O futebol dos tempos de João Nogueira, o pai de Diogo

Diogo Nogueira costuma lembrar, como fez no último sábado em depoimento ao Programa do Falcão, na Gaúcha, os melhores tempos do futebol – aquele em que seu pai e sambista João Nogueira, torcedor do Flamengo, ia ao Maracanã mesmo quando seu time não jogava. João gostava de futebol e, se havia um grande jogo, mesmo do maior adversário de seu Flamengo, lá ia ele para as arquibancadas. Queria curtir a arte dos jogadores, não importava se no futuro eles fossem responsáveis por eventuais derrotas de seu time. Diogo, também flamenguista, não repete mais o programa preferido por seu pai por um motivo básico, acima de todos os outros: o estádio virou um ambiente hostil para quem não torce pelos times que estão em campo.

O futebol perdeu um pouco da graça do passado, poderia dizer Diogo Nogueira sem medo de errar. Ficou sério demais, belicoso, virou um ambiente complicado, estreitou cada vez mais seus territórios. Imagine alguém que não torça nem por Grêmio nem por Inter chegando a Porto Alegre na véspera de um Gre-Nal. Um apaixonado por futebol trataria de não perder a chance de assistir a um dos grandes clássicos do futebol mundial, como faria na Espanha antes de Real x Barcelona, mas onde poderia se acomodar?

Seu primeiro problema seria conseguir ingresso. Eles são reservados basicamente para os associados, das diversas modalidades. Se, por um milagre qualquer, conseguisse comprar, onde ele assistiria ao jogo? No espaço reservado aos visitantes ou no da torcida local, dona do estádio? Em qualquer das opções, seria um risco. Não poderia simplesmente assistir ao jogo e aplaudir os bons momentos, de um lado ou outro, porque os torcedores a sua volta não permitiriam neutralidade (que seria encarada com suspeita) ou aplausos aos adversários (que seria olhada como afronta). O melhor, neste caso, seria desistir do ingresso e evitar riscos de confusão.

Vamos a uma hipótese ainda mais complicada. Há chance de um torcedor do Grêmio ir ao Beira-Rio porque gosta do futebol do argentino D’Alessandro ou um do Inter frequentar o Olímpico por apreciar a técnica de Douglas ou do garoto Leandro? Era isso que João Nogueira fazia no Rio. Ia ao estádio conferir os adversários por gostar de futebol, apenas isso, como lembrou Diogo na conversa com Falcão.

Quem tem alguns bons anos de vida e já deixou a adolescência há muito tempo entende bem como era aquela época citada por Diogo Nogueira. Estádio era como uma casa de espetáculos. Curti este período lembrado pelo filho de João Nogueira. Quando cheguei a Porto Alegre, no fim de 1968, sonhava ver de perto aqueles times, especialmente de Rio e São Paulo (Pelé estava no auge), que só conhecia pelo rádio, dos tempos de adolescente em Santa Catarina. Não havia um Brasileirão como o atual – e os melhores times ficavam distantes da maioria dos Estados. Assim, lembro que naquele primeiro ano de Porto Alegre, assisti a praticamente todos os jogos nacionais no Olímpico e no Beira-Rio. Curti aquele prazer que João Nogueira costumava lembrar nas conversas com seu filho.

Hoje, na nova realidade do futebol, não teria mais condições de fazer isso, mas naquelas tardes e noites de 1969, o mundo mágico do futebol dos tempos de rádio virava realidade em cada um dos estádios. O pai de Diogo tinha razão ao falar de seu encantamento. Eram outros tempos.

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Sobre mariomarcos

Jornalista, natural de criciúma, fã incondicional de filmes, bons livros e esportes
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29 respostas para O futebol dos tempos de João Nogueira, o pai de Diogo

  1. bruxo niederauer disse:

    MM Com certeza!!!(usando a gíria do futebolês). O futebol ficou muito triste, aliás, onde o econômico se sobrepõem a arte, ele trata de torná-la menos bela.Quando ele fica subordinado a ela como na Renascença, a coisa muda de figura. Às vezes eu leio o pessoal dizer que viu fulano e beltrano jogarem (geralmente de 80 para cá) como se fosse um grande acontecimento. Os anos dourados da bola (e da música também) no Brasil foram inegavelmente os 60 e 70. Além de se poder ir a campo com a família, também havia um sem número de craques. Vou citar apenas os que usavam a camisa 10(mc ou atacante) de cada time na década de 70 nos campeonatos nacionais: Pelé(Santos), Rivellino (Corinthians), Gerson e depois Pedro Rocha(São Paulo), Ademir da Guia(Palmeiras), Doval depois Zico (Flamengo), Jairzinho (Botafogo), Tostão depois Roberto Dinamite(Vasco), Samarone depois Rivellino(Fluminense),Paulo Cesar (Inter),Gaspar (Grêmio), Lola(Atlético MG), Dirceu Lopes (Cruzeiro), Tião Abatiá (Coritiba), Douglas (Bahia). Estes atacantes ou meios de campo, hoje, jogariam na seleção.
    Como citei música; só vou lembrar os que nasceram em 1942 e estouraram nos anos 60: Paulinho da Viola, Milton Nascimento, Tim Maia, Gilberto Gil e Caetano Veloso. Isso apenas em um único ano.Próximos, Roberto em 41, Chico em 44 e por aí vai o rol.

    • mariomarcos disse:

      É isso. Uma vez conversei com o médico Sérgio Bechelli, torcedor do Grêmio e apaixonado por futebol, e ele lembrou com saudade dos tempos em que os estádios ficavam divididos meio a meio pelas torcidas nos Gre-Nais, daquelas cenas de um torcedor pegar uma bandeira no ombro e correr pela frente da torcida adversária, só para provocar gritaria, vaias e nada mais. Ninguém era grosseiramente agredido. Hoje, nem a divisão das torcidas existe mais.

    • Marcus disse:

      Pô Bruxo,
      pegar só os camisa 10 é covardia!! ::))
      Destes todos que citastes (fora Pelé) os que mais me impressionaram foram Ademir da Guia e o Tostão. O Ademir pela movimentação por todo o campo e colocação (e o chamavam de “lento”!!). E o Tostão por fazer algo que depois dele não vi mais ninguém fazer: correr com a cabeça em pé, sem olhar para a bola… Nos dias de hoje onde a velocidade de execução é fundamental, imagina a sua vantagem sobre os demais!!! Ele “antevia” a jogada. Não foi a toa que ele e Pelé formaram uma dupla fantástica…

      • bruxo niederauer disse:

        Prezado Marcus! Exatamente o que eu penso! Sempre quando me perguntam quais foram os maiores jogadores brasileiros que vi jogar cito sempre: Pelé, Tostão, Ademir da Guia e Dirceu Lopes.Nem Falcão, nem Renato Portaluppi, nem Zico.Estes 4 foram a síntese do futebol. Vi o Garrincha em fim de carreira pelo Olaria (RJ). Era um espectro, só pude imaginar como era no passado.

    • ARIH disse:

      Anos 60/70. E o mundo mudou. Ajudamos nesta transformacao. Acertamos em algumas coisas. Outras foram um erro. Mas, aqui estamos. Vivemos intensamente.

  2. José Altamir disse:

    É……….., naqueles tempos, a arte do futebol era tão expressiva que jogadores eram torcedores…, artistas que amavam a camisa que vestiam …… Alcindo, Iura, Falcão, Gainete …. – hoje são profissionais (até dirigentes) e…., torcedores viraram justiceiros mascarados pelo covarde anonimato …. – Foram bons tempos ….!!!

  3. Marcus disse:

    Mário,
    sou colorado, mas joguei futebol de salão no Grêmio em 70/71 (juvenil). Como era sócio atleta tricolor ia ver alguns jogos nas cadeiras do Olímpico.
    Lembro de quando Ancheta chegou e vi jogos dele contra grandes times do Rio-SP. Era um zagueiro diferenciado e teve azar de estar “no time errado” e na hora “errada” (pela comparação com Figueroa). Depois fui vizinho dele (Menino Deus) e comentávamos sobre isso…
    Meus amigos sabiam das minhas cores e me recebiam super bem no estádio (brincadeiras inevitáveis à parte). Víamos os jogos juntos sem nenhum problema. E eu ia para ver os grande jogadores do Santos (Pelé e cia), Flamengo, Palmeiras (a Academia dava gosto de ver jogar).
    Cheguei inclusive a assistir um Gre-Nal no meio da torcida azul (foi muito divertido).
    É claro que ia no Beira-Rio, mas aí era para torcer pelo Inter. Nos jogos do Grêmio eu ficava olhando os detalhes de movimentação dos grandes craques (interesse de quem joga) e isso ao vivo faz toda a diferença (não consigo entender COMO alguns comentaristas comentam o jogo pela telinha!!).
    Hoje não dá para ir nem no Beira Rio, principalmente à noite.
    Abs
    Marcus

    • mariomarcos disse:

      Perfeito, Marcus. Sempre elogiei muito a paixão do torcedor pelo futebol, mas de uns tempos para cá alguns limites foram perigosamente ultrapassados. É uma pena.

      • ciro disse:

        mm…o estadio também dividia no meio nos anos 80…só para citar camisas 10 dos anos 80…
        zico – flamengo
        tadeu ricci – grêmio
        zenon cobrador de faltas corinthians
        assis fluminense
        ruben paz inter
        dinamite vasco

        não são do nível dos que o bruxo citou mas são melhores que os de hoje não achas?

    • ARIH disse:

      Marcus, grande sintese do que era ver um jogo naquela epoca. Mesmo levado pelas condicoes, voce soube aproveitar. Esteve no meio da torcida adversaria, mesmo eles sabendo do fato. Soube apreciar um idolo do rival, que realmente merecia ser visto (Ancheta). Torcer pra outro time nao e justificativa para nao reconhecer. Nao a toa, mesmo sendo tricolor, gostava de ver Scala, Pontes, Lula, Braulio, Dorinho, Tovar. Alguem falou de tremular a bandeira no meio da torcida adversaria e no maximo era vaiado. Outros tempos, realmente. Pena que estes jovens nunca saberao que e isto. Nao terao o prazer que tivemos.

  4. Ivan Lima (Santa Maria-RS) disse:

    Lembro-me a época em que se ouvia futebol pelo rádio, nos anos 70, tinha dez anos, e vi minha primeira Copa do Mundo pela televisão, fiquei maravilhado, foi onde passei a conhecer Pelé, Tostão Piazza, Gerson, Clodoaldo, Jairzinho, Felix entre outros pela telinha, costumava ouvir futebol pelo rádio, mas lembro-me da época de Schineider, Gainete, Tovar, Braulio, vaguinho, Dorinho, fica imaginando como seriam esses jogadores, como era ve-los jogando, nunca tive essa oportunidade, o máximo que fazia era jogar bola em um campinho nos fundos de minha casa e adotar o nome de cada jogador na hora de bater um penalti ou driblar algum colega de pelada, tudo era um sonho de crinaça e hoje sei o quanto eles contribuiram para que eu possa ver bem de pertinho meus ídolos Colorados levantando taças. Acredito que os estádios voltarão a ser um lugar, onde se possa passar um fim de semana com a família se divertindo.

    • ARIH disse:

      Voltei no tempo. Antes de 66 acompanhava muito pelo radio, mas foi neste ano que meu pai comprou a primeira TV. Assistia o gauchao. Vi a maioria dos jogos da Copa de 70. Da selecao vi todos. Extraordinario.

  5. Eloi H disse:

    Na década de 70 assistia grenais ora entre torcedores gremista, ora entre torcedores colorados. Havia flauta, gozação, tudo dentro de uma civilidade que parece ter nunca existido. Havia emoção, havia paixão, creio que tanto quanto hoje mas, havia algo a mais que se perdeu em algum lugar do tempo. A razão apequenou-se, não creio. O sentimento de impunidade, de falta de respeito, da não culpabilidade, de não saúde, de não educação, de não igualdade, de não política e sim politicagem, de não verdade, de não……….não……..
    Faz falta torcer para um time podendo bater palmas para o espetáculo proporcionado por jogadores e jogadas, independentemente da cor de sua camisa.

    • ARIH disse:

      Creio que os jovens lendo tua descricao estao tentando imaginar. Eramos felizes e nao sabiamos. Muitas vezes vi torcedores misturados nos estadios. Muitas vezes vi os “Joao Nogueiras” assistindo, apenas assistindo pelo prazer de ver.

  6. Gustavo Barbosa disse:

    Caro MM,

    Desta vez, ouso discordar de ti.

    1º Não vejo nenhuma dificuldade extrema em se conseguir um ingresso. Sou colorado e desde janeiro do ano passado o único jogo difícil de conseguir acesso foi o da final da libertadores. Aliás, depois deste, não teve nenhum jogo com 35 mil pessoas.
    O que acontece é que alguns torcedores não-sócios tem um pouco de contrariedade com o fato de pagar mais para ir em alguns jogos de vez em quando.

    2º Quanto a um gremista assistir a jogos no beira-rio e vice-versa… tenho amigos gremistas , por exemplo, q vão a jogos do inter sem problemas. Eu inclusive já fui no olimpico sem maiores transtornos.

    3º Acho que por ultimo está melhor de ir em jogos. Inclusive se vê mais mulheres no estádio, o que até a década passada era raro.

    Abraço

    Gustavo

  7. Andrei disse:

    MM
    Belo texto. Entretanto, permita-me não concordar apenas com a parte em que referes a dificuldade em conseguir ingressos em razão de estarem reservados aos associados. Sendo estes os que sustentam o clube (ou pelo menos representam boa parte da receita), devem ser privilegiados na hora da compra da entrada.
    Aliás, hoje em dia é impossível assistir a um espetáculo futebolístico tal qual os das décadas de 60 e 70 (há alguma coisa no youtube)… Há muito tempo o talento foi deixado de lado para ser substituído pela “superação física”…

    • ARIH disse:

      Tens razao na questao dos socios. Mas me desculpe discordar quanto ao talento. Nem precisamos falar muito disso, basta ver o Barcelona se movimentando em campo. Veja cada gol que e uma pintura em qualquer jogo. Veja alguns lancamentos, dribles. Se concordo que hoje se pratica um futebol onde nao so a tecnica e importante, o brilho ainda nao acabou.

  8. Eduardo M disse:

    É isso que dá querer copiar tudo que acontece lá fora.

    O que é o futebol brasileiro sem os grandes clássicos ?

    Qual é a graça de se ir ver um Gre-Nal , um Fla-Flu , um São Paulo x Corinthians , Atlético x Cruzeiro , Ba-Vi , Atletiba e outros clássicos , se só termos uma torcida , ou no máximo , 10% do espaço do estádio reservado a torcida “visitante” ?

    NÃO DEIXEM MATAR A GRAÇA DOS CLÁSSICOS

  9. ARIH disse:

    Outros tempos, outros tempos, sem duvida. Ainda menino, perambulava pelos campos de varzea. Não importavam os adversarios e nem o time da casa. No Olimpico, e um pouco depois no Beira Rio, era da mesma forma. Se apreciava o futebol. Mas as pessoas, fundamentalmente, as pessoas eram outras. Respeitavam mais. Hoje, nas poucas oportunidades que tenho de ir assistir um jogo com meu filho, peco a ele para não ir com a camisa de seu time. Peco para que evite se manisfestar o maximo possivel, mesmo que seu time esteja ganhando. Em geral, evitamos ir a estadios. Os assassinos e loucos estao a solta, e o prazer, a alegria, não compensam o risco. Velhos tempos que não voltam mais. Nunca mais. Saudosismo? Nao, so a tristeza de saber que poderiamos estar ainda vivenciando isto, mas seria necessario uma mudanca radical no comportamento social dos torcedores. Não há espacos para os apreciadores que so querem assistir a uma partida. Por isso, sou favoravel a torcida unica nos estadios. Ainda assim, vimos aquelas lamentaveis cenas da torcida cruzeirense, no volei, estes dias.

  10. Luiz Martini disse:

    Lá por 1970, um grupo de 4 ou 5 amigos, todos gremistas na faixa dos 16~18 anos de idade, fomos a um GreNal no Beira Rio. Não existia esse aparato todo de segurança que divide as torcidas desde a sua saída de casa. Entramos no estádio, tinha um acesso com muita gente, aí vimos uma escada mais vazia, nos enfiamos por ali. Saímos…. no meio da torcida do Inter! Nós, com camisetas, bandeiras, bonés. Levamos uma vaia, apupos, xingamentos em tom de brincadeira. E só! Procuramos sair logo daquele setor e ir para onde estava a torcida gremista na arquibancada. Todos inteiros. É uma pena que isso tenha se perdido no tempo.
    Conclusão: não tinha divisão de torcidas desde a calçada, os acessos eram comuns, não tinha divisão nas arquibancadas. Claro, a polícia estava presente, cumpria seu papel, eventualmente fazia algums cordão de isolamento. E só, mais não precisava.

  11. Luiz Martini disse:

    Outro causo. Nos anos 60, portanto menores [13~14 anos de idade], fomos um grupo [sem os pais], levados na kombi de um português dono de armazém e gremistaço, a Novo Hamburgo ver um jogo com o Floriano. Primeiro tempo, 1 x 0 para o Floriano. No intervalo, um amigo e eu fomos buscar um refri no bar, passando pelo meio da torcida deles, na maior naturalidade. Um torcedor deles estava falando com um gremista, brincando, e o ouvimos dizer “ah, deixa eu gozar enquanto eu posso”, exatamente porque era muito difícil, naquela época, um time do interior ganhar da Dupla. E o meu amigo se meteu, falando “É isso, goza agora, mesmo, porque a gente vai virar o jogo no segundo tempo”. E estamos vivos e inteiros até hoje…

  12. Luiz Martini disse:

    MM, há poucos dias comentava que essa política de ingressos quase que somente para sócios ia acabar com a possibilidade de angariar novos torcedores muito longe da cidade e, sobretudo, fora do Estado. Acho que é um tiro no pé. Um gaúcho que more longe, digamos uns 20~30 anos em Rondônia, por exemplo, que casou por lá, os filhos nasceram lá. Aí, vem a Porto Alegre, tem jogo do Grêmio, o cara todo orgulhoso para mostrar o Olímpico para o filho, o Grêmio no campo, aquela adrenalina toda. Com certeza o filho dele é mais um gremista no mundo. Mas nada, não consegue ingresso, que é “só para sócio”. Pronto, diminui a possibilidade de um novo torcedor, ao menos um torcedor “fanático”.

    • ARIH disse:

      Parabens pelas historias acima. Os garotos quando lerem irao pensar: como seria bom ser assim hoje. Nao e mesmo? Mas, quanto a este comentario, creio que e um caminho sem volta. Veja que a Arena sera para uns 54/56 mil, o Beira Rio sera em torno de 58. Socios esperados ate a conclusao das obras, mais de 100 mil pra cada. Como acomodar? Certo, varios sao de fora, mas mesmo assim, a maioria e do local. Estamos errando no planejamento, ambos os clubes. Queremos aumentar o numero de socios, mas estamos construindo estadios que nao acomodam todos? Ha uma clara inconformidade ai. Nao a toa, os clubes da Inglaterra estao querendo fazer estadios novos. Todas as intencoes superam os 60/70 mil lugares porque nos espectadores esta uma grande fonte de renda por la, e nao sera diferente por aqui, ainda mais para a dupla que perde em muito em outros ganhos para os outros clubes.

    • Rodrigo Ventura Merg disse:

      Luiz, esse torcedor de Rondônia não teria dificuldade em conseguir ingressos para ele e para os filhos em pelo menos 90% dos jogos durante o ano. Basta ver o público que temos, já citado por um amigo acima, os únicos jogos onde o torcedor comum tem dificuldade na aquisição de ingressos são os jogos decisivos e nesses, em desculpe, mas aqueles que contribuem com o clube durante todo o ano devem sim ser privilegiados.

      Por outro lado, caso o torcedor de Rondônia e de outros pagos queira ter a possibilidade de adquirir ingressos para qualquer partida basta se associar, a mensalidade para o sócio torcedor não é cara.

  13. ubiratan disse:

    Quanto aos ingressos, concordo com o Rodrigo. O estádio Beira-Rio passa 99% do seu tempo com lugares sobrando. Das pouco mais de 40 partidas que o clube joga em casa, no máximo em duas o estádio realmente fica lotado.
    O que precisa evoluir é a comunicação do clube com o seu associado a fim de que este avise quando não vai, para que o clube possa negociar o seu lugar num jogo em que a procura por ingressos supere a capacidade do estádio. No mais, a contribuição mensal, em dia e garantida dos sócios é infinitamente maior do que qualquer ingresso avulso que venha a ser colocado à venda.

  14. ubiratan disse:

    Agora…quanto aos clássicos de torcida dividida no beira-Rio e Olímpico, também sinto saudades. Que dúvida.
    Sou de 1966 e comecei a frequentar os estádios na década de 70. Graças a Deus pude ver MANGA, CLAUDIO, FIGUEROA, PONTES/MARINHO, VACARIA, FALCÃO, TOVAR, CARPEGGIANI, CAÇAPAVA, BATISTA, JAIR, MÁRIO SÉRGIO. Que sorte a minha. Ou melhor, a nossa. De todos que puderam assistir esses verdadeiros craques.
    A década de 80 não foi tão generosa com os colorados mas ainda consegui ver o RUBEN PAZ. Por ter visto esse VERDADEIRO meia-esquerda e articulador, chego a chorar de pena quando chamam o D’Alessandro de craque.
    É isso… tudo é uma questão de parâmetros. Quem viu esses jogadores em ação, não se contenta com pouco. Não. De jeito nenhum.
    O queeeee….jogando essa bolinha e sendo chamado de “diferenciado”???
    Nem a pau, juvenal!!

  15. ubiratan disse:

    Por ter um irmão mais velho que é gremista, fui a muitos jogos do gremio quando era criança e adolescente. Já assisti grenais na torcida do gremio, tanto no Beira-Rio quanto no Olímpico. Reconheço que se trata de um prazer meio mórbido. Mas posso garantir que é um espetáculo à parte ver a tua torcida gritando gol, estando no lado do inimigo.
    Ver a torcida do Inter pulando, estando no lado gremista e vendo a cara de defunto que eles ficam, é muito agradável também.
    A angústia que se passa quando é o contrário, também vale como experiência.
    Tem governo no assunto, então tem coisa mal feita!!
    Hoje, com o ESTADO ausente e ineficiente que temos, sucumbimos à ação dos marginais travestidos de torcedores e o clássico, inegavelmente, ficou mais triste e mais feio de se assistir.
    A solução para esse problema é o estímulo e o aumento do número de mulheres nos estádios.
    Quanto mais mulher, menos violência.
    Não peguei a época do estádio dividido ao meio para cada torcida. Quando comecei a ir aos jogos, já era 1/4 do estádio para o adversário.
    Mas era muito mais bonito que agora.
    Hoje ficamos acuados, num espaço ridículo e me sinto muito mais inseguro.
    Pena que o Brasil se notabilize pela péssima participação do ESTADO na nossa vida.
    bastaria ter enjaulado uma meia-dúzia de baderneiros que as coisas teraim se acalmado.
    Mas não… passaram a mão por cima e deu no que deu.
    Incompetência é a marca de qualquer governo no Brasil.

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