A comovente e chocante entrevista de Carlos Araújo

Mesmo quem acompanhou aquele brutal período da ditadura deve ter se chocado e emocionado com a entrevista franca, corajosa, quase um desabafo, do ex-deputado Carlos Araújo ao programa Gaúcha Atualidade, da Rádio Gaúcha, na manhã desta quinta-feira.

Ex-marido da presidenta Dilma Rousseff, a exemplo dela brutalmente torturado, Araújo lembrou detalhes do período de prisão e de tortura, sem um momento de hesitação. Comoveu os ouvintes e silenciou por longos períodos os próprios jornalistas, como você pode conferir ao ouvir a entrevista, clicando no link abaixo.

Ele fala dos choques elétricos, lembra que alguns torturadores chegavam a se dopar na frente dos presos, lembra que só alguém com grave doença mental é capaz de torturar um ser humano e, por fim, volta a contar a história do dia em que tentou o suicídio como forma de fugir do regime.

Vale a pena ouvir Araújo, que fala também sobre a instalação da Comissão da Verdade:

http://mediacenter.clicrbs.com.br/templates/player.aspx?uf=1&contentID=252577&channel=232

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Sobre mariomarcos

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71 respostas para A comovente e chocante entrevista de Carlos Araújo

  1. ELTON disse:

    Quem não sabe os efeitos de um choque elétrico fale com o
    Lazier Martins (brincadeirinha idiota!).
    A realidade é que isso jamais deveria ter acontecido. Isso foi
    uma mancha negra (ou branca) na história do Brasil, patrocinada
    por algumas pessoas com poder de comando e por outras sem
    qualquer poder de indignação. Só vejo um aspecto positivo nisso
    tudo: os brasileiros devem escutar e ler sobre as barbaridades,
    para que nunca mais se incorra nesse erro.

  2. Maria Lucia disse:

    A RBS se atrasou, a Band colocou no ar uma entrevista maravilhosa com ela há uns 15 dias!

  3. Geraldo disse:

    Houve abusos de ambas as partes. Claro, em muito maior número por parte do governo.
    Falam da Lei da Anistia, mas esta beneficiou, tb, os assassinos, sequestradores, terroristas, assaltantes e guerrilheiros… os chamados “subversivos” na época.
    Apesar de viger a referida lei, tb sou a favor de ir atrás dos criminosos da época.
    Tanto os militares, qto os “subversivos”.
    “Pau q dá em CHico tb bate em Francisco”… ;)

    • Luiz Martini disse:

      Os casos mais marcantes de terrorismo que conheço durante aquele período, foram as bombas e incêndios de bancas de jornais que vendiam publicações “de esquerda”, a carta bomba que matou a secretária da OAB e o atentado perpetrado por dois militares no Rio Centro.
      Me desculpe, Geraldo, mas quem vem com essa conversinha mole de “dos dois lados”, são apoiadores da Ditadura que querem se passar por defensores da Democracia.
      Cada um pode HOJE pensar o que quiser [graças à luta de pessoas como a Dilma e o Araújo], mas que tenha a coragem de assumir o que defende.

      • Carlos disse:

        Parabéns, Luiz Martini! É exatamente isto! A direita precisa se assumir! Se o cara tem saudades da ditadura, precisa dizer isso com todas as letras, e não vir com essa conversinha mole de “tem que investigar os subversivos”. Mas o Brasil vai avançando apesar desse pessoal saudoso da ditadura …

      • alexandreehlers disse:

        TODOS precisam assumir os erros cometidos. ou a lei não vale para todos?

      • Bara disse:

        Está em http://www.averdadesufocada.com
        Alguns detalhes interessantes da vida clandestina da guerrilheira, Estela, Wanda, Luiza ou Patrícia codinomes de Dilma Vana Rousseff Linhares.
        – Em 1965, com 17 anos, Dilma entrou para Escola Estadual Central, um centro de agitação do movimento estudantil secundarista, e começou sua doutrinação. Dois anos depois militava na Política Operária – POLOP. A POLOP foi criada em 1961 e teve origem no Partido Socialista Brasileiro e já agia muito antes da contra-revolução. Em 12 de março 1963, a POLOP apoiou e orientou a subversão dos sargentos em Brasília – 600 militares , entre cabos, sargentos e suboficiais da Marinha e Aeronáutica, apoiados pelo dirigente da POLOP Juarez Guimarães de Brito, que se deslocou do Rio de Janeiro para Brasília, se rebelaram e ocuparam a cidade. Dominada a rebelião duas pessoas estavam mortas;o soldado Divino Dias dos Santos e o motorista civil Francisco Moraes. Ainda nessa época, a POLOP concitou o PCB, através de uma “Carta Aberta”, a romper com o reformismo e com o governo de João Goulart. Logo após, a POLOP passou por uma fase de muita polêmica quanto às linhas de ação a serem seguidas para decidir o melhor método para implantação do comunismo no Brasil. Uma ala defendia a formação de uma Assembléia Nacional Constituinte e outra dava prioridade à luta armada. Dilma, aos 20 anos, inclinou-se para a luta armada e juntou-se ao grupo que optou pela violência.

      • Carlos disse:

        A lei que criou a Comissão da Verdade, pelo que sei, se foca nos crimes praticados por agentes do Estado, ou em nome do Estado. Para mim é uma opção legítima, porque esses são os crimes mais graves (porque um ato praticado em nome do Estado, configurando Terrorismo de Estado, sempre será mais grave do ponto de vista do Direito, por motivos óbvios). Eu até não seria contra a apuração de fatos (e até o eventual julgamento, caso venha a ser afastada a aplicação da Lei da Anistia – algo que ainda pode acontecer) envolvendo atos de militantes de esquerda. Só que aí se teria que ver se esses fatos já não foram investigados no próprio período da ditadura (pois a ditadura investigava exaustivamente os atos dos militantes de esquerda, e nunca os seus próprios atos). Acho até que a APURAÇÃO desses fatos, caso fosse feita agora, até BENEFICIARIA os militantes de esquerda, porque as “versões” que constam nos arquivos oficiais quase certamente são muito mais desfavoráveis a eles do que a verdade. E repito: nem uma eventual punição de militantes de esquerda eu considero absurda (caso ainda venha a cair a Lei da Anistia). Imaginemos um grupo de militantes de esquerda que tenha sequestrado e torturado alguém, e que isto nunca tenha sido investigado e punido. Não cometeram eles, assim como os agentes do Estado, um crime contra a humanidade (e, portanto, imprescritível)? Eu não descartaria uma eventual punição de alguém que praticou um ato desses. Eu só acho remotíssima a possibilidade de se encontrar um caso como esse. Já os fatos geralmente invocados pelos defensores da ditadura (enrustidos) para fundamentar uma “investigação dos dois lados”, como assaltos a banco e sequestros (de embaixadores, por exemplo), já deram, praticamente todos eles, ensejo a PUNIÇÕES, inclusive aplicadas por TRIBUNAIS DE EXCEÇÃO. Pretender submeter essas pessoas a novo julgamento, com o risco de nova punição, é uma tese tão estúpida que não merece sequer ser discutida. Somente alguém que não tem a menor noção dos princípios mais básicos do Direito poderia formular uma tese tão absurda — e, no entanto, como teses desse tipo circulam por aí …

      • Luiz Martini disse:

        Bara, eu até queria te levar a sério, mas parei no “contra-revolução”.
        Quem acredita nisso, ou é partidário disso, é caso perdido.
        Assume a defesa aberta da Ditadura, pois felizmente para ti, HOJE vivemos numa democracia, apesar da gente que defendes.

        Mas não me vem com veja bem…

      • Guilherme Lajeado disse:

        A lei que criou a Comissão da Verdade não diz, em momento algum, que deve se focar nos crimes do Estado… Mas enfim, não entrarei nesta discussão, se tiver interesse que leia a lei, já que é um notório sabedor do Direito.

  4. Maria Lucia disse:

    Seu Geraldo, o senhor conhece ou já ouviu falar em algum militar que tenha sido torturado pelos militantes da luta armada? Como assim “abuso de ambas as partes”? O senhor viveu aquela época? parece que não…

    • Bara disse:

      Quem foram os responsáveis pela bomba no Aeroporto dos Guararapes, em 25 de julho de 1966, matando um jornalista e um Almirante e ferindo um General?

      • Luiz Martini disse:

        Bara, o atentado de Guararapes é um dos tantos episódios obscuros desse período.
        Procuraram, procuraram, e nunca encontraram ninguém para colocar a culpa em definitivo.
        Muitos anos depois, atribuíram o atentado à Ação Popular, o movimento fundado pelo José Serra.
        É preciso levar em conta que o visado no atentado era o General Costa e Silva, então candidato à Presidência.
        É preciso levar também em conta as disputas entre dois grupos principais entre a Ditadura; o dos “legalistas”, como o Castello Branco, que queriam redemocratizar logo o país, o devolvendo rapidamente aos civis, como prometido no início do Golpe, e o da “linha dura”, a turminha que depois que chegou ao poder, gostou de mandar e desmandar e que acabou infelicitando e atrasando o país por longos mais de 20 anos.

    • Bara disse:

      Assassinato do tenente da Polícia Militar Alberto Mendes Júnior, que teve o crânio esmagado a coronhadas por Carlos Lamarca e seu bando.
      (Antes de ser assassinado, foi obrigado e engolir seus próprios testículos – na sua visão isso não deve ser tortura… lamentável)

      • Maria Lucia disse:

        Seu Bara, sei que houve alguns poucos militares assassinados em combates, mas a minha pergunta é: o senhor conhece ou já ouviu falar em algum militar que tenha sido torturado pelos militantes da luta armada?
        Quanto a esta tortura que o senhor fala, em nenhuma das páginas que pesquisei, todas anti-comunistas, é citado esta ocorrencia de engolir os seus próprios testículos. Todas falam em execução! Procurando por “engolir seus próprios testículos” só encontrei em um comentário do uol. Portanto, tudo me leva a crer que esta informação não procede.

      • Bara disse:

        A senhora não se pronunciou a respeito do assassinato, e este aconteceu, se é que estou mentindo sobre a tortura.

  5. Maria Lucia disse:

    Mario Marcos, a entrevista da Band dá de 10 a 0 nessa. A primeira parte está aqui: http://www.youtube.com/watch?v=y2ITV5F5ktI&feature=my_favorites&list=FLIJ8Y4Vi7JJWjLTKiDv3-3Q
    E porque o apresentador ficou dizendo que o Carlos não participou da luta armada? Para os ouvintes não se chocarem. Que bobagem, eles não eram bandidos!

  6. Luiz Martini disse:

    MM, o mais irônico é que os defensores da Ditadura que comparecem de quando em vez aqui pelo blog para criticar a Dilma ou a Comissão da Verdade, só podem fazê-lo graças à luta de pessoas como a própria Dilma, o Araújo, o teu amigo de infância Rita e tantos outros.
    Porque, se dependesse dos generais que essa turminha vem defender aqui, eles estariam com a boquinha bem fechada e o rabinho entre as pernas…

    • mariomarcos disse:

      Disse isso aqui certa vez: ainda bem que vivemos a democracia. Naqueles tempos, se alguém ousasse dar uma opinião contra o sistema, corria o risco de ser preso e desaparecer.

      • Luiz Martini disse:

        MM, eles não eram presos.
        Eles eram “convidados” a “prestar depoimento”, como o Wladimir Herzog, e depois “se suicidavam”.
        E ainda tem incauto [seria só isso?] que vem aqui relativizar e contemporizar.

    • Guilherme Lajeado disse:

      Sinceramente tu acha que a Dilma e cia lutava contra a ditadura pra implementar a Democracia? É sábido que a idéia dos grupos revolucionários (Colina, Var Palmeres…) não era esta, sendo que isto é inclusive admitido por notórios integrantes destes…

      E não falo isso porque eram grupos de esquerda. Da mesma forma existiam grupos (menores é verdade) de direita que não queriam de jeito nenhum largar o “osso”. E fizeram o possível para seguir no poder.

      Por isso que digo, que os verdadeiros responsáveis, a quem devemos realmente a Democracia, são aqueles situados longe dos extremos. Estes sim fizeram algo de produtivo, na medida do possível, em prol da Democracia. Estes devem ser saudados por nós!

      • Luiz Martini disse:

        Sinceramente, acredito, Guilherme.
        E por que acredito?
        Porque sempre fui opositor da Ditadura e nunca fui defensor do comunismo como Sistema Econômico [é isto que ele é!] nem apreciador de ditaduras.
        E como eu, conheci um montão de gente.
        Tinha um colega da minha irmã mais velha no colégio que entrou para a luta armada.
        Nos anos 70 o encontrei por acaso, exilado na Bélgica.
        Era um ferrenho opositor e crítico da turma do Pecebão que também andava exilada por lá.
        Sabe o que ele me dizia? Que uma das coisas que o deixavam mais puto da vida era dizerem que porque fora guerrilheiro era também comunista.
        Essa história de dizer que os que eram contra a Ditadura eram contra o país [Ame-o ou deixe-o, sabe?], eram todos “de esquerda” e lutavam para implantar uma outra Ditadura, era uma lorota plantada pelos donos do poder para desacreditar seus opositores.
        Isso é mais velho do que a Salve Rainha e todo governo totalitário contestado faz isso.
        Mas a gente não precisa acreditar, né?

      • Guilherme Lajeado disse:

        “Lorota” esta que já foi admitida por diversos integrantes destes grupos… Integrantes aliás, que tiveram coragem de dar a cara a tapa e assumir suas posições de então. Um exemplo: Fernando Gabeira!

        E acredito realmente que nem todos “revolucionários” eram comunistas ou não buscavam a Democracia. Generalizar neste caso, para qualquer lado, é injusto, isso é fato.

  7. juliocolbeich disse:

    Muito boa a entrevista. Esclarecedora, forte. Não se deve esquecer destes atos praticados pelo governo da época, pois eles poderiam se repetir no futuro.

  8. Guilherme Lajeado disse:

    Eu defendo (e admiro) aqueles que entrentaram a ditadura sem precisar cometer ilegalidades contra pessoas comuns (civis), seja tortura, assassinatos, sequestros e roubos. E exemplos como estes temos aos montes, sejam de esquerda, centro ou direita!

    Só que atualmente, exalta-se, erroneamente, alguns grupos (contra) ‘revolucinários’, como se estes fossemos maiores (e únicos) responsáveis pela redemocratização. Se formos analisar, os extremistas dos 2 lados (!) foram os grandes responsáveis pela longa duração do Regime Militar e não o contrário.

    • Geraldo disse:

      Linchamento em 9, 8, 7, 5, 4, …

    • Luiz Martini disse:

      Guilherme, sempre que te leio concluo que és muito jovem e certamente não viveste esse período desde o início. Caso contrário, tenho certeza de que teu enfoque seria diferente.
      Essa é mais uma razão para se apoiar iniciativas como a da Comissão da Verdade, não para assumir suas eventuais conclusões como verdades absolutas, mas como mais uma fonte sobre parte da nossa História que até agora não foi revelada, por pressão dos praticantes de desmandos daquela época [basta ver que aqueles senhores assassinos e torturadores se reúnem no Clube Militar todo ano para exaltar suas “façanhas”].
      Quanto aos responsáveis pela redemocratização, todos aqueles que se opuseram à Ditadura, seja com fuzis, canetas ou manifestações, devem ser exaltados.
      Uma coisa é certa. Se não tivesse ocorrido oposição e enfrentamento, muitas vezes às custas das próprias vidas, até hoje viveríamos sob as botas dos generais e não estaríamos aqui, livremente, expressando nossa opinião, discordando, debatendo…

      • Guilherme Lajeado disse:

        Luiz,
        Realmente não vivi o período, mas já li e estudei bastante sobre o período. Inclusive meu trabalho de conclusão da faculdade trata sobre o período (com enfoque na Economia).

        Sou totalmente a favor que se busque trazer a tona os fatos, como forma de se saber a história (escrevi sobre isto no post de ontem) e evitar erros futuros. O que não concordo é que algumas pessoas que não deveriam ser tratados como heróis, são hoje “endeusadas”. Ora, não é porque foram ‘vítimas’ na época que necessariamente são heróis agora. Ou estou enganado?

        O que me chateia é o fato que os verdadeiros ‘heróis’, muitos deles anônimos, que lutaram (sem atingir civil algum!!!) parecem ter sido esquecidos… Temos inúmeros nomes que foram decisivos na redemocratização e nunca precisaram fazer ‘propaganda’ de seus atos. Fizeram o que deviam na época, e ponto!

        Sou contra aplaudir quem lutou contra a ditatura usando, muitas vezes, métodos iguais (ou piores) dos próprios defensores do sistema de então. Só isto!

      • Guilherme Lajeado disse:

        “Quanto aos responsáveis pela redemocratização, todos aqueles que se opuseram à Ditadura, seja com fuzis, canetas ou manifestações, devem ser exaltados.”

        Luiz, se eu atualmente me opuser a CORRUPÇÃO com fuzis deverei ser exaltado no futuro?

      • Carlos disse:

        Guilherme,
        Sinto te dizer, mas não sabes nada da história do período. Tuas opiniões estão viciadas por uma ideologia de extrema-direita. Estás sempre ávido por encontrar algo que jusitifique as brutalidades cometidas pelo regime que tanto admiras.
        Prova da tua ignorância sobre este período da nossa história é esta frase que escreveste (há outras que se prestariam ao mesmo fim, mas escolhi esta): “Sou contra aplaudir quem lutou contra a ditatura usando, muitas vezes, métodos iguais (ou piores) dos próprios defensores do sistema de então.” Alguém capaz de cogitar que os opositores do regime militar usaram métodos “piores” que os do regime (que eram a tortura e o assassinato), só pode ser um completo ignorante da história do período.
        E ignoras também que há uma diferença fundamental entre a violência perpretada pelos agentes do Estado e aquela praticada por particulares. Se não consegues perceber esta diferença, deverias estudar um pouco o tema. Trata-se de um tema largamente estudado no Direito e na Ciência Política. Relaciona-se ao fato de o Estado estar autorizado ao uso da força legítima dentro do seu território — e, portanto, não poder se comportar como uma quadrilha. Dá uma lida em alguns livros de Teoria Geral do Estado e Direito Constitucional, pra começar. Talvez isso comece a iluminar a tua mente.

      • alexandreehlers disse:

        Parabéns Guilherme, brilhante análise. Exaltam demais algumas pessoas (que não por acaso estão na política e no poder hoje) e esquecem outras que não querem confetes por terem feito sua parte na luta pela redemocratização sem matar ou torturar ninguém. E antes que me venham com essa besteira de esquerda ou direita: EU TENHO NOJO DOS DOIS, pela falta de compromisso com o que realmente interessa, o bem COMUM!

      • alexandreehlers disse:

        Ao Carlos
        Que falta de respeito. É a típica ladainha dos sem argumento: atacam a pessoa, chamando-a de ignorante. Não argumentam nada a não ser que sabem tudo e quem tem opinião diversa é um idiota. Ou seja, é exatamente o INVERSO do que teoricamente defendem: DEMOCRACIA. Saber ouvir e respeitar a opinião é exatamente pelo que lutaram milhares de pessoas durante o regime militar, e com essas opiniões o senhor desreipeita todos eles.

      • Carlos disse:

        É a velha ladainha dos defensores da ditadura (enrustidos). Vêm com um discurso sem pé nem cabeça, violentando os fatos e a história, e quando são criticados alegam que faltou “respeito” ou que “isso não é democracia”. Por favor, não me venha com essa estratégia argumentativa infantil achando que vai me impressionar. Traga argumentos tu. Eu trouxe vários (se não conseguiste encontrá-los, o problema está na tua leitura).

      • Luiz Martini disse:

        Parabéns, Carlos. É bem isso.
        Uma vez falei para um amigo cujas idéias eu conhecia muito bem, que ele era racista. O cara ficou todo ofendido. Por que? Porque nenhum racista, nazista ou simpatizante da Ditadura assume essas condições, então vêm sempre com o “veja bem” que muitos estão usando aqui.
        Ora, estamos numa Democracia graças à Dilma e muitos outros, então sejam homens e tenham a coragem de vir aqui defender sua Ditadura, a tortura e os desmandos ABERTAMENTE, sem subterfúgios e falsos pressupostos.
        Ah, mais é feio defender a Ditadura, né? Bem, se têm vergonha, então mudem suas idéias e convicções.

      • Luiz Martini disse:

        Guilherme, pelamor, olha a diferença das situações!
        Pessoas usaram seus fuzis para derrubar um Presidente eleito! E para instalar uma Ditadura!
        Abriram portanto o precedente para serem combatidos pela força, pois que dela fizeram uso para adonarem-se do poder.
        É BEM diferente de usar fuzis contra os corruptos, ainda que muitos merecessem.
        Tu falaste que estudaste e estudas o período.
        Então tenta ver que [poucas] possibilidades sobravam para os opositores do regime.
        Se se conquistava uma maioria numa Câmara, se cassavam tantos parlamentares quanto necessário para restabelecer a maioria governamental.
        Se as pesquisas indicavam que a oposição ia ter maioria no Senado, se criavam os Senadores Biônicos com o fim de garantir de saída, SEM ELEIÇÕES!, 1/3 do Senado.
        E por aí vai.
        Nem vou falar em não poder publicar falcatruas do governo [sim!, tinha, e muitas!], em ser preso por criticar o governo, ou em ser assassinado como Herzog, que nunca pegou em armas [só a caneta, como já falei].

      • Guilherme Lajeado disse:

        Incrível Carlos, quando se é confrontado com uma opinião oposta, o que se faz? Se tenta desmoralizar o oponente (ingnorante!) e taxar ele de algo que não é (defensor da ditadura!)? Ou se tenta discutir com idéias e FATOS? Bom, eu prefiro a segunda opção. Mas tu pelo visto não…

        Enfim, a partir do momento que tu me taxou de influênciado pela ideologia de extrema direita (que papinho para um cara esclarecido como tu, hein?) tu mostrou toda tua SAPIÊNCIA… E tua tolerância com uma simples discussão (que aliás vinha transcorrendo numa boa com o Luiz Martini, mesmo a gente discordando completamente).

        Acho que tu é um cara que não merece uma resposta, porque vai acabar com qualquer discussão civilizada.

      • Guilherme Lajeado disse:

        *ignorante

  9. Geraldo disse:

    Não sou defensor da ditadura, “muito antes pelo contrário” (…) “uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa e cada coisa é cada coisa” como dizia um velho prof. meu, Desembargador, já falecido.
    Sou defensor da verdade e da imparcialidade.
    Ah! Esqueci q é pecado expressar a opinião por aqui sem ser linchado…
    Paro por aqui, então. Abç e menos amargura no coração, pessoas.

    • Maria Lucia disse:

      O seu professor, um desembargador assim como o meu avô, deveria ter lhe ensinado também o que o meu avô me ensinou: que a imparcialidade não existe!
      Quanto a “ser pecado” expressar-se, como também dizia meu avô: quem diz o que quer ouve o que não quer”.

    • Luiz Martini disse:

      Engano teu, Geraldo.
      Só era linchado, preso, sequestrado, torturado ou morto, quem expressava determinadas opiniões nesse período que estás tentanto relativizar, por assim dizer.
      O problema é que a maioria dos que se manifestam aqui são muito jovens e não conseguem avaliar adequadamente o que é viver sob o terror de Estado.
      E sinceramente, espero que descubram apenas por leituras, discussões como essa do blog, debates.
      Não desejo que sintam na própria pele, espero que nunca mais aconteça!

      • Bara disse:

        Mário Kozel Filho(soldado que servia no QG do II Exército em SP) foi morto em que circunstâncias?

  10. Maria Lucia disse:

    Infelizmente, não mais. Era um desembargador simpatizante do PC e que desenhava e pintava (os quadros enfeitavam as paredes do Restaurante Dona Maria, em POA).Morreu em 1963, senão teria sido preso em 64.

  11. Geraldo disse:

    Parei de ler no “apoiador da ditadura”…
    Não há como ter discussão razoável por aqui. Tlvz em outros foros. Tlvz no STF, como foi feito faz pouco tempo.. ;)
    Não adianta me citar nos posts q não vou responder. Abç

  12. diogo disse:

    Não ouvi a entrevista e não precso ouvir, foi torturado por não falar, a Dilma não fala que mentiu na tortura. Este pessoal era boi de piranha da Rusia e de Cuba para implantar não a democracia mas uma ditadura de estado chamada Comunismo. Não queiram enfeitar as como caudilhos uma turma de boca abertas que foram no papo dos comunista. Foram militantes e terrorista. Que Brasil teríamos hoje se esta turma tivesse tido sucesso?

  13. Carlos disse:

    Eu vive esta época o Brasil era uma republiqueta e se os militares não intervissem não sei onde estaríamos. Não tem um militar da ditadura que enriqueceu e o pessoal que veio depois estão millionários, vejam o Lula que hoje é dono da Oi. Se a ditadura tivesse sido dura este pessoal não esatria hoje aqui, chorando e se fazendo de vitima e muito menos assaltando o Brasil, como estão fazendo.

    • mariomarcos disse:

      Tens que avisar pro Lula que ele é dono da Oi. Nem os donos da Oi sabem disso. Sobre a honestidade dos homens da ditadura houve uma época em que eu também acreditei em contos da carochinha, quando tinha uns cinco anos.

      • ELTON disse:

        Tu eras bem burrinho aos cinco anos, Mário.
        Como não sabias que o Lula é o dono da Oi,
        da Claro, da Vivo e até mesmo da Embratel ?

    • Luiz Martini disse:

      Carlos, já ouviste falar em Mário Andreazza?
      Até conheço militares que não enriqueceram, mas nunca se deve esquecer que Maluf, Sarney e ACM, entre outros, eram os principais apoios civis do regime militar, sendo inclusive indicados para serem governadores dos seus Estados.
      Conheces o ditado “me diz com quem andas?”.
      Certas pessoas tem sorte de que burrice e má-fé não doem, pois se doessem, viveriam berrando de dor.

  14. Maria Lucia disse:

    Não vou mais responder porque quando começam estas declarações absurdas e sem base real, com expressões tipo “boi de piranha da Russia e de Cuba”, a discussão perde o sentido porque fica emocional demais. Até mais! p.s. a tortura começava antes das perguntas, por isto seria bom o senhor ouvir, seu Dioga.

    • Bara disse:

      é só “apertar” e saem correndo…

      • Luiz Martini disse:

        Falou o torturador.
        Se revelando, Bara?
        É por isso que não tem coragem de colocar o próprio nome?

      • Maria Lucia disse:

        Seu Bara, o senhor não me conhece! Se me conhecesse não diria isto.
        Xiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii, eu respondi, mas também, uma provocação destas. E esta gente que defende a ditadura não a viveu, tenho certeza!

      • Bara disse:

        Sra Maria Lucia e Sr Luiz Martini:
        Por trás dos vossos pronunciamentos está escondido o apologismo do pensamento único, ou seja, só o que eu digo e o que penso é verdade(PT e outros esquerdistas comunistas). Usei o termo “apertar” de forma irônica, propositada e o Sr Martini fez aflorar a redundância mental xiita da esquerdalha, chamando-me de torturador.
        Quando levantei questões e fatos verdadeiros, prontamente fui tachado de defensor da ditadura. Ora, senhores, não fiz qualquer defesa, limitei-me apenas a estabelecer o contraditório, termo(imagino) não fazer parte de vossos vocabulários. Atrevo-me até a pensar que passe pelas vossas mentes iluminadas e de companheiros retirar esse termo da Constituição. Finalizando, não me surpreenderei se, a continuar assim, venhamos a trafegaremos por Avenidas Lamarca, Marighella, Prestes, etc…

      • Bara disse:

        *corrgindo: venhamos a trafegar…

  15. Carlos disse:

    Maria Lucia eu vive e muito esta época e agradeço aos generais pelo brasil de hoje, Forte o suficiente para aguentar a roubanheira dos pseudos torturados, todos bem gordinhos e mamando nas tetas do povo.

  16. Bara disse:

    Alexandre: a catilinária dele já atingiu o ponto máximo(+ ou – a altura da sobrancelha), daqui para adiante é só na base da baixaria…

    • Luiz Martini disse:

      E aí, Coronel?
      Tudo bem aí, escondidinho no anonimato?
      Poltrão vagabundo, quando tiver a hombridade de sair da sombra e colocar o nome, volta para debater idéias.
      Ah, mas em 64 era tão bom, né?
      Dava para sequestrar, matar, torturar, tudo isso sem ter o nome revelado, né?
      É por isso a preocupação com a Comissão?
      Teu vocabulariozinho de agentinho de DOPS é bem conhecido, viu?
      Põe o nome aí, valentão!

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