Das leituras

“Não é possível olhar para atrás na história e encontrar um candidato presidencial que mentisse tanto, durante tanto tempo, sem que a imprensa exigisse dele responsabilidades. Deveriam simplesmente chamá-lo de mentiroso. Essa é a definição para aquilo que ele faz. George Washington não era capaz de mentir. Richard Nixon não era capaz de dizer a verdade. E Trump não é capaz de distinguir uma coisa da outra”.

(Larry Flint, 74 anos, dono da marca Hustler e de um império de pornografia, autor de uma ação que virou marco da liberdade de expressão nos EUA quando o Supremo decidiu que a sátira é protegida pela Primeira Emenda, em 1988, ao falar sobre Donald Trump em entrevista ao jornal espanhol El País. Flint segue atemorizando políticos)

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Grêmio: mais uma semana sem o futebol de Luan

Tudo indica que só na próxima semana o Grêmio poderá contar com o jogador capaz de resolver as dificuldades e falta de criatividade do meio-campo. Luan segue com o tratamento médico para curar a lesão muscular na perna e não será liberado para o próximo jogo.

A previsão foi feita na segunda-feira pelo médico Márcio Bolzoni, para quem lesões musculares nunca seguem um padrão.

– Ele voltou em uma situação de emergência (os minutos finais contra o Botafogo), mas agora terá de se recuperar inteiramente. Só volta na próxima semana – disse Bolzoni.

Assim, contra o Fluminense, no dia 1º, Renato terá de buscar soluções para o meio mais uma vez. Ele já testou Leo Moura, depois compensou com jogadores pelos lados, deu chance para Arroyo, mas nenhum deles conseguiu preencher a vaga de Luan com a necessária qualidade.

Além do meio, Renato terá de cuidar de sua defesa. Kannemann e o volante Michel terão de cumprir suspensão automática pelos cartões recebidos diante do Bahia.

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Inter: de olho no primeiro (e mais importante) objetivo

O Inter tem dois objetivos na Série B. O primeiro e mais importante, prioritário desde o planejamento da campanha, é permanecer entre os quatro primeiros da tabela e garantir uma das vagas na Série A do próximo ano. O segundo, conquistar o título, até porque desde a primeira rodada o Inter é considerado o grande favorito.

Pois bem, o torcedor já pode fazer a contagem regressiva para o primeiro.

No ano passado, o Bahia assegurou a quarta vaga com 63 pontos. O Inter no momento tem 48 – está, portanto, a cinco vitórias de garantir a classificação. Cinco em 13 rodadas que ainda faltam ou 15 pontos em 39 por disputar. Pela média que o Inter tem mantido (nas últimas nove rodadas foram oito vitórias), é provável que o objetivo seja alcançado sem muitos sustos.

E o segundo?

O campeão de 2016 foi o Atlético-GO com 76 pontos e 66,6% de aproveitamento. Para chegar lá, o Inter precisa de mais 28 pontos em 39 por disputar. Hoje, o Inter tem 64% de aproveitamento. Terá de aumentar um pouco o índice para chegar ao mínimo – sempre considerando-se a última temporada como parâmetro.

Se não houver acidentes de percurso, não parece tão complicado assim chegar aos dois objetivos.

 

 

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Juventude: a trilha sonora do capitão Matheus

Enquanto os jogadores de Juventude e Boa Esporte entravam em campo para o aquecimento, antes da partida da última sexta-feira pela Série B, o sistema de som do Estádio Alfredo Jaconi inundou o ambiente com o rock pesado do AC/DC.

Pensei que era iniciativa do DJ de plantão, mas o3 repórter Rodrigo Cordeiro, que participava da transmissão do Premiére, esclareceu: a trilha é sempre do goleiro Matheus, ex-Novo Hamburgo, roqueiro dedicado e fã especialmente do AC/DC.

Ele contraria a preferência habitual do ambiente dos jogadores, que oscila do pagode ao sertanejo, mas costuma valer nestas horas a insistência e a autoridade de Matheus, o capitão, líder e um dos melhores jogadores do time.

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Das leituras

“(…) O Brasil é um animal diferente. É o país mais desigual do mundo, com exceção do Oriente Médio e, talvez, da África do Sul. Um ponto importante é que todos os governos brasileiros das últimas décadas têm responsabilidade por isso… O grupo dos 1% mais ricos tem cerca de 1,4 milhão de pessoas, com renda anual a partir de R$ 287 mil. O 0,1% mais rico reúne 140 mil pessoas com renda mínima de R$ 1,4 milhão. Enquanto isso, a renda média anual de toda a população é de R$ 35 mil. É uma discrepância muito grande… Esse é o ponto importante no caso brasileiro: a concentração do capital é muito alta. A história recente indica que houve uma escolha política pela desigualdade e dois fatores ilustram isso: a ausência de uma reforma agrária e um sistema que tributa mais os pobres. Para nós, estrangeiros, impressiona que alíquotas de impostos sobre herança sejam de 2% a 4%. Em outros países chega a 30%. A tributação de fortunas fica em torno de 5%. Enquanto isso, os mais pobres pagam ao menos 30% de sua renda via impostos indiretos sobre luz e alimentação (…)”

(Marc Morgan Milá, economista irlandês, que participa de estudos com grupo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada sobre a desigualdade brasileira a partir de 1926, em entrevista à Folha de S. Paulo)

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Inter espera grande público para jogo que vale a liderança

Está certo que o horário de 19h30min não ajuda, mas é provável que mesmo assim o Beira-Rio tenha um dos melhores públicos da temporada, na próxima quarta-feira (o jogo seria terça, mas foi adiado por causa do show do The Who).

O confronto com o América-MG, um dos destaques da Série B, vale a liderança do campeonato. Se o Inter confirmar o favoritismo e conquistar os três pontos, ele vai estabelecer uma boa folga na ponta da tabela. Além dos pontos (ficará três à frente), ficará com duas vitórias a mais em relação a seu principal concorrente – e este, você sabe, é o primeiro critério de desempate.

Tudo ajuda para ter grande torcida.

O time vem de uma boa sequência (oito vitórias em nove partidas, a última no sábado, diante do Náutico) e terá seu principal jogador, o meia D’Alessandro, de volta. É provável também que o técnico Guto Ferreira possa escalar mais uma vez o lateral Cláudio Winck, que não jogou em Caruaru por ainda sentir uma forte pancada na perna.

 

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Queixas e explicações de Renato

O erro da arbitragem:

Não foi um jogo dos melhores. A melhor chance foi do Grêmio, infelizmente a bola não entrou. Não foi pênalti. Vi o lance no vestiário, conversei com o Edílson, ele escorregou, mas não tocou no atacante. Não gosto de falar de arbitragem, até porque considero o Luís Flávio um dos melhores árbitros do Brasil. Deixo a análise para vocês.

‘O que o árbitro de trás do gol faz ali?’

– A CBF fala em árbitro de vídeo, mas enquanto isso não chega, eu gostaria que a comissão de arbitragem me esclarecesse o que fazem os árbitros de trás dos gols. O que eles fazem? Estão ali para assistirem aos jogos? Como um deles, a dois metros do lance, não viu que o braço de Jô tocou na bola no gol do Corinthians? Sempre que a gente pergunta sobre o lance, o árbitro diz ‘eu não vi, eu não vi’. Se ele não vê, não tem nada a fazer ali. Quero apenas saber o que aquela pessoa faz atrás do gol? Acho que esta resposta o diretor de árbitros pode dar.

Os jogadores escolhidos:

Só não escalei jogadores que não tinham condições. Precisava ver o Arroyo, ele jogou, se esforço, mas cansou e precisei trocar. Ele não jogava há muito, mas precisa jogar. Não adianta entrar dez ou 15 minutos. O Jael é da posição. Temos dois para o lugar, o Barrios e o Jael. O Éverton não joga no lugar, não se sente bem. Aprendi que não adianta pensar nos problemas, na falta de jogadores. Temos que buscar as soluções. O Maicon não joga mais este ano, o Bolaños foi embora, mas o Luan vai se recuperar logo.

Queda de rendimento?

– Não me preocupo com queda de rendimento porque isso é normal. O Grêmio vem de três competições. Para quem queria que tivéssemos titulares em todos os jogos, está aí a resposta. Vamos ter alguns dias de folga e recuperaremos todos os jogadores. Temos de seguir lutando pelo Brasileirão. Só espero que os árbitros vejam os lances de outros jogos (referência às partidas do Corinthians) da mesma maneira que veem os do Grêmio.

 

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