiro Gabriel Grando, e garantir ao menos o empate em 0 a 0, diante de 42.478 torcedores na tarde deste domingo, na Fonte Nova.

O empate mantém o Grêmio no quarto lugar, com 26 pontos ganhos, três atrás do Bahia e três acima do Criciúma, que aparece em quinto. Na próxima rodada, o adversário será o Náutico, na Arena.

Os números da campanha do Grêmio explicam a impaciência de seu goleador. O time está invicto há 10 jogos, mas fez apenas sete gols nesta fase. Três terminaram em 0 a 0.

As atuações do Grêmio nesta Série B mostram que Roger Machado corrigiu os problemas do sistema defensivo, mas ainda parece longe de encontrar soluções para as carências do meio-campo e do ataque. E, ao contrário do que defendia em boa fase da carreira, hoje parte para o pragmatismo. Se o time não tem forças para sufocar o adversário, ao menos que garanta o empate para se manter na zona de classificação.

Para o torcedor é uma angústia permanente, a tal ponto que quase viu seu time perder o jogo aos 47 minutos do segundo tempo, quando Rodallega aproveitou descuido de Bruno Alves e chutou na trave.

Foi o maior susto, mas não o único. Depois de um primeiro tempo em que os dois times fizeram um confronto equilibrado, com muito esforço e pouca qualidade, o Bahia melhorou no segundo e passou a buscar a vitória, diante de um Grêmio que quase nada fez no ataque. Foram sete conclusões do time baiano, algumas com muito perigo, contra apenas uma do Grêmio, um chute alto de Rodrigo, até porque Janderson e Campaz tiveram outra atuação discreta.

Aos sete minutos, Gabriel fez a primeira de suas defesas decisivas, em chute de Rodallega. Aos oito, Mugni bateu falta por cima. Aos 14 e 22, outras tentativas de Rodallega. Aos 29, o mesmo Rodallega acertou em cheio. Gabriel defendeu. E, aos 47, depois de erro de Bruno Alves, Rodallega ficou livre, mas na pressa em concluir, acertou a trave esquerda.

Roger fez várias trocas no pior período do time na partida, mas pouco mudou.

A grande notícia para o torcedor do Grêmio, na tarde de empate em Salvador, foi a volta de Ferreira (foto superior) ao futebol, depois de 75 dias. Fez pouco, até porque está claramente fora de ritmo, vai precisar de mais algum tempo, mas é um reforço considerável para um time que segue com dificuldades no ataque e uma chance de fazer campanha melhor no segundo turno.

O Grêmio volta a campo sexta-feira.

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Bahia x Grêmio: confronto entre integrantes do G-4

(Foto Lucas Uebel/Divulgação Grêmio)

Não é apenas um jogo para cumprir o que determina a tabela. Grêmio e Bahia, adversários da tarde deste domingo, na Fonte Nova, são dois dos favoritos para a classificação – e disputam, neste confronto, posições no G-4.

O Bahia tem vantagem. Joga em casa, diante de sua sempre entusiasmada torcida, e procura ampliar ou a menos manter a distância para o Grêmio. No momento, ocupa o terceiro lugar, com 28 pontos ganhos, a três do time gaúcho.

O Grêmio busca mudar a situação. Se vencer, chega aos 28 pontos e só não toma o terceiro lugar porque tem menos vitórias na competição.

Roger Machado deve manter a estrutura da última partida, na Arena, quando superou o Londrina. A ideia é escalar dois zagueiros, a menos que Roger decida ampliar a cautela, e Campaz no meio, para dar velocidade à chamada transição entre defesa e ataque.

O jogo começa às 16h.

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Inter, com reservas, fica no empate com o Ceará

(Foto Ricardo Duarte/Divulgação Inter)

Mesmo com um time inteiramente reserva, o Inter volta a Porto Alegre com um empate em 1 a 1 com o Ceará, na noite deste sábado, no Castelão, em Fortaleza, em um jogo complicado pela atuação ruim do árbitro Rodolfo Marques – um daqueles que permite que cada lance seja tumultuado por discussões e empurrões entre os jogadores.

No primeiro tempo, apesar da série de interrupções, houve futebol bem disputado. No segundo, nem isso.

No período em que houve futebol, o time reserva recuperou-se no jogo, chegou ao empate e teve inúmeras chances de virar e garantir os três pontos. Só não marcou mais porque Wesley desperdiçou mais uma chance de conseguir espaço entre os jogadores de Mano Menezes. Logo aos 30 segundos, por exemplo, ele recebeu uma bola livre, na área, mas ao tentar a conclusão escorregou e chutou para fora. Pouco depois, aos 16, ele novamente não conseguiu definir com força. E o terceiro e pior momento, deixou a bola bater em sua perna, na frente do gol aberto, e perdeu a chance. Bastava um toque – mas ele não teve reflexo para isso.

No melhor momento do Inter, o Ceará marcou. Aos 17 minutos, Heitor falhou ao tentar interceptar a bola, Castillo entrou livre na área e, ao disputar com Keiller, caiu. O árbitro interpretou como pênalti, que Lima bateu bem, aos 19 minutos, para fazer 1 a 0.

O Inter reagiu rápido. Aos 21, Taison tabelou com Wesley e chutou forte para defesa complicada do goleiro. Aos 23, Taison sofreu falta no lado esquerdo da área. Ele mesmo cobrou, com categoria, levantando a bola para o desvio de cabeça de Moisés. Um a um.

Na comemoração, Moisés fechou os ouvidos, os jogadores cearenses encararam como ofensa à torcida, reclamaram, partiram para o confronto – diante de um árbitro que parecia não saber o que fazer para conter o tumulto.

O Inter seguiu melhor – até porque o Ceará parecia surpreso e perturbado pelo gol sofrido. Aos 26, em lance bem semelhante ao da jogada de gol, Kaíque cabeceou na trave. Quase gol. Aos 30, Heitor tocou a Cai Vidal, que chutou rasteiro, cruzado. A bola passou bem perto da trave. Aos 31, de novo Kaíque, desta vez em chute de fora da área. O goleiro fez grande defesa.

Só aos 42, o Ceará voltou a ameaçar, em um chute forte de Victor Luís defendido bem por Keiller – goleiro que confirmou sua boa técnica, mostrada já no ano passado ao ser emprestado à Chapecoense. Aos 47, nova chance do Ceará, em descuido da defesa, e outra defesa de Keiller.

No segundo tempo, Mano trocou Wesley por Matheus Cadorini, que acabou expulso por agressão ao adversário aos 44 minutos. Deu chances também a Gabriel, Mercado, Estevão e Maurício, já quando o Inter parecia interessado em garantir ao menos o empate, que mantém o time entre os primeiros do Brasileirão.

Aos 19, o Ceará chegou a marcar, em bola desviada de cabeça por Yuri Castillo, mas na conferência do vídeo ficou claro que o atacante estava adiantado, Gil abulado, para alívio do Inter.

Mano agora volta todo o planejamento para a decisão de terça-feira, contra o Colo-Colo, no Beira-Rio, pela Sul-Americana. Vai precisar de vitória com dois gols de diferença (para levar aos pênaltis) ou de três (para a classificação).

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Inter, sem os titulares, encara o Ceará no Castelão

(Foto Ricardo Duarte/Divulgação Inter)

Depois de lutar para conquistar um lugar no grupo dos primeiros colocados no Brasileirão, o Inter faz uma pausa e deixa a competição em segundo plano na rodada deste fim de semana.

Forçado pelo calendário e pela necessidade de buscar a superação no jogo decisivo contra o Colo-Colo, na próxima terça-feira, o técnico Mano Menezes deve escalar um time totalmente reserva na partida do início da noite deste sábado, contra o Ceará, no Castelão, em Fortaleza.

O time abre com Keiller, goleiro reserva de Daniel, destaque da Chapecoense na última temporada, e termina com Wesley, o centroavante que ganha mais uma chance para se firmar em uma posição que continua carente.

Além de titulares que estão em fase final de recuperação e precisam ser preservados, e de outros que seguem em tratamento, caso do lateral-direito Bustos, Mano não deve utilizar nem mesmo os poucos titulares que viajaram com a delegação a Fortaleza.

Será uma tarefa complicada para os reservas. O Ceará (17 pontos), habitualmente um adversário difícil quando joga diante de sua torcida, precisa da vitória para se afastar da zona do rebaixamento. O Inter no momento é o quarto colocado, atrás do Athlético-PR, pelo número de vitórias, e à frente do Atlético-MG pelo saldo. Os três têm 24 pontos.

O jogo começa às 19h.

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A catástrofe logo ali

Alguém consegue entender a lógica dos líderes da Europa e dos Estados Unidos?

Num momento sensível, em que todas as forças deveriam estar voltadas para a busca da paz, o que fazem europeus e americanos da OTAN, uma organizaçāo que nem deveria existir?

Aumentam consideravelmente as forças militares (ah, o poder irresistível dos fabricantes de armas), ampliam a Otan e anunciam bases americanas em Polônia e Romênia, entre outros.

o que eles acham que os russos farāo?

É evidente que Putin, que está muito longe de ser uma pessoa sensata, vai fazer o mesmo. Espalhar mísseis por toda esta faixa que separa seu país dos membros da Otan, especialmente de olho nas bases dos EUA.

Ou seja: tudo pronto para uma catástrofe bem pior do que a atual.

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Tostão e Jean Pyerre

De Tostão, que nunca escondeu a admiração pelo futebol de Jean Pyerre, desde que ele saiu da base para o profissional do Grêmio, em sua coluna na Folha desta quarta-feira:

“No empate entre Avaí e Palmeiras, vi, para minha surpresa, o meio-campista Jean Pyerre, ex-Grêmio. Ele entrou no time catarinense na metade do segundo tempo e fez um belíssimo gol de falta, pela curva, pela velocidade da bola e pelo toque na trave antes de a bola morrer na rede.

(…) Eu, que fiquei encantado ao vê-lo jogar as primeiras partidas pelo Grêmio, pela elegância e pelos toques e passes bonitos, recuperei a esperança ou a ilusão de vê-lo brilhar intensamente”.

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Inter: derrota com futebol muito ruim em Santiago

(Foto Ricardo Duarte/Divulgação Inter)

O Inter sentiu muito mais do que se esperava o desfalque de três titulares importantes (Bustos, De Pena e Wanderson). Foi um desastre: o time teve uma das piores atuações desde a chegada de Mano Menezes, foi frágil demais e perdeu por 2 a 0 para o Colo-Colo, na noite desta terça-feira, em Santiago.

Agora, para seguir adiante na Copa Sul-Americana, na próxima terça-feira, o Inter precisa ao menos igualar a vantagem do time chileno para levar aos pênaltis. A classificação direta para as quartas de final só será possível com vitória por três gols de diferença.

Foi uma noite de frustração para a torcida. Além do futebol decepcionante da equipe, ainda sofreu ao ver um gol marcado por Estevão, aos 43 minutos do segundo tempo, ser anulado porque na origem do lance Edenílson tocou na bola com a mão. Seria um alívio porque a diferença ficaria em um gol para o Beira-Rio, mas depois de conferir a imagem, o árbitro anulou.

Mano escalou o Inter com Heitor na lateral, Mercado na zaga, voltou a contar com Renê e manteve Alemão e Pedro Henrique no ataque. O início foi promissor. Logo aos nove minutos, Pedro Henrique chutou forte e viu a bola acertar a trave direita. Foi só. A partir daí, o Inter desabou.

O Colo-Colo passou a atacar e a levar evidente vantagem pelos lados, no setor dos laterais Heitor e Renê. O primeiro gol fo assim: aos 11 minutos, Heitor não pulou na bola, Costa tocou de cabeça para o meio, e Lucero, livre no meio da área, bateu no canto. Um a zero.

Os dois acabariam substituídos. Heitor no intervalo (Moledo entrou na zaga, Moledo foi para a direita) e Renê já aos 26 minutos, lesionado. Para complicar ainda mais a missão do Inter, Edenílson teve uma atuação ruim, e Johnny ficou muito distante de De Pena.

O Inter, que já tinha mostrado pouco futebol no primeiro tempo, foi ainda pior no segundo. O time parecia incapaz de controlar o Colo-Colo, que atacava sempre com perigo. Como aconteceu aos nove minutos: Solari recebeu passe, entrou na área com absoluta tranquilidade e tocou na saída de Daniel. Dois a zero.

Mano fez tentativas de mudar o futebol do time (Maurício e David nos lugares de Gabriel e Alan Patrick), mas não adiantou. Pelo contrário, o Inter ficou ainda mais perdido. De todas as mudanças, só Moisés rendeu bem mais – e Estevão, o jovem jogador que seria autor do lance que acabaria frustrando ainda mais a torcida.

Aos 42 minutos, Moisés avançou pela esquerda e cruzou. Estevão entrou rápido e concluiu com precisão. Gol do Inter – que melhoraria muito a situação do time.

Alertado, o árbitro foi ao monitor para conferir o lance todo e viu Edenílson, na origem da jogada, tocar na bola com o braço. Voltou e anulou.

O Inter volta a campo no sábado, contra o Ceará, em Fortaleza. Na terça, decide no Beira-Rio, contra o Colo-Colo, a classificação para a próxima fase da Sul-Americana.

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