Uma nova carta enviada pela Fifa com outro pedido de desculpas – desta vez, assinada pelo presidente Joseph Blatter – parece confirmar que o secretário-geral Jérôme Valcke foi forçado pela entidade a enviar a primeira correspondência, tentando uma saída para sua grosseira declaração do fim de semana em que disse que o Brasil deveria levar um chute no traseiro para acelerar as obras da Copa.
A desculpa de Valcke de que houve uma tradução equivocada do francês foi desmentida por jornalistas de agências internacionais, consultados pelo site do Globo (clique aqui para ver) que estiveram na sua entrevista. Ela foi concedida em inglês, lembram os repórteres, e a tradução correta foi aquela que repercutiu no Brasil.
A própria reação de Valcke, que chamou de infantil o protesto do ministro e sua decisão de não aceitá-lo mais como interlocutor, mostra que ele pensou aquilo mesmo ao dar a entrevista. Quando usou o infantil para definir a entrevista de Aldo Rebelo, ele não fez qualquer menção a tradução incorreta – só fez isso na segunda-feira, claramente advertido por Joseph Blatter.
Nesta terça, Blatter decidiu agir. Ele mesmo mandou nova carta em que se desculpa – até porque, na imprensa europeia, o Brasil foi elogiado por ter feito a Fifa reagir com necessária humildade (os europeus entenderam melhor a reação brasileira do que alguns brasileiros). A reação do governo, equilibrada ou não, educada ou agressiva, foi indispensável para fazer Valcke entender que o tempo do colonialismo terminou – e aqui não estou falando de nacionalismo ou de patriotismo, mas de limites indispensáveis para a diplomacia.
- Meu único comentário com relação a esse assunto é pedir desculpas a todos aqueles que tiveram sua honra e orgulho feridos, em especial o governo brasileiro e a presidente Dilma Rousseff -, disse Blatter.
Na mesma carta, Blatter diz que espera poder conversar com a presidenta Dilma Rousseff e com o ministro Aldo Rebelo na sua próxima viagem ao Brasil, logo depois do roteiro que está cumprindo por alguns países.
Estava na hora de Blatter entrar no debate – e de dar a devida reprimenda em seu secretário-geral.
A CARTA DE BLATTER
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Excelentíssimo sr. Ministro, Em primeiro lugar, permita-me expressar meu mais profundo pesar pela presente situação. Estou extremamente preocupado com relação à deterioração da relação entre a Fifa e o governo brasileiro, uma relação que sempre foi marcada pelo respeito mútuo, como apontado por V. Exa. na carta enviada em 5 de março de 2012. Neste meio tempo, V. Exa. também já deve ter recebido uma carta do Secretário Geral da Fifa, Jérôme Valcke. Como presidente da Fifa e pessoalmente, meu único comentário com relação a esse assunto é pedir desculpas a todos aqueles que tiveram sua honra e orgulho feridos, em especial o governo brasileiro e a presidente Dilma Rousseff. Não obstante, excelentíssimo Ministro, devemos trabalhar juntos. Possuímos uma meta em comum: organizar uma Copa do Mundo extraordinária no país do futebol, no país dos campeões. O Brasil merece ser o anfitrião da Copa do Mundo e o mundo inteiro aguarda ansiosamente por isso. Todavia, o tempo está passando desde 2007. Por isso, não deixemos que conflitos nos façam perder tempo. Ao invés disso, trabalhemos juntos para construir algo maior, como prometido pelo presidente Lula em seu mandato. Estarei em viagem pela Ásia, passando por Índia, Bangladesh, Butão e Nepal até o dia 10 de março. Em seguida, gostaria de me reunir o mais breve possível com a presidente Dilma Rousseff e V. Exa., de preferência na semana que vem. Conto com a compreensão de V. Exa., no sentido de organizar essa reunião. Gostaria ainda de transmitir a V. Exa. meu mais sincero respeito e também pedir que envie à presidente Dilma saudações cordiais de minha parte. Atenciosamente, |



Velcke, Stallone, Britney Spears e muitos outros se baseiam na ‘imagem’ que temos lá fora para gente ‘ignorante’ sobre nossos costumes. Graças ao RJ eles acham que aqui é só Samba, favela, praia e mulher pelada. Queremos exigir respeito como com essa imagem? É a mesma imagem que nós temos da África (a grande maioria): Um monte de negros, no mato caçando leões na cidade que fica no meio da selva.
Claro que pessoas esclarecidas como Joseph Blatter sabem que a coisa aqui não é assim, mas já fui questionado por americanos se haviam macacos perto de onde eu morava.E a pergunta foi SÉRIA, não era gozação.
Nem me espanto mais quando aparece esse tipo de caso na mídia. Enquanto nosso principal produto lá fora for ‘as pessoas mais alegres no planeta’ e perna de mulata de fora, é disso aí para baixo.
Se queremos mais respeito, vamos nos dar o respeito primeiro.
Também tive contato com americanos, aqui no RS. Preocupaçõpes: Tigres, Anacondas, Piranhas, Crocodilos, Morcegos vampiros, cobras venenosas… Também ficaram preocupados, pois a devastação na Floresta amazônica era maior que esperavam (Claro, esperavam, ver a floresta amozônica no interior do…RS!)… Surpresa também pela inexistênxcia de índios e poucos negros (região colonial alemâ). Ah! Preocupação com água – Contaminada, Tifo, malária e febre amarela. Em suma, imaginam isso aqui como uma selva.
Mario,
Tem também a parte que confunde a cultura brasileira com a mexicana, como no quinto filme da franquia ‘Velozes e Furiosos’, que incluíram até um deserto no estado do Rio de Janeiro…
Ops! “Onde incluíram…”
Vcs querem o que: a maioria do povo é alienada e desinformada e, quando tem um mínimo de informação, é mal informada.
Mas aqui também é assim… e não pensem que é obra do acaso: tudo é bem planejado para que as coisas sejam assim.
lá em sta maria tem os bugios
O Brasil precisa da FIFA ou a FIFA precisa do Brasil???
Fez bem o Sr. Blatter.
Estava sentindo falta dos seus textos. Que bom te encontrar no twitter e agora aqui. Sucesso, gosto muito do teu trabalho.
Agiu diplomaticamente e nas entrelinhas deu um puxãozinho de orelha.
“Todavia, o tempo está passando desde 2007″
A intenção do Blatter era dizer: cumé quié, essas obras vão sair ou não, porraaaa???
Mas ele foi mais diplomático e educado que o Jerome Valcke.
Nosso grande problema são as obras de infraestrutura e de aeroportos. O resto está sendo tocado. É que há tanta coisa por fazer no Brasil (ao contrário de um país como a Alemanha ou a Inglaterra, por exemplo) que as pessoas não veem obras inauguradas e acham que nada está sendo feito. Os estádios, por exemplo, ficarão prontos quase ao mesmo tempo. Aí, certamente, esta impressão vai mudar um pouco.
Eu acho que a crítica mesmo é sobre o atraso na infraestrutura, especialmente aeroportos e transporte urbano (que agora chamam de outra coisa, não lembro o nome). Esses, realmente, estão atrasados ou, pelo menos, ninguém informa um cronograma, como no caso dos estádios.
Alguém sabe se alguma obra de metrô, VLT ou VLP está em andamento? Aqui em Brasília as obras do VLT estão paradas.
Sobre a declaração do ministro eu, que não sou nenhum nacionalista fanático, concordo plenamente. Tinha que responder nesse tom mesmo. Agora, desculpas “aceitas”, tocar pra frente, de preferência tratando direto com o Blatter.
Concordo. Esta iniciativa do Blatter é um bom momento para o Brasil aceitar o pedido de desculpas e zerar tudo. O acerto não é com o Valcke, mas com o presidente da Fifa.
Ah, ele que vá tomar…….no Butão”!!!
Eu não desculpo! N~eo vem com nhe-nhe-nhem!
*não
Agora, que vieram na humildade, até aceitaria um pedido de desculpas, se não soubesse que, logo ali na frente, vai acontecer de novo em algum momento. A mentalidade de séculos não desaparece assim do dia pra noite.
E a maio prova disso é a nossa velha mentalidade de não fazer o dever de casa. Reprovo as atitudes do secretário da Fifa mas essa rusga toda é só uma desculpa para que quando ele vir aqui e disser que as coisas vão mal, o governo poder dizer que é má vontade e que este cidadão não está à altura de seu cargo e bi bi bi. Pode escrever.
Muito bem escrito esse post. Parabéns, MM.
Ninguem fala mais na açao do Oscar?
Secadores de plantão sumiram, parecer do jurídico do São Paulo, parecer do jurídico da Azenha, também se aquietaram.
Coisa estranha !! (sic)
Acabou a margem de manipulação neste caso. As pessoas se informaram melhor e viram que a mentira tem perna curta. Simples assim. O mesmo ocorrerá em relação ao contrato da AG.
Agora, seria a primeira vez que um reclamante ingressasse com um pedido de rescisão indireta e a justiça obrigaria o trabalhador a voltar ao serviço na empresa reclamada. porisso SEMPRE DEI MUITA RISADA com as “notícias” e sua repercussão entre os “comentaristas”.
Aliás, continuo rindo muito…kkkkk
esses tricolores me deram muitos motivos de risadas nestes casos, cheguei a entrar em sites do SPFC para me divertir.
Ninguém mais falou também da reprodução do vídeo no início do programa Bate-Bola da TVCom.
Ontem vi o desclassificado do Pedernesto ter a CARA-DE-PAU de dizer que alguns ‘não entenderam a brincadeira’ [QUE INCLUI IMAGENS DO NAZISMO!!!], e que como é um vídeo que ‘está nas redes sociais’ não havia problema algum de reproduzí-lo no programa. Além disso, afirmou que eles estão preparando um outro vídeo – do alto da minha burrice eu havia entendido que esses vídeos eram tirados das redes sociais – para ser exibido no início do programa do próximo domingo para brincar com o Odone usando imagens do filme ‘os últimos dias de Hitler’.
Como eu ADMITO que tenho preconceito com a RBS, gostaria que alguém me confirmasse se foi isso mesmo que eu assisti!
Eles SÃO tirados da redes sociais.Só se a RBS vai fazer ela mesma um filme pra puxar o saco dos colorados. Isso não é novidade. Teve um vídeo já a algum tempo brincando com uma falha do Clemer contra o Vasco que usava esse mesmo trecho do filme. É até mais engraçado que esse.
Não me fiz entender, pra variar…
Faz tempo que larguei Bate-bola e Sala de Redação. Vi ontem por acaso, na madrugada, trecho da reprise do TVCom Esportes onde esse celenterado do Pedernesto falava esse monte de bosta, e não acreditei.
Quanto ao tal vídeo, soube através da enorme repercussão no Facebook.
Até a senhora minha mãe ficou indignada quando soube.
Bom, quanto ao feicebuqui, não tenho e nem sinto a mínima falta…tenho mais o que fazer.
Mário, mais uma demonstração do quanto subdesenvolvido somos. Nos ofendemos quando um gringo nos falta com o respeito e reagimos falando em soberania, colonialismo, estendendo a ofensa a todo o povo brasileiro. O povo não foi ofendido. Os ofendidos foram os administradores, incompetentes e desonestos. Queria ver essa reação dos senhores ministros e da senhora presidente com os desmandos que estão acontecendo principalmente no Rio de Janeiro, onde milhares de famílias de brasileiros (estas sim, extremamente ofendidos) estão sendo arbitrariamente removidas de suas residências, que estariam atrapalhando as obras da Copa. Antes de se ofender, deveriam admitir suas incapacidades e resolver trabalhar.
http://portalpopulardacopa.org.br/index.php?option=com_k2&view=item&id=198:dossi%C3%AA-nacional-de-viola%C3%A7%C3%B5es-de-direitos-humanos
Sim, os velhos exploradores do povo brasileiro não querem compartilhar sua exploração com estrangeiros… ficam ofendidos.
“Muito bem escrito esse post. Parabéns, MM.” [2]
Só eu tenho a impressão de que se pudesse voltar no tempo, a FIFA não escolheria o Brasil para sediar os jogos de 2014? À começar por todo esse atraso nas obras de infraestrutura, que escancaram a falta de profissionalismo e empenho do nosso Governo, que para muitos não é novidade, uma vez que estamos acostumados com isso nos noticiários (pessoas “largadas” nos corredores dos hospitais, a violência urbana, etc e etc).
Um exemplo: No final do ano passado, elevaram o IPI (Imposto sobre Produto Industrializado) para veículos importados em 30%, alegando proteção as empresas “nacionais”… Os importados eram a única oportunidade do brasileiro comprar um carro com tecnologia alinhada a Européia e Asiática (Kia, a maior parte dos produtos da Hyundai, BMW, Audi, Volvo e tantas outras). É óbvio que existem veículos nacionais de última geração, porém, são pouquíssimos. Agora os importados ficaram, em sua maioria, praticamente inviáveis! O que mais assusta, é que a medida foi tomada “de uma hora para outra”, sem aviso prévio e prejudicando essas empresas. O STF conseguiu suspendê-lo, mas por um mês apenas. O governo que faz isso é um governo sério? Eu jamais construiria uma planta de produção da minha empresa em um país cujo governo toma uma medida dessas, que inclusive, foi considerada “uma ação protecionista” pela OMC. Eu não tenho partido político, aliás, votei 1x só até hoje, mas já começo a ficar indignado com esses políticos…
Mudando de assunto, se o Mário Marcos permitir, uma corneta sadia: (texto do Fabiano Mormaço). http://imparsciais.com/2012/03/06/um-canteiro-gigante/
Abraços.
Mas tu fostes contraditório agora: o país e os produtores das indústrias nacionais CLAMA por proteção, ante a nova enxurrada de produtos importados, que está destruindo a indústria nacional (como aconteceu em épocas recentes: era Collor e era FHC) e tu queres que o governo feche os olhos para este problema? Mesmo com o Dólar e o Euro com valores extremamente baixos, reduzindo QUALQUER competitividade dos produtos nacionais com produtos estrangeiros (chineses principalmente)?
Isso seria suicídio duplo: econômico e político (como aconteceu em épocas recentes: era Collor e era FHC).
então achas que gerar empregos em outros países é mais importante que gerar empregos no Brasil?
Não posso acreditar no que li: uma época de importação fantástica, vc acha que o governo erra em aumentar a alíquota dos produtos importados?
Vc queria que aumentasse ainda mais as importações?
Cada um que me aparece…
Mariano,
Respeito a tua opinião. O problema, no caso dos veículos, é que querem proteger uma indústria completamente DEFASADA… Veja só: Fiat Mille (deve ser o mesmo desde quando? 1990), VW Gol (Gerações 4 e 5), Chevroleth Celta, Ford Ká, Fiat Siena e tantos outros populares correspondem a maior parte do produção, uma vez que são os que mais vendem… E são carros totalmente defasados…
Essa é a indústria nacional;
http://www.noticiasautomotivas.com.br/latin-ncap-populares-obtem-pessimos-resultados-nos-testes/
Carro brasileiro é ridículo, mesmo. Nisso tens razão. Mas eu nem tenho carro, então pra mim não faz diferença e acredito que para 60% da população também não, uma vez que mesmo com alíquotas baixas estes não teriam condições sequer de comprar um.
Essa medida de aumento do IPI atinge apenas 5,8% do mercado automotivo e se tirarmos os carros de luxo e top de linha sem similares nacionais, atinge 3,3% do mercado. Está beneficiando exclusivamente as montadoras instaladas no Brasil. E antes que alguém comente que o motivo do aumento do IPI é para proteger os empregos do Brasil, devo frisar que Ford, GM, Fiat, Toyota, VW, e várias outras grandes “nacionais” importam muitos veículos do Mercosul e do México em que esse aumento do IPI não incide. O governo o fez, por pressão das montadoras para evitar a balização do valor dos veículos no Brasil, os mais caros do mundo. Não vou usar a China como exemplo porque tenho certeza que alguém irá comentar que lá existe trabalho escravo e mão de obra barata (apesar de utilizarem matéria prima brasileira). Mas como a Coréia que até pouco tempo atrás estava envolvida em uma guerra devastadora consegue ofertar carros, eletrônicos, eletrodomésticos, entre outros tantos produtos a um preço competitivo no outro lado do mundo????
Concordo contigo, Maryomonkey.
Custo Brasil
Ah, não precisa responder, pelo nível do site do link que colocastes, logo vi que seu “céreblo” tem “pobrema”…
O que ele disse?
O Elantra europeu ou asiático também tem FREIO A TAMBOR?
Compara a idade da Plataforma dele, dos motores dele com os dos carros fabricados aqui…
E o mico do motor do Veloster (GDI/DOHC)?
Isso acontece também na Europa e na Ásia?
Aliás, diria ‘MICO DO VELOSTER’.
Parabéns pra quem adquiriu essa NABA.
Em tempo: sou fã dos automóveis coreanos atuais e acho que a vinda deles é extremamente positiva para o nosso mercado; gosto muito dos Hyundai (menos do Vagaroster), mas ainda prefiro o design dos Kia.
Carta da Dilma para Joseph Blatter:
“Ilustríssimo Presidente
Joseph Blatter
Em razão das constantes intromissões da FIFA em nosso País,
seja no âmbito dos estádios de futebol, da infraestrutura viária, da
legislação desportiva, seja por comentários intempestivos e destemperados
do Secretário-Geral, Sr. Jérôme Valcke, decidimos retirar todo e qualquer
apoio à iniciativa da FIFA em realizar a Copa do Mundo de 2014 no Brasil.
Estamos dispostos a discutir uma relação bilateral, onde a FIFA obtenha os
lucros do investimento, mas antes assumiria todas as despesas para a
realização do evento.
Um fraterno abraço.
Brasília/DF, 06 de março de 2012
Dilma Vana Rousseff
Dilma “colorada” Vana Rousseff.
Nojeeeento!!!
É muito engraçada a postura de alguns. Se eu vier aqui e disser que tem que “tocar o pé na bunda” deles, ou disser que eles não têm espinha dorsal, vão ficar malucos.
O país, não. Desse ou para esse podem dizer o que quiserem, pois é merecido, porque “somos corruptos, vagabundos e desclassificados”.
Bueno, amigo. EU NÃO SOU! E quando o Jérômezinho quer me chutar a bunda, eu quero, sim!, que ele vá para a PQP! E quero, sim!, que o Governo do meu país faça exatamente o que fez.
A carta foi bem escrita, tudo bem, vao se acertar e segue o cortejo…
Mas um dado parece piada. Brasil está confirmado sede desde 2007??????
Não dá para acreditar! O que foi feito em CINCO ANOS???
que vergonha!!!
A postura do Jerome Valcke é inaceitável pelo cargo dele, mas ainda assim é espantoso o provincianismo e o complexo de vira-lata dos brasileiros.
Qualquer um sabe que o Brasil é o páis da corrupção, da impunidade, dos hospitais imundos, do sequestro, do sexo grupal dentro das cadeias e coisas do gênero.
Muitos brasileiros são os primeiros a criticar o país, mas quando a reclamação vem de um europeu – acostumado com lugares civilizados -, aí o orgulho nacional (de quê?!) foi ferido.
O Walcke não disse nenhuma mentira: o Brasil é sim uma república de bananas em que a coisa só funciona com um chute na bunda, ou, como preferem os brasileiros, com uma propinazinha. O único problema é que ele, como funcionário da Fifa, não poderia se manifestar dessa forma. Simples assim.
Bom, não vou tirar o direito de ninguém se sentir confortável dobrando a coluna e fazendo genuflexão para europeus, norte-americanos ou seja lá quem for. Problemas do Brasil eu conheço bem, este é um lado da coisa. O outro é aceitar passivamente agressões. Aí, é o velho complexo tão bem definido pelo Nelson Rodrigues. Tem quem goste, fazer o quê?
Genuflexão eu não via há 5 anos, mais ou menos.
Mário Marcos sempre é cultura.
Tem certas atitudes que me tiram a paciência, Elton. É preciso ter ao menos um pouco de orgulho próprio.
Calma, Mário !
Já vivi – e tu também – momentos piores.
As coisas tendem a melhorar, inclusive
a opinião dos próprios brasileiros sobre
o Brasil. Aliás, quando queremos um
bom depoimento sobre o Brasil, basta
olharmos o programa “Chegadas e Partidas”,
no GNT. Quem viveu uma temporada fora
do país não vê a hora de retornar.
Tens razão. Basta viajar para ver o que falam do país – e dos brasileiros, principalmente – lá fora.
Prezado Mario.
Todos além fronteira sabem exatamente a bagunça que somos como civilização. Sabem o grau de corrupção, conchavos e “interesses” que circula neste pais. Aqui a coisa não anda se você não pagar um café. Somos campeões em criar dificuldades para vender facilidades. Somos campões da impunidade.
Estamos nas mãos de uma classe política EXTREMAMENTE corrupta, retrógrada, incompetente e medíocre. Esqueci mais alguma coisa?
O manifesto deste francês é reflexo disto.
Somos um povo bunda mole, não nos indignamos e nossa capacidade de mobilização e protestos e ínfima, limitada.
Aqui tudo, ou quase tudo, vira pizza. Em todas as esferas. Com raríssimas exceções, não sabemos o que é um prazo, um compromisso ou chegar na hora marcada.
Diante de tamanho evento assumido e diante do andamento do cronograma, não sobrou outra reação se não esta. E que não deixa de ser a minha e de muita gente também. Nao posso acreditar que eu seja o único a me sentir lesado, ludibriado e roubado por um governo.
O Guzzo, colunista da Veja, foi extremamente feliz quando disse que “sai um ministro de “conduta duvidosa” e entra outro da mesma laia e todo mundo aplaude por que sabe que NADA VAI MUDAR.” Uma vergonha,. Revoltante.
Então, queríamos escutar o que do francês?
Na condição de brasileiro, fico envergonhado, constrangido, mas estou solidário com ele.
Agora o Supremo tirou a última desculpa: com a ficha limpa, o eleitor não poderá mais simplesmente transferir tudo para os políticos como se eles tivessem aparecido lá no Congresso do nada. Acabou a desculpa confortável. Concordo com tudo isso que falaste. Ainda somos um país desorganizado, com problemas imensos, falta de ética em tudo que é lugar, nenhuma discordância. Não é a isso que me refiro. O que digo é que basta um europeu, com sua velha vocação de colonizador, agredir o país para que um monte de brasileiros aplauda com entusiasmo. Eu, que nunca fiz o gênero nacionalista ou patriota, estou fora desta. Me recuso a ficar de joelhos.
Prezado Mario.
A questão não é ficar de joelhos ou ser ou não nacionalista.
A questão é que também gostaríamos de ter dito isto e alguém, no caso o francês, falou e teve uma enorme repercussão. Ou seja provocou um eco, coisa que nós individualmente não conseguimos, pois não temos capacidade de mobilização.
Portanto só me resta aplaudir.
Ninguem mais, com o MÍNIMO de análise crítica, aguenta Saney, Collor, Jader, Dirceu, Paloci, Temer, Calheiros e mais um monte desta escória controlando o país, sugando, drenando, direcionando e desviando as nossas economias.
O nosso sistema de saúde esta caindo aos pedaços. O que falar da segurança e dos recurso destinados a policia (entre em uma delegacia, veja o estado das viaturas), a educação e aos transportes?
Voce viu em reportagem recente sobre o Japão pós terremoto? Veja o que eles já reconstruíram em termos de infraestrutura em 7 meses. E não estamos falando de jogar um asfalto em cima do chão. Estamos falando de esmero, capricho, respeito pelo dinheiro gasto.
Aqui, constroem uma estrada nova e a mesma já nasce com uma série de problemas estruturais gravíssimos e ninguém é responsável. Inclinação de curva ao contrario, acostamento com desnível, drenagem inexistente, pontes desalinhas com a via principal, cruzamentos de nível (um absurdo) e sem viadutos em uma estrada onde é permitido rodar a 120 km/h. Área de aceleração inexistente ou impraticável para quem entra na rodovia. Isto não existe em um país serio. Isto é incompetência, desleixo.
Um viaduto onde não temos visão do outro lado do mesmo, exceto quando estamos sobre ele. Se houver um acidente imediatamente após, não temos tempo de reação. Isto está cheio por ai.
Chega. Cansei.
Obrigado por manter este espaço democrático.
Estas críticas são feitas diariamente por nós brasileiros. Não é esta a questão, volto a repetir, mas a falta de educação do sujeito. E é isso que critico (e me espanto que, como é grosseria feita por um francês, muitos aplaudem). Outra: não dá para comparar um país com séculos de formação, cultura e educação com um país em plena formação. O Brasil – e poucos se dão conta disso – começou como país em 1808, há pouco mais de 200 anos. É quase nada para um país.
Toda a generalização é injusta, tanto da parte dos “gringos” que pensam ainda existirem as capitanias hereditárias aqui e desconhecem o Brasil atual, quanto a da nossa parte de acharmos que todos são desinformados assim.
O cara exagerou no tom, mas tem uma percepção muito parecida com a que muitos de nós brasileiros temos sobre a gestão amadora que as coisas costumam ter por aqui.
É que o debate está saindo do eixo: nenhum de nós diverge quanto aos problemas do país e o atraso nas obras. Mas não é isto que se discute e sim a falta de educação do Valcke, que depois veio com a desculpa de que traduziram errado do francês (e acabou desmentido pelos repórteres de agências internacionais que o entrevistaram em inglês). Tratou o país com o desprezo característico de muitos europeus com países emergentes (que eram de Terceiro Mundo antes) e teve brasileiro que adorou.
Ah, bom. Então, já que o negócio é “mudar o rumo dessa prosa”, vamos dar uma volta de 180 nessa bagaça.
Sabe o que me faria não criticar o Jérômezinho? Se ele tivesse sustentado a pua e tivesse dito: “Falei mesmo, e sustento o que disse. O Brasil é um país de vagabundos corruptos que só funcionam a chute na bunda. E se quiserem o meu cargo, podem pegar e enfiar, mas não volto atrás. Disse e está dito!”
Não. Como bom canalha, voltou atrás, disse que não disse o que disse, que falou em francês quando falou em inglês e afrouxou o garrão.
Corrupção por corrupção, eu não defenderia um poltrão…
boa guto !
to loco eu entaum, esse sujeito, reclamando com a mamadeira cheia!
nunca eh o suficiente, ante quando?
bola dentro do brasil nessa!
Ele fez exatamente o mesmo jogo o qual estamos acostumados a ver por aqui.
“Nao foi bem isto que eu quis dizer”. Se entenderam isto, peço desculpas. Bla bla bla.
Isto nos já conhecemos de longa data.
Somos escolados.
Ou seja: agiu corruptamente, como os corruptos daqui. Logo, é o roto falando do esfarrapado. Defender um dos dois é dizer que prefere a fome à vontade de comer…
Mas, afinal de contas, parafraseando o Paulo Pança: como é francês, é um “corrupto com grife”!