Um dia, o diretor do seminário chamou o garoto de 15 anos a sua sala, nas últimas semanas de aula, para um comunicado surpreendente: ele não poderia voltar no ano seguinte. Teria de seguir outro caminho.
Surpreso, o aluno perguntou por que e exigiu explicações.
O padre olhou para ele e respondeu, com alguma ironia:
- Nossa conversa dá a resposta: em poucos segundos, você me fez três perguntas – acrescentou, lembrando que a igreja tinha verdades consolidadas havia mais de 2 mil anos que não poderiam ser colocadas em discussão por um aluno de 15 anos.
Quatro anos depois, o mesmo garoto, agora um adolescente de 19 anos, aluno do ensino médio, foi incluído em um programa de férias para incentivar lideranças jovens. Estava lá, meio contra a vontade, quando viu ao lado de uma destas máquinas de salgadinho o anúncio de um concurso de discursos, promovido por um clube de golfe de Michigan – que barrava a entrada de negros. O tema era Abrahm Lincoln. Na mesma hora, ele voltou para seu quarto e, irritado, escreveu um longo discurso sobre a hipocrisia de um clube racista ao patrocinar um concurso sobre um presidente que tinha lutado contra a escravidão.
Ganhou o concurso e, no dia da entrega do prêmio, teve de repetí-lo diante de 4 mil pessoas – entre elas, o presidente do clube. O discurso começava assim:
“Como o Elks Club se atreve a denegrir o admirável nome de Abraham Lincoln patrocinando um concurso como este? Vocês não têm vergonha? Como uma organização que não permite negros em seu clube faz parte do Boys State, difundindo sua intolerância sob o pretexto de fazer algo bom?“
Ao terminar o discurso, olhou para o atônito presidente do clube, sentado na primeira fila de cadeiras, e gritou: “E o senhor pode ficar com seu troféu nojento”.
Virou notícia nacional, ganhou destaque em jornais e canais de TV, e teve seu discurso incluído em um projeto de um senador de Michigan sobre discriminação. Pouco tempo depois, o clube acabaria com a restrição à entrada de negros em sua sede.
Nome do menino seminarista e do adolescente contestador: Michael Francis Moore, nascido em Flint, Michigan, dia 23 de abril de 1953, escritor, jornalista, cineasta, contestador por vocação e duro crítico da política externa norte-americana implantada pelos republicanos de Bush.
Histórias como a da conversa com o padre e do discurso crítico fazem parte de Adoro Problemas, o novo livro de Michael Moore, eleito pelo jornal The New York Times o melhor entre todos os que escreveu.
O título é perfeito para a vida de Moore, Oscar de documentário, duro crítico do sistema, tão odiado pelos conservadores que nos últimos anos tem vivido cercado de seguranças. É um excelente livro.
Mesmo quem não gosta de Moore vai curtir e se divertir com Adoro Problemas.
Ele já perdeu as contas de quantas ameaças de morte recebeu. O livro é uma preciosidade: Moore é impiedoso com seus próprios defeitos, diverte ao falar de suas dificuldades para encontrar a primeira namorada, faz rir quando narra certas situações constrangedoras, mas, acima de tudo, mostra que seu poder crítico nasceu com ele. Descendente de imigrantes irlandeses, duros no código moral da família e éticos na relação em seu ambiente, Moore aprendeu a ler com a mãe aos quatro anos, viu seu pai criticar o racismo, ouviu as histórias do avô que pulou as barreiras do preconceito e ajudou índios a combater o sarampo. Aprendeu, principalmente, que ninguém vive isolado – e que o mundo pode ser mudado a partir de iniciativas isoladas. Basta ter coragem para isso.
Moore teve muita. Dia 23 de março de 2003, por exemplo, ele foi chamado ao palco do Teatro Kodak para receber o Oscar de documentário por Tiros em Columbine, o filme que mostrou o massacre na escola. Antes de subir, convidou todos os outros diretores concorrentes ao prêmio de documentário a subir ao palco a seu lado. Apenas quatro noites antes, Bush ordenara a invasão do Iraque e o país vivia um clima de alucinação patriótica, convencido de que Saddam tinha mesmo armas de destruição em massa. Neste ambiente, só alguém com coragem e vocação para o debate faria um discurso assim:
“Convidei meus colegas indicados ao Oscar de melhor documentário para subirem ao palco comigo. Eles estão aqui em solidariedade a mim porque gostamos de não ficção. Gostamos de não ficção, embora vivamos tempos de ficção. Vivemos em um tempo em que temos resultados eleitorais fictícios que elegem um presidente fictício. Vivemos em um tempo em que temos um homem nos mandando para uma guerra por motivos fictícios. Quer seja a ficção da fita vedante ou a ficção dos alertas laranja: somos contra esta guerra, senhor Bush. Tome vergonha, senhor Bush. Tome vergonha na cara. E quando o Papa e as Dixie Chicks (grupo de música country de política conservadora) ficarem contra o senhor, seu tempo terá se esgotado. Muito obrigado“.
Quem assistiu àquela cerimônia vai lembrar. Houve divisão do público. Parte da comunidade artística aplaudiu, parte vaiou. Acima de tudo, o discurso de Moore deixou muita gente desconfortável. Na saída do palco, ele recebeu a primeira ameaça, quando um segurança se aproximou e o hostilizou. No jantar de gala, a comunidade de Hollywood fez silêncio quando ele entrou, e muitos se agitaram com medo de que ele se sentasse à sua mesa. Moore teve de contratar seguranças, viu um caminhão despejar uma montanha de dejetos em frente a sua casa, teve paredes pichadas, foi odiado pelos conservadores. Ainda bem para ele que a farsa do governo durou pouco: um ano depois, o New York Times pedia desculpas a seus leitores por ter acreditado nas mentiras de Bush. As armas de destruição em massa nunca foram encontradas. Moore estava certo desde o início. Começou então o lento processo de reação e, em seguida, lançou Fahrenheit, um filme demolidor sobre George Bush e seus parceiros de guerra. É daquelas pessoas que estão sempre prontas a denunciar eventuais deformações do sistema – e isso é muito bom.
O mundo precisa de pessoas como ele.
Moore criou um jornal aos nove anos, com folhas mimeografadas por seu pai na fábrica de GM, lançou um diário alternativo em Flint que virou referência em jornalismo alternativo no país quando estava no fim da adolescência, lutou contra Nixon e a Guerra do Vietnã quando ainda era um guri, aprendeu principalmente que as mudanças no mundo “podem acontecer em qualquer lugar, com até mesmo as pessoas mais simples”.
Basta ter coragem. E isso ele tem de sobra, como você vai constatar com a divertida leitura de Adoro Problemas.



Moore é um tipo raro de jornalista, um jornalista que dificilmente um jornal brasileiro contrataria, por exemplo.
É um editor de si mesmo e por isso mesmo um expoente na sua profissão.
Valeu, Mário!!
abs
Marcus
Exatamente. Um sujeito que construiu sua independência. Chegou a viver um tempo com seguro desemprego para não ceder e pegar qualquer emprego. Até que decidiu, com ajuda de um amigo cineasta, fazer carreira no cinema. Não tem como não gostar deste cara.
A maioria das pessoas, quando morre, faz falta para os familiares muito próximos e para alguns poucos amigos.
Michael Moore, quando morrer, fará falta ao planeta, fará falta à ética, fará falta à verdade.
Vida longa a Michael Moore!!!
Estimado Mário Marcos,
Postei um comentário lá no portal deBrasília (www.debrasilia.com.br), no meu blogue, sobre o episódio que, na minha opinião, desnudou a hipocrisia e o cinismo que são a marca da imensa maioria da chamada crônica esportiva gaúcha. Quando você fala do Moore – e sua coragem – eu escrevi exatamente sobre a falta de coragem da crônica esportiva gaúcha em assumir as cores clubísticas. E mostro como o episódio da venda do D’Ale serviu para desnudar os supostos ‘imparciais’. O link é: No RS, venda de D’Ale tira a máscara da hipocrisia da ‘imparcialidade’ da crônica esportiva – http://bit.ly/xF7fHT
Pô Alfredo, não entendi qual a lógica de citar o Batista…
Todo mundo sabe que ele é colorado, assim como todos sabem que o Dunga é colorado e o Felipão gremista. O Batista não teria que ir pro estádio embrulhado na bandeira do Inter para todos saberem qual o time dele…
Alfredo:
Acho que você deveria reescrever o seu texto, pois está muito genérico. No final a gente fica sem saber a quem você se refere. Ou é só ao Batista mesmo? E exatamente porque o episódio Dalessandro teria desnudado os falsos isentos?
Deixa ver se entendi: quer dizer se um jornalista não torce para nenhum time (e eu já disse um milhão de vezes que é o meu caso) tem de assumir um time só para satisfazer o torcedor? Não temos nada a copiar de imprensa de outros Estados, felizmente. A imprensa gaúcha tem uma longa história, é respeitada por profissionais de outros Estados e espalha profissionais por todos os veículos de fora daqui. Jornalista tem de ser profissional, não torcedor. E eu fosse torcedor iria para a arquibancada.
Alfredo Bessow,
sua crônica não diz nada. E pelo que li me pareceu que ela apenas serviu para bater no Batista… Se a crônica está desnuda, por que não dás nomes a TODOS os bois?
abs
marcus
Concordo, achei fraco o texto da suposta máscara, não dá nome aos bois, com excessão do Batista.
Em relação ao texto: Os documentários do Moore são demolidores, São muito bons, quero ler o livro com certeza.
“Stupid White Men”
Não dá para levar a sério o Michael Moore e suas síndromes de conspiração. Aliás, nada melhor para chamar atenção do que inventar uma conspiração. Em “O cemitério de Praga”, Umberto Eco demonstra como é fácil fazer isso escolhendo um inimigo de ocasião. O livro é chato pra caramba, mas deixa claro como isso foi feito ao longo da história recente. Em um de seus documentários, Michael Moore mostra os dramas do sistema de saúde americano. Até aí, tudo bem. Mas larguei quando ele apresenta como modelo o sistema cubano. Deveria mostrar o SUS brasileiro, que é o melhor do mundo, apesar de 10 em cada 10 políticos preferirem se tratar no sistema privado.
Michael Moore não é um conspiricionista.
O livro de Moore, “Adoro Problemas” é excelente…As crônicas dele são fantásticas…Leitura de primeira…
Luiz Floripa:
Não é síndrome de cospiração o que ele faz. É denúncia. Leia o livro e saberá…
E quanto ao SUS, me desculpe, mas é muita propaganda…Eu não quero ser atendido num Hospital pelo SUS…
Tive câncer há cerca de dois anos e fiz cirurgia e tratamento no Hospital Santa Rita de Porto Alegre ( primeiro mundo diriam ). Lá existe uma ala (andar) para o SUS e a diferença é gritante. Desde a higiene até o atendimento…
O Hospital Ernesto Dornelles, que é do Estado, é uma calamidade…É deprimente o atendimento…
Com relação a Cuba, realmente o sistema de saúde deles é melhor que o nosso. Fato…
Não ficou claro minha ironia sobre o SUS. Sobre o sistema de saúde de Cuba, talvez ele não seja tão bom para certos atendimentos, como o mostrado na reportagem em http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,greve-de-fome-causa-morte-de-preso-politico-e-revolta-dissidentes-em-cuba-,825304,0.htm . Reitero: a tipo de “denúncia” de Moore se perde quando escorrega para questões puramente ideológicas, embora ele possa estar correto quando expõe o falido sistema público de saúde americano. Mas deveria ser esclarecido para os brasileiros que dependem do estado sobre o fato de os americanos pagarem pelo seguro saúde algo equivalente (pela renda) ao que a classe média do Brasil paga pelas unimeds da vida. E lá não tem a carga tributária escorchante que se pratica aqui. Mas o mais importante de tudo: esteja certo ou errado, Moore pode ainda publicar suas denúncias (e ganhar com elas). Enquanto isso, em Cuba, Yoani Sanchez não consegue sair da ilha (e voltar!). Convenhamos, um lugar que priva as pessoas do direito de ir e vir não pode ser saudável.
Hiii, rapaz! Você acredita no Estadão! Tais perdido!
Realmente o Moore é o cara . Parece que falar o que ele fala desgosta muita gente . Só que ele dá os nomes de todos .
O Sr. Alfredo , de Brasilia que tem um blog , é um gremista que se serve de seu blog só para atacar o Internacional. É mais um daqueles que acha que o Inter nasceu em 2006 ( Ignorantes ) e esquecem que o Inter foi TRI Campeão brasiileiro antes do Gremio ganhar sei primeiro titulo….
É como aqueles gremistas que não admitem o crescimento do Internacional. Não suportam ver ” os negrinhos ” fazendo sucesso .
Quem acusa tem que dar nomes . Falar do Batista é fácil. Todos falam .
O que a crônica fala do D”Alessandro que não seja verdade .?
O Gremio não teve nestes ultimos anos, nenhum jogador que pudesse amarrar as chuteiras dele.
E este ” Seu” Alfredo tem é que ficar quietinho para não dizer besteiras.
Volta e meia mete o pau no Gremio só para dizer que é isento …PelamordeDeus….
PO MARIO!
Usa essa Foto do Michael Moore usando Boné DO INTER!!
https://lh5.googleusercontent.com/-URdnARvyTjY/TpYseOjCKzI/AAAAAAAABwI/7x6edtmH_AU/s640/blogger-image–506386983.jpg
Não tá com cara do símbolo do Inter. Em todo caso, o cara acaba de ganhar vários pontos comigo. rsrsrs
Cara é o escudo antigo do Inter. Olha o boné de perto aqui: http://bolavermelho.blogspot.com/2011/10/michael-moore-eh-colorado.html
Schroder, a sacola não deixa dúvidas. Parabéns pelo blog.
Pô, o MM diz que o Michal Moore DESAFIA os poderosos… e logo ele se encanta pelo dono e proprietário das Américas.
Michael Moore pode ser polêmico, mas não discute que Papai é o maior.
Não entendi, Rodrigo.
MM, muito boa a indicação. Quanto ao Michael Moore, concordo que o mundo precisa de gente como ele. Como professor, porém, coloco várias ressalvas aos seus documentários e livros. As relações causais que ele constroi, em diversos momentos, são completamente enviesadas. Tudo o que vem de um lado é ruim e tudo o que vem dos democratas é bom. Nem pensar!!! Há coisas ruins dos dois lados (é claro que encontrar coisas boas do lado republicano é muito mais difícil… eeheheheh).
Enfim, Michael Moore cumpre um papel importantíssimo na sociedade, mas acreditar em todas as suas argumentações, que muitas vezes beiram o absurdo, não consigo.
Abraços.
Olha, Juliano, no filme Farnheit, ele arrasa com os democratas. Deixa claro que eles não tiveram coragem de votar contra a guerra, nem de dar apoio à bancada de afro-americanos quando eles reclamaram que tinham sido discriminados na eleição. Os democratas se omitiram vergonhosamente. E o Michael Moore deixa isso bem claro. Tem mais: mostra que apenas um congressista permitiu que seu filho fosse à guerra que eles tinham aprovado.E outra: a maior parte da argumentação dele é feita com imagens reais.
Mario
Um leve detalhe. O Grupo Dixie Chicks da qual MM menciona no Oscar, ele menciona pq elas falaram isso CONTRA o Bush num show na Europa naquela epoca:
“”Just so you know, we’re on the good side with y’all. We do not want this war, this violence, and we’re ashamed that the President of the United States is from Texas.”
Ou seja elas falaram que “Estamos do lado de voces e nao queremos guerra ou violencia, temos vergonha que Bush é do Texas” (como elas). Então não acho que elas são conservadoras.
Então a observação no pé da página do livro está errada. Talvez eles tenham mudado depois desta cerimônia, como muitos outros americanos. O New York Times, inclusive.
Estou completamente no lado de Moore na questão Iraq.
Mas vai ai algo pra galera anti americana pensar, especialmente os conspiricionistas.
Não acharam armas de destruição em massa certo? Certo. Agora pergunto aos que acham que os EUA não foram a Lua, que foi o Bush que planejou 11 de 9 etc… se os EUA fez essas coisas muito, mas muito complicadas, porque então eles simplesmente não teriam “Achado” armas de destruição logo na primeira semana do ataque ao Iraq? Seria MUITO SIMPLES o exercito dizer que acharam isso ou aquilo e mostrar umas armas desse tipo dizendo que era do Saddam. Mesmo que elas não existissem. Seria facil demais falcificar umas armas qualquer pra dizer que era do Saddam. Especialmente para um país que supostamente falsificou sua ida a lua e em que seu proprio governo atacou seu país!
Isso mostra o quanto é ridiculo a maioria das conspirações.
Não achar as armas no Iraq foi o maior Back ao partido Republicano nos ultimos 50 anos lembrado até hoje! E mesmo assim não ouve esquema pra isso não acontecer!
Então da proxima vez que tu acusar os EUA de alguma conspiração lembra disso!
Schroder: Menos, beeeeeeem menos!
Só para constar: quero que os USA se danem em qualquer lugar e em qualquer momento.
A sua mania de “se meterem em tudo” e em todo o planeta como “senhores sabichões e acima de tudo”, tem que parar.
Outra: se eles não “acharam armas nucleares ou de destruição em massa” no Iraque, é por que nunca existiram de fato; e se, não mostraram ao mundo no começo da guerra que havia armas (mesmo forjadas, como tu citaste como argumento), é por que não era do interesse do governo americano e este provavelmente NUNCA pensou que seria necessário provar tal ato para a humanidade. Na “cabeça” do governo, tal ato era desnecessário. Vimos posteriormente, que foi um erro grotesco e primário do governo. Brincaram de Senhores do Mundo e se deram mal. Foi pouco ainda por enquanto; merecem bem mais. Por isso, nada melhor que um dia após o outro.
O tal de “bloqueio comercial” ao Irã é esdrúxulo e ridículo e inexistente; existe, somente na cabeça do governo americano e da mídia ocidental que aumenta tudo cfe. interesses.
Sabem o que tranca o bloqueio comercial? Os bancos chineses que pagam o petróleo iraniano e russo comprado pelos dois maiores compradores de petróleo iraniano e acabam com “brincadeira de bloqueio comercial americano” tão amplamente noticiado pela imprensa ocidental, onde muitas vezes o cidadão se pergunta: mas, como ainda não atacaram o Irã? Não atacaram ainda, por que o “buraco” é mais embaixo e o furo pode ser maior do que se pensa.
Lugar de americano é nos Estados Unidos cuidando de seu rabo; o resto é problema do resto e de mais ninguém.
Agora jornalista Esportivo mais parecido com o Moore no Brasil é o Blog Do Paulinho. Faz 2 dias eles revelou detalhes de como Vanerlei Luxemburgo lava dinheiro que ele rouba do Flamengo (e todos os clubes pelo qual passa) e esse jornalista é ignorado pelo resta da imprensa Brasileira.
Mario, qual sua opinião sobre o trabalho do Blog do Paulinho?
Veja o caso Luxemburgo: http://blogdopaulinho.wordpress.com/2012/01/18/bicheiros-negociatas-documentos-falsos-saiba-como-vwanderleiy-luxemburgo-esta-pegando-dinheiro-do-flamengo/
Aqui em Floripa havia um blogueiro (do Tijoladas do Mosquito) que atacava os poderosos de plantão em todas suas safadezas. Nem sempre ditas de maneira “elegante”, ele escrevia coisas que qualquer cidadão de bem gostaria que fossem debatidas pelos meios de comunicação. Apertaram tanto o torniquete sobre o cara que ele entrou em desespero e tirou a vida (pelo menos na versão oficial – olha a teoria da conspiração aí!). Não surpreende, portanto, que o Moore tenha ficado isolado em certo momento e que as pessoas se afastavam dele. No fundo, muitos desejam que a verdade seja dita, mas fogem do portador das verdades. Espero que o Paulinho tenha lá suas proteções, pois a turma que ele está cutucando é da pesada.
O Paulinho não tem suas proteções, mas tem gente que para ele (e muito bem) para fazer as suas acusações..
Desculpe desapontá-lo Schroder, mas esse paulinho é somente um laranja, possui dois CPFs, é pau-mandado do ex dirigente do Corinthinas Citadini e do Juca Kfouri. É pago para difamar os inimigos desses dois..
Aconselho a ler esse blog que desmascara ele: nocudosjuquinhas.wordpress.com
Não conheço e, por isso, não posso opinar. Dei algumas olhadas rápidas, mas só. Quem tem autoridade para falar sobre são seus leitores.
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Moro nos Estados Unidos tempo suficiente para saber duas coisas: primeiro, que não existe um documentarista com Michael Moore; e segundo, que não existe nada pior por aqui do que o atual partido Republicano, sim.
Se tivéssemos mais 100 (cem) pessoas que nem o Michael Moore no planeta, melhor dizendo, que conseguissem defender e ganhar seu espaço na mídia global (duvido que se o Michael Moore fosse brasileiro, europeu, asiático, australiano, etc.), teria tanta menção e seria tão respeitado. Mas, se existisse mais 100 com a sua coragem, a 3ª Guerra Mundial teria “estourado” a muito tempo ou o planeta terra seria um local melhor de viver; pois, se com um ser humano que denuncia as barbaridades das “otoridades” e que recebe tantas ameaças de morte… imagina mais 100 destes.
A mentira tem pernas curtas.
Michael Moore é somente um ser humano… imagina mais destes…
Outra reflexão deste momento e com este texto. O ser humano mostra a cada dia que passa o quanto é atrasado; aliás, bota atrasado nisso. A evolução (a verdadeira, que é a espiritual… está parada desde a revolução industrial; portanto, a mais de 200 anos…) material e física só vale para 1% da população mundial, a qual detém a grande maioria da riqueza. O resto… bem o resto que se dane!
não gosto dos documentários dele pois abusa do sentimentalismo barato, mas é uma questão de estilo. agora uma coisa tenho certeza que não está no livro: moore faz parte da comissão que analisa candidatos a melhor documentário do oscar e essa comissão definiu recentemente que só serão indicados documentários que tiverem resenhas em dois jornais dos eua: new york times e los angeles times. jaba institucionalizado.