Frases que fazem pensar

“Muitos de nós não somos capazes de reconhecê-los (os torturadores). É como os judeus que saíram dos campos de concentração. Com certeza todos lembram perfeitamente dos maus-tratos que sofreram, mas não do rosto dos algozes”

(Célia Lundberg, 68 anos, brasileira, presa, torturada e violentada sexualmente pelos agentes da ditadura militar quando era uma jovem de 27 – engravidou e perdeu o filho em um aborto espontâneo -, em depoimento à Comissão da Verdade. Ela mora na Suécia, mas quando vem ao Brasil ainda sente o trauma provocado por aqueles tempos, especialmente pela lembrança difusa do rosto do tenente que comandava as torturas)

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Sobre mariomarcos

Jornalista, natural de criciúma, fã incondicional de filmes, bons livros e esportes
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35 respostas para Frases que fazem pensar

  1. Marcos disse:

    É bom saber que, para além das paixões futebolísticas, o senhor também tem pensamento democrático e humanista ! Num país rançoso e sem memória, onde o Supremo validou a Lei da Anistia feita pelos milicos , um post destes é um copo dágua no Saara….mas ainda assim é um copo d’água !!!

    • Guilherme Lajeado disse:

      Lei da Anistia que possibilitou a transição para a democracia em que hoje vivemos.

      • Guilherme disse:

        É melhor ler isso do que ser cego.

      • Guilherme Lajeado disse:

        Se tu discorda, rebata com argumentos e com a história. Não estou justificando nada, apenas colocando um fato que é sabido por muitos (mas não por todos, pelo visto..).

        Tu pode discordar, achar que não é assim. Mas daí tem que se ter algo para dizer…

      • Guilherme disse:

        Sim, não concordo com a tua visão, desse fato, mas o amigo la embaixo já falou um pouco sobre isso.
        Aquela frase ali em cima era mais para lamentar, já que a Lei da Anistia foi na realidade a “coroação” do período mais triste e catastrófico pelo qual o nosso País passou. Foi um movimento rasteiro e tacanho para livrar a cara de todos os canalhas que nos enfiaram numa escuridão durante 25 anos nos privando da nossa democracia, liberdade de expressão e sem falar nos episódios de tortura e perseguição.
        Seguramente se nós estivéssemos em um período democrático que esse ano completaria 67 anos, ao invés dos atuais 24, (quase o triplo, considerando a partir da primeira eleição direta pra presidente) estaríamos vivendo em um país com as instituições muito melhor estabelecidas e sólidas. A maioria dos nossos atuais problemas de representação política teriam sido, ao menos, mitigados.
        Em uma democracia há de se lutar para deus direitos serem estabelecidos, e isso demanda tempo, e portanto maturidade, em uma sociedade. Não ia ser de uma hora para outra que iríamos sair de uma ditadura para uma democracia perfeita.
        Assim como há algum tempo atrás no post sobre aquela aula inicial de direito, em que o professor enfatizou que não adianta ter leis se nós não se indignarmos com a injustiça, também não adianta ter democracia se nós não lutarmos por ela (só que desta vez dentro do jogo democrático, em busca dos nossos direitos, e não na clandestinidade de uma ditadura).

      • Guilherme Lajeado disse:

        E o primeiro passo para uma Democracia estável não é se respeitar as leis anteriormente feitas? É a mesma coisa de jogarmos a CLT no lixo porque foi feita no governo Vargas…

        Leis estão aí para serem respeitadas, se formos mudá-las deve-se seguir o rito democrático. Agora sair por aí a reeinterpretar leis e cassar direitos adquiridos é colocar em risco todo o sistema legal. A Lei da Anistia foi uma “via de mão-dupla”…. É pra julgar crimes? Então que se julgue todos, pois ao contrário do que o MM falou muitos “revolucionários” não foram julgados, simplesmente fugiram do país e voltaram após essa lei que agora querem passar por cima…

      • Guilherme disse:

        Se informa um pouco melhor sobre a Lei da Anistia antes de sais falando besteira:
        http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L6683.htm
        http://www.correiodopovo.com.br/blogs/juremirmachado/?tag=lei-da-anistia
        Crimes comuns: como atentados terroristas, assaltos e sequestros, NÃO entraram no guarda-chuva da desse lei.

      • Guilherme disse:

        *dessa lei

      • Guilherme disse:

        *sair falando

      • Guilherme Lajeado disse:

        Antes de dizer que os outros falam bobagem, tu deveria parar e olhar para o que tu fala. E sugiro que aprenda a interpreetar texto! Assim tu não corre o risco de dizer que os outros falam bobagem, quando o bobo aqui é outro…
        —x—-x—-x—x
        Art. 1º É concedida anistia a todos quantos, no período compreendido entre 02 de setembro de 1961 e 15 de agosto de 1979, cometeram crimes políticos ou conexo com estes, crimes eleitorais, aos que tiveram seus direitos políticos suspensos e aos servidores da Administração Direta e Indireta, de fundações vinculadas ao poder público, aos Servidores dos Poderes Legislativo e Judiciário, aos Militares e aos dirigentes e representantes sindicais, punidos com fundamento em Atos Institucionais e Complementares (vetado).

        § 1º – Consideram-se conexos, para efeito deste artigo, os crimes de qualquer natureza relacionados com crimes políticos ou praticados por motivação política.

        § 2º – Excetuam-se dos benefícios da anistia os que FORAM (passado, sabe ler?) condenados pela prática de crimes de terrorismo, assalto, seqüestro e atentado pessoal.
        —x—x—x—x–

        E o próprio texto publicado no blog do teu provável ídolo (Juremir) te desmente. Afinal se é necessária uma REVISÃO da lei, quer dizer que ela, atualmente, impossibilita de condenar os que tu deseja (e nem entro no mérito se são ou não culpados!). Ou seja, para se condenar, é preciso antes se REVISAR a lei. Imagina se a moda pega… Será que aceitarão a revisão dos benefícios dos aposentados? Veremos até onde vai a coerência daí…

      • Guilherme disse:

        Mas é óbvio que esta no passado como poderia ser uma anistia futura, de crimes ainda a serem julgados?
        E tu acha que em pleno regime da ditadura alguém que tenha cometido algum crime, não tenha sido condenado só porque não tava no Brasil?
        Se isso ocorreu foi em raras ocasiões.
        Em suma a lei serviu sim, majoritariamente aos militares em muito maior escala que aos outros.
        Eu escolhi o texto do Juremir, exatamente por considerar ele neutro (na medida do possível) ele não é, nem de longe meu ídolo, mas pelo jeito não importa quem eu colocasse aqui a tua resposta seria a mesma.
        E eu nunca falei em rever lei nenhuma, não sei aonde tu leu isso vindo de mim.
        Só disse que essa lei foi uma atitude tacanha de militares para se livrarem dos crimes hediondos que cometeram durante esse período terrível da nossa história.
        Mas eles pelo jeito deixaram saudade e fãs por ai né…

      • Guilherme Lajeado disse:

        Se defender a Lei da anistia é ser fã da ditadura e isto é o melhor que tu pode argumentar lamento. Temos grandes juristas, políticos ou “meros” cidadãos que são a favor da Lei da Anistia, justamente pelos pontos que expus. Mas enfim, cada um, cada um. Se tu acha que alterar direitos adquirdos, tá no teu direito. Só espero que não te abale quando mudarem o TEU direito adquirido.

        Se tu ler a entrevista do Miguel Reali Jr talvez compreenda um pouco melhor o que eu digo. E tu não precisa concordar comigo, podemos discutir numa boa.

        Com relaçao ao texto da Lei, tu não entendeu. Diz que excetuam-se dos benefícios da anistia os que foram condenados. Ora, se é os que foram condenados, se alguém for condenado agora entra na anistia. Ou não?

        Tu não falou em rever lei. “Apenas” postou um texto que fala em REVISÃO. Portanto, pressume-se que é o teu pensamento… Sds.!

  2. Rafael disse:

    SAN JOSÉ, 14 dez 2010 (AFP) – A Corte Interamericana de Direitos Humanos condenou o Brasil por graves abusos ocorridos durante a ditadura militar (1964-1985) e declarou sem “efeitos jurídicos” a lei de anistia que impede investigar e castigar os responsáveis por tais atos.

    • Bara disse:

      Se não tem efeito juridico a Lei da Anistia, então ela não vale para ninguem. Portanto, ao banco dos réus os “democratas” zé dirceu, genoino, serra, franklin martins, “dulce maia”, diógenes, entre outros…

      • mariomarcos disse:

        Todos estes foram presos, julgados e condenados. E quem não teve a sorte de ser ‘apenas’ preso, acabou torturado, exilado ou então engrossou a lista dos desaparecidos. Todos que participaram daquele movimento são conhecidos e tudo o que fizeram também. E temos uma pequena prova aqui: estás citando os nomes de vários deles. O que precisamos é saber nomes e responsabilidades do outro lado, estes que a cortina da anistia esconde.

      • Bara disse:

        Franklin Martins: Esteve preso em São Paulo em 1968. Em 1969, foi eleito para a Direção Geral do MR-8 e, no mesmo ano, foi um dos planejadores e executores do sequestro do embaixador norte-americano Charles Elbrick. A divulgação de um manifesto redigido com a colaboração de Franklin Martins e a libertação de 15 presos políticos, levados para o México, foram as exigências dos terroristas para libertar o embaixador. Em fins de 1969, fugiu do Brasil e foi viver em Cuba, onde fez cursos de guerrilhas, em companhia de outros brasileiros ali refugiados. De Cuba foi para o Chile, para se abrigar sob o governo de Salvador Allende. Em 1973, retornou ao Brasil. Com a anistia, aposentou o pseudônimo Tovar, para atuar como jornalista.
        Pergunto: foi julgado? cumpriu pena?
        E tem mais …

      • Bara disse:

        Vai outro, aí:
        BRUNO MARANHÃO (Nome completo: Bruno Costa de Albuquerque Maranhão)
        Terrorista dos anos 60/70. Era conhecido pelos codinomes de “Carlos”, “Fabiano”, “Fred”, “Henrique”, “Márcio” “Paulo”, “Roque”, “Tião”, “Valmir”, “Ceci”, “Marinho” e “Robson”. Nasceu em 1939; quando tinha 20 anos, iniciou sua militância política, na Ação Popular, aderiu depois à “Corrente Revolucionária” e participou da fundação do Partido Comunista Revolucionário Brasileiro – PCRB. Em Pernambuco, esteve à frente do PCRB e liderou ações armadas, assaltos a bancos e atentados. No início da década de 70, sem nunca ter sido preso, buscou refúgio no exterior. Viveu na França e no Chile. Com a anistia, retornou ao Brasil e ajudou a fundar o PT, partido de que o PCRB passou a fazer parte com o nome fantasia de Tendência Brasil Socialista.
        Pergunto: foi julgado? NÃO – foi preso? NÃO

      • Felipe disse:

        Bara, citastes dois exemplos de pessoas que tiveram de sair do País para não serem presos e torturados. E o fato de tu saberes toda a história deles somente comprova o que o Mário escreveu, ou seja, de um lado se sabe tudo. E o outro: quem foram os militares torturadores? Onde estão? Algum foi preso? Alguém foi exilado? Isso é que revolta…

      • mariomarcos disse:

        Como eu já disse, alguns condenariam os homens da Resistência por lutarem contra o nazismo. Ora, as pessoas têm todo direito de lutar contra um regime opressor. Querer igualar os dois lados – um oprimido, o outro opressor que usou todo o poder do Estado – é brincar com a nossa inteligência.

    • Marcus disse:

      É sobre esta deliberação que saiu o decreto para investigar tudo, Rafael. Dilma aproveitou esta “deixa”.
      Há que não deixar pedra sobre pedra, sem ranços de esquerda ou de direita, até porque isso (direita, esquerda, centro) já não existe mais!!
      Investigar os USA e as acusações oriundas do “vazamento”do Wikileaks, de interferências indecorosas em praticamente todos os países do terceiro mundo, A Russia por anos de prisões, torturas e abusos em nome de um socialismo de fachada, Cuba pelo regime de exceção e mordaça de seus cidadãos. Os países (líderes) africanos por guerras civis que só prejudicaram os civis, mulheres e crianças. Enfim…
      Limpando tudo isso se vislumbra uma possibilidade de construir algo conjunto, Senão, só mais divisão e brigas por “pontos de vista”que não levam a lugar nenhum. Ou melhor. Levam. Exatamente onde nós estamos agora…

    • Guilherme Lajeado disse:

      A questão que se põe aqui é se a Corte Interamericana de Direitos Humanos pode declarar algo, contrária a lei do país. E onde fica a soberania (que alías é umas das bandeiras da atual política externa)? Se fosse outra “interferência”, será que não haveria uma revolta dos mesmos que agora usam este argumento a favor?

      A coerência deve existir, mesmo se discordarmos de algo.

      E só para deixar claro, a tortura é uma das coisas mais estúpidas que existe. Só que a Lei da Anistia existe e deve ser respeitada. Os fatos devem vir a tona, até para que não se cometa novos erros deste tipo. Mas não se pode alterar uma lei, sob risco de se criar uma inseguraça jurídica. Imagina se a moda pega e começarmos a alterar leis já aprovadas, não dando garantias previstas na constituição (direito assegurado!)?

  3. Sérgio Vitória Colorado disse:

    As ditaduras encobrem a verdade, desvirtuam a justiça, violam os direitos e cometem crimes hediondos para manter o poder de alguns grupos. Ditadura nunca mais, em qualquer lugar do mundo!!! A verdade deve vir à tona. A justiça ética deve ser feita, não como vingança, mas como forma de reparação dos erros cometidos pelas ditaduras contra as pessoas. Mas no Brasil, o que se faz na democracia? A verdade é praticada? Existe justiça efetiva? Acho que não. A democracia é incompleta. Saímos da ditadura para uma esquerda corruptível. A democracia brasileira é falha, mas dá sinais de esperança. Há uma revolução de ética no Brasil. O Ministro Joaquim Barbosa, relator do mensalão, defensor da justiça e da democracia, nos dá esperança de um país mais justo, ao devolver a crença na justiça.

  4. Jeferson disse:

    Bah, mas Guilherme Lajeado, você acredita mesmo que a “lei da anistia” é que possibilitou a transição? Não mesmo. Havia pressão por todos os lados, até os EUA tinham pulado fora do barco da ditadura “envergonhada”. A turma do Costa e Silva perdeu toda legitimidade entre os próprios milicos e o “milagre” se mostrou uma catástrofe urbano, ambiental e de planejamento (desmonte da malha ferroviária, da infra-estrutura portuária, da malha rodoviária, das estatais, do sistema educacional e do sistema de saúde, inflação galopante, dívida externa etc). Não havia mais como sustentar a ditadura.

    Diante disso, te pergunto: por que esse melindre com o ponto de vista dos ditadores? Quem torturou deve ser julgado e condenado. Ou não? A lei da anistia não deveria ter efeitos jurídicos, pois tortura é crime de lesa humanidade, justamente para impedir que torturadores torturem e depois criem um estado de exceção para desculpar o fato de terem torturado.

    Quanto a esse Bara, não passa de um trollzinho alimentado por sujeitos desumanos como o tal de Carvalho e o Azevedo, da Veja. Sequer consegue pensar, o coitado.

    • Guilherme Lajeado disse:

      Jéferson, eu acredito. Vou procurar uma entrevista do ex ministro Miguel Reali Jr falando sobre isto, acho que ficará mais claro.

      O que eu não concordo é se revisar uma Lei criada na década de 80, que na época possibilitou inclusive o retorno de exilados. Isto, na minha opinião, cria um precedente que pode acabar com a estabilidade jurídica de todo um país.

      Eu entendo o teu ponto, mas discordo. Acho que os riscos de uma atitude assim são muito maiores que os “benefícios”. Até porque é complicado julgar passado tanto tempo. Além disso, o “outro lado” também seria julgado?

      • Guilherme Lajeado disse:

        Jéferson, tá meio fora de formatação (perguntas e respostas), não sei porque. Mas dá pra entender a mensagem.

        http://m.estadao.com.br/noticias/impresso,anistia-de-mao-dupla-foi-o-preco-da-volta-a-democracia,849924.htm

        Uma passagem esclarecedora (para mim).

        A lei é criticada por ter sido promulgada sob o regime militar.
        “Na época eu fazia parte do Conselho Federal da OAB. Nós lutamos por essa lei, porque era uma forma de trazer um pouco de paz política e social ao País. Várias pessoas que estavam presas, refugiadas e exiladas puderam voltar ao Brasil e reiniciar suas atividades políticas. Foi o início de um processo de pacificação para se passar ao regime efetivamente democrático. Não se pode negar que a lei constituiu um benefício político e democrático para o Brasil.”

      • Guilherme Lajeado disse:

        Mais um trecho sobre o que falei (do mesmo texto).

        Critica-se o fato de ter sido uma anistia de mão dupla.

        “Foi sim um processo de mão dupla, que também anistiou aqueles que praticaram tortura, que é um crime contra a humanidade. Ao mesmo tempo, porém, do ponto de vista interno, da política brasileira, foi o momento da volta dos cassados aos cargos públicos, dos professores às atividades universitárias, da organização dos partidos. Foi um preço alto? Foi. Mas foi o preço para trazer a paz política e social para o Brasil. Mais tarde, é preciso lembrar, essa anistia foi legitimada pela emenda constitucional que convocou a Assembleia Constituinte. O tema também já passou pelo Supremo Tribunal, que o analisou profundamente. Não se pode fazer tábula rasa de tudo isso, porque o resultado leva a uma profunda insegurança jurídica.”

        Representantes da ONU apoiaram a iniciativa do MPF.

        “É uma contradição falar em proteção dos direitos humanos sem o respeito aos princípios básicos do Estado democrático. Forçar uma interpretação, que permita moldar o que aconteceu a um determinado tipo penal, é um desrespeito aos princípios básicos do direito. Por mais justo que seja o desejo de punir as pessoas que praticaram atos violentos à época da ditadura militar, nada justifica o abandono de princípios nos quais está fundamentado nosso pensamento. Não pode se garantir direitos humanos a uns e negar a outros. “

      • Felipe disse:

        Guilherme…o outro lado já foi julgado e condenado! Basta fazer uma pesquisa nos arquivos da época da Ditadura para constatar a existência de milhares de processos contra os “revolucionários”. Eles foram presos, torturados, exilados, muitos mortos. Mas e os militares…quantos foram responsabilizados pelos seus crimes? Aliás, quem são eles??

      • Guilherme Lajeado disse:

        Alguns podem ter sido julgados e condenados. Mas outros tantos não foram, afinal ou viviam na clandestinidade ou fugiram do país.

        Qual é o medo então de se autorizar que aqueles que não forma julgados na época, sejam feitos agora? Se defendemos um ponto, devemos ser coerentes, e cobrar justiça (caso ainda não tenha sido feita!) para os dois lados. Ou não?

        A minha posição é que ninguém mais deve ser condenado, não judicialmente, afinal existe uma lei que previu isto e assegura este direto. Agora, se investigar, esclarecer os fatos, isto pode ser feito, sem problemas. Claro que desde que se investigue os 2 lados, afinal os crimes aconteceram do outro lado também…

      • Jeferson disse:

        Guilherme, legal estarmos debatendo em bom nível.

        Há muita controvérsia sobre essa ideia. Não é só o Reale que defende ela, há outros, mesmo entre sujeitos de esquerda. A questão é que objetivamente a anistia não é o instrumento legal último para julgar casos de tortura, justamente porque tortura é imprescritível. É crime de lesa-humanidade.

        Usar a lei de anistia para absolver torturadores, isso sim me parece “perigoso”, como você diz.

        Perceba: não haverá revisão da lei, haverá sua interpretação à luz da legislação internacional, visando interpretar a tortura como crime contra a humanidade.

        É verdade que isso não é pacifico no campo do direito, mas realmente não consigo entender por que alguém minimamente esclarecido pode defender torturadores, como você está fazendo.

      • Guilherme Lajeado disse:

        Não defendo torturadores (da mesma forma que creio que tu não defenda terroristas, mesmo que por crimes ditos “políticos). Apenas acho que a Lei foi criada em dado momento histórico, com apoio da maioria da sociedade, inclusive da “esquerda” que exigiu a anistia “ampla, geral e irrestrita”. Quando esta saiu, lá em 1979, possibilitando (junto com outras ‘n’ variáveis, é verdade) o início da “lenta e gradual” transição para a Democracia.

        Com relação a tortura ser crime imprescritível, isto consta na Constituição de 88, portanto posterior a Lei da Anistia. Então aqui também cabe discussão…

        Enfim, é bom debater num nível assim, acho que todos tendem a apreender, e se necessário mudar seu pensamento, ao menos em determinados pontos. Mas que fique claro, não defendo torturador e não tenho saudade da ditadura. Talvez por isso vejo com receio este revisionismo de algo já definido.

    • Bara disse:

      “Sequer consegue pensar, o coitado.”
      Meu caro Jeferson: falas em desmonte da malha ferroviaria(o verdadeiro desmonte foi obra de FHC); desmonte da malha rodoviária, mas qdo foi construida a Free-Way que provavelmente usas para curtir a praia? qdo foi asfaltada a BR 290(POA-Uruguaiana), a BR 472, a BR 386(para citar só o RGS)? Quando foi criada a Embratel(a primeira realização que hoje te proporciona falar ao celular)? Quando foi criado o FGTS, o PIS, o BNH, o Projeto Rondon? Quando foi construida Itaipu, cuja energia usas hoje em tua casa? A ponte Rio-Niteroi? Quando foi criado o Código Tributário Nacional, o Estatuto da Terra, o Banco Central, a Policia Federal?
      No mais, não sou assinante de Veja. A popósito, qdo Veja ajudou a derrubar Collor, garanto que a consideravas a melhor revista do Brasil; agora, porque denuncia os podres dos teus idolos tudo mudou. E mais, Veja sempre foi critica ferrenha do regime militar. Isto é o que me ocorre no momento, ou seja, o que consegui pensar nestes poucos minutos… desculpe!

  5. Paulo Juliano disse:

    M.M. cita a fonte aí! Carta Capital, rs…

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