Do decepcionado e frustrado técnico Paulo Porto, demitido pelos dirigentes do Caxias depois de ter construído um time em pouco mais de dois meses e o levado à final do Gauchão, ao desabafar em entrevista ao site do Correio do Povo:
- Fico decepcionado. Ainda não entendi, porque estou perdendo uma grande oportunidade da minha vida. Trabalhei muito para chegar em uma final de Campeonato Gaúcho. A frustração maior é perder a possibilidade de trabalhar na final do Gauchão. Essa oportunidade me foi tirada no momento errado.



Parabéns pela elegância do Paulo Porto.
Teria tudo prá mandar a direção caxieense
às favas, mas resolveu moderar as palavras.
Treinador assim terá espaço em muitos clubes.
a dificuldade que um treinador de clube do interior tem, para colocar seu clube em alguma decisão, e na hora da festa é excluído… poque a taça piratini não era nada, só a vaga na final, nada mais!
segundo o presidente do caxias tem mais de 40 treinadores querendo trabalhar no caxias, entre eles estão o pep guardiola e o josé mourinho!
Não consigo entender essa demissão, mesmo me esforçando. Ouvi até comentários de que foi o caso igual ao do Fossati e tudo mais mas não faz sentido. O time do Fossati era dose para mamute, era um susto a cada jogo. O do Caxias estava visivelmente focado APENAS na final. E tenho certeza absoluta, com ordem da própria direção. Aí decidem, do nada, que precisam ganhar as ultimas partidas todas! Empatam 1, ganham 2 e perdem para o Grêmio no olímpico (como se fosse algo absurdo em se tratando de Caxias)… e aí demitem o técnico por ‘campanha ruim’. Espera, final de campeonato, é campanha ruim!?
Se o Caxias levar outros 8 na final, seja de grêmio ou de Inter, não será surpresa. E será merecido.
realmente, a bola pune!!
Mas não é a primeira vez que vejo essa cena: a direção traça uma linha de trabalho (no caso, focar apenas na final) e depois sofre críticas com isso. Quem paga a conta? O técnico.
Assim como o Inter de Fossati, o Caxias de Paulo Porto estava vencendo sem convencer. A direção entendeu que seria melhor trocar o treinador, pois com o futebol que o time estava jogando não teria a menor chance de levar o caneco enfrentando Inter ou Grêmio na final, em dois jogos.
O que os dirigentes do Caxias acham? Que com o time que eles tem iriam ganhar os dois turnos? Dá para puxar pela memória umas dez vezes que as direções de Caxias e Juventude enterraram bons trabalhos em surtos megalomaníacos nos seus gabinetes. Diz a piada que para o pessoal da Serra as maiores cidades italianas são, pela ordem, Caxias do Sul, Bento Gonçalves, Farroupilha, Flores da Cunha, Milão, Roma, Turim e Veneza. Devem achar que Juventude e Caxias também estão na frente de Milan, Juventus, Internazionale, Roma e Lazio.
O Caxias não será campeão gaúcho, não subirá para a Série B e que trate de cuidar para não fazer companhia para o Juventude na Série D. Da onde por sinal o Juventude não vai sair este ano.
Mais um capítulo patético na história do amadorismo dos cartolas brasileiros…
O que os dirigentes do Caxias querem com essa medida??? Gerar o famoso fato novo, pq estavam vendo uma acomodação do time.
Qual o time, grande ou pequeno, que não se acomodaria, sabendo que já está classificado para a final???
Só que a acomodação é geral. Todos, inclusive a direção, ficam anestesiados com uma conquista e a concentração diminui.
Aconteceu com o Inter, em 2010, exatamente a mesma coisa. Depois de conquistar o bi da América, achou que podia ficar 6 meses sem jogar às ganhas…todo mundo só queria saber da final do Mundial…e o resultado todo mundo sabe qual foi.
Nenhum time de futebol pode se gabar de dizer que joga quando quer. Isso é arrogância.
Indo na contra-mão da idéia geral, eu discordo da atitude mas entendo a direção do Caxias. Pensando no Paulo Porto, é óbvio que ele fez por merecer estar na final dirigindo o Caxias.
Mas a direção agiu certo tomando uma atitude e sacudiu a acomodação do grupo.
O que o Inter fez, demitindo o Fossati, foi exatamente a mesma coisa.
Pena que eles não tiveram a mesma visão prá demitir o Burroth antes dele enterrar o time no Mundial.
Aconteceu com o Santos também.
O Inter mudou de treinador durante a LA 2010 (classificado para as semi-finais, por sinal: quem pegou a maior pedreira foi o Fossati contra o Estudiantes nas quartas) e foi campeão. O Santos mudou de treinador durante a LA 2011 e foi campeão. Claro que o Caxias pode agora contratar o Mourinho (ou o Capello, como seria de maior agrado dos gringos) que mesmo assim dificilmente leva o Gauchão, mas também não dá para condenar totalmente a direção pela mudança de rumo, se achava que este era o melhor caminho a ser seguido.