Mais uma vez, o Atlético Mineiro mostrou por que é o grande favorito para conquistar esta Libertadores. Bastou jogar com serenidade durante os últimos 28 minutos do segundo tempo para sair de uma desastrosa derrota de 2 a 0 para um empate em 2 a 2 com o Tijuana, na noite desta quinta-feira, no México. Ou seja: mesmo quando não joga bem, tem força e qualidade para reagir e conseguir um resultado.
Com isso, decide a vaga em grande vantagem na próxima semana no Independência, onde é praticamente imbatível. Joga por dois empates (0 a 0 e 1 a 1) ou por vitória.
Até os 20 minutos do segundo tempo, quando Tardelli descontou, a situação parecia irreversível para o time mineiro. Além de mostrar dificuldades para controlar a bola e trocar passes no campo artificial, o time não conseguia controlar os mexicanos e abria espaços generosos em sua defesa. Para piorar, Réver exagerava nos chutões, o que sempre favorecia o Tijuana.
O domínio mexicano resultou em gol de Riascos, aos 31 minutos, em falha de Gilberto Silva. No segundo tempo, o Atlético nem teve tempo de se reorganizar: aos sete minutos, a defesa facilitou de novo, Victor não conseguiu segurar firme e Martinez completou, fazendo 2 a 0.
Quem assistia ao jogo ficou com a sensação de que o Tijuana poderia ampliar, caso continuasse a pressionar diante de um Atlético atrapalhado. Mas, depois deste gol, os brasileiros começaram a reagir, principalmente porque Luan entrou muito bem em lugar de Bernard, que saiu machucado. Além de ajudar na marcação, passou a puxar os contra-ataques.
O Atlético descontou aos 20, com Tardelli, depois de escanteio batido por Ronaldinho, e chegou ao empate aos 46: no contra-ataque, Luan ganhou do zagueiro e tocou na saída do goleiro. Empate que foi um alívio para o time brasileiro.
No outro jogo da rodada, Boca Juniors e Newell’s Old Boys empataram em 0 a 0 na Bombonera. A decisão será em Rosário.




