Esta placa está fixada em uma das paredes do segundo piso Mercado Público de Porto Alegre. Dá um aviso claro: é proibido lançar lixo nas ruas sob pena de pesada multa.
Pois bem, o mais surpreendente é o seguinte: a placa continua moderna apesar de ter quase a idade do Mercado, um prédio histórico inaugurado em outubro de 1869.
Os péssimos hábitos daquela época, revelados pelo aviso da placa, continuam presentes na sociedade de hoje, 143 anos depois.
Basta prestar atenção nas ruas.
Pessoas jogam papéis, copos, jornais velhos, descartam tudo que é tipo de sujeira nas ruas ou nos riachos – onde até sofás e geladeiras são vistos a todo momento boiando.
Não apenas isso.
Há gente bem instruída, acomodada em carros valiosos, que abre os vidros e descarta latinhas e papéis – e, depois, reclama da sujeira da cidade ou acusa os políticos de pouca ação para evitar a imundície que ela mesmo faz.



MM, isso de ver gente abrir o vidro do carro e jogar lixo na rua é das coisas mais revoltantes mesmo. E é como tu disseste, não é gente sem instrução ou dinheiro não. Tu vê gente em carrão fazendo isso. São dos que acham que assim garantem o emprego do gari, como já ouvi uma vez falarem. Espero que essa turma não resolva querer garantir o emprego dos policiais também.
Ainda sobre isso, um capitulo a parte é o fumante, que em sua esmagadora maioria é porco e mal educado. Carteira de cigarro e bituca podem ser descartados na calçada como se nada fosse, e com uma naturalidade espantosa.
quantos aos fumantes, como esperar que alguém que não cuida da própria saúde, que cuide da rua?
FATO!
Edi: penso que os adeptos da bebida alcoólica estão inclusos nesta questão também…
Gostaria de entender pq os fumantes acham que podem jogar bituca no chão.
Paulo: faz sentido seu ponto de vista, é que, é comum vermos os fumantes jogando bitucas, mas com frequência junto garrafas e latas de cerveja da grama aqui de casa, valeu pela análise, mas cabe ressaltar, que toda regra, sempre tem exceção.
Bem, penso que a questão não é somente o fumante que em sua esmagadora maioria é relaxado conforme tu dizes, mas sim, o cidadão em si. Pare e repare quem come bala, chocolate ou mastiga chiclete entre outros alimentos, se por um acaso ele coloca este material no lixo adequado como deveria ser…
A cultura é de um todo atrasada, infelizmente.
Muito bem colocado MM.
Aqui na minha cidade, recentemente foi inaugurada uma usina de reciclagem, com cadastramento e capacitação dos catadores, que em breve deverão ser Agentes de Limpeza ou algo semelhante.
Acredito também que haverá campanha de concientização para educar a população.
Oremos.
acho impressionante como as pessoas jogam lixo na rua, eu, que vou a praia todos os dias, fico indignado, como alguém vai aproveitar a praia e emporcalha seu redor com lixo, justamente o lugar onde vai desfrutar? Creo, Mário Marcos, que durante muito tempo o homem considerou-se fora do meio ambiente, um ser a parte, sem compromisso agum no meio em que vive.
Belo ponto o teu, Edi. A praia…
Esse ano eu presenciei uma cena absurda. Uma turma grande, acho que umas duas ou três famílias juntas na beira da praia, com crianças… aquela coisa toda. E óbvio, muito lixo na volta. Latinhas, milho, saco de picolé, tudo que se pode imaginar. Eis que no meio disso tudo, uma criança incentivada pelo pai (tio, primo, vô, enfim um adulto) pega uma latinha de cerveja vazia e vai em direção ao mar jogar ela na água. A criança jogava e a onda trazia, e isso foi motivo de diversão pro pessoal.. ver o esforço da criança em jogar o LIXO na água.
Não preciso nem comentar que quando esse bando saiu da praia o lugar onde eles estavam parecia mais um aterro sanitário, de tanta porcaria no chão.
Ai eu me pergunto: E se esses mesmos chegassem na praia ela estivesse assim, o que eles pensariam? No mínimo ia por a culpa na prefeitura, governo do estado e presidente da republica. Isso é Brasil… infelizmente.
Luiz, para engordar minha bolsa de pesquisa, sou salva- vidas temporário no verão, ou seja, passo o verão observando o comportamento das pessoas a beira- mar, fatos como esses são corriqueiros, e como você escreveu acima, não é exclusividade de pobres que não tiveram acesso a informação, é o cara do carrão, com todo o acessoa educação. um cientista social aqui da FURG escreveu ótimo artigo sobre o espaço público, e a dificuldade entender, que se é público é de todos, mas pensamos que se é público, é meu!
bem, peço licença ao MM, para postar o link de um artigo que citei no texto acima;
http://jornalagora.com.br/site/content/noticias/detalhe.php?e=5&n=22772
Opa, Edi. FURG é? Pois o meu relato se deu na praia do Cassino. Estou morando aqui em Rio Grande desde novembro passado.
Mas esse comportamento com certeza não é “privilégio” local. Apesar de eu achar que aqui o pessoal deixa mais lixo na areia que em outros lugares…
Tens razão, é um espanto o desleixo das pessoas. Lembro que há uns 30, 40 anos, quando acampava, levava para a praia ou pendurava na barraca um saco de plástico onde colocava todo o lixo, que mais tarde era depositado em um lixo apropriado. Qual a dificuldade de as pessoas fazerem isso quando estão na praia?
isso mesmo Luiz, moro há anos na praia do cassino, apesar de ser da fronteira, mário Marcos, o mais incrível da praia do cassino, é que uma praia onde as pessoas vão de carro, há distribuição de sacolas para recolher o lixo, só colocar em seu carro e levar para casa… mas acabam deixando o lixo ensacolado a beira-mar.
Ano passado fui da barra do rio grande a barra do chuí, uma extensão de praia de 220 km, de muito lixo
MM moro nas imediações do parque germania e caminho la todos os dias, e a sujeira que e posta na vegetação preservada e um nojo, tem um corrego la dentro que exala um fedor, e um lixao e ninguem limpa, esses dias eu vi uma pessoa de uma comunidade perto do parque jogando cadeiras e todo o tipo de llixo na rua atras do parque,, agora me diz o q tu faz com um “ser humano” desses,, esse e um exemplo do que acontece em todos os lugares, e as pessoas q sao encarregadas de “limparem” nao fazem o serviço direito. A maior prova e a nossa cidade, ruas, parques, calçadas sujas e mal cuidadas.
O que vou falar vai soar como sendo mentira, mas infelizmente não é…
Nesse último verão, voltando de Tramandaí no meio da semana (terça ou quarta feira), ou seja, free-way quase vazia no sentido litoral-capital me deparo com uma atitude no mínimo grotesca. O carro que vinha na minha frente, mais ou menos uns 200 metros, na pista do meio, abre o vidro e joga pela janela nada mais, nada menos do que um coco!!! Isso mesmo… um coco… Fiquei apavorado…O que uma pessoa dessas pode ter na cabeça???
Isso meio que traduz a sociedade onde vivemos… É algo como ” Eu faço o que eu quiser e o problema é meu, tu não tem que te meter”…
Cada vez mais complicado…
Imagina o acidente que um demente desses pode causar.
É o que eu digo, cada vez mais as pessoas se importam com as outras. Desde que esteja tudo bem pra si, o resto é o resto.
A sujeira das cidades revela o grau de educação de um povo.
Junta a falta de educação com a impunidade e o quadro só podia ser esse mesmo.
Só que esses idiotas relaxados, se estiverem em outro país onde as leis são respeitadas e as pessoas são bem educadas, cumprem com todas as regras e acham bonito.
Ouvi uma vez um jornalista comentando que quando estava visitando a Muralha da China, ao tentar deixar a carteira de cigarro vazia em cima de um lugar qualquer prá ficar com as mãos livres e tirar uma fotografia, que ele foi imediatamente advertido pelo policial e pegou rapidinho a carteira. E isso que ele não estava se desfazendo dela. Apenas colocando num lugar prá ficar com as mãos livres e pegar de volta.
Contra determinados problemas não se pode ser tolerante porque o prejuízo ( sujeira) e o benefício ( limpeza) é para todos.
Mas aqui no Brasil, dinheiro não é problema.
Se o povo fosse educado, nem haveria garis pelas ruas.
São duas coisas que me tiram do sério na minha cidade: vandalismo e descaso com a limpeza pública.
Acredito que um dos fatores de maior influência seja o aspecto cultural – de colonização, de origem mesmo – pois me é perceptível o salto de qualidade quando visito certas cidades da nossa serra, por exemplo, mesmo em locações de grande rotatividade turística.
Na minha cidade – açoriana como a capital – o vandalismo e o descaso ‘trabalham’ juntos. No centro comercial, por exemplo, a prefeitura já tentou N tipos de lixeiras duplas (seco/orgânico, sempre com as cores padrão), usando formas e materiais de modo a facilitar o uso e evitar que o recipiente possa ‘interessar’ o vândalo de alguma forma, mas não adianta: a vida útil é de DIAS, e enquanto a lixeira ainda tem serventia, parece ser OBRIGATÓRIO que o transeunte simplesmente largue o papel no chão estando a um passo dela.
Honestamente não entendo como o infrator ainda não percebe que essas práticas, além de constranger nosso poder de cobrar ações dos governantes, prejudicam sobretudo à nós mesmos.
MM parabens pelo post.
Realmente tem muito o que melhorar, mas se compararmos com anos atras acho que da pra dizer que estamos melhorando.
E que bom tambem que nao grenalizaram esse topico
Outro assunto de desrespeito, é relacionado ao trânsito:
- Vivi um fato hoje que me deu raiva, estava eu, de moto, no semáforo e ao meu lado parou um conhecido meu, de carro. Nisso, pouco antes de abrir o sinal, um rapaz vai atravessar a rua levando uma moça numa cadeira de rodas, eu esperei, mas meu amigo (do carro) arrancou e quase atropelou os dois, eu ainda tentei businar a fazer um gesto pra ele esperar, mas não adiantou.
Na quadra seguinte, alcancei ele, e de dentro do carro ele teve a capacidade de ainda me mandar tnc.
Ah, ele e seu pai são advogados.
Podem falar de complexo de vira-latas e blablablá, mas tudo comentado aqui se traduz como aspectos de povo que ainda é colonizado.
O q dizer de um país onde é exportada a prostituição, preguiça e carnaval?
País de ovelhinhas pastoreadas por poderosos q matam milhares com uma canetada só.
Corrupção impera na sociedade em todos os níveis.
Povinho porco e desleixado…
Desculpem o desabafo.
Mas o q vejo, todo dia, é muito pior do q foi narrado aqui e me dá asco só de pensar, qto mais de escrever/falar…
Só há uma maneira de solucionar este problema: obrigar quem joga lixo em local inadequado a varrer rua duarante uma semana. Garanto que depois de alguns serem punidos, todos guardariam seu lixo para descartar em local adequado.
Espero que um dia um deputado crie uma lei assim…