Bolsa-Família: números que fazem pensar

Sempre que o assunto Bolsa-Família é citado aqui, os frequentadores do blog se dividem em três grupos: os radicalmente contra, os que ficam no meio termo e os que são totalmente a favor, entre os quais me incluo, como já deixei bem claro.

Um país com tantas dificuldades sociais tem de atenuar os problemas imediatos. Não dá para dizer a quem passa fome que espere por projetos ou planos de mudança no futuro. É preciso resolver logo – e este é o grande mérito do Bolsa-Família.

Pois bem, li reportagem sobre o assunto há poucos dias, a partir de uma entrevista da ministra do Desenvolvimento Social, Tereza Campello, à revista CartaCapital.

Há alguns dados interessantes que quero dividir com vocês – os contra, os do meio e os favoráveis, democraticamente:

- O programa tem 13 milhões de famílias cadastradas

- Os beneficiados vivem em famílias extremamente pobres, com indicadores piores do que os do estante da população

- Cada real investido no programa gera R$ 1,44 na economia do país

- O índice dos que trabalham chega a 72%, exatamente o mesmo da população com renda similar, o que derruba o mito de que o programa teria provocado o chamado efeito preguiça

- A taxa de natalidade das beneficiárias, ao contrário do que muita gente pensa, está em queda, como ocorre com as mulheres das outras classes sociais. Até porque é difícil imaginar que alguém teria um filho para ganhar mais R$ 30

- O programa controla, atualmente, a frequência escolar de 15 milhões de estudantes

- Entre os alunos de famílias beneficiadas com o Bolsa-Família, a frequência escolar atinge 95,5%, acima da média dos demais estudantes

- A evasão escolar dos beneficiados é 50% menor do que a dos demais alunos

- A taxa de aprovação escolar é superior à média dos alunos de escolas públicas (80% a 75%)

- Todos recebem o dinheiro a partir de um cadastro único, diretamente no cartão, sem intermediários

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Sobre mariomarcos

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83 respostas para Bolsa-Família: números que fazem pensar

  1. 66colorado66 disse:

    O governo federal sabe que a corrupção come boa parte da riqueza. Esse dinheiro ao menos chega às mãos dos necessitados, sem precisar passar pelas mãos dos burocratas.
    É lógico que o melhor seria que a população tivesse emprego e renda prá se sustentar. Mas essa sociedade ideal, aqui no Brasil, está muito mais longe de ser alcançada.
    Melhor o dinheiro na mão de quem não tem do que no bolso dos que já tem muito e não se cansam de roubar.
    * Brincadeirnha, MM…mas se cada R$ 1,00 investido injeta R$ 1,44 de volta à economia, porque o governo não distribui de uma vêz R$ 300,00 por filho ao invés de R$ 30,00 por filho???
    A economia do país ia ficar que é uma beleza, com o consumo a mil por hora.

  2. Marcelo - Rio de Janeiro disse:

    Concordo com suas avaliações Mario Marcos, mas faço a ressalva: desde que os dados sejam fidedignos. Infelizmente, muitas vezes os dados são manipulados em nosso país.

  3. 66colorado66 disse:

    MM, tu já viu ou já comentou aqui sobre o filme francês “Intocáveis”???
    Fazia muito tempo que eu não via um filme tão bom.

  4. Lourenço disse:

    Algumas políticas em nosso país devem ter este conceito de “redução de danos” até que alguns indicadores sociais se ajustem. Vale o mesmo para as cotas, mas aí é outra discussão…

    • 66colorado66 disse:

      É outra discussão mas o princípio é o mesmo.
      Os que condenam precisam apenas entender isso. Não é prá ser eterno. é apenas prá tentar diminuir a distância entre os extremos.

      • Lourenço disse:

        Perfeito!
        Neste sentido, poderíamos criar um bolsa-título para nosso co-irmão. Não é para sempre, apenas para este longo período de seca.
        MM, concordas? ;)

      • 66colorado66 disse:

        O governo deve fazer o máximo pelos despossuídos.

      • Guilherme Lajeado disse:

        Acho que já tem alguém sentindo o baque e buscando proteção para o futuro…

      • Lourenço disse:

        Hehehehe… nesse momento, Gulherme, o programa que podemos nos inlcuir é o Minha Casa, Minha Vida!

  5. Guilherme Lajeado disse:

    MM,
    Não tive a oportunidade de ler a reportagem completa, mas com relação a este retorno de R$ 1,44 para cada real investido, há alguma explicação técnica para isto?

    Isto me lembra dos velhos “keynesianistas”, que acreditavam que o governo poderia “criar” riqueza, como se isto fosse uma fórmula mágica…

    • Guilherme Lajeado disse:

      Sobre o programa em si, sou a favor, desde que haja contrapartida, e esta seja de fato fiscalizada. Além do mais o programa deve ser temporário e buscar soluções “eternas” para os auxiliados.

      De qualquer forma, infelzimente, não tenho total confiança nos dados divulgados pelo ministério. Às vezes os números e os fatos são “torturados” para refletir algo que não é real..

  6. Zeca Nivete disse:

    O que falta é fiscalização. Ta cheio de gente que não merece recebendo.

  7. Marcel disse:

    Governo tem que fazer alguma coisa. como qualquer projeto há melhorias e pontos fortes.

    Mas nao acredito nesses números. Pela revista e pelo entrevistado, não merecem credibilidade.

    • mariomarcos disse:

      Bom, ninguém é obrigado a acreditar, mesmo com os dados disponíveis nos sites do programa.

      • Marcel disse:

        Já viste algum governo ter números desfavoráveis aos seus projetos?

        Certa vez a primeira dama de FHC disse em entrevista ao JÔ que os meninos de rua de sao Paulo eram nao mais do que cem pessoas… Como eles andavam muito pela cidade, parecia que eram bastante, mas eram sempre os mesmos. Eheheh….eu ouvi.

    • João Francisco disse:

      Marcel, duro é ter como fonte a Revista Veja…essa sim não merece nenhuma credibilidade!!!

      • Marcel disse:

        Demorou para alguém vir com a clássica “bom é nao sei o que lá”.

        Quantos neuronios sao necessários para ler o que ESTÁ escrito e nao o que NÃO ESTÁ escrito???

        Onde eu elogie a Veja?????

  8. Christian disse:

    sou a favor de programas sociais desde que haja contrapartida… o governo além de dar o beneficio deve oferecer programas de aprendizado para os beneficiados pelo programa, os que não trabalham na familia tem que participar de algum programa para aprender algum curso técnico, para se especializar em alguma area e poder buscar melhora de vida… e quando alcançar um patmar que não necessite de ajuda do bolsa familia, saia do programa para que outras pessoas possam ser ajudadas… meu pensamento é mais ou menos nessa linha.. ter que ensinar a pescar, não dar o peixe pronto…

    • juliocolbeich disse:

      Seria o ideal mesmo. Acho até que sua ideia de contrapartida devia ser estendida para as universidades federais para cotistas e não cotistas e para quem tem Prouni nas particulares.

    • mariomarcos disse:

      Com todo respeito, Christian, basta ler sobre o programa: a obrigação de manter os filhos na escola é critério eliminatório, o programa abre uma série de cursos profissionalizantes.

      • Guilherme disse:

        A criança vai na escola e só ganha presença. O resto não tem valor?
        É necessário estimular o aprendizado além da frequência.

      • mariomarcos disse:

        Guilherme, eu citei no texto que o rendimento delas é superior aos alunos da rede, que não recebem bolsa. E desistem menos porque as famílias dependem disso.

      • Christian disse:

        Bom dia Mario
        na minha concepção não só as crianças devem programas de estudos, eu acredito que seriam importante os pais tbm… pq se os pais conseguirem aperfeiçoar seus conhecimentos automaticamente melhoram sua renda e vida da familia… é mais ou menos por essa linha meu pensamento…

  9. Guilherme disse:

    Sou totalmente contra, porque foi uma iniciativa para lula ser reeleito.
    Mas o grande fator que me faz ser totalmente contra é devido ao comodismo e a forma de utilização e beneficios para essas famílias. Sei que não são todas as pessoas conforme mostrado na pesquisa, mas mesmo assim, pode e deve fazer diversas famílias a pensarem que não vale a pena dobrar o salário devido a perda desta bolsa, por exemplo.
    Porque trabalhar se eu posso ganhar uma bolsa família? Apenas necessito obrigar meu filho ter frequência nas aulas e não uma nota boa.
    São quesitos que deveriam ser vistos e reanalisados.
    Ah e sobre dados, deveriam ser melhor analisados por você Mário, algumas questões como a renda gerada para a economia etc nem apresenta formas de cálculos etc.

    Lembrando que em nosso país tem grande propensão a consumir e que se destinar a renda para qualquer pessoa, esta renda será gasta de qualquer forma. A questão é se estará sendo bem gasta e que possa dar retorno a economia brasileira no longo prazo.

    • Celso disse:

      Me pertmite te corrigir, Guilherme, mas quem inventou os programas “bolsa” foi FHC, Lulla juntou num só e mudou o nome para “bolsa familia”. Muito vivo, espalhou pra todo mundo que ele é quem tinha inventado; sabe como é: mentira tantas vezes repetida acaba virando verdade…

      • mariomarcos disse:

        Não, o que existia eram programas sem qualquer significado. O governo juntou todos num só e ampliou. Não tem nada a ver com o que existia antes.

      • Guilherme Lajeado disse:

        Programas sem qualquer significado? Me desculpa, mas do que difere exatamente o antigo Bolsa Escola do atual Bolsa Família? O objeito (e os métodos) não são os mesmos?

      • marcos gaúcho de BSB disse:

        Desculpe, Mário, mas o Celso tem toda a razão. Os programas são exatamente os mesmos, sendo que o principal deles era o Bolsa Escola. Eles foram todos unidos em um decreto (e também uma lei) sob o nome de “Programa Bolsa Família”.
        A união dos programas, na minha opinião, já foi uma boa sacada, aumentando a eficiência e simplificando o programa ao mesmo tempo. Além disso, a cada ano os recursos e beneficiários com o programa foram expandidos, mas não conheço números oficiais com esse histórico.
        Abaixo, trecho do Decreto 5.204/2004, que regulamenta o Bolsa Família. Desculpe se o comentário ficou muito grande.

        Art. 3o O Programa Bolsa Família tem por finalidade a unificação dos procedimentos de gestão e execução das ações de transferência de renda do Governo Federal e do Cadastramento Único do Governo Federal, instituído pelo Decreto no 3.877, de 24 de julho de 2001.

        § 1o Os programas de transferência de renda cujos procedimentos de gestão e execução foram unificados pelo Programa Bolsa Família, doravante intitulados Programas Remanescentes, nos termos da Lei no 10.836, de 9 de janeiro de 2004, são:

        I – Programa Nacional de Renda Minima vinculada à educação – “Bolsa Escola”, instituído pela Lei no 10.219, de 11 de abril de 2001;

        II – Programa Nacional de Acesso a Alimentacao – PNAA – “Cartão Alimentação”, criado pela Lei no 10.689, de 13 de junho de 2003;

        III – Programa Nacional de Renda Minima vinculado à saúde – “Bolsa Alimentação”, instituído pela Medida Provisória no 2.206-1, de 6 de setembro de 2001; e

        IV – Programa Auxílio-Gás, instituído pelo Decreto no 4.102, de 24 de janeiro de 2002 . (Revogado pelo Decreto nº 6.392, de 2008)

      • mariomarcos disse:

        Não falei nada diferente. Um governo tem vários pequenos programas (e eram pequenos porwue atingiam pouca gente), omoutro chega, unifica, muda critérios e amplia. É evidente que agora é algo novo. A menosque eu tenha sofrido amnésia nos últimos anos, os programas eram tão reduzidos que ninguém se dava conta deles. E eu sempre fui atento para este tipo de programa, independentemente do governo.

      • marcos gaúcho de BSB disse:

        O que eu achei sobre o Bolsa Escola, criado em 2001, é que atingia 5 milhões de famílias em 2004, quando passou para o bolsa família, o que eu não chamaria de pouca gente.
        Acho que ir do zero a cinco milhões em três anos é bem razoável, assim como, oito anos depois, atingir a marca de 13 milhões. Eu não critico o bolsa família, mas dizer que antes eram “poucas pessoas”? Se não me engano, no final do primeiro mandato do governo Lula, o bolsa família não passava de sete milhões.
        Essa é a crítica que eu faço sobre algumas “verdades” que eu vejo repetidas aqui.

      • mariomarcos disse:

        Nem deveria ter falado nisso porque desde o início insisto no seguinte: o importante aqui é destacar o programa (que eu apoio), independentemente de partidos. Muita gente passou a discutir nomes e partidos, que não era o objetivo do post. Apenas isso. E que cada um fique com suas convicções, sem qualquer problema, Marcos. Como já disse, o importante é o debate. E fico muito satisfeito que um post sobre um assunto como este, fora do futebol, já tem mais de 70 comentários. Sinal de que as pessoas gostam de falar em certas questões.

    • mariomarcos disse:

      Não concordo. Programa feito apenas para ser eleito não duraria este tempo todo, sendo ampliado. Queres me dizer que uma pessoa vai renunciar a um emprego com carteira assinada por causa de 30 reais por filho, 300 no máximo?

      • Yankee disse:

        “Nunca antes na história deste país…” hehehehehe

      • mariomarcos disse:

        Tens razão. Até porque, em um passado recente, quando um governo pensou em programas sociais foi acusado de comunista e derrubado. Todos sabemos no que resultou. E tinha um monte de gente que ia na onda e inclusive participava de manifestações “com Deus e pela liberdade”.

      • Guilherme Lajeado disse:

        O que seria o passado recente neste caso? Aquele que todo e qualquer projeto recebia voto contra da oposição? Ou um pouco antes, quando até a Constituição Federal recebeu voto contrário dos atuais “salvadores” da pátria?

      • Marcel disse:

        Lula disse em 1994 que o Plano Real era um programa eleitoreiro.

      • mariomarcos disse:
          Tá, e o que isso tem a ver com o post?
      • Marcel disse:

        Perfeito Guilherme.

        Queria ver os mensaleiros e seu mentor, o senhor lula, com uma oposição igual ao que o PT fazia.

      • Celso disse:

        “Não, o que existia eram programas sem qualquer significado. O governo juntou todos num só e ampliou. Não tem nada a ver com o que existia antes.”
        MM, tu és dos que acreditam que o Brasil foi descoberto em 2003?
        Se a resposta for “NÃO”, é forçoso reconhecer que os programas eram significativos, caso contrário não teriam sido aproveitados, e diga-se de passagem melhorados.
        Se aresposta for “SIM”, aí meu amigo, entrego as fichas pra tí… e arrisco dizer que também achas que o mensalão foi inventado e que é tentativa de golpe.

        Obs.: o mesmo comentário que está acima deste saiu no lugar errado

      • mariomarcos disse:

        Não, não sou daqueles que acham que o país começou em 2003. Não vejo nenhuma dificuldade em um governo aproveitar, ampliar se for o caso e melhorar os programas de outros. Aliás, acho que este é um dos nossos defeitos como brasileiros: um governo assume e quer logo mudar tudo. Isso provoca constantes reinícios, sem que a melhora se consolide.

  10. juliocolbeich disse:

    Sou totalmente favorável a este tipo de programas e penso que deveriam ser incluídos também outros de formação profissional. É claro que este tipo de ação deve ser melhorada e deve ser fiscalizada, as os resultados estão aparecendo aos poucos. Estamos longe do ideal como nação ainda, mas devemos seguir andando sempre, tentando diminuir as diferenças.

  11. Ricardo Gremista disse:

    Sou um dos “radicalmente contra”, pois entendo que deveriamos ensinar a pescar, e nao so entregar o peixe…mas admito que, no aspecto social, esse programa deu qualiddae de vida a milhares que antes estavam na pobreza, e isso sempre sera um ato nobre e louvavel, independente do contexto.
    O problema na minha opiniao eh que economia eh como um cobertor curto, se puxar mais pra ca, vai faltar mais pra la…e eh isso que esta acontecendo no brasil hoje: investiu-se EXAGERADAMENTE na questao social (para garantir votos, eh claro), e a infra-estrutura para que o pais produza e circule suas riquezas ficou esquecida, agora temos o povo com dinheiro, as industrias tb, mas sem condicoes de produzir, pois as estradas sao um lixo, nao ha transporte maritimo, o transporte coletivo nas grandes cidades eh ridiculo (dos aeroportos, nem vou comentar), e nao precisa ser um genio na economia pra entender que muita demanda e pouca oferta significam INFLACAO.

    Sobre a suposta nao-influencia do programa na geracao de empregos formais:

    “Em relação à influência do programa com a geração de empregos formais, dados recentes parecem indicar que ela é negativa. Algum tempo atrás (25 de outubro de 2009), o jornal O Globo publicou um estudo sobre essa matéria, envolvendo 1(um) milhão e 72 mil habitantes do nordeste, vivendo em 259 mil e 70 domicílios e tendo 184 mil e 256 famílias (71% dos domicílios) recebendo o benefício. Empregados no setor privado, com carteira assinada havia apenas 14 mil e 100 adultos, ou seja, somente 1,3% da população estudada.
    Um percentual significativamente inferior ao de famílias que, mesmo vivendo em condições socio-econômicas similares, não são beneficiadas pelo programa. A esse respeito, a senhora Ivete Pereira de Almeida, secretária de assistência social da prefeitura de Presidente Vargas (MA), um dos municípios envolvidos no estudo, declarou o seguinte: “As famílias estão muito acomodadas e não tem sido fácil tirá-las da acomodação. Acreditam que podem se manter com cento e pouco reais por mês”. Em outras palavras: preferem ganhar menos, sem trabalhar, do que ganhar mais, trabalhando em empregos fora de suas casas. Será o problema um fenômeno atávico dessas pessoas ou simples comodismo?”

    Tem ainda aquela historia das 500 costureiras do Ceara que fizeram um curso tecnico mas nenhuma trabalha formalmente, pra nao perder o bolsa-sei-la-o-que… apesar de nao ser confiavel, eh uma informacao MUITO plausivel, considerando-se o contexto.

  12. mosoeilert disse:

    Ricardo Gremista,

    “investiu-se EXAGERADAMENTE na questao social (para garantir votos, eh claro)”

    Porquê é tão dificil assim aceitar que existem pessoas que REALMENTE pensam no bem estar de quem precisa? Mas….. é como dizem, cada um mede ao próximo de acordo com a sua própria régua……

    • Guilherme Lajeado disse:

      Porque quem faz o bem simplemente por pensar no bem estar de quem precisa, normalmente, não faz uso político disto…

      E outra, quem foi o criador deste programa que depois veio a se tornar o Bolsa Família? Se alguém pensasse só no bem comum não veria mal nenhum em creditar, ao menos parte do mérito, a quem de fato criou e deu início a este programa.

      • mosoeilert disse:

        “Porque quem faz o bem… não faz uso político disto…”

        Cara, sério mesmo que vc disse isso? com todo respeito, ou vc é muito ingênuo ou é ignorante.

        Se você estivesse no poder, se tivesse boas intenções, se quisesse realmente fazer coisas para ajudar as outras pessoas e de fato fizesse, você REALMENTE acha que não iria usar suas ações como parte do marketing necessário para se reeleger e continuar fazendo aquilo que acredita ser o certo????

        POLITICA não é FILANTROPIA… não existem políticos no mundo que não usem suas boas ações como parte do seu marketing para campanhas eleitorais, isso é assim aqui, na Dinamarca, na Nova Zelândia ou em qualquer outro país onde exista campanha eleitoral… Esse é o cerne da política…. e isso não é ruim, porquê deveria ser? qual o problema em mostrar ao público que vc é alguém que FAZ algo pela população? problema é não fazer nada ou fazer mal feito, isso sim….

      • Guilherme Lajeado disse:

        Meu caro,
        Se as pessoas APENAS pensassem no bem comum, não precisariam propagandear os seus feitos (e que utopia achar que as pessoas querem permanecer no poder para seguir fazendo o “bem” pros outros…)… Aliás, é exatamente isto que o “maldito” PSDB fez: criou o programa e NÃO fez uso eleitoral disto.

        Mas no Brasil realmente as coisas tem que ser diferentes, afinal os ingênuos (ou ignorantes?) só conseguem valorizar aquilo que é propagandeado(e que aliás, muitas vezes, nem é feito…). Tudo isso feito com dinheiro público (e o “bem comum” que se exploda!).

        Então, tu fica com a “inteligência”, que permanecerei sendo ingênuo ou ignorante… Acho mais nobre.

      • mosoeilert disse:

        Guilherme,
        “o “maldito” PSDB fez: criou o programa e NÃO fez uso eleitoral disto.”

        Aqui fica clara a sua ingenuidade. Esse seu argumento só prova que o programa criado pelo PSDB foi tão ruim e ineficaz que sequer foi propagandeado… Ou você vai querer me dizer que o PSDB é “nobre” e não faz propaganda dos seus feitos?

        Se for falar isso, recomendo que antes assista esse vídeo da campanha presidencial passada do Serra:

        Repito, não há nada de errado em propagandear as coisas boas que se faz, não critico o PSDB pela propaganda… isso faz parte do jogo, eleitores precisam saber em quem votar e para isso é preciso que eles conheçam os pontos fortes e fracos dos candidatos… e é pra isso que serve a propaganda eleitoral.. aliás o próprio nome diz tudo é PROPAGANDA… e vc quer criticar o PT por divulgar o bolsa familia? rss

    • Ricardo Gremista disse:

      Mosoeilert, ok, concordo que as acoes podem ter sido tomadas em prol do bem estar e nao so em prol de mais votos. Nao foram necessariamente tomadas de ma-fe, pode ter sido por simples ignorancia dos efeitos economicos reflexos.

      Eu disse EXAGERADAMENTE, nao ERRONEAMENTE.

      O fato eh que, por nao se investir em infra-estrutura, estamos crescendo bem menos do que poderiamos, e quando o pais cresce, eh bom para todos.

      • mosoeilert disse:

        “Pode ter sido por simples ignorancia dos efeitos economicos reflexos.”

        Claro, porquê você entende mais de economia do que o ministro da economia….

        Crescer por crescer não é o melhor caminho… é preciso crescer com qualidade de vida e para isso é preciso balancear as coisas… é como o MM disse, falar é fácil, mas quem está passando fome não pode esperar planos para longo prazo, precisa de comida AGORA, JÁ!!!

        Investir exclusivamente em infra-estrutura é como ser Workaholic… vc pode até ficar rico se for um, mas vai pagar com sua qualidade de vida, com sua saúde e com o seu bem estar pessoal, com a sua família…

        Exemplo clássico são os tigres asiáticos que muitos consevadores usam como case de sucesso, são ricos, cresceram muito de maneira rápida, mas existem pesquisas que mostram claramente que a população destes países é menos satisfeita e menos feliz do que outros países mais pobres….

        Resumindo, dinheiro e crescimento econômico não é tudo.

      • Guilherme Lajeado disse:

        Se o Guido Mantega é o teu “guru econômico” ou tu é ignorante ou só ingênuo mesmo. Mas quem diz isso não sou eu e sim os mais respeitados economistas do Brasil (claro que aquele independentes, sem ‘bolsa’ no governo)…

      • mosoeilert disse:

        Ricardo,

        Comentário totalmente vago… como vc não usou argumentos verdadeiros e apenas sua opinião pessoal, não tenho o que responder…

        Ps.: Como é fácil ganhar um debate desqualificando os que pensam diferentes de nós… rss se existem bons economistas que não concordam é porque ele tem o rabo preso com o governo, mas se concordam então estão entre os melhores e são independentes.. rss incrivel como é sempre o mesmo papinho previsível…

      • mariomarcos disse:

        Vale o mesmo para a imprensa. Se uma revista contraria o consenso e se nega a caminhar junto da manda, pronto, vira suspeita.

      • mosoeilert disse:

        Ops, Ricardo não, Guilherme….

      • mosoeilert disse:

        Pois é Mário, isso acontece porque é da natureza das pessoas acharem que seu intelecto é dono da verdade…. e se sou dono da verdade, então é “óbvio” que quem pensa diferente ou é burro ou então possui má-fé.

        Só que essa bipolaridade entre certo e errado não existe, ESPECIALMENTE em questões políticas e sociais. Não é tudo preto e branco, verdade ou mentira.. existem muitos tons de cinza no meio (não são 50 rss).

        Não existe uma regra matemática exata que afirme que tal política é boa ou má, tudo depende, pode ser boa para alguns e má para outros, isso é subjetivo, depende dos valores de cada um e estes valores não são absolutos e universais ao contrário do que costumamos pensar.

        Porém são poucas as pessoas que conseguem entender isso, que sua própria forma de pensar não é a única verdadeira… existem sim pessoas inteligentes, competentes e honestas que possuem opiniões diferentes da nossa…. e isso vale para ambos os lados….

        Aqui no RS, terra onde ou você é chimango OU maragato, isso fica mais evidente ainda… aqui, se vc pensa diferente, é inimigo…. e na minha opinião, isso não é nada positivo.

  13. ZAMORA disse:

    Sou muuuuuuuito a favor.
    Sou contra a esta Cambada de FDP , das prefeituras, que não controlam para quem é distribuido estes valores. Dão cartões para fazer propaganda politica, que não tem nada a ver , pois quem dá o $ é o governo federal.

  14. CAMPEÃO DO MUNDO FIFA!!! disse:

    Muito boa a iniciativa do Fernando Henrique, LULA E DILMA, resgatou a dignidade das pessoas,ainda é pouco mas já ajuda. Quem é contra são pessoas que devem um capitalzinho mixuruca, devem ter uma ou duas propiedades, um ou dois automóveis e se acham a última bolacha do pacote, gente mesquinha que não merece consideração. Quem é rico geralmente é a favor dessa política de resgate do governo, mas estou falando de gente rica não meia boca, de pessoas que ganham milhões por dia. Parabéns mais uma vez pra Fernando Henrique, Lula e DILMA.

  15. José disse:

    Eu acredito em Papai Noel e nos dados da Ministra!!! Que maravilha!!!

  16. Campeão FIFA disse:

    Obviamente a revista que fez uma matéria séria sobre o assunto não é a VEJA

  17. Ricardo disse:

    Bueno, tenho uns amigos gaúchos que moraram uns anos em “Antas”, interior da Bahia. A imagem que eles passavam era essa. O pessoal lá ficava sentado, o dia todo, na porta da casa, olhando o “movimento”. E, obviamente, diversas pessoas relatam malandragens para burlar os requisitos exigidos para manter as bolsas.

    Por outro lado, apesar de tudo, uma ninharia que uma família paupérrima recebe naqueles rincões, acaba tendo um efeito econômico local. Tem um exercício simples que demonstra bem isso. Numa sala, pegue uma nota de um real. Faça a nota circular entre os presentes, cada um “comprando” algo do outro (lápis, borracha, clips…). Fica todo mundo espantado de ver o que uma simples nota provoca em termos de circulação de mercadorias. Dessa forma, aos poucos, a economia local se aquece. Aumentam as demandas. Surgem eventualmente oportunidades. E, se os velhos são muito preguiçosos para trabalhar, talvez os filhos comecem a ver com outros olhos a realidade, estudando e começando a participar em sistema produtivo.

    Não conheços os dados, achei interessantes os que o Mário indicou, mas o sentimento é que isso resgata (apesar de tudo!) pouco a pouco a dignidade nessas pessoas, a vontade de ir adiante. Além de evitar que pessoas literalmente morram de fome.

    Somando tudo, simpatizo com o programa, acho que ajuda. Temporariamente, claro, não é uma solução em si.

    • mariomarcos disse:

      Concordo contigo, Ricardo, mas também acho que há muito preconceito na história. Sempre desconfio disso quando ouço histórias como a relatada por ti porque não é a regra geral.

    • Miguel disse:

      Ricardo, também moro na Bahia.
      Nós gaúchos temos a mania de nos acharmos melhores em tudo, que nordestinos são todos preguiçosos, ou, no mínimo, lerdos (lentos/vagarosos).
      Não vejo essa “lerdeza” toda no nordestino nem essa ligeireza toda nos gaúchos.
      Aqui, como no sul tem os rápidos e os lentos, os que vivem para trabalhar e os que trabalham para (sobre)viver.
      Conheço muitos baianos que trabalham de segunda a sexta em fábrica ganhando um salário mínimo e no sábado as quatro da manhã já estão na sua barraca na feira para aumentar a renda (algumas vezes conseguem mais que dobra-la).
      Claro que tem aqueles que ficam olhando o movimento a espera do bolsa família e não vão a luta, mas, são a exceção, não a regra.

    • Ricardo disse:

      É verdade, é muito fácil racionar em cima de estereótipos, e se apegar a eles.

  18. joão pinto de azevedo neto disse:

    e de-lhe Lula… POR IRONIA do destino somente a GARGANTA pode atrapalhar suas ambiçoes
    futuras… de-lhe bolsa disto e daquilo…

    • mariomarcos disse:

      Sabe o que me espanta? Eu falo de um projeto social importante e algumas pessoas vêm com disputa política, com isso e aquilo, personificando neste ou naquele. É duro. Não importa quem foi o responsável, o que importa é que foi feito.

      • Guilherme Lajeado disse:

        Claro.. Só importa o responsável se este é filiado a determinado partido político. Por que se de fato não importasse o responsável, o PT teria DIGNIDADE de atribuir ao ex presidente FHC a importância que ele teve, tanto na manutenção da inflação baixa (com custos, é claro!), como no início de ‘n’ projetos sociais que hoje servem de propaganda eleitoral dos opositores de então, fingindo que tudo (de bom, claro!) ‘neste paiz’ surgiu em 2003…

        O dia que um petista tiver a grandeza de admitir o belo governo feito por FHC, talvez veremos o fim das “disputas políticas”, ou ao menos de parte delas.

      • mariomarcos disse:

        Não vou entrar nesta de discutir FHC e Lula. Isso nunca termina. Não falei em partido, falei em um programa social.

      • José disse:

        Mário, é que você só vê qualidades na chamada esquerda. Tudo que vem deles é maravilhoso, diferente, humano. É tão raro ver críticas a eles, que, posso ser injusto com você, mas não lembro de nenhuma, nem da ditadura chilena. É uma boa tática jornalística, para levar o leitor a pensar como o jornalista: ” veja como eles são bons, como pensam no povo, nos mais humildes”.

      • mariomarcos disse:

        Nunca disse isso. Te desafio a encontrar aqui no blog um único texto em que eu tenha dito que só a esquerda tem qualidades. E, pra variar, confirmas aquilo que já disse aqui, às vezes até levando na brincadeira: demorou, demorou, mas alguém conseguiu incluir Cuba (sei que te enganaste ao falar do Chile), que não tem nada a ver com isso, na discussão. É como futebol gaúcho. Falo do Obama e alguém inclui a rivalidade Gre-Nal. Outra: quem me lê sabe que eu não tento convencer ninguém. Eu tenho as minhas opiniões, publico-as aqui no blog, libero comentários divergentes como sempre fiz. É só leres os comentários. Vais ver que a questão divide bastante. Ou seja: ninguém teve a cabeça feita por mim – nem eu tenho esta pretensão. Mas se o blog é feito por mim, é evidente que são as minhas opiniões. Quem concorda com elas, ótimo; quem discorda, faz parte e eu aceito.

      • 66colorado66 disse:

        MM, essa explicação deveria aparecer sempre no teu blog, aqui do lado direito onde já tem as relações de comentários recentes..por mês, arquivos e links. Deveria estar sempre ali. Evitaria o desgaste de ter que explicar eternamente como as coisas funcionam.
        Lendo diariamente a informação, um dia aprenderiam.

      • mariomarcos disse:

        Tens razão. Às vezes, dá vontade de desistir.

      • Guilherme disse:

        É uma pena Mário, é claro que podemos dizer que é algo bom para a população, só que esse dinheiro deveria ter um maior suor. E claro, fazer com que estas famílias consigam melhorar de vida devido a formação do seu filho.
        Mas tu defende um ciclo vicioso, que no curto prazo é ótimo, mas no longo prazo não surte efeito para o país. entendeu?

      • mariomarcos disse:

        Nunca defendi que estes programas (cotas entre eles) sejam permanentes. O que não entendo é como alguém pode chegar a uma família destas e dizer que o governo ‘vai ensinar a pescar’, como alguém disse. Como elas vão sobreviver a este período de espera? Espero que um dia, seja em que governo for, o Brasil não precise mais destes programas.

      • Guilherme disse:

        É Mário, eu não me espantaria mais se fosse tu.
        Infelizmente boa parte das pessoas parece ser incapaz de discutir fatos, elas põe na cabeça estereótipos (que é um tipo de preconceito) e o resto que se dane. Até porque é muito mais fácil, e portanto tentador, pensar assim. Divide o mundo em várias caixinhas e pronto. Se fulaninho pensa assim é isso, se defende assado é aquilo.
        Mas ao assumir essa postura não percebem (até porque me parece que não há esforço nenhum para que seja o contrário) que estão nublando a sua visão, já que o preconceito é o irmão gêmeo siamês da ignorância.
        É claro que tem pessoas que analisam de uma forma mais amplas essas questões (principalmente assuntos tão importantes como este) e a partir disso tecem críticas ou elogios de forma minimamente racional. Mas me parece que são a minoria, infelizmente.

      • Christian disse:

        Mario… qndo quis dizer ensinar a pesacr, não estou dizendo que nao deva ajudar.. estou dizendo que nao adianta so dar ajuda e nao pedir nada em troca.. tem que buscar modos de fazer com que essas familias (não só as crianças) tenham aprendizados em diversas areas que venham a ajudar o desenvolvimento dessa familia.. nesse periodo de aprendizagem o governo tem que ajudar a manter as familias como faz hoje… mas nao adianta nada so dar dinheiro dar dinheiro e nao ensinar nada, pq isso vicia e depois nao recupera mais….

      • Celso disse:

        MM, quero me penitenciar porque um dos que meteu política na discussão fui eu, mas apenas comentei que Lulla foi esperto e chamou pra si a paternidade da criança. Aliás, a criança até que era bonitinha, se fosse feia ele não seria tonto de assumir.
        Sobre outro comentário: FHC tambem é de esquerda; não querem admitir o bom governo deles por falta de “humildade”(o termo na verdade seria outro, mas não vamos polemizar novamente).

      • mariomarcos disse:

        Não há nenhum problema em botar a política na discussão. Só acho que a questão mais importante era mesmo o programa social.

  19. José disse:

    Eu quis dizer ditadura cubana e não chilena.

  20. Clóvis disse:

    Onde se concentra a grande maiorira dos trabalhadores informais do Brasil (sem carteira assinada)? R. Nordeste/Norte. Onde se concentra a maioria dos beneficiários do Bolsa Família? R. Norte/Nordeste. Sabem por quê das perguntas? Para demonstrar que existem falhas gritantes nos controles do programa. Há poucos dias lí reportagem a respeito. Raros são os que aceitam a assinatura da carteria. Preferem perder o emprego a perder a bolsa. Para os que acham que sou contra informo: Não sou. Pelo contrário. Só que deve-se ter um controle rigoroso sobre a sua concessão bem como a continuidade do recebimento do benefício, sob pena, sim, de criarmos acomodados às pencas, quando o objetivo seria dar dignidade a essas pessoas e EMPREGOS FORMAIS para que, gradativamente, o programa fosse extinto e não aumentado ano a ano.

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